{"id":20844,"date":"2018-09-14T20:48:55","date_gmt":"2018-09-14T23:48:55","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=20844"},"modified":"2018-09-14T15:57:03","modified_gmt":"2018-09-14T18:57:03","slug":"salvador-allende-uma-recordacao-e-um-ensinamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20844","title":{"rendered":"Salvador Allende: uma recorda\u00e7\u00e3o e um ensinamento"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/jVOlkFRS3jnsQVqActmn0wSokYx27MoPviFf8Gcyco9mYGg0oQxLxp7Gs9zGlqeNIcmME227azFjhQBr374DjaMwQpSp81Q7IgRELQlczU1Ww30cyeBDvJO9hZUsn1CArjTrRDPHVvpsWkbomL0cCeqFlm9_7OVfOQKZZSLxcvs7DOvOixi007Q2cRq1Z_HysGZ7e8gy7nDhttr7mEr0bSqPPY2gHbGWX6HDUweakAmj2yKO-nSOEKFMVBrexLbwz4eMNKwmDLufM70vGHGp_A3-3fk8LL-C9T3m25FJNk6KxWvK5ZhB5I14E-RehwJ8wD6KHCxn_lP45jYix8a8fMnbCbwE74VIsYDRPrb25neB4wFo2u-gAeALSKAFaXU6qZZ-7cVK3vugrJqf7mjf4Lk9Hk4b1_p2TG2ISHs1blobW2qzsjO945ELA4SDCziuvh7gql-XTerz2NLJ5Ali_53vt6DZpqTh5iDFBBCogm7O0epBRIIFPflB5bGyCyHzVBtygwZzRsDyan9dQS8ae_izrzbEBbqh6tRuLW4ij-XUMN4EWIefKRBoM2LWpip1DVVyrZAiMhUVukqT593RXDiAn2zc0ZN8x2fbqxf9nmj-MxCajTqAMvCuNbbsm2BjMWUh9gIF_PHeOW9bky7NKulTaCE6wg9-FXkl3gDqkZNgs1QalkjWbOVICA=w667-h432-no\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Atilio Boron<\/p>\n<p>ODiario.info<\/p>\n<p>Passa quase meio s\u00e9culo sobre a elei\u00e7\u00e3o de Salvador Allende para a Presid\u00eancia do Chile. A trag\u00e9dia em que terminou o governo da Unidade Popular n\u00e3o deve fazer esquecer que esse momento abriu caminho ao \u201cciclo de esquerda\u201d que, anos mais tarde, marcou a Am\u00e9rica Latina e o Caribe. Tal como n\u00e3o deve fazer esquecer que os moldes da b\u00e1rbara conspira\u00e7\u00e3o imperialista postos em pr\u00e1tica no Chile permanecem vigentes, como o comprovam as atuais situa\u00e7\u00f5es na Venezuela e Nicar\u00e1gua e os golpes j\u00e1 levados a cabo em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Dias atr\u00e1s, a 4 de setembro para ser mais preciso, cumpriram-se 48 anos sobre o triunfo de Salvador Allende nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais do Chile de 1970. Com a passagem dos anos comprova-se, dolorosamente, que a sua figura n\u00e3o colheu a valoriza\u00e7\u00e3o que merece mesmo dentro de alguns setores da esquerda, dentro e fora do Chile. Em vez de honrar a figura do presidente-m\u00e1rtir e a sua obra muitos associaram-se irrefletidamente \u00e0s cr\u00edticas que o consenso neoliberal dominante formulou \u00e0 sua gest\u00e3o, sem oferecer uma an\u00e1lise alternativa que tivesse em conta as dific\u00edlimas, extremadamente adversas condi\u00e7\u00f5es que rodearam o seu acesso a La Moneda e todo o seu labor de governo. O advento da \u201cdemocracia de baixa intensidade\u201d no Chile p\u00f3s-Pinochet &#8211; produto de uma sobrevalorizada transi\u00e7\u00e3o cujas limita\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, sociais e pol\u00edticas s\u00e3o hoje evidentes &#8211; corrigiu s\u00f3 em parte a subestima\u00e7\u00e3o que a figura de Allende e o governo da Unidade Popular tinha sofrido. N\u00e3o obstante, depois de quase trinta anos de uma decepcionante transi\u00e7\u00e3o que acentuou as desigualdades da sociedade chilena e a sua depend\u00eancia externa as coisas come\u00e7am a mudar e, afortunadamente, registam-se numerosas tentativas de revalorizar o seu f\u00e9rtil legado.<\/p>\n<p>Trata-se de um ato de estrita justi\u00e7a porque, como o temos manifestado em mais de uma ocasi\u00e3o, Allende foi o precursor do \u201cciclo de esquerda\u201d que abalou a Am\u00e9rica Latina (e o sistema interamericano) at\u00e9 aos seus alicerces a partir de finais do s\u00e9culo passado. As experi\u00eancias vividas na Venezuela com Hugo Ch\u00e1vez, no Equador com Rafael Correa, na Bol\u00edvia com Evo Morales em que se recuperaram os recursos naturais t\u00eam no governo de Allende um luminoso precedente na nacionaliza\u00e7\u00e3o da grande minera\u00e7\u00e3o do cobre em m\u00e3os de oligop\u00f3lios norte-americanos, na nacionaliza\u00e7\u00e3o da banca, a expropria\u00e7\u00e3o dos principais conglomerados industriais e a reforma agraria. Tendo em conta as condi\u00e7\u00f5es dessa \u00e9poca, come\u00e7os dos anos setenta, o que o governo da UP fez foi uma proeza num pa\u00eds rodeado de ditaduras de direita e atacado com sanha pelos EUA.<\/p>\n<p>De estrita justi\u00e7a, diz\u00edamos, porque Allende foi um homem extraordin\u00e1rio da Nossa Am\u00e9rica. Um socialista sem ren\u00fancias, um anti-imperialista sem concess\u00f5es, um latino americanista exemplar. Quando Cuba padecia de um isolamento quase completo e o Che iniciava a sua \u00faltima campanha na Bol\u00edvia Allende assumiu nada menos que a presid\u00eancia da Organiza\u00e7\u00e3o Latino-americana de Solidariedade (OLAS) para apoiar a Ilha rebelde e o Comandante Heroico. Era ent\u00e3o Senador pelo seu partido, e foram j\u00e1 ent\u00e3o muitas as vozes que se levantaram para o censurar pelo seu incondicional apoio \u00e0 ilha caribenha e \u00e0 insurg\u00eancia que brotava n\u00e3o s\u00f3 em Bol\u00edvia pela m\u00e3o do Che como tamb\u00e9m em quase toda a Am\u00e9rica Latina. Eu vivia nesses anos no Chile e fui testemunha da campanha de difama\u00e7\u00f5es, agress\u00f5es, insultos e esc\u00e1rnio que foi descarregado contra ele. O di\u00e1rio El Mercurio, uma das express\u00f5es mais indignas do jornalismo latino-americano \u2013 na realidade, n\u00e3o \u00e9 jornalismo mas propaganda e nada mais \u2013 atacava-o diariamente nas suas p\u00e1ginas pol\u00edticas e nas suas opini\u00f5es editoriais, invariavelmente acompanhadas por uma caricatura que reproduzia o l\u00edder socialista como o rei (K) do baralho de cartas, na metade superior empunhando uma metralhadora e segurando a sineta do Senado na metade inferior. A mensagem era clar\u00edssima: Allende n\u00e3o era sen\u00e3o um guerrilheiro castrista que tinha envergado a pele de cordeiro de um democrata e que enganava chilenas e chilenos a partir da sua posi\u00e7\u00e3o no Senado.<\/p>\n<p>Este era tamb\u00e9m o diagn\u00f3stico da CIA, que cedo detectou o perigo que representava a sua figura para os interesses dos EUA. J\u00e1 na campanha presidencial de 1964 a agencia tinha mobilizado grandes recursos para impedir o poss\u00edvel triunfo da coliga\u00e7\u00e3o de esquerda que o propunha para o cargo. Documentos recentemente desclassificados demonstram que destinou para tais fins 2.6 milh\u00f5es de d\u00f3lares para financiar a campanha de Eduardo Frei, paladino da Democracia Crist\u00e3 e da malfadada \u201cRevoluci\u00f3n en Libertad\u201d que se propunha como alternativa \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Cubana. E outros 3 milh\u00f5es para financiar uma campanha de terror, em que a figura do dirigente socialista era apresentada como a de um monstro que enviaria crian\u00e7as chilenas estudar em Cuba ou na URSS e acusa\u00e7\u00f5es do mesmo estilo. No total, uns 45 milh\u00f5es de d\u00f3lares se os computamos ao seu valor atual [1]<\/p>\n<p>Do anteriormente dito decorrem com meridiana clareza as raz\u00f5es pelas quais Washington se op\u00f4s desde a pr\u00f3pria noite de 4 de setembro de 1970 \u00e0 possibilidade de que Allende assumisse a presid\u00eancia da rep\u00fablica. Tinha triunfado na elei\u00e7\u00e3o popular mas, ao n\u00e3o alcan\u00e7ar a maioria absoluta necessitava de ser ratificado como presidente pelo voto do Pleno do Congresso. A sua vit\u00f3ria era um resultado inaceit\u00e1vel em plena contra-ofensiva imperial, e o dinheiro investido para frustrar a chegada de Allende a La Moneda foi muito mais que o canalizado para a anterior elei\u00e7\u00e3o, embora ainda n\u00e3o exista um consenso acerca do montante exato. Os EUA encaminhavam-se para uma derrota inapel\u00e1vel no Vietnam e tinham saturado o continente com ditaduras militares. Allende era um grito de guerra contra o imp\u00e9rio e para Washington isto era totalmente inadmiss\u00edvel. Havia que acabar com ele de qualquer maneira.<\/p>\n<p>Segundo a documenta\u00e7\u00e3o da CIA, em 15 de Setembro de 1970, poucos dias depois das elei\u00e7\u00f5es, o Presidente Richard Nixon convocou Henry Kissinger, Conselheiro de Seguran\u00e7a Nacional; Richard Helms, Diretor da CIA e William Colby, seu Diretor Adjunto, e o Procurador-Geral John Mitchell para uma reuni\u00e3o na Sala Oval da Casa Branca a fim de elaborar la pol\u00edtica a seguir em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00e1s novas procedentes do Chile. Colby escreveu nas suas notas que \u201cNixon estava furioso\u201d porque estava convencido que uma presid\u00eancia de Allende potenciaria a dissemina\u00e7\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o comunista preconizada por Fidel Castro n\u00e3o s\u00f3 no Chile como no resto da Am\u00e9rica Latina. [2] Prop\u00f4s nessa reuni\u00e3o impedir que Allende fosse ratificado pelo Congresso e desse in\u00edcio \u00e0 sua presid\u00eancia. Por seu lado, a mensagem recebida por Helms expressava com claridade a visceral mistura de \u00f3dio e raiva que o triunfo de Allende provocava num personagem do calibre de Nixon. Segundo Helms, as suas instru\u00e7\u00f5es foram as seguintes: \u201ch\u00e1 uma possibilidade em 10, talvez, mas salvem o Chile\u201d; \u201cvale a pena a despesa\u201d; \u201cn\u00e3o envolver a embaixada\u201d; \u201cn\u00e3o se preocupar com os riscos implicados na opera\u00e7\u00e3o\u201d; \u201cdestinar 10 milh\u00f5es de d\u00f3lares para come\u00e7ar, e mais se for necess\u00e1rio fazer um trabalho a tempo inteiro\u201d; \u201cMandemos os melhores homens que tenhamos.\u201d; \u201cNo imediato, fa\u00e7am com que a economia grite. Nem uma porca nem um parafuso para o Chile;\u201d \u201cQuero um plano de a\u00e7\u00e3o em 48 horas.\u201d [3]<\/p>\n<p>E foi isso o que ocorreu, desde o assass\u00ednio do general constitucionalista Ren\u00e9 Schneider at\u00e9 ao recrutamento de grupos paramilitares cujas a\u00e7\u00f5es terroristas eram atribu\u00eddas a fantasmag\u00f3ricas brigadas de esquerda, as mesmas que a imprensa canalha da \u00e9poca, com El Mercurio \u00e0 cabe\u00e7a, propagava com fervor para alimentar a cren\u00e7a de que o triunfo da Unidade Popular era sin\u00f4nimo de caos, destrui\u00e7\u00e3o e morte no Chile. Mas a interven\u00e7\u00e3o dos EUA contemplava tamb\u00e9m press\u00f5es diplom\u00e1ticas, o desabastecimento programado de artigos de primeira necessidade para fomentar o mau-humor da popula\u00e7\u00e3o, a organiza\u00e7\u00e3o de setores m\u00e9dios para lutar contra o governo (caso do sindicato de caminhoneiros, entre os mais importantes) e a canaliza\u00e7\u00e3o de enormes recursos para financiar os revoltosos e atrair a oficialidade militar \u00e0 causa do golpe.<\/p>\n<p>Se observamos o panorama atual da Am\u00e9rica Latina e do Caribe veremos que pouco ou nada mudou. Por isso \u00e9 necess\u00e1rio voltar a estudar minuciosamente o ocorrido no Chile de Allende. A atua\u00e7\u00e3o do imperialismo nos pa\u00edses de Nuestra Am\u00e9rica, e especialmente na vanguarda formada pelos pa\u00edses da ALBA-TCP, n\u00e3o difere hoje das mesmas orienta\u00e7\u00f5es que a CIA e as outras ag\u00eancias do governo estadunidense aplicaram com brutal selvajaria no Chile de Allende. Seria ing\u00eanuo pensar que hoje, na Sala Oval da Casa Branca, Donald Trump convoque os seus assessores para elaborar estrat\u00e9gias pol\u00edticas diferentes das utilizadas para derrubar e causar a morte de Allende. O manual de opera\u00e7\u00f5es da CIA e outras ag\u00eancias de intelig\u00eancia do governo dos EUA para fazer frente \u00e0s resist\u00eancias que se levantam contra o imperialismo e para derrubar governos dignos, que n\u00e3o se ajoelham ante as ordens da Casa Branca, n\u00e3o mudou muito nos \u00faltimos cinquenta anos. Isto \u00e9 verdade como o estamos vendo nos casos de Venezuela e Nicar\u00e1gua. Informa\u00e7\u00f5es inquestion\u00e1veis demonstram a estreita vincula\u00e7\u00e3o entre as lideran\u00e7as da oposi\u00e7\u00e3o nesses dois pa\u00edses e os mais s\u00f3rdidos representantes da direita neofascista nos EUA.<\/p>\n<p>O que diz respeito \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o venezuelana \u00e9 j\u00e1 largamente conhecido. Mas dados muito recentes demonstram tamb\u00e9m a \u00edntima vincula\u00e7\u00e3o existente entre os radicalizados opositores de Daniel Ortega e os organismos de intelig\u00eancia e fontes financeiras da direita em Washington. [4] Que aqueles que se op\u00f5em ao sandinismo n\u00e3o tenham inc\u00f4modo algum em fotografar-se com personagens t\u00e3o inapresent\u00e1veis do ponto de vista da democracia como Ted Cruz, Marco Rubio e Ileana Ros-Lehtinen, personagens da m\u00e1fia anticastrista de Miami, lan\u00e7a uma mancha insan\u00e1vel sobre os supostos democratas nicaraguenses. Se realmente quisessem a democracia no seu pa\u00eds, como propalam aos gritos, jamais deveriam ter acorrido ao convite daqueles terroristas amparados pelo Congresso e por sucessivos governos dos EUA.<\/p>\n<p>Como dizia o canto de Violeta Parra, \u201co le\u00e3o \u00e9 sanguin\u00e1rio em todas as gera\u00e7\u00f5es\u201d. O imp\u00e9rio n\u00e3o muda. No seu inexor\u00e1vel processo de decad\u00eancia e decomposi\u00e7\u00e3o tornar-se-\u00e1 cada vez mais violento e criminoso. Hoje, h\u00e1 quase meio s\u00e9culo da grande jornada que o Chile iniciou pela m\u00e3o de Salvador Allende, n\u00e3o esque\u00e7amos as li\u00e7\u00f5es que nos deixa a sua passagem pelo governo e n\u00e3o baixemos a guarda &#8211; nem por um segundo! &#8211; ante t\u00e3o perverso e incorrig\u00edvel inimigo, quaisquer que sejam os seus gestos, ret\u00f3ricas ou personagens que o representem. E tenhamos em conta que aqueles que acorrem \u00e0 Roma americana para procurar apoio diplom\u00e1tico, cobertura midi\u00e1tica, dinheiro e armas para derrubar os seus governos jamais poder\u00e3o dar nascimento a algo de bom nos seus pa\u00edses.<\/p>\n<p><em>Notas:<\/em><\/p>\n<p>1- Ver, para maior detalhe, os seguintes documentos (a) \u00abChile 1964: CIA Covert Support in Frei Election Detailed\u00bb. The National Security Archive,\u00a0<a href=\"https:\/\/nsarchive2.gwu.edu\/news\/20040925\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/nsarchive2.gwu.edu\/<wbr \/>news\/20040925\/index.htm<\/a>; (b) \u00abForeign Relations of the United States, 1964-1968, Document 269\u00bb. U.S. Department of State: Office of the Historian. United States Department of State; (c) \u00abForeign Relations of the United States, 1964-1968, Document 254\u00bb. Office of the Historian, Bureau of Public Affairs, United States Department of State, 5 de Maio de 1964.<br \/>\n2- Ver (<a href=\"https:\/\/www.cia.gov\/library\/center-for-the-study-of-intelligence\/csi-publications\/csi-studies\/studies\/vol47no3\/article03.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.cia.gov\/library\/<wbr \/>center-for-the-study-of-<wbr \/>intelligence\/csi-publications\/<wbr \/>csi-studies\/studies\/vol47no3\/<wbr \/>article03.html<\/a>)<br \/>\n3- Uma informa\u00e7\u00e3o muito detalhada sobre estes projectos do governo norte-americano para desestabilizar e derrubar governos advers\u00e1rios, n\u00e3o s\u00f3 o caso do Chile, encontra-se em US Congress, Senate, Alleged Assassination Plots Involving Foreign Leaders, Interim Report of the Select Committee to Study Government Operations with Respect to Intelligence Activities, 94th Congress, 2nd Session, (Washington, DC: US Government Printing Office, 20 November 1975). As refer\u00eancias \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o definida por Nixon encontram-se na p\u00e1gina 227 deste volume.<br \/>\n4- Ver a ampla e demolidora informa\u00e7\u00e3o que este link proporciona:\u00a0<a href=\"http:\/\/kontrainfo.com\/demuestran-que-la-cia-esta-detras-del-intento-de-golpe-en-nicaragua-usando-a-grupos-de-ultraizquierda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/kontrainfo.com\/<wbr \/>demuestran-que-la-cia-esta-<wbr \/>detras-del-intento-de-golpe-<wbr \/>en-nicaragua-usando-a-grupos-<wbr \/>de-ultraizquierda\/<\/a><\/p>\n<p><em>Texto completo em:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.lahaine.org\/salvador-allende-un-recordatorio-y\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.lahaine.org\/<wbr \/>salvador-allende-un-<wbr \/>recordatorio-y<\/a><\/em><\/p>\n<p>https:\/\/www.odiario.info\/salvador-allende-uma-recordacao-e-um\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20844\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[87,50],"tags":[233],"class_list":["post-20844","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c100-chile","category-c61-cultura-revolucionaria","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5qc","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20844","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20844"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20844\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20844"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20844"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20844"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}