{"id":21043,"date":"2018-10-09T15:37:08","date_gmt":"2018-10-09T18:37:08","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=21043"},"modified":"2018-10-09T15:37:08","modified_gmt":"2018-10-09T18:37:08","slug":"trump-charlottesville-chemnitz-e-a-luta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21043","title":{"rendered":"Trump, Charlottesville, Chemnitz e a luta"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/bilder.t-online.de\/b\/84\/26\/63\/24\/id_84266324\/tid_da\/nach-den-toedlichen-protesten-in-charlottesville-vor-einem-jahr-ging-eine-welle-der-empoerung-durch-die-usa-.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Fred Goldstein<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m sabe nesta altura como \u00e9 que vai resultar a luta entre Trump e aliados, por um lado, e as for\u00e7as anti-Trump dentro da classe dominante, por outro. Mas seria fatal para os progressistas e revolucion\u00e1rios confiar na reaccion\u00e1ria classe dominante para derrotar Trump.<\/p>\n<p>Para muitos progressistas, Donald Trump parece estar de rastos. Esperam que o sistema o deite abaixo. Existe uma grande expectativa de que o Partido Democr\u00e1tico tenha ganhos eleitorais e consiga a oportunidade de o desacreditar mais.<\/p>\n<p>Existe uma crescente demonstra\u00e7\u00e3o p\u00fablica da corrup\u00e7\u00e3o de Trump. Muitos do seu c\u00edrculo privado confessaram-se culpados ou foram acusados de mentir, lavar dinheiro e fraude fiscal e\/ou banc\u00e1ria. H\u00e1 uma sua crescente ansiedade raivosa expressa nos tweets contra a investiga\u00e7\u00e3o Mueller. E tamb\u00e9m o seu isolamento social da classe dominante, conforme demonstrado pela sua exclus\u00e3o das altamente anunciadas super-patri\u00f3ticas e militaristas cerim\u00f3nias f\u00fanebres por John McCain que duraram uma semana.<\/p>\n<p>Mas, a marcha fascista em Charlottesville, Va., de agosto de 2017 e o recente motim fascista anti-imigrante de Chemnitz, na Alemanha, mostram como \u00e9 ilus\u00f3rio o ponto de vista de que a derrota de Trump vai resolver o problema a reac\u00e7\u00e3o racista.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m sabe nesta altura como \u00e9 que vai resultar a luta entre Trump e aliados, por um lado, e as for\u00e7as anti-Trump dentro da classe dominante, por outro. Mas seria fatal para os progressistas e revolucion\u00e1rios confiar na reaccion\u00e1ria classe dominante para derrotar Trump.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ainda que a derrota pol\u00edtica de Trump seja importante, n\u00e3o ser\u00e1 fundamental porque n\u00e3o vai tratar das for\u00e7as racistas, mis\u00f3ginas, xen\u00f3fobas, nacionalistas e chauvinistas que Trump conjurou e consolidou numa base reaccion\u00e1ria. Esta base n\u00e3o vai desaparecer, seja o que for que aconte\u00e7a a Trump. Os trabalhadores e oprimidos ter\u00e3o ainda que enfrentar esta massa reaccion\u00e1ria. O que vai ser preciso no futuro \u00e9 derrotar o trumpismo, n\u00e3o apenas nas urnas, mas no terreno.<\/p>\n<p><strong>Charlottesville \u2014 o fascismo mostra o rosto<\/strong><\/p>\n<p>O mundo teve um vislumbre das for\u00e7as que emergem \u00e0 volta de Trump no ano passado em Charlottesville, quando o Klan e os nazis unidos com outras for\u00e7as fascistas em \u201cUnir a Direita\u201d armaram uma parada com tochas no campus da Universidade da Virg\u00ednia em defesa da est\u00e1tua de Robert E. Lee, general comandante da escravocracia durante a Guerra Civil.<\/p>\n<p>Foi morto um manifestante antifascista, um negro foi brutalmente espancado e muitos foram feridos enquanto a pol\u00edcia observava passivamente. Trump recusou-se a denunciar os fascistas e finalmente afirmou que havia boa gente \u201cde ambos os lados.\u201d<\/p>\n<p>Felizmente, o movimento recuperou deste assalto e for\u00e7ou a remo\u00e7\u00e3o de est\u00e1tuas da Confedera\u00e7\u00e3o em muitas cidades, desde a Louisiana at\u00e9 ao Texas. As for\u00e7as da Unir a Direita receberam um importante rev\u00eas quando o movimento derrubou uma est\u00e1tua da Confedera\u00e7\u00e3o em Durham, N.C.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 resist\u00eancia militante, o com\u00edcio da \u201cUnir a Direita 2\u201d em Washington, D.C. no primeiro anivers\u00e1rio de Charlottesville no \u00faltimo 10 de Agosto foi um fiasco.<\/p>\n<p><strong>For\u00e7as pr\u00f3-Confedera\u00e7\u00e3o em posi\u00e7\u00f5es elevadas<\/strong><\/p>\n<p>No entanto, at\u00e9 que ponto as for\u00e7as racistas pr\u00f3-Confedera\u00e7\u00e3o est\u00e3o infiltradas na classe dominante foi o que ficou demonstrado pela reac\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o da Universidade da Carolina do Norte ao recente derrube da est\u00e1tua confederada em Chapell Hill, N.C.<\/p>\n<p>A est\u00e1tua do soldado da Confedera\u00e7\u00e3o foi derrubada por estudantes depois da sua campanha para conseguirem que as autoridades a removessem n\u00e3o ter dado resultado. Depois de derrubada, a universidade e o conselho de governadores decidiram que devia ser recolocada no campus. Entretanto, foram emitidos mandatos de captura contra os estudantes que se manifestaram.<\/p>\n<p>Este incidente ilustra como a simpatia pr\u00f3-Confedera\u00e7\u00e3o se encontra profundamente imbu\u00edda na classe dominante 150 anos depois da Guerra Civil. Chapell Hill \u00e9 considerada uma institui\u00e7\u00e3o liberal. Estados de todo o Sul e noutras zonas aprovaram leis proibindo a remo\u00e7\u00e3o de est\u00e1tuas sem consentimento expresso da sociedade hist\u00f3rica do Estado, independentemente dos sentimentos de sectores da popula\u00e7\u00e3o. afro-americanos ou anti-racistas progressistas. Col\u00e9gios e universidades liberais da Ivy League (Grupo de institui\u00e7\u00f5es acad\u00e9micas privadas de car\u00e1cter elitista \u2013 N.T.) recusaram igualmente ceder neste assunto.<\/p>\n<p><strong>O racismo e o rosto do fascismo nos EUA<\/strong><\/p>\n<p>A origem deste racismo subjacente que penetra a sociedade capitalista americana recua at\u00e9 \u00e0 trai\u00e7\u00e3o ao povo escravo ap\u00f3s a Guerra Civil por parte da vitoriosa classe capitalista do Norte.<\/p>\n<p>Os ex\u00e9rcitos do Norte ocuparam os estados esclavagistas do Sul. Houve um per\u00edodo de Reconstru\u00e7\u00e3o de 1865 a 1877. Foram garantidos direitos de voto \u00e0s pessoas anteriormente escravas. Muitos afro-americanos foram eleitos para diversos \u00f3rg\u00e3os estatais e locais. Durante o breve per\u00edodo de Reconstru\u00e7\u00e3o, foi criado um Bureau de Homens Libertados e foram aplicados aos afro-americanos pelas for\u00e7as militares de ocupa\u00e7\u00e3o americanas direitos de propriedade e outros direitos como o direito a processar, a participar num j\u00fari, etc.<\/p>\n<p>Este per\u00edodo de Reconstru\u00e7\u00e3o terminou abruptamente em 1877 com a retirada das for\u00e7as dos Estados Unidos ap\u00f3s o Compromisso Hayes-Tilden, no qual foi dada a presid\u00eancia a Rutherford B. Hayes em troca da retirada das tropas do Sul.<\/p>\n<p>O dom\u00ednio pol\u00edtico do Sul pela anterior escravocracia foi restabelecido. Os anteriores escravos foram resubmetidos e for\u00e7ados a uma forma de feudalismo ou esclavagismo rural chamado partilha de produ\u00e7\u00e3o. Os linchamentos alastraram. Foi aplicada uma segrega\u00e7\u00e3o racista r\u00edgida. Os grandes propriet\u00e1rios mais uma vez tomaram conta do Sul e isso durante 100 anos.<\/p>\n<p>N\u00e3o houve qualquer tentativa por parte da classe capitalista do Norte no sentido de purgar o Sul do racismo e dos funcion\u00e1rios racistas. N\u00e3o houve qualquer campanha de reeduca\u00e7\u00e3o entre a popula\u00e7\u00e3o branca. N\u00e3o foram destinados quaisquer recursos \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o antifascista do Sul. Os capitalistas do Norte ficaram satisfeitos com a constru\u00e7\u00e3o de linhas de caminho-de-ferro e de navega\u00e7\u00e3o e com a cria\u00e7\u00e3o de bancos para aproveitamento da escravatura da terra dos afro-americanos. O racismo n\u00e3o apenas foi refor\u00e7ado no Sul com a viol\u00eancia e os linchamentos do Ku Klux Klan, os C\u00f3digos Negros, a segrega\u00e7\u00e3o Jim Crow, os impostos censit\u00e1rios, etc., como prevaleceu no Norte.<\/p>\n<p><strong>Chemnitz, a queda do muro de Berlim e o fim da des-nazifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Fascistas, direitistas e racistas anti-imigrantes de todas as esp\u00e9cies foram mobilizados neste pa\u00eds por Donald Trump. Ele fomentou o seu racismo anti-imigrante at\u00e9 um n\u00edvel mundial. Esta tend\u00eancia anti-imigrante, de direita reflectiu-se igualmente na Europa entre as for\u00e7as fascistas e pr\u00f3-fascistas. Trump assemelha-se muito \u00e0 direita europeia.<\/p>\n<p>A 28 de Agosto, o mundo assistiu ao horr\u00edvel espect\u00e1culo de uma horda de milhares de nazis e simpatizantes anti-imigrantes chegando de todas as partes da Alemanha para ocuparem as ruas da cidade alem\u00e3 de Chemnitz \u00e0 ca\u00e7a de imigrantes \u201ccomo lobos\u201d, conforme o New York Times descreveu a 31 de Agosto.<\/p>\n<p>A horda foi formada ap\u00f3s a imprensa capitalista ter desencadeado o acontecimento com o t\u00edtulo \u201cHomem de 35 anos anavalhado na cidade.\u201d Correram rumores de que o homem atacado protegia uma mulher de um assalto sexual por parte de imigrantes. At\u00e9 a pol\u00edcia teve que mais tarde declarar esse rumor falso.<\/p>\n<p>Na noite seguinte, cerca de 8 mil racistas ocuparam o centro da cidade e ca\u00e7aram todos os que suspeitavam de ser imigrantes. Houve sauda\u00e7\u00f5es nazis com \u201cSieg Heils\u201d, banidas na Alemanha, e c\u00e2nticos de \u201cApanhamos todos.\u201d<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o burguesa alem\u00e3 Der Spiegel relatou que \u201ca pol\u00edcia na Sax\u00f3nia \u00e9 regularmente mencionada nos t\u00edtulos quando, por exemplo, impede os jornalistas de trabalhar ou n\u00e3o mobilizam suficientes agentes, obrigando-os a assistir passivamente aos tumultos extremistas nas ruas.\u201d (Der Spiegel, 31 de agosto)<\/p>\n<p>Chemnitz era antes chamada Karl-Marx-Stadt durante o per\u00edodo da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica Alem\u00e3, antes da queda do muro de Berlim em 1989 e da restaura\u00e7\u00e3o do capitalismo quando a Alemanha Ocidental anexou a Alemanha Oriental em 1990. \u00c9 a terceira maior cidade do Estado da Sax\u00f3nia no sueste, com uma popula\u00e7\u00e3o de 250 mil habitantes.<\/p>\n<p><strong>Des-nazifica\u00e7\u00e3o na Alemanha Oriental socialista<\/strong><\/p>\n<p>Depois da ocupa\u00e7\u00e3o da Alemanha de leste pelo Ex\u00e9rcito Vermelho em 1945, o Partido Comunista fundiu-se com o Partido Social Democrata, tornando-se o Partido Socialista Unificado. Em 1949, foi criada a RDA no seguimento da cria\u00e7\u00e3o da Alemanha Ocidental. O novo governo, ao contr\u00e1rio do que aconteceu na Alemanha Ocidental ou Rep\u00fablica Federal capitalista, deu in\u00edcio a um vigoroso programa de des-nazifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No Ocidente capitalista, altos quadros nazis mantiveram as suas pens\u00f5es e obtiveram cargos oficiais. \u201cUm total de 25 ministros, um presidente e um chanceler da Rep\u00fablica Federal Alem\u00e3 \u2013 como a Alemanha do p\u00f3s-guerra \u00e9 oficialmente conhecida.\u201d (Der Spiegel, 6 d Mar\u00e7o de 2012) A lista foi finalmente for\u00e7ada a tornar-se p\u00fablica pelo Partido da Esquerda.<\/p>\n<p>A RDA, sob lideran\u00e7a socialista, adoptou uma atitude completamente oposta. Era sem d\u00favida muito dif\u00edcil construir um Estado e uma sociedade com uma popula\u00e7\u00e3o que tinha vivido debaixo de Hitler durante 12 anos. Contudo, a tentativa foi feita.<\/p>\n<p>Por exemplo, Bruno Bruni de la Motte de nenhum modo socialista escreveu no Guardian de Londres em 8 de Mar\u00e7o de 2007: \u201cNasci e cresci na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica Alem\u00e3. Os nossos livros escolares tratavam com profundidade do per\u00edodo nazi e do que ele fez \u00e0 na\u00e7\u00e3o alem\u00e3 e \u00e0 maior parte da Europa.<\/p>\n<p>\u201cNo decorrer da sua escolaridade, todos os alunos visitavam pelo menos uma vez um campo de concentra\u00e7\u00e3o, onde um antigo internado explicava em detalhe o que se passava. Todos os campos de concentra\u00e7\u00e3o na antiga RDA foram mantidos como locais comemorativos \u201cpara que ningu\u00e9m esquecesse.\u201d O pr\u00f3prio governo inclu\u00eda uma boa propor\u00e7\u00e3o de alguns, incluindo judeus, que tinham sido for\u00e7ados a fugir do fascismo de Hitler ou sido internados.<\/p>\n<p>\u201cNo Leste, tiveram que ser encontrados de um dia para o outro milhares de novos professores, visto que aqueles manchados pela ideologia nazi n\u00e3o eram adequados para ensinar a nova gera\u00e7\u00e3o do p\u00f3s-guerra, o que resultou em haver escolas durante alguns anos com pessoal docente pouco treinado ou incompetente; todos os advogados foram igualmente substitu\u00eddos\u2026.\u201d<\/p>\n<p><strong>O nazismo revitalizado pela Alemanha capitalista<\/strong><\/p>\n<p>De la Motte continua, \u201cNa Alemanha Ocidental [capitalista] milhares de oficiais de comando nazis, ju\u00edzes que tinham enviado judeus e gente de esquerda para a morte, m\u00e9dicos que tinham feito experi\u00eancias em v\u00edtimas nos campos de concentra\u00e7\u00e3o, pol\u00edticos e outros foram deixados ilesos e continuaram nas suas profiss\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>A queda do muro de Berlim e o regresso do capitalismo trouxeram uma r\u00e1pida mudan\u00e7a. Logo de in\u00edcio houve manifesta\u00e7\u00f5es contra os imigrantes. Pol\u00edticos nazis e de direita voltaram a mostrar-se sob a forma de racismo anti-imigrante e xenofobia.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 surpresa que, passados 29 anos da restaura\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o capitalista e com a rastejante crise econ\u00f3mica mundial a atingir a Alemanha, incluindo jovens e a pequena burguesia, o movimento neofascista assumisse o tom de uma cruzada racista e anti-imigrante.<\/p>\n<p>Nos EUA, ainda mais do que na Europa, o racismo sob uma ou outra forma tem sempre sido a ponta avan\u00e7ada do fascismo e o rosto da reac\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p><strong>A classe capitalista nunca tentou erradicar o racismo<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por acaso que o KKK e os nazis se uniram em torno de Barry Goldwater na sua campanha para presidente em 1964. N\u00e3o \u00e9 por acaso que Richard Nixon come\u00e7ou a sua campanha presidencial em 1972 com uma \u201cestrat\u00e9gia sulista\u201d racista para trazer os Democratas sulistas para o Partido Republicano na senda do movimento dos Direitos C\u00edvicos.<\/p>\n<p>Deve tamb\u00e9m ser notado que em 1982 Ronald Reagan iniciou a sua campanha presidencial em Filad\u00e9lfia, Missouri, com bandeiras da Confedera\u00e7\u00e3o esvoa\u00e7ando, numa cidade em que tr\u00eas trabalhadores dos direitos civis tinham sido assassinados pelo Klan em 1964 durante a campanha do direito de voto no Sul. E Bill Clinton, al\u00e9m de aprovar legisla\u00e7\u00e3o racista sobre o encarceramento em massa, a pena de morte e o \u201cterrorismo\u201d, mostrou o seu racismo durante a campanha eleitoral ao regressar ao seu Estado de Arkansas para testemunhar a execu\u00e7\u00e3o de um deficiente mental negro.<\/p>\n<p><strong>O fascismo na fronteira<\/strong><\/p>\n<p>Agora mesmo, o ICE (Immigration and Customs Enforcement = Servi\u00e7o de Imigra\u00e7\u00e3o e Controle de Alf\u00e2ndegas \u2013 N.T.) e a Patrulha de Fronteira levam a cabo medidas fascistas contra os imigrantes separando fam\u00edlias deliberadamente e encurralando trabalhadores por todo o lado.<\/p>\n<p>Assim, a classe capitalista teve 150 anos para erradicar o racismo e n\u00e3o fez esfor\u00e7os s\u00e9rios para tal. Os capitalistas mostraram que sentem como seu interesse de classe perpetu\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Jamais institu\u00edram com profundidade qualquer campanha educativa anti-racista para fazer todos os alunos das escolas verem exposi\u00e7\u00f5es fotogr\u00e1ficas de linchamentos e relatos pelas fam\u00edlias ou vizinhos das v\u00edtimas. Os bairros de escravos n\u00e3o foram conservados para serem mostrados em visitas obrigat\u00f3rias, de modo a ningu\u00e9m os poder esquecer. E, significativamente, n\u00e3o foi paga qualquer compensa\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas da escravatura, nem lhes foram entregues terras dos propriet\u00e1rios das planta\u00e7\u00f5es para quem trabalharam.<\/p>\n<p>Em resumo, a classe dominante capitalista preservou sempre o racismo em vez de o eliminar, tal como a classe dominante alem\u00e3 nunca fez um esfor\u00e7o determinado para erradicar o nazismo.<\/p>\n<p>As for\u00e7as revolucion\u00e1rias nos EUA t\u00eam que se organizar para lutarem contra o reavivar da base racista concentrada impulsionador Trump. Os trabalhadores progressistas, revolucion\u00e1rios e avan\u00e7ados t\u00eam tamb\u00e9m de estar preparados para Mutarelli de Trump, porque o racismo anti-imigrante e anti-negros \u00e9 uma arma letal que os patr\u00f5es t\u00eam de reserva para os tempos de crise.<\/p>\n<p><em>Tradu\u00e7\u00e3o: Jorge Vasconcelos<\/em><\/p>\n<p>O original encontra-se em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.workers.org\/2018\/09\/04\/trump-charlottesville-chemnitz-and-the-struggle\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.workers.org<\/a><\/p>\n<p>https:\/\/www.odiario.info\/trump-charlottesville-chemnitz-e-a-luta\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21043\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[233],"class_list":["post-21043","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5tp","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21043","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21043"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21043\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21043"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21043"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21043"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}