{"id":2074,"date":"2011-11-15T23:22:16","date_gmt":"2011-11-15T23:22:16","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2074"},"modified":"2021-05-31T14:10:40","modified_gmt":"2021-05-31T17:10:40","slug":"a-comuna-de-paris-a-revolucao-russa-e-a-indignacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2074","title":{"rendered":"A Comuna de Paris, a Revolu\u00e7\u00e3o Russa e a indigna\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>isso de querer<\/em><\/p>\n<p align=\"right\"><em>ser exatamente aquilo<\/em><\/p>\n<p align=\"right\"><em>que a gente \u00e9<\/em><\/p>\n<p align=\"right\"><em>ainda vai<\/em><\/p>\n<p align=\"right\"><em>nos levar al\u00e9m<\/em><\/p>\n<p align=\"right\"><em><strong>Paulo Leminsky<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Outubro veio e passou nos deixando em novembro de mais um ano no sistema capitalista. Neste ano lembramos os 140 anos da Comuna de Paris e muitas atividades pipocaram por todo o Brasil e pelo mundo saudando a ousadia oper\u00e1ria que assaltou os c\u00e9us em 1871. Recentemente, em 2007, comemoramos os 90 anos da revolu\u00e7\u00e3o russa. Enquanto isso, jovens e trabalhadores tomam as ruas em v\u00e1rias partes do mundo e se declaram indignados.<\/p>\n<p>O sentido mais comum da palavra refere-se \u00e0 revolta diante de uma injusti\u00e7a ou afronta, sentimento contr\u00e1rio ao ato que se caracteriza como desumano, cruel, injuriante, ultrajante. Tamb\u00e9m associado ao ato de raiva e exaspera\u00e7\u00e3o, irrita\u00e7\u00e3o intensa.<\/p>\n<p>O movimento que se autodenominou como O<em>ccupy Wall Strett <\/em>(ocupem Wall Street) e que se alastrou por mais de 25 cidades norte-americanas desde setembro deste ano tem sido identificado como um bom exemplo desta indigna\u00e7\u00e3o que parece tomar conta de algumas pessoas antes t\u00e3o pacatas e acomodadas nas benesses do chamado primeiro mundo. Tentando acalmar a ordem, o senhor Richard Locke (n\u00e3o sabemos se carrega al\u00e9m da coincid\u00eancia do nome algum parentesco com o famoso John Locke, mas certamente algumas de suas ideias) afirma que tais manifesta\u00e7\u00f5es n\u00e3o podem ser identificadas com nenhuma inten\u00e7\u00e3o extremista contra o sistema vigente, completando: \u201c\u00e9 apenas uma manifesta\u00e7\u00e3o difusa em torno da profunda infelicidade diante das condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas dos Estados Unidos\u201d.<\/p>\n<p>O chefe da cadeira de Ci\u00eancia Pol\u00edtica do MIT (Massachusetts Institut of Technology) acredita que aqueles que est\u00e3o ocupando as ruas e pra\u00e7as buscam apenas um \u201csistema econ\u00f4mico menos ganancioso e corrupto\u201d. Estamos diante de dois fen\u00f4menos que nos chamam a aten\u00e7\u00e3o: primeiro a tend\u00eancia de alguns analistas em atribuir sua intencionalidade aos fen\u00f4menos que estudam; segundo o persistente equ\u00edvoco na compreens\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de massa e sua rela\u00e7\u00e3o com a intencionalidade dos processos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Enquanto alguns se animam mais do que devem com as manifesta\u00e7\u00f5es acreditando que ali j\u00e1 emerge um questionamento societ\u00e1rio de car\u00e1ter socialista, o que de fato n\u00e3o \u00e9, outros procuram se acalmar, como Locke, acreditando que n\u00e3o passa de uma \u201cmanifesta\u00e7\u00e3o difusa\u201d de descontentamento.<\/p>\n<p>Quando os trabalhadores de Paris, em 1871, tomaram a cidade, n\u00e3o o fizeram para iniciar a transi\u00e7\u00e3o socialista ou inventar a nova forma do Estado que nos levaria ao comunismo, da mesma forma as mulheres e os oper\u00e1rios russos que marcharam na greve geral de fevereiro de 1917 foram certamente movidos por uma grande insatisfa\u00e7\u00e3o com as condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e, principalmente, com os efeitos da Guerra. Se o senhor Richard Locke estivesse por l\u00e1 com seus incr\u00edveis cabedais cient\u00edficos do MIT diagnosticaria que n\u00e3o traziam a inten\u00e7\u00e3o definida de uma a\u00e7\u00e3o extremista contra o sistema vigente e almejavam apenas um sistema menos ganancioso e corrupto, ou mais precisamente, um sistema que n\u00e3o os deixasse t\u00e3o infelizes.<\/p>\n<p>Os trabalhadores russos, anos antes da epop\u00e9ia revolucion\u00e1ria, em janeiro de 1905, marcharam ao Pal\u00e1cio do Czar em S\u00e3o Petersburgo para entregar um abaixo assinado \u00e0 Nicolau II no qual diziam:<\/p>\n<p>\u201cEstamos numa situa\u00e7\u00e3o miser\u00e1vel, somos oprimidos, sobrecarregados co excesso de trabalho, insultados, n\u00e3o nos reconhecem como seres humanos, somos tratados como escravos. Para n\u00f3s, chegou aquele momento terr\u00edvel em que a morte \u00e9 melhor do que a continuidade do sofrimento insuport\u00e1vel.\u201d<\/p>\n<p>Mesmo diante de tal situa\u00e7\u00e3o eram certamente poucos aqueles que tinham a clareza que na base de seus sofrimentos se encontrava uma forma hist\u00f3rica de organiza\u00e7\u00e3o social que precisava ser superada e, um n\u00famero infinitamente menor daqueles que j\u00e1 lutavam com a intencionalidade de ir al\u00e9m da forma hist\u00f3rica que se preparava para substituir as ru\u00ednas da autocracia czarista. Reagiam \u00e0 fome, \u00e0 mis\u00e9ria, a indignidade. Quem lhes explicou claramente do que se tratava foi a guarda czarista que atirou nos mais de cem mil manifestantes e depois sufocou a rebeli\u00e3o operaria de 1905 a golpes dos sabres cossacos.<\/p>\n<p>Na Paris oper\u00e1ria tratava-se, como sabemos de defender a na\u00e7\u00e3o contra os invasores prussianos, depois defender a cidade contra os traidores de Versalhes e inicialmente conquistar, finalmente, apenas o direito de eleger seu pr\u00f3prio governo sem as media\u00e7\u00f5es do voto censit\u00e1rio, do veto \u00e0 participa\u00e7\u00e3o das mulheres e estrangeiros, ou seja, de todas as limita\u00e7\u00f5es que buscam garantir que os pobres e trabalhadores n\u00e3o participem da democracia. Quando Thiers massacrou os rebeldes e afirmou que \u201ca ordem, a justi\u00e7a, a civiliza\u00e7\u00e3o alcan\u00e7aram finalmente a vit\u00f3ria\u201d, \u00e9 poss\u00edvel que muitos come\u00e7assem a duvidar do que exatamente seria a \u201cciviliza\u00e7\u00e3o\u201d e o tipo de \u201cjusti\u00e7a\u201d que a embasava.<\/p>\n<p>Por isso a frase do senhor Locke, segundo a qual n\u00e3o se trata de um questionamento do sistema vigente, mas s\u00f3 de uma \u201cprofunda infelicidade diante das condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas dos Estados Unidos\u201d, expressa, como muitas das grandes constata\u00e7\u00f5es da chamada \u201cci\u00eancia pol\u00edtica\u201d, um ju\u00edzo perfeitamente correto que n\u00e3o nos serve de nada. A verdadeira quest\u00e3o estaria na busca da compreens\u00e3o do porque e contra\u00a0 o que se expressa a indigna\u00e7\u00e3o dos manifestantes.<\/p>\n<p>Quando o senhor Locke l\u00ea os cartazes dos manifestantes afirmando que\u00a0 \u201csomos 99% da popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o toleramos mais a gan\u00e2ncia e a corrup\u00e7\u00e3o dos 1% restantes\u201d, v\u00ea apenas uma vaga intencionalidade por um regime menos corrupto e ganancioso. Ele percebe bem esta dimens\u00e3o e procura se manter neste n\u00edvel da apar\u00eancia. Os participantes e o pr\u00f3prio cientista pol\u00edtico partilham de um elemento do senso comum que afirma que o problema do capitalismo n\u00e3o \u00e9 a acumula\u00e7\u00e3o privada da riqueza socialmente produzida, mas o exagero ganancioso da acumula\u00e7\u00e3o, ou seja, se os capitalistas tivessem o bom senso de acumular menos e com isso garantir uma boa qualidade de vida, todos sairiam ganhando.<\/p>\n<p>O desenrolar dos fatos pode contribuir decisivamente para superar em parte o senso comum dos participantes, embora seja um pouco mais pessimista quanto as possibilidades do cientista pol\u00edtico do MIT. Quando os manifestantes se aglomeram nas pra\u00e7as e atacam os banqueiros e financistas, a pol\u00edcia prontamente vem para desaloj\u00e1-los e as pris\u00f5es come\u00e7am (s\u00f3 em outubro foram mais de 700 presos). Ficamos sabendo por um artigo de Amy Goodman no<em>Democracy Now<\/em> que J.P. Morgam e o\u00a0<em>Chase Mahatan Bank <\/em>doaram U$ 4,6 milh\u00f5es de d\u00f3lares \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia da Cidade de New York, ao mesmo tempo em que os banqueiros receberam cerca de 1 trilh\u00e3o de d\u00f3lares para aliviar seus problemas com a crise.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes a realidade assume contornos did\u00e1ticos. Mesmo para um povo submetido ao mais aprimorado e eficiente controle ideol\u00f3gico, certas coisas come\u00e7am a ficar claras. Antes, entretanto, vejamos porque aquelas pessoas estavam profundamente infelizes.<\/p>\n<p>Existiria hoje no pa\u00eds mais rico do mundo cerca de 43, 6 milh\u00f5es de pobres, algo em torno de 14,3% da popula\u00e7\u00e3o, cerca de 50 milh\u00f5es de pessoas n\u00e3o tem acesso a nenhum tipo de seguro de sa\u00fade, 16 milh\u00f5es de pessoas passam fome e 49 milh\u00f5es s\u00f3 n\u00e3o passam fome porque tem prec\u00e1rios vales de alimenta\u00e7\u00e3o. O desemprego oficialmente est\u00e1 sondando os 10% (entre os negros os n\u00fameros oficiais s\u00e3o de 16% de desempregados) da popula\u00e7\u00e3o, dizem que as cifras reais chegam aos 17 %\u00a0 e a crise afetou uma quest\u00e3o b\u00e1sica que \u00e9 a moradia.<\/p>\n<p>Para tentar sair do desespero os trabalhadores norte-americanos est\u00e3o trabalhando 100 horas a mais do que h\u00e1 20 anos (as mulheres 200 horas a mais). Tudo isso em um mundo onde se profetizou o fim do trabalho!<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, entre 1979 e 2006, 1% da popula\u00e7\u00e3o mais rica passou de 10% da concentra\u00e7\u00e3o da riqueza produzida para 23% (mesmo \u00edndice que estava presente em 1929). Esta concentra\u00e7\u00e3o indica que 90% do total da riqueza produzida nos 25 anos de euforia foi parar na m\u00e3o de menos de 10% da popula\u00e7\u00e3o mais rica e concentrou-se em 1% dela.<\/p>\n<p>Marx e Engels, na obra\u00a0<em>A ideologia alem\u00e3<\/em>, diziam o seguinte:<\/p>\n<p>\u201cQuanto mais as formas normais das rela\u00e7\u00f5es sociais e, com ela, as condi\u00e7\u00f5es de exist\u00eancia da classe dominante acusam a sua contradi\u00e7\u00e3o com as for\u00e7as produtivas avan\u00e7adas, quanto mais n\u00edtido se torna o fosso cavado no seio da pr\u00f3pria classe dominante, fosso que separa esta classe da classe dominada, mais natural se torna, nestas circunst\u00e2ncias, que a consci\u00eancia que correspondia originalmente a esta forma de rela\u00e7\u00f5es sociais se torne inaut\u00eantica; dito por outras palavras, essa consci\u00eancia deixa de ser uma consci\u00eancia correspondente, e as representa\u00e7\u00f5es anteriores, que s\u00e3o tradicionais deste sistema de rela\u00e7\u00f5es, aquelas em que os interesses pessoais reais, etc. eram apresentados como interesse geral, degradam-se progressivamente em meras f\u00f3rmulas idealizantes, em ilus\u00e3o consciente, em hipocrisia deliberada.\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 natural que em uma situa\u00e7\u00e3o como essa os norte americanos que pensavam\u00a0<em>yes we can, <\/em>passem a pensar:\u00a0<em> we cannot accept this!<\/em> \u00c9 de se esperar que as palavras entorno das quais se estruturava uma vis\u00e3o de mundo sob a qual se ocultava os interesses de classe da burguesia monopolista se tornem inaut\u00eanticas e assumam feitio de pura hipocrisia deliberada.<\/p>\n<p>Quando Roma estava para cair, os b\u00e1rbaros se amontoavam em seus port\u00f5es, n\u00e3o para invadi-la militarmente, h\u00e1 muito estavam militarmente derrotados, mas para tentar passar seus muros buscando sobreviver como escravos. No final do feudalismo o poder dos senhores que um dia se legitimara pelo dever de proteger os servos atr\u00e1s dos muros de seus castelos, assumia cada vez mais a forma do direito de massacr\u00e1-los.<\/p>\n<p>O paradoxo que se esconde nas formas aparentes do senso comum liberal \u00e9 que esta doutrina pol\u00edtica se funda na cren\u00e7a do protagonismo do indiv\u00edduo ao mesmo tempo que est\u00e1 convicta de que os indiv\u00edduos se inserem em um todo que caminha por seus pr\u00f3prios des\u00edgnios, ou seja, o mercado. Dessa maneira cada um busca seu interesse ego\u00edsta, mas magicamente desta soma de ego\u00edsmos resulta o chamado bem comum. A solu\u00e7\u00e3o liberal do paradoxo est\u00e1 na no\u00e7\u00e3o de grandes homens, personalidades excepcionais que vem al\u00e9m dos homens comuns e dirige a hist\u00f3ria para a intencionalidade desejada.<\/p>\n<p>Norbert Elias trata desta maneira a quest\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201cPelo menos \u00e9 imposs\u00edvel constatarmos que qualquer pessoa dos s\u00e9culos XII ou mesmo XVI tenha conscientemente planejado o desenvolvimento da sociedade industrial dos nossos dias. Que tipo de forma\u00e7\u00e3o \u00e9 essa, esta \u2018sociedade\u2019 que compomos em conjunto, que n\u00e3o foi pretendida ou planejada por nenhum de n\u00f3s, nem t\u00e3o pouco por todos n\u00f3s juntos? Ela s\u00f3 existe porque existe um grande n\u00famero de pessoas, s\u00f3 continua a funcionar porque muitas pessoas, isoladamente, querem e fazem certas coisas, e, no entanto, sua estrutura e suas grandes transforma\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas independem, claramente, das inten\u00e7\u00f5es de qualquer pessoa em particular.\u201d<\/p>\n<p>Em outra passagem o mesmo autor diria: \u201cde planos emergindo, mas n\u00e3o planejada \/ movida por prop\u00f3sitos, mas sem finalidade\u201d. Elias, apesar de captar bem um momento do real contra as pretens\u00f5es ideol\u00f3gicas mais grosseiras do pensamento liberal, tem uma certa dificuldade em encontrar um finalidade hist\u00f3rica al\u00e9m daquela atribu\u00edda aos indiv\u00edduos e a substitui pela ideia de \u201cprocesso\u201d. N\u00f3s, os marxistas, estamos convictos que por tr\u00e1s desta aparente ca\u00f3tico choque de vontades individuais encontra-se um complexo de a\u00e7\u00f5es e determina\u00e7\u00f5es rec\u00edprocas que constitui uma totalidade que \u00e9 muito mais que a soma das partes.<\/p>\n<p>Poucos naquelas pra\u00e7as, ou mesmo ningu\u00e9m, deseja o fim do capitalismo, mas ao se colocarem em luta movidos por uma materialidade que transforma em p\u00f3 os v\u00e9us ideol\u00f3gicos que encobriam os interesses da grande burguesia monopolista, ao se chocarem na pr\u00e1tica com estes interesses se produz uma fus\u00e3o que os leva al\u00e9m de suas vontades individuais ou mesmo coletivas que os moveram at\u00e9 aquele momento e se tornam, na pr\u00e1tica, parte de uma a\u00e7\u00e3o que assume contornos anticapitaistas, n\u00e3o por seus desejos e inten\u00e7\u00f5es originais, mas pela natureza das for\u00e7as contra as quais se chocam e os interesses materiais contra os quais se defrontam.<\/p>\n<p>No que tudo isso vai dar? Ainda n\u00e3o sabemos, mas que o mundo est\u00e1 ficando muito mais interessante do que o senhor Richard Lock imagina, temos certeza. Como diz uma m\u00fasica do Z\u00e9 Pinto (compositor de v\u00e1rias das m\u00fasicas cantadas pelo pessoal do MST), \u201cse n\u00e3o houver amanh\u00e3, brindaremos o ontem\u201d, ent\u00e3o viva a Comuna de Paris, viva a Revolu\u00e7\u00e3o Russa. Estamos convencidos de que haver\u00e1 um amanh\u00e3, \u00fanico problema \u00e9 que talvez seja muito ruim, mas a\u00ed as pessoas v\u00e3o ficar profundamente infelizes e quem sabe saiam \u00e0s ruas e formem algo al\u00e9m da mera indigna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sugest\u00f5es de leitura:<\/p>\n<p>Elias, N.\u00a0<em>A sociedade dos indiv\u00edduos<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.<\/p>\n<p>Marx, K. e Engels, F. <em>A ideologia alem\u00e3<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2007.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p><strong>Mauro Iasi<\/strong> \u00e9 professor adjunto da Escola de Servi\u00e7o Social da UFRJ, presidente da ADUFRJ, pesquisador do NEPEM (N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comit\u00ea Central do PCB. \u00c9 autor do livro\u00a0<em>O dilema de Hamlet: o ser e o n\u00e3o ser da consci\u00eancia<\/em> (Boitempo, 2002). Colabora para o\u00a0<strong>Blog da Boitempo<\/strong> mensalmente, \u00e0s quartas.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/boitempoeditorial.wordpress.com\/category\/colunas\/mauro-iasi\/\">http:\/\/boitempoeditorial.wordpress.com\/category\/colunas\/mauro-iasi\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: PCB\n\n\n\n\n\n\n\n\nPor Mauro Iasi.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2074\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[367,50],"tags":[],"class_list":["post-2074","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comuna-de-paris","category-c61-cultura-revolucionaria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-xs","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2074","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2074"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2074\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2074"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2074"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2074"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}