{"id":20781,"date":"2018-09-09T11:07:12","date_gmt":"2018-09-09T14:07:12","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=20781"},"modified":"2018-09-09T11:13:10","modified_gmt":"2018-09-09T14:13:10","slug":"deixar-queimar-deixar-morrer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20781","title":{"rendered":"Deixar queimar, deixar morrer"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdnbr2.img.sputniknews.com\/images\/1211\/99\/12119919.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Christian Ingo Lenz Dunker<\/p>\n<p>Blog da Boitempo<\/p>\n<p><i>O inc\u00eandio e a destrui\u00e7\u00e3o total do acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro constituem uma incalcul\u00e1vel e irrepar\u00e1vel perda. E essa perda tem respons\u00e1veis, que n\u00e3o s\u00e3o apenas os actuais. Um dos sinais de uma pol\u00edtica antipopular \u00e9 o desprezo pela cultura. N\u00e3o admira que alguns dos mais bo\u00e7ais representantes da reac\u00e7\u00e3o brasileira tenha acolhido quase com al\u00edvio este inc\u00eandio.<\/i><\/p>\n<p>O inc\u00eandio no Museu Nacional do Rio de Janeiro \u00e9 o s\u00edmbolo e a realiza\u00e7\u00e3o material do governo Temer, mas tamb\u00e9m de uma forma de vida que parece ter chegado ao seu \u00e1pice, exibindo-se em todo seu poder e sua gl\u00f3ria. Em agosto de 2018 o museu queimou 90% de seu patrim\u00f4nio hist\u00f3rico ali acolhido.<\/p>\n<p>Os Afrescos de Pomp\u00e9ia resistiram \u00e0 erup\u00e7\u00e3o do Ves\u00favio no s\u00e9culo 1 a.c., mas n\u00e3o resistiram a este novo jeito \u201cadministrativo\u201d de governar que consiste em simplesmente n\u00e3o repassar verbas destinadas para um determinado fim. Como em Pomp\u00e9ia e Herculano, a escolha \u00e9 seletiva e an\u00f4nima, pois em meio \u00e0 engrenagem negocial quem lembrar\u00e1 que o ministro da Cultura S\u00e9rgio S\u00e1 Leit\u00e3o veio a ocupar um Minist\u00e9rio antes extinto? Ou que o cargo de presidente do Instituto Nacional de Museus estava vago h\u00e1 dois anos? O corte desproporcional de recursos, mesmo em compara\u00e7\u00e3o com outras \u00e1reas, reduzidos \u00e0 metade nos \u00faltimos cinco anos, torna este um inc\u00eandio criminoso.<\/p>\n<p>Trata-se de um procedimento an\u00e1logo ao que ocorre com o discurso da corrup\u00e7\u00e3o. Se algu\u00e9m desvia verbas para outros fins, ainda que dentro do interesse p\u00fablico, isso caracteriza um crime; mas se algu\u00e9m suspende o repasse de verbas para as universidades, como \u00e9 o caso da UFRJ, mantenedora do Museu Nacional, isso \u00e9 sentido apenas como \u201cconten\u00e7\u00e3o de gastos\u201d. \u00c9 isso que significa redu\u00e7\u00e3o do tamanho do Estado: deixar queimar a cultura, deixar morrer as pessoas. Sua realiza\u00e7\u00e3o material mais imediata \u00e9 deixar queimar nossos bens simb\u00f3licos e depois lamentar a trag\u00e9dia como se fosse outro que a tivesse levado a cabo. Est\u00e1 aberto ao p\u00fablico e \u00e0 visita\u00e7\u00e3o geral esse novo monumento que s\u00e3o as ru\u00ednas do Museu Nacional. Junto com as ru\u00ednas da UERJ e do Hospital Universit\u00e1rio da USP elas formam parte do novo patrim\u00f4nio hist\u00f3rico nacional, obra final dessa pol\u00edtica que agora tenta se reeleger com DEM, PSDB, PMDB e quejandos. Bolsonaro, um dia depois do inc\u00eandio, diz que n\u00e3o h\u00e1 nada a fazer e que vai extinguir o Minist\u00e9rio da Cultura. Fica claro que n\u00e3o se trata apenas de limita\u00e7\u00e3o ocasional, mas de uma pol\u00edtica afirmativa contra o que os museus simbolizam: mem\u00f3ria e reflex\u00e3o, cultura e estudo, cr\u00edtica e pensamento. Quando apenas tr\u00eas partidos t\u00eam propostas para a cultura isso se torna ainda mais evidente.<\/p>\n<p>Luiz Felipe Pond\u00e9 deve estar contente com o fim dos jantares de \u201cinteligentinhos\u201d discutindo se a m\u00famia de Atacama tinha 3 ou 4 mil anos de idade. Marco Antonio Villa teve seu dia de gl\u00f3ria e sua noite dos cristais, quando queimaram-se os \u00faltimos 30 cr\u00e2nios dos \u00edndios Botocudos, esses devastadores de florestas, n\u00f4mades malvados. A institui\u00e7\u00e3o cient\u00edfica mais antiga do pa\u00eds, criada em 1818 por Dom Jo\u00e3o VI, s\u00f3 podia ser de esquerda, pois estava sendo investigada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal h\u00e1 dois anos. Devia ser feminista tamb\u00e9m, afinal abrigava Luzia, a ancestral humana mais antiga das Am\u00e9ricas. Com certeza era defensora das cotas, pois guardava o trono de Daom\u00e9, onde se sentaram os governantes da \u00c1frica Ocidental no s\u00e9culo XVIII. Tive que ouvir, com os olhos que esta terra h\u00e1 de comer, como comeu o Tropeagnathus Mesembrinus, que o inc\u00eandio s\u00f3 aconteceu porque o dinheiro da Lei Rouanet e do Proac foi desviado pelo Chico Buarque para o pessoal da esquerda.<\/p>\n<p>Nove rolos de pergaminhos da Tor\u00e1, adquiridos pelo Imperador Dom Pedro II, foram salvos do inc\u00eandio porque estavam em restaura\u00e7\u00e3o na Biblioteca do Horto. Mas ser\u00e1 uma quest\u00e3o de tempo para eles juntarem-se ao Museu da L\u00edngua Portuguesa ou ao Museu do Ipiranga, que, sob os ausp\u00edcios da USP, caiu no golpe do \u201caumente o n\u00famero de vagas que depois eu aumento o repasse\u201d. Como aparece nos coment\u00e1rios ao post de Leandro Karnal: \u201cOnde tem comunista a destrui\u00e7\u00e3o \u00e9 total, j\u00e1 prenderam o reitor e seus asseclas?\u201d. Ou seja: primeiro a gente tira todo o dinheiro deles, depois a coisa cai, da\u00ed a gente p\u00f5e a culpa neles mesmos.<\/p>\n<p>99% da popula\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro jamais ver\u00e1 o sarc\u00f3fago eg\u00edpcio de Sha-amun-em-su. Mas, ainda assim, desta soberba ignor\u00e2ncia emergir\u00e1 a sabedoria suprema: \u2018Lula ou Bolsonaro \u00e9 tudo igual\u201d, como tive que ouvir em canto gregoriano recente. Tudo queima como os dois lados de uma folha de papel. N\u00e3o vale a pena deixar estes 1% de privilegiados continuarem a ter acesso \u00e0 cultura, \u00e0 hist\u00f3ria e aos museus. A inconsequ\u00eancia com o passado \u00e9 apenas o sim\u00e9trico da imprevid\u00eancia com o futuro. O or\u00e7amento de ci\u00eancia e tecnologia \u00e9 19% menor e segundo o diretor da Capes, se n\u00e3o houver nova redistribui\u00e7\u00e3o de verbas, a pesquisa brasileira vai parar em agosto de 2019. Jamais esqueceremos o papel do ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Rossieli Soares, que operou a reforma do Ensino M\u00e9dio no mesmo esp\u00edrito da queima de processos e de desprezo pelo papel da universidade na forma\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas. Enquanto isso Gilberto Kassab (PSD-SP), ministro da Ci\u00eancia e Tecnologia, ora pro nobis. A chamada \u201cPEC do fim do mundo\u201d \u00e9 a institucionaliza\u00e7\u00e3o desse modo de fazer pol\u00edtica de brincadeirinha. As verbas est\u00e3o destinadas, mas o ministro ou o secret\u00e1rio n\u00e3o repassa, porque h\u00e1 uma trava legal. Se der errado, a gente diz que os gestores n\u00e3o souberam busc\u00e1-la, ou ent\u00e3o n\u00e3o foram espertos o suficiente para encontrar financiamento na iniciativa privada.<br \/>\nO or\u00e7amento para lavar os 83 carros dos deputados federais \u00e9 quase tr\u00eas vezes maior do que o do Museu Nacional e apenas um deputado estadual do Rio de Janeiro se ocupou com uma emenda parlamentar ao Museu. Aqueles que lutam contra a \u201clava\u201d da corrup\u00e7\u00e3o n\u00e3o percebem que existe uma corrup\u00e7\u00e3o \u201cbranca\u201d, uma \u201ccorrup\u00e7\u00e3o dentro da lei\u201d, que suspende repasses previstos em lei para depois lamentar seus efeitos ca\u00f3ticos. Este \u00e9 o caso do plano nacional anti-drogas, da pol\u00edtica nacional de seguran\u00e7a, da pol\u00edtica de educa\u00e7\u00e3o e particularmente das universidades. Confunde-se, metodicamente, pol\u00edtica de Estado com pol\u00edticas de governo, de tal maneira que quando perguntamos \u201cQuem responder\u00e1 por isso?\u201d a resposta silenciosa e obscena \u00e9: \u201cOs mesmos que mataram Marielle e Anderson\u201d.<\/p>\n<p>Deixar queimar, deixar morrer. Este deveria ser o nome correto dessa imita\u00e7\u00e3o de austeridade. Nesta tanatopol\u00edtica, como prop\u00f4s F\u00e1bio Franco, o truque consiste em criar um sentimento de pobreza e de pen\u00faria, que \u00e9 a pr\u00f3pria execu\u00e7\u00e3o seletiva da lei, para em seguida matar pessoas. Isso significa deixar de fora, por exemplo, funcion\u00e1rios do judici\u00e1rio ou caminhoneiros, mas prejudicar a implanta\u00e7\u00e3o do Sistema \u00danico de Sa\u00fade, do Sistema \u00danico de Assist\u00eancia Social ou a Sa\u00fade Mental. Argumente que a reforma trabalhista trar\u00e1 mais empregos e, quando isso n\u00e3o acontece, culpe governos anteriores ou conjunturas internacionais. N\u00e3o \u00e9 acaso que enquanto nossos indicadores educacionais regridem e a mortalidade infantil cresce, 20% da popula\u00e7\u00e3o acha que a solu\u00e7\u00e3o est\u00e1 no mandamento de armar-se uns aos outros ou que nosso inimigo \u00e9 a Venezuela. Falta teoria. Falta prova emp\u00edrica. Falta demonstra\u00e7\u00e3o persistente de teses. Falta o museu da indec\u00eancia do pensamento. Mas isso tamb\u00e9m ser\u00e1 esquecido pelo m\u00e9todo da queima de arquivos.<\/p>\n<p>O crime perfeito precisa apagar suas pistas, sem deixar para tr\u00e1s provas. Essa \u00e9 a verdadeira lava a jato, depois torce e passa fogo. Isso consiste em esquecer nosso passado, recriar momentos de opress\u00e3o como necessidades hist\u00f3ricas e atacar artistas e intelectuais, que afinal s\u00e3o os que t\u00eam por fun\u00e7\u00e3o e of\u00edcio nos lembrar de onde viemos, para nos ajudar a pensar para onde vamos. Isso \u00e9 tarefa dif\u00edcil e cara. Mais simples \u00e9 deixar morrer e apagar a mem\u00f3ria do massacre, com o sil\u00eancio caridoso dos sobreviventes, como tive que ouvir de um cidad\u00e3o de bem: \u201cque azar esse inc\u00eandio no museu, bem que poderia ter sido numa favela, n\u00e3o \u00e9?\u201d<\/p>\n<p>Por que esta n\u00e3o pode ser uma opini\u00e3o como tantas outras, apenas mais antiga e conservadora, como o esqueleto do Maxakalisaurus, nosso dinossauro brasilis? Afinal, por que tanta preocupa\u00e7\u00e3o, uma vez que 99% dos cariocas nunca foram ao Museu Nacional? Para que toda essa como\u00e7\u00e3o hip\u00f3crita? Museu bom \u00e9 museu morto. De quebra economizamos o sal\u00e1rio desses indolentes pesquisadores interessados na pr\u00e9-hist\u00f3ria das popula\u00e7\u00f5es amaz\u00f4nicas. Tanta gente passando fome e estes privilegiados fazendo pseudo-ci\u00eancia. Enquanto Alexander Kellner, diretor do Museu Nacional, implorava pela aplica\u00e7\u00e3o da lei que garante os recursos devidos, o resto do pa\u00eds gozava com o novo reino da ordem e da virtude. Nunca se atacou tanto museus, universidades e centros de pensamento como nestes dois anos de barb\u00e1rie. O rid\u00edculo ministro impostor do governo impostor vem a p\u00fablico responsabilizar governos anteriores e o pr\u00f3prio reitor Roberto Leher da UFRJ. O mesmo reitor afirma que faltou bom senso e que com o empr\u00e9stimo de um terreno ao lado a perda poderia ter sido evitada. Assim, nos lembramos do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier, que se suicida diante de uma acusa\u00e7\u00e3o injusta.<\/p>\n<p>Assim, tudo queima e ningu\u00e9m paga a conta, literal e metaforicamente.<\/p>\n<p>S\u00f3 que desta vez vai ter desobedi\u00eancia civil e ca\u00e7ada impiedosa aos gestores iletrados e aos inconsequentes da mem\u00f3ria. Temos que transformar a cultura da gest\u00e3o em gest\u00e3o da cultura. Vamos ter que afogar em letras esses est\u00fapidos, incendiando com teses e palavras esses c\u00ednicos assassinos de museus. Tenho certeza que m\u00famias, fantasmas e zumbis nos ajudar\u00e3o a pegar esses safados, pois cemit\u00e9rios e museus nunca s\u00e3o profanados impunemente.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Christian Ingo Lenz Dunker \u00e9 psicanalista, professor Livre-Docente do Instituto de Psicologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), Analista Membro de Escola (A.M.E.) do F\u00f3rum do Campo Lacaniano e fundador do Laborat\u00f3rio de Teoria Social, Filosofia e Psican\u00e1lise da USP. Autor de Estrutura e Constitui\u00e7\u00e3o da Cl\u00ednica Psicanal\u00edtica (AnnaBlume, 2011) vencedor do pr\u00eamio Jabuti de melhor livro em Psicologia e Psican\u00e1lise em 2012 e um dos autores da colet\u00e2nea Bala Perdida: a viol\u00eancia policial no Brasil e os desafios para sua supera\u00e7\u00e3o (Boitempo, 2015). Seu livro mais recente \u00e9 Mal-estar, sofrimento e sintoma: a psicopatologia do Brasil entre muros (Boitempo, 2015), tamb\u00e9m vencedor do pr\u00eamio Jabuti na categoria de Psicologia e Psican\u00e1lise. Desde 2008 coordena, junto com Vladimir Safatle e Nelson da Silva Junior, o projeto de pesquisa Patologias do Social: cr\u00edtica da raz\u00e3o diagn\u00f3stica em psican\u00e1lise. Colabora com o Blog da Boitempo mensalmente, \u00e0s quartas.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2018\/09\/05\/deixar-queimar-deixar-morrer\/<\/p>\n<p>Extra\u00eddo de:\u00a0https:\/\/www.odiario.info\/deixar-queimar-deixar-morrer\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20781\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7,190],"tags":[219],"class_list":["post-20781","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","category-fora-temer","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5pb","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20781","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20781"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20781\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20781"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20781"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20781"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}