{"id":20854,"date":"2018-09-14T21:30:28","date_gmt":"2018-09-15T00:30:28","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=20854"},"modified":"2018-09-14T21:30:28","modified_gmt":"2018-09-15T00:30:28","slug":"eleicoes-2018-a-armadilha-do-voto-util-e-o-desafio-da-esquerda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20854","title":{"rendered":"Elei\u00e7\u00f5es 2018: a armadilha do voto \u00fatil e o desafio da esquerda"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/boitempoeditorial.files.wordpress.com\/2018\/09\/voto-c3batil.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><b>O tacanho racioc\u00ednio do chamado \u201cvoto \u00fatil\u201d funciona como uma cortina de fuma\u00e7a que esconde aspectos importantes da conjuntura e, principalmente, dos cen\u00e1rios futuros deste triste e atacado pa\u00eds.<\/b><\/p>\n<p><b><em>Por\u00a0Mauro Luis Iasi.<\/em><\/b><\/p>\n<p>Blog da Boitempo<\/p>\n<p><em>\u201cBen\u00e7\u00e3os e desgra\u00e7as<br \/>\n<\/em><em>vem sempre no hor\u00e1rio.<br \/>\n<\/em><em>Tudo o mais \u00e9 pl\u00e1gio\u201d<br \/>\n<\/em>Paulo Leminski<\/p>\n<p>Pouco a pouco o chamado voto \u00fatil vai virando uma institui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica. Dizia-se que ao se praticar o pleito em dois turnos isso desapareceria, uma vez que assim o c\u00e1lculo do \u201cmal menor\u201d ficaria reservado para o segundo turno, garantindo um voto com base em convic\u00e7\u00f5es e prefer\u00eancias no primeiro. Esqueceu-se no entanto que nesta Rep\u00fablica faltam convic\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito tempo atr\u00e1s, o PT prop\u00f4s o voto \u00fatil em Covas, do PSDB, para derrotar Paulo Maluf \u2013 posi\u00e7\u00e3o com a qual n\u00f3s, na \u00e9poca dentro do PT, discordamos publicamente. Isso inaugurou a catastr\u00f3fica dinastia de d\u00e9cadas dos tucanos em S\u00e3o Paulo, enquanto vimos Maluf se aliar \u00e0 coliga\u00e7\u00e3o dos petistas. As \u00faltimas vers\u00f5es de voto \u00fatil tiveram tamb\u00e9m resultados duvidosos. Basta lembrarmos das elei\u00e7\u00f5es de 2014.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que o quadro \u00e9 desalentador e a \u00faltima pesquisa do Ibope, divulgada no dia 11 de setembro (o que esperar de algo que ocorre nesse dia fat\u00eddico) n\u00e3o ajuda muito aos vendedores de esperan\u00e7a. Resumidamente, Lord Voldemort estaria no segundo turno com cerca de 20% das inten\u00e7\u00f5es de voto; Ciro, Marina e Alckmin empatados tecnicamente; Haddad, agora candidato, com 8%; \u00c1lvaro Dias e os dois banqueiros, empatados com 3%; Vera L\u00facia e Boulos empatados tecnicamente com algo em torno de 1% das inten\u00e7\u00f5es de voto.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, a quest\u00e3o candente passa a ser: quem vai para o segundo turno contra o coisa ruim? Os n\u00fameros da pesquisa indicam um empate desconcertante quando o confronto \u00e9 contra Ciro ou Alckimin (com pequena vantagem a favor dos dois em rela\u00e7\u00e3o ao dito cujo), mais ainda com Marina (empate mesmo) e com Haddad (pequena desvantagem em rela\u00e7\u00e3o ao coiso). Frisemos esse dado de momento: Ciro ganha e Haddad perderia para o inomin\u00e1vel.<\/p>\n<p>O argumento que tenta se consolar com o fato de que Haddad teria \u201centrado agora\u201d na campanha \u00e9 falacioso, uma vez que todo mundo sabia que a candidatura de Lula era um blefe e que o PT ia mesmo de plano B. A quest\u00e3o central \u00e9 a suposta capacidade de transfer\u00eancia de voto, a partir de agora, do ex-presidente para o candidato do PT, uma vez que nas \u00faltimas pesquisas ele tinha a prefer\u00eancia de mais de 40% dos entrevistados e despontava em primeiro lugar.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m acredita, nem mesmo os petistas mais euf\u00f3ricos, que tudo ser\u00e1 transferido, mas consolam-se com o fato de que \u00e9 necess\u00e1rio apenas uma parte dessa prefer\u00eancia \u2013 o suficiente para passar ao segundo turno. A vida ou as urnas dir\u00e3o, mas do pouco que se sabe de comportamento eleitoral duas coisas parecem evidentes: voto com muita dificuldade se transfere, e carisma pessoal nunca se transfere. E \u00e9 a\u00ed que reside o problema. Deve-se indagar se as inten\u00e7\u00f5es de voto dedicadas ao ex-presidente resultam de sua lideran\u00e7a carism\u00e1tica ou da ades\u00e3o a projetos pol\u00edticos e eleitorais. Pois parece evidente que elas se explicam muito mais a partir da primeira do que a partir da segunda.<\/p>\n<p>O mais prov\u00e1vel \u00e9 que essa inten\u00e7\u00e3o de votos agora se divida entre as alternativas colocadas. Isto \u00e9, parte para Haddad, parte para Ciro, e, n\u00e3o se enganem, parte para o coisa ruim. \u00c9 interessante notar que o discurso do voto \u00fatil (no espectro da centro-esquerda), numa an\u00e1lise de momento, acaba se virando contra o PT e seu candidato e beneficia Ciro Gomes, n\u00e3o somente pelo fato dele estar \u00e0 frente nas pesquisas, como pela avalia\u00e7\u00e3o de que num eventual confronto no segundo turno, parece se sair melhor do que o ex-prefeito de S\u00e3o Paulo. A contradi\u00e7\u00e3o aqui \u00e9 evidente. Se \u00e9 verdade que a prioridade \u00e9 derrotar o neofascista, a candidatura de Haddad, atrapalha quem supostamente poderia ter mais chances de derrot\u00e1-lo.<\/p>\n<p>\u00c9 por tudo isso que, concordando com o poeta, n\u00e3o devemos tentar burlar as \u201cb\u00ean\u00e7\u00e3os e as desgra\u00e7as\u201d numa esp\u00e9cie de pl\u00e1gio do destino. O tacanho racioc\u00ednio do chamado \u201cvoto \u00fatil\u201d funciona como uma cortina de fuma\u00e7a que esconde aspectos importantes da conjuntura e, principalmente, dos cen\u00e1rios futuros deste triste e atacado pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u00c9 fato que o retrocesso e o ataque brutal aos direitos dos trabalhadores depois do golpe institucional, parlamentar e midi\u00e1tico de 2016, aliado a uma rea\u00e7\u00e3o popular insuficiente para enfrent\u00e1-lo, gerou o tr\u00e1gico cen\u00e1rio no qual golpismo tem dificuldade em se legitimar por um resultado eleitoral que afastasse o risco inc\u00f4modo da extrema direita, a centro-esquerda tem dificuldades em remendar o pacto de classes esgar\u00e7ado e a esquerda enfrenta dificuldades ainda maiores de se apresentar como alternativa imediata de governo. Numa situa\u00e7\u00e3o como esta, a \u201cdesgra\u00e7a\u201d pode realmente acontecer.<\/p>\n<p>Entretanto, qualquer que seja o cen\u00e1rio p\u00f3s-eleitoral, uma vit\u00f3ria da extrema-direita, uma vit\u00f3ria da direita (hoje pouco prov\u00e1vel) ou uma vit\u00f3ria da centro-esquerda (Ciro ou Haddad), n\u00e3o resolver\u00e1 a fratura da sociedade brasileira. E,\u00a0como dissemos recentemente, n\u00e3o ungir\u00e1 o eleito de legitimidade, seja para garantir e aprofundar os ataques contra os trabalhadores, seja para redefini-los nos termos de um novo pacto social. A fratura seguir\u00e1 e as contradi\u00e7\u00f5es se acirrar\u00e3o.<\/p>\n<p>Sabemos dos enormes riscos de uma vit\u00f3ria eleitoral da extrema-direita, ainda mais em um cen\u00e1rio em que esses setores indicam cada vez mais na dire\u00e7\u00e3o da transforma\u00e7\u00e3o do golpe institucional em ditadura aberta e reacion\u00e1ria. A centro-esquerda tem a pia inten\u00e7\u00e3o de remendar o pacto oferecendo um novo ciclo de crescimento que recupere direitos, garantindo a lucratividade dos diferentes setores do capital monopolista. Para tanto, acena com a revis\u00e3o da reforma trabalhista, a revis\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es quanto ao teto de gastos, a defesa da democracia (nos limites institucionais vigentes) e outros pontos que poderiam, segundo seus defensores, retomar o pacto. Temos d\u00favidas se as classes dominantes, que afinal tomaram a iniciativa de romper o pacto, teriam agora a disposi\u00e7\u00e3o de remend\u00e1-lo. Tudo indica que n\u00e3o.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 esquerda, sem d\u00favida s\u00e3o pontos importantes e temos dado mostras de que defendemos tais bandeiras, ainda que saibamos de seus limites. N\u00e3o \u00e9 a\u00ed que reside o problema da unidade necess\u00e1ria para enfrentar a extrema-direita. A dificuldade se encontra nos pontos que n\u00e3o aparecem nessa proposta de \u201cprograma m\u00ednimo da unidade\u201d.<\/p>\n<p>Como tive oportunidade de debater com meu colega Andr\u00e9 Singer em recente evento promovido pela ADUSP na Universidade de S\u00e3o Paulo, me parece que a esquerda n\u00e3o est\u00e1 sendo de fato convidada para esse \u201cacordo\u201d. O PT n\u00e3o prop\u00f4s e n\u00e3o quer uma alian\u00e7a \u00e0 esquerda para combater o chamado golpismo e o risco da extrema direita. Sua preocupa\u00e7\u00e3o central se dirige ao centro e \u00e0 centro-direita, inclusive com setores claramente golpistas. Prova disto \u00e9 que, em quinze Estados, o PT est\u00e1 aliado a pol\u00edticos ligados aos partidos que operaram o\u00a0<em>impeachment\u00a0<\/em>da ex-presidente, principalmente o MDB. A isso deve-se somar as alian\u00e7as informais, como aquelas que a Articula\u00e7\u00e3o de Esquerda, corrente interna do PT, denunciou no Rio de Janeiro pelo fato de um candidato do PT aparecer nos com\u00edcios de seu antigo aliado Eduardo Paes, candidato do DEM!<\/p>\n<p>Essa prefer\u00eancia se reflete na quest\u00e3o do chamado \u201cprograma m\u00ednimo\u201d. Se, por um lado, pode-se anunciar uma revis\u00e3o da conten\u00e7\u00e3o dos gastos p\u00fablicos (a PEC 241 ou PEC 55) e uma revis\u00e3o da reforma trabalhista, para negociar com os empres\u00e1rios uma vers\u00e3o menos truculenta da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista (como defende o Ciro) e da conten\u00e7\u00e3o de gastos, por outro, ficam fora desse programa m\u00ednimo de \u201cunidade\u201d a reforma da previd\u00eancia, a reforma agr\u00e1ria, a reforma pol\u00edtica, a garantia de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade p\u00fablicas (portanto, contra as Funda\u00e7\u00f5es, as OSs e OCIPs), e o enfrentamento ao todo poderoso capital financeiro, seja na quest\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica, seja na sacrossanta pol\u00edtica de super\u00e1vits prim\u00e1rios.<\/p>\n<p>Cabe perguntar: por que? A resposta parece evidente. Porque esses s\u00e3o os temas de negocia\u00e7\u00e3o com os segmentos do capital para refundar o pacto. Para derrotar a \u201cextrema-direita\u201d o pre\u00e7o \u00e9 garantir os interesses do capital financeiro, do agroneg\u00f3cio, do com\u00e9rcio de exporta\u00e7\u00e3o e importa\u00e7\u00e3o, da educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade mercantilizadas.<\/p>\n<p>Na minha modesta experi\u00eancia de milit\u00e2ncia, por vezes, sou convidado a participar de reuni\u00f5es para discutir a necess\u00e1ria e urgente unidade para a qual \u201ca for\u00e7a pol\u00edtica que representamos \u00e9 important\u00edssima e tudo mais\u201d. Mas quando se chega l\u00e1, fica uma clara impress\u00e3o de que algumas pessoas j\u00e1 vinham de reuni\u00f5es anteriores paras as quais voc\u00ea n\u00e3o foi convidado e onde j\u00e1 se fechou pontos que n\u00e3o podem ser alterados. O acordo, a meu ver infrut\u00edfero, com a direita j\u00e1 tem seus termos (leiam os programas do PT e de Ciro). Eles querem os votos da esquerda (s\u00e3o poucos, mas acreditem, podem ser decisivos) mas n\u00e3o querem de fato negociar com a esquerda, n\u00e3o aceitam rever a pol\u00edtica que nos trouxe ao abismo em que nos encontramos e nos convidam para saltar juntos do precip\u00edcio\u2026 de novo.<\/p>\n<p>\u00c9 isso que a cortina de fuma\u00e7a do \u201cvoto \u00fatil\u201d esconde: a natureza e os horizontes dos acordos que querem dirigir nossos destinos, mas que precisam ficar ocultos na neblina pol\u00edtica para que n\u00e3o se percebam suas determina\u00e7\u00f5es e suas poss\u00edveis consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, no primeiro turno, cabe \u00e0 esquerda uma tarefa que n\u00e3o diz respeito apenas a ela e \u00e0queles valorosos militantes que a defendem diante de todas as dificuldades do momento. Trata-se de uma tarefa que diz respeito a uma necessidade pol\u00edtica do pa\u00eds e, principalmente, dos trabalhadores. Compreender que o ciclo da concilia\u00e7\u00e3o de classes se esgotou e \u00e9 imposs\u00edvel retom\u00e1-lo sem derrotar ainda mais os trabalhadores e a maioria da sociedade brasileira, abrindo ainda mais o espa\u00e7o para aventuras de extrema-direita. \u00c9 necess\u00e1rio pensar o Brasil rompendo os ditames do mercado, do capital financeiro e do agroneg\u00f3cio. Para isso, \u00e9 fundamental alterar profunda e radicalmente as formas e institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, porque s\u00f3 assim poderemos enfrentar verdadeiramente a direita e a extrema-direita, porque \u00e9 a\u00ed que reside o fundamento de seu poder. Por isso, s\u00e3o t\u00e3o fundamentais campanhas como a do companheiro Guilherme Boulos do PSOL, PCB e MTST, que tem meu declarado apoio, assim como a candidatura da companheira Vera L\u00facia, do PSTU, independente de nossas chances eleitorais.<\/p>\n<p>\u00c9 importante que se saiba que n\u00e3o haver\u00e1 acordo com a esquerda sem o compromisso com a previd\u00eancia p\u00fablica e universal, sem a garantia da defesa da sa\u00fade e da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablicas e gratuitas, sem o enfrentamento da d\u00edvida p\u00fablica, sem a reforma agr\u00e1ria e uma nova pol\u00edtica agr\u00edcola, sem a garantia das terras para os povos ind\u00edgenas e quilombolas, sem o respeito as mulheres, negros, LGBTs, imigrantes, sem a estatiza\u00e7\u00e3o do sistema financeiro, sem uma altera\u00e7\u00e3o profunda na institucionalidade pol\u00edtica e dos termos de governabilidade, sem imediata revoga\u00e7\u00e3o da reforma trabalhista e das privatiza\u00e7\u00f5es dos governos anteriores.<\/p>\n<p>Para que fique claro: sem funda\u00e7\u00f5es p\u00fablico-privadas, sem EBSERH, sem portaria Normativa de dezembro de 2013, sem golpes na Confer\u00eancia Nacional de Sa\u00fade, sem entregar o Minist\u00e9rio as Cidades para o PP do Maluf e a sa\u00fade mental para o Valencius Wurch, sem defender que o negociado se sobreponha ao legislado, sem servilismo no toma l\u00e1 da c\u00e1 do presidencialismo de coalis\u00e3o. Deu para entender?<\/p>\n<p>O dilema da centro-esquerda (que insiste em se apresentar como esquerda) \u00e9 que a alian\u00e7a com a centro-direita (e a direita) \u00e9 antag\u00f4nica com a alian\u00e7a com a esquerda. \u00c9 a vida, uma ben\u00e7\u00e3o ou uma desgra\u00e7a, mas melhor que o pl\u00e1gio. Por uma conta eleitoral, descartam um acordo com a esquerda e a chantageiam com o perigo da extrema-direita. N\u00e3o embarcaremos mais em uma aventura que encobre um pacto contra os trabalhadores com um verniz de defesa de uma democracia abstrata e irreal para maioria da sociedade brasileira.<\/p>\n<p>Para alguns, termos como esses s\u00e3o estranhos ao \u201cjogo eleitoral\u201d. Como se dissessem que agora n\u00e3o \u00e9 hora de discutir programas e propostas pol\u00edticas. \u00c9 triste, mas compreens\u00edvel. Para algumas pessoas trata-se de um \u201cjogo\u201d no qual mentir faz parte, como por exemplo prometer que n\u00e3o jogar\u00e1 o peso do ajuste sobre os ombros dos trabalhadores e depois fazer exatamente isso para garantir sua \u201cgovernabilidade\u201d.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, resta o argumento de que tudo isso est\u00e1 certo, mas que agora trata-se de derrotar a barb\u00e1rie. \u00c9 verdade. Vamos, ent\u00e3o, enfrent\u00e1-la, como temos enfrentado, nas ruas e nas lutas, muitas vezes \u00e0 custa de nossas vidas e, neste momento, com candidaturas diferentes. Propomos, em primeiro lugar, que para enfrentar \u201cVoldemort\u201d n\u00e3o se deve aliar-se aos \u201ccomensais da morte\u201d.<\/p>\n<p><strong>Boitempo nas elei\u00e7\u00f5es<\/strong>\u00a0\/\/ Na nossa cobertura das elei\u00e7\u00f5es 2018 realizamos uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es que buscam contribuir com a reflex\u00e3o coletiva durante o per\u00edodo, entre as quais a publica\u00e7\u00e3o de textos in\u00e9dito no Blog da Boitempo, v\u00eddeos na TV Boitempo e um servi\u00e7o gratuito de indica\u00e7\u00f5es de leituras pelo WhatsApp, com curadoria da equipe editorial. Clique\u00a0<strong>aqui<\/strong>\u00a0para conferir.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Mauro Iasi\u00a0<\/strong>\u00e9 professor adjunto da Escola de Servi\u00e7o Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comit\u00ea Central do PCB. \u00c9 autor do livro\u00a0<em>O dilema de Hamlet: o ser e o n\u00e3o ser da consci\u00eancia<\/em>\u00a0(Boitempo, 2002) e colabora com os livros\u00a0<em>Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifesta\u00e7\u00f5es que tomaram as ruas do Brasil<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Gy\u00f6rgy Luk\u00e1cs e a emancipa\u00e7\u00e3o humana<\/em>\u00a0(Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Colabora para o\u00a0<strong>Blog da Boitempo\u00a0<\/strong>mensalmente, \u00e0s quartas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2018\/09\/14\/eleicoes-2018-a-armadilha-do-voto-util-e-o-desafio-da-esquerda\/\">Elei\u00e7\u00f5es 2018: a armadilha do voto \u00fatil e o desafio da&nbsp;esquerda<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20854\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[268],"tags":[219],"class_list":["post-20854","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eleicoes-2018","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5qm","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20854","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20854"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20854\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20854"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20854"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20854"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}