{"id":20886,"date":"2018-09-20T20:22:39","date_gmt":"2018-09-20T23:22:39","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=20886"},"modified":"2018-09-20T20:22:39","modified_gmt":"2018-09-20T23:22:39","slug":"por-que-o-brasil-e-tao-perigoso-para-as-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20886","title":{"rendered":"Por que o Brasil \u00e9 t\u00e3o perigoso para as mulheres?\u00a0\u00a0"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdnbr1.img.sputniknews.com\/images\/1223\/19\/12231996.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Considerada uma das melhores do mundo na categoria, a Lei Maria da Penha completou 12 anos em 2018, garantindo apoio legal para milh\u00f5es de v\u00edtimas da viol\u00eancia de g\u00eanero no Brasil. Mas, ainda hoje, segue longe de ser um mecanismo capaz de evitar as agress\u00f5es de diferentes tipos que, a cada dois segundos, vitimizam uma mulher brasileira. Por qu\u00ea?<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 quase natural, infelizmente, e precisaremos de um tempo e muita atitude para mudar. Acredito que, hoje, com toda a divulga\u00e7\u00e3o que tem sido feita e medidas de v\u00e1rios grupos e lideran\u00e7as, as coisas j\u00e1 estejam come\u00e7ando a mudar&#8221;, desabafou Clara*, v\u00edtima de um relacionamento abusivo, em entrevista \u00e0 Sputnik Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;Comecei a me envolver no ano passado. Sempre soube que era alco\u00f3latra. No in\u00edcio, como ele ainda estava no relacionamento um pouco conturbado com a ex-companheira, n\u00e3o nos v\u00edamos tanto, mas sempre foi gentil e carinhoso. Conheci em um terreiro de candombl\u00e9, onde tem fun\u00e7\u00e3o de og\u00e3. Quando passamos a assumir de vez o relacionamento, comecei a notar ci\u00fame, cr\u00edticas e agress\u00f5es verbais excessivas. Tudo que fizesse era motivo de discuss\u00e3o e reclama\u00e7\u00e3o. Nunca me agrediu fisicamente, por\u00e9m bastante moralmente e psicologicamente, afirmando que era usu\u00e1ria de drogas, fraca, mentirosa. Como sempre, agi de forma muito firme e nunca me imaginei em um relacionamento abusivo. Me isolei das pessoas e tive dificuldade em me abrir com qualquer um. Somente quando me vi completamente perdida e at\u00e9 bem deprimida, comecei a falar com um amigo ingl\u00eas via Messenger, que me ajudou bastante no processo de conscientiza\u00e7\u00e3o e afastamento do sentimento de culpa que sentia. A ningu\u00e9m da minha fam\u00edlia disse.&#8221;<\/p>\n<p>Infelizmente, o caso de Clara \u00e9 mais comum do que muitos gostariam de admitir. Todos os dias, em todos os cantos do Brasil, mulheres de diferentes idades, cores, credos, classes sociais e orienta\u00e7\u00f5es sexuais s\u00e3o v\u00edtimas de algum tipo de viol\u00eancia f\u00edsica, moral, psicol\u00f3gica ou institucional. Em casa, no trabalho, no col\u00e9gio, faculdade, ponto de \u00f4nibus, t\u00e1xi, metr\u00f4 ou andando na rua, pessoas que representam mais da metade da popula\u00e7\u00e3o nacional veem seus direitos sendo desrespeitados pelo simples fato de n\u00e3o terem nascido homens. Frequentemente, apenas os casos de agress\u00e3o mais expl\u00edcita costumam chamar mais aten\u00e7\u00e3o, sobretudo quando a voz da v\u00edtima \u00e9 calada definitivamente.<\/p>\n<p>De acordo com dados do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.forumseguranca.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/FBSP_Anuario_Brasileiro_Seguranca_Publica_Infogr%C3%A1fico_2018.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/a>, ao menos\u00a0221.238 mulheres foram v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica s\u00f3 no ano passado no pa\u00eds (606 casos por dia). O n\u00famero de homic\u00eddios de mulheres chegou a 4.539, sendo 1.133 identificados como feminic\u00eddios, enquanto os estupros passaram da marca de 60 mil, com crescimento de 8,4% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. De janeiro a julho de 2018, segundo o Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos (MDH), a Central de Atendimento \u00e0 Mulher (Ligue 180) registrou 27 feminic\u00eddios, 51 homic\u00eddios, 547 tentativas de feminic\u00eddios e 118 tentativas de homic\u00eddios. No mesmo per\u00edodo, os relatos de viol\u00eancia chegaram a 79.661, sendo os maiores n\u00fameros referentes \u00e0 viol\u00eancia f\u00edsica (37.396) e \u00e0 viol\u00eancia psicol\u00f3gica (26.527), abrangendo desde c\u00e1rcere privado a tr\u00e1fico internacional de pessoas. Mas o que esses n\u00fameros indicam sobre a viol\u00eancia de g\u00eanero no Brasil?<\/p>\n<p>Levantamentos feitos pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) colocam o Brasil entre os pa\u00edses mais perigosos para uma mulher viver hoje, sendo o quinto pa\u00eds do mundo com maior n\u00famero de feminic\u00eddios. Atualmente, segundo o Conselho Nacional de Justi\u00e7a (<a href=\"http:\/\/www.cnj.jus.br\/noticias\/cnj\/87485-justica-pela-paz-em-casa-brasil-chega-ao-milesimo-julgamento-de-feminicidio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CNJ<\/a>), mais de 1 milh\u00e3o de processos relativos \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica tramitam na Justi\u00e7a brasileira.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil \u00e9 um pa\u00eds machista, \u00e9 um pa\u00eds violento, em que o homem, quando rompe o relacionamento, tenta matar a mulher, sim&#8221;, declarou \u00e0 Sputnik a titular da Delegacia de Atendimento \u00e0 Mulher (Deam) do Centro do Rio de Janeiro, D\u00e9bora Rodrigues, falando do caso mais comum de viol\u00eancia contra as mulheres.<\/p>\n<p>Segundo a delegada, para atacar esse problema de maneira mais direta, \u00e9 necess\u00e1rio o bom funcionamento de uma ampla rede de apoio \u00e0s v\u00edtimas, com participa\u00e7\u00e3o ativa n\u00e3o apenas da pol\u00edcia, mas tamb\u00e9m dos hospitais, da defensoria p\u00fablica, do Minist\u00e9rio P\u00fablico etc. Com isso, ela acredita ser poss\u00edvel romper a barreira cultural que ainda permite a perpetua\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas machistas e mis\u00f3ginas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em termos de legisla\u00e7\u00e3o, Rodrigues afirma que o Brasil possui a terceira melhor lei do mundo para os casos de viol\u00eancia de g\u00eanero, a Lei Maria da Penha. Para ela, do ponto de vista das autoridades, a maior preocupa\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada ao montante financeiro alocado pelo governo para fazer funcionar bem o aparato que j\u00e1 existe no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;Todas as vezes, a verba \u00e9 cortada. Entre qualquer candidato, desde que se comprometa a n\u00e3o cortar as verbas, a investir. N\u00f3s j\u00e1 chegamos a ter Minist\u00e9rio da Mulher, que j\u00e1 acabou. Agora, virou o qu\u00ea? Virou um Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos com uma subsecretaria [secretaria] de Mulheres. O que n\u00f3s precisamos \u00e9 isso, de liberar verba&#8221;, afirmou a delegada, destacando que a viol\u00eancia de g\u00eanero afeta inclusive a economia do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para a\u00a0produtora de conte\u00fados\u00a0Alzira Val\u00e9ria, membro do coletivo feminista Agora Juntas, ao contr\u00e1rio do que dizem as autoridades, o aparato oficial existente para lidar com as v\u00edtimas de viol\u00eancia de g\u00eanero no Brasil n\u00e3o \u00e9 suficiente, uma vez que &#8220;n\u00e3o h\u00e1 capilaridade de atendimento que garanta as demandas da sociedade&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A Lei Maria da Penha \u00e9 um mecanismo muito importante para garantir o direito das mulheres e a prote\u00e7\u00e3o, mas o fato \u00e9 que quando uma mulher pede uma medida protetiva, n\u00e3o h\u00e1 um acompanhamento mais eficiente do estado para garantia de seguran\u00e7a. Como o machismo \u00e9 estruturante, a letra da lei n\u00e3o garante acesso aos direitos em muitos aspectos. As mortes de mulheres n\u00e3o s\u00e3o reconhecidas em muitos contextos como feminic\u00eddio na sociedade. Trata-se de um entendimento cultural e que est\u00e1 em todas as nossas estruturas de intera\u00e7\u00e3o social, inclusive as de natureza jur\u00eddica.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Pol\u00edtica e g\u00eanero: mulheres contra Bolsonaro<\/strong><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dias, as discuss\u00f5es em torno da desigualdade de g\u00eanero, do machismo, da misoginia e da viol\u00eancia contra a mulher ganharam grande destaque na m\u00eddia devido a um ataque cibern\u00e9tico a uma p\u00e1gina criada no Facebook por mulheres que se op\u00f5em \u00e0 candidatura do favorito nas pesquisas de inten\u00e7\u00e3o de votos para vencer a elei\u00e7\u00e3o presidencial brasileira em 2018, Jair Bolsonaro. Hackers invadiram a p\u00e1gina, as contas de suas administradoras e chegaram at\u00e9 a amea\u00e7ar as respons\u00e1veis, gerando grande indigna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um dos pol\u00edticos mais populares do pa\u00eds\u00a0\u2014 como as pesquisas deixam claro\u00a0\u2014, Bolsonaro, idolatrado principalmente por homens mas tamb\u00e9m por um grande n\u00famero de mulheres, tem sido frequentemente acusado, ao longo dos \u00faltimos anos, de ignorar a igualdade de direitos entre os g\u00eaneros com discursos pol\u00eamicos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres, algo que ele e boa parte dos seus eleitores negam.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 Sputnik Brasil, a fundadora do grupo\u00a0Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, Ludimilla Teixeira, explicou, com a colabora\u00e7\u00e3o da equipe de comunica\u00e7\u00e3o do grupo, os detalhes dessa oposi\u00e7\u00e3o ao candidato e compartilhou um pouco da vis\u00e3o do coletivo sobre a desigualdade de g\u00eanero.<\/p>\n<p>&#8220;Um candidato que defende abertamente que mulher deve ganhar menos porque engravida, que fraquejou no quarto filho porque nasceu uma mulher ou que n\u00e3o estupraria uma mulher porque ela era feia e n\u00e3o merecia n\u00e3o pode ter o m\u00ednimo de empatia por qualquer mulher! \u00c9 at\u00e9 surpreende haver mulheres que se declarem apoiadoras desse cidad\u00e3o. Nos faz lembrar dos capit\u00e3es do mato para os escravos, que eram considerados verdadeiros traidores dos seus pr\u00f3prios compatriotas. Tenham certeza que ser\u00e1 um grande retrocesso eleger um candidato que trate das pautas das minorias com tamanho desprezo e \u00f3dio. \u00c9 extremamente perigoso para a sociedade embarcarmos na onda dos discursos fascistas de outrora, a hist\u00f3ria bem nos mostra o que acontece quando governos com esse teor assumem o poder! Como poderemos eleger algu\u00e9m que \u00e9 a favor de ditadura militar, tortura e faz sauda\u00e7\u00e3o pra torturador de mulher durante vota\u00e7\u00e3o na c\u00e2mara?! O Brasil todo assistiu chocado (ao menos as pessoas com o m\u00ednimo de consci\u00eancia pol\u00edtica), independente de ser contra ou a favor de qualquer candidato ou presidente! Como uni\u00e3o de mulheres, nunca poderemos compactuar com isso!&#8221;, disse ela.<\/p>\n<p>De acordo com Teixeira, o Brasil conseguiu um importante avan\u00e7o, nos \u00faltimos tempos, com a altera\u00e7\u00e3o da qualifica\u00e7\u00e3o de crime de feminic\u00eddio no c\u00f3digo penal, mas isso ainda \u00e9 muito pouco diante de tantos obst\u00e1culos ainda enfrentados pelas mulheres no pa\u00eds,\u00a0como o fato de o judici\u00e1rio prezar pela puni\u00e7\u00e3o e n\u00e3o pela educa\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o como forma de lutar contra as viol\u00eancias sofridas por elas.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda temos projetos de lei como o &#8216;direito ao aborto&#8217;, &#8216;pena de &#8216;importuna\u00e7\u00e3o sexual&#8217; para o ass\u00e9dio&#8217;, &#8216;inj\u00faria por quest\u00f5es de g\u00eanero&#8217; e &#8216;demiss\u00e3o por justa causa de agressor reincidente&#8217; lutando para serem votados e aprovados, enquanto temos uma bancada machista e mis\u00f3gina que tenta nos empurrar um &#8216;cavalo de Tr\u00f3ia&#8217;, como o Estatuto do Nascituro, que quer nos obrigar a manter uma gesta\u00e7\u00e3o quando j\u00e1 era permitido fazer um aborto legal, como em caso de estupro ou feto anenc\u00e9falo. Como pensar em pol\u00edticas p\u00fablicas afirmativas enquanto um congresso de maioria masculina defende a redu\u00e7\u00e3o de direitos duramente j\u00e1 conquistados? N\u00e3o existe pol\u00edticas p\u00fablicas eficientes! Em alguns estados nem ao menos existe acolhimento da v\u00edtima em caso de estupro nas delegacias e hospitais, muitas s\u00e3o desacreditadas a ofertar den\u00fancia, mas querem obrigar essa mulher a gerar o filho fruto da viol\u00eancia. Sem falar nos in\u00fameros casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica negligenciados pelas autoridades policiais. Inclusive, o projeto de lei que garantiria a representa\u00e7\u00e3o proporcional de mulheres na pol\u00edtica continua emperrado! Como podemos confiar em homens decidindo sobre pautas que n\u00e3o lhes dizem respeito?&#8221;, questiona a ativista.<\/p>\n<p>A luta para acabar com a viol\u00eancia contra as mulheres tem, obviamente, nas pr\u00f3prias mulheres suas principais interessadas, embora o machismo, a misoginia e todas as suas consequ\u00eancias afetem de alguma forma toda a sociedade. Para Ludmilla e suas companheiras de grupo, no entanto, os homens podem, sim, contribuir, dando o apoio necess\u00e1rio \u00e0 causa.<\/p>\n<p>&#8220;Primeiro, se abster de tecer opini\u00f5es sobre um assunto que n\u00e3o lhes diz respeito! N\u00e3o vejo qualquer mulher dando opini\u00e3o sobre vasectomia ou impot\u00eancia sexual masculina [risos]. Segundo, ouvir as mulheres, respeitar o lugar de fala delas, ajudar a combater o machismo do amigo, colega de trabalho, pai, irm\u00e3o, primo, ou at\u00e9 o seu pr\u00f3prio! Politicamente, \u00e9 permitir que n\u00f3s, mulheres, possamos ser protagonistas do nosso pr\u00f3prio destino, come\u00e7ando por n\u00e3o votar contrariamente os PL do nosso interesse, como os que j\u00e1 foram citados. Se tivermos um congresso igualit\u00e1rio em rela\u00e7\u00e3o ao g\u00eanero, tal como \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o brasileira, quem sabe as coisas possam ser diferentes.&#8221;<\/p>\n<p><em>*Clara \u00e9 um nome fict\u00edcio adotado para preservar a identidade da v\u00edtima.\u00a0<\/em><\/p>\n<p>https:\/\/br.sputniknews.com\/sociedade\/2018091812230296-violencia-mulher-brasil\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20886\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7,180],"tags":[226],"class_list":["post-20886","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","category-feminista","tag-4b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5qS","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20886","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20886"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20886\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20886"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20886"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20886"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}