{"id":21073,"date":"2018-10-11T16:14:08","date_gmt":"2018-10-11T19:14:08","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=21073"},"modified":"2018-10-11T16:14:08","modified_gmt":"2018-10-11T19:14:08","slug":"as-farc-entre-a-esperanca-e-a-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21073","title":{"rendered":"As FARC entre a esperan\u00e7a e a hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.las2orillas.co\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/farc-partido-d.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Loic Ramirez*<\/p>\n<p>ODIARIO.INFO<\/p>\n<p>Depois da deposi\u00e7\u00e3o das armas e assinado um acordo de paz com Bogot\u00e1, a guerrilha da FARC-EP tornou-se um grande partido legal. Apesar disso, os seus membros est\u00e3o amea\u00e7ados por uma onda de assassinatos que lembra a tr\u00e1gica experi\u00eancia de desmobiliza\u00e7\u00e3o dos anos 80.<\/p>\n<p>Diz-se que a hist\u00f3ria se repete; sem d\u00favida que \u00e9 nisso que acredita a maioria dos membros das FARC. Em 1984, a mais importante das guerrilhas da Col\u00f4mbia assinava um cessar-fogo com o governo de Belis\u00e1rio Betancur. Nascida em 1964, a organiza\u00e7\u00e3o insurrecional FARC-EP (For\u00e7as Armadas Revolucion\u00e1rias da Col\u00f4mbia \u2013 Ex\u00e9rcito do Povo) agarravam a possibilidade de participar da vida pol\u00edtica do pa\u00eds sem recurso \u00e0s armas. Esta tr\u00e9gua deu origem \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Patri\u00f3tica [UP], um partido pol\u00edtico legal [N.do T.: 1985] designado como o recept\u00e1culo em que deviam entrar os combatentes. E de imediato passou a ser o seu caix\u00e3o. Reconvertidos em figuras p\u00fablicas da pol\u00edtica local e nacional, os antigos guerrilheiros tornaram-se alvos mais f\u00e1ceis do que quando viviam nas florestas. E com eles tamb\u00e9m um conjunto de militantes, mulheres e homens, que tinham se juntado a eles na UP, comunistas na sua maioria. Primeiro foi um camarada morto. Depois dois, tr\u00eas cinco, dez, cem\u2026 Sem se deter, a cruel soma de mortos e desaparecidos asfixia todas as for\u00e7as da esquerda colombiana. O Estado-Maior da guerrilha dirige-se \u00e0s suas tropas a partir de 1987, concluindo que toda a tentativa pac\u00edfica de conquista do poder se tinha transformado num suic\u00eddio. De 1985 a 2002, entre 3.000 e 5.000 v\u00edtimas enlutaram a Uni\u00e3o Patri\u00f3tica. Do simples simpatizante at\u00e9 ao candidato \u00e0s elei\u00e7\u00f5es presidenciais, todos foram alvo de uma repress\u00e3o orquestrada pelos c\u00edrculos mais reacion\u00e1rios do Estado em colabora\u00e7\u00e3o com as For\u00e7as Armadas da Col\u00f4mbia e grupos paramilitares. \u00abEles n\u00e3o conseguiram destruir politicamente o Partido, mas fizeram-no fisicamente\u00bb, remata Fernando, quando se recorda deste per\u00edodo [1]. Comunista, este homem era membro da Uni\u00e3o Patri\u00f3tica no Departamento de Meta (centro do Pa\u00eds), \u00abN\u00f3s eramos um grupo de 36 militantes no nosso grupo, s\u00f3 3 sobreviveram\u00bb, assegura. sorrindo, barriga avantajada e os cinquenta anos visivelmente marcados, Fernando n\u00e3o parece algu\u00e9m em quem tenha se operado um milagre. No entanto, foi a op\u00e7\u00e3o de regressar \u00e0 guerrilha em meados dos anos 80 o que lhe permitiu escapar das matan\u00e7as e poder contar hoje as suas recorda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 24 de novembro de 2016, o governo de Juan Manuel Santos assinava um acordo de paz com as FARC. Depois do assassinato do seu predecessor em 2011[2], o Comandante-em-chefe Timole\u00f3n Jimenez, ali\u00e1s Timochenko, punha fim a 52 anos de luta armada do grupo marxista. A dire\u00e7\u00e3o da guerrilha ordena o reagrupamento das suas tropas em v\u00e1rias zonas de concentra\u00e7\u00e3o sob prote\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas e das For\u00e7as Armadas colombianas (26 acampamentos oficiais). Estes \u00abespa\u00e7os\u00bb de transi\u00e7\u00e3o t\u00eam por objetivo a progressiva reinser\u00e7\u00e3o dos guerrilheiros na vida civil atrav\u00e9s do desenvolvimento de atividades agr\u00edcolas ou incorpora\u00e7\u00e3o dos assalariados. Em mat\u00e9ria ideol\u00f3gica a guerrilha mant\u00e9m o limite: transformou-se em partido institucional, a fim de tentar (de novo) a experi\u00eancia da vida pol\u00edtica \u00abdemocr\u00e1tica\u00bb dentro do regime representativo da Rep\u00fablica da Col\u00f4mbia. O Partido FARC, For\u00e7a Alternativa Revolucion\u00e1ria do Comum, substitui o grupo armado. A sigla \u00abEP\u00bb (Ex\u00e9rcito do Povo) desapareceu. \u00abN\u00e3o podemos negar a nossa origem nem a nossa organiza\u00e7\u00e3o\u00bb, defende-se Fernando quando responde \u00e0s cr\u00edticas que reprovam ao novo partido ter guardado os mesmos acr\u00f4nimos da organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-militar. Fernando, hoje diretor regional do partido FARC e membro da sua dire\u00e7\u00e3o nacional. Sentado numa mesa de um pequeno restaurante aberto por antigos combatentes na zona do reagrupamento de Icononzo, a sul de Bogot\u00e1 na regi\u00e3o de Tolima, ele come o seu almo\u00e7o e quer assegurar: \u00abN\u00f3s continuamos a luta, mas sob uma nova forma de express\u00e3o\u00bb.<\/p>\n<p>Dizem-lhe que a hist\u00f3ria se repete; indubitavelmente \u00e9 isso que querem muitos importantes nomes dos inimigos do processo de paz. Segunda-feira, dia 30 de julho de 2018 em pleno dia, uma dezena de pessoas encapu\u00e7adas abriram fogo num sal\u00e3o de bilhar na pequena cidade de El Tarra, na regi\u00e3o de Catacumbo, nordeste da Col\u00f4mbia. Assassinaram 10 pessoas, algumas vindo a morrer algumas horas depois de trem sido alvejadas [3]. Entre as v\u00edtimas quatro est\u00e3o oficialmente identificadas como sendo ex-milicianos das FARC reinseridos na vida civil. Motivo? Desconhece-se. Na regi\u00e3o, duas guerrilhas enfrentam-se pelo controle do espa\u00e7o vago deixado pelas FARC: o Ex\u00e9rcito de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional (ELN) e o Ex\u00e9rcito Popular de Liberta\u00e7\u00e3o (EPL), que negaram publicamente a sua participa\u00e7\u00e3o no massacre. H\u00e1 quem aponte para a poss\u00edvel a\u00e7\u00e3o de grupos mafiosos ou de narcotraficantes, onde a crescente atividade na regi\u00e3o se acrescenta \u00e0s tens\u00f5es entre as comunidades camponesas. O que \u00e9 certo \u00e9 que a morte de quatro antigos combatentes vem alongar a j\u00e1 longa lista de ex-guerrilheiros assassinados depois da assinatura dos acordos de paz. Entre novembro de 2016 e junho de 2018, pelo menos 76 ex-guerrilheiros foram assassinados em todo o pa\u00eds [4]. Paralelamente, um grande n\u00famero de \u00abl\u00edderes sociais\u00bb ou dirigentes sindicais foram assassinados: 311 entre Janeiro de 2016 e 30 de junho de 2018, se acordo com o seman\u00e1rio a Semana [5]. Quem \u00e9 que os est\u00e1 matando?, titulava o magazine [6]. Lembrando mem\u00f3rias antigas no pa\u00eds, os assassinatos assombram os debates pol\u00edticos entre uma esquerda determinada a n\u00e3o ser enterrada novamente e uma direita preocupada em esvaziar os assassinatos de seu car\u00e1ter pol\u00edtico. Para o ministro da Defesa, Lu\u00eds Carlos Villegas, estes assass\u00ednios relevam \u00abconflitos de vizinhan\u00e7a e hist\u00f3rias de saias\u00bb [7]. Afirma que nenhuma organiza\u00e7\u00e3o anda a assassinar dirigentes comunit\u00e1rios. Editorialista do A Semana, Alfonso Cu\u00e9llar, tamb\u00e9m clama alto e bom som: \u00abnenhum crime \u00e9 pol\u00edtico\u00bb e lamenta que \u00abquestionar este silogismo: \u00e9 um assassinato; a v\u00edtima \u00e9 um l\u00edder social, ent\u00e3o foi morta por esse motivo\u00bb condena-vos a ser visto como \u00abum reacion\u00e1rio inumano\u00bb [8]. Os dirigentes comunit\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o mortos \u00abporque eles votaram para candidatos de esquerda nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es, como pretendem fazer crer alguns membros da nova oposi\u00e7\u00e3o colombiana que, de forma oportunista, querem politizar a viol\u00eancia no pa\u00eds\u00bb lamenta-se por sua vez o jornalista Jos\u00e9 Manuel Acevedo nas p\u00e1ginas do mesmo hebdomad\u00e1rio [9].<\/p>\n<p>\u00ab\u00c9 evidente que eles v\u00e3o continuar morrendo\u00bb, solta Fernando, sem se rir. O antigo guerrilheiro sabe bem que os seus advers\u00e1rios n\u00e3o t\u00eam qualquer inten\u00e7\u00e3o de jogar o jogo \u00abdemocr\u00e1tico\u00bb ao qual as FARC se submeteram. Mas por que quem 30 anos atr\u00e1s escolhera juntar-se aos maquis contra a onda de repress\u00e3o, confiaria na paz hoje? \u00abA rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as \u00e9 diferente\u00bb. Para Fernando, a presen\u00e7a no segundo turno de Gustavo Petro, candidato \u00e0s elei\u00e7\u00f5es de 2018, \u00e9 o sinal de uma mudan\u00e7a significativa na sociedade colombiana. A situa\u00e7\u00e3o para o campo progressista ser\u00e1, segundo ele, hoje mais favor\u00e1vel do que no meio dos anos 80, apesar da persist\u00eancia dos homic\u00eddios. A isto acrescenta: \u00abos mecanismos de prote\u00e7\u00e3o internacionais\u00bb, ausentes durante o genoc\u00eddio da UP, s\u00e3o mais mobiliz\u00e1veis neste come\u00e7o do s\u00e9culo XXI. Que pre\u00e7o est\u00e3o prontos a pagar os comunistas das FARC para manter a persist\u00eancia da sua transforma\u00e7\u00e3o? Quantos cad\u00e1veres? \u00abN\u00e3o h\u00e1 uma linha vermelha\u00bb, assegura Fernando.<\/p>\n<p>O dito diz que a hist\u00f3ria se repete; no entanto, n\u00e3o se morre mais que uma vez. Em 20 de agosto de 2018, dois velhos membros da guerrilha foram torturados e assassinados no departamento de Cauca, no Sul do pa\u00eds. A esquerda denuncia um abandono por parte do Estado; as FARC alertam para a fragiliza\u00e7\u00e3o dos acordos. O regresso ao poder da extrema-direita colombiana com a elei\u00e7\u00e3o de Ivan Duque como presidente da Rep\u00fablica, em junho de 2018, foi um elemento de inquietude suplementar para os revolucion\u00e1rios. Especialmente desde que o novo representante se mostrou publicamente hostil aos acordos de paz e teve relut\u00e2ncia em negociar com o ELN, que se tornou o mais importante grupo insurgente. Em \u00e1reas remotas do pa\u00eds, para muitos, uma \u00ablinha vermelha\u00bb foi ultrapassada. V\u00e1rias zonas de reagrupamento das FARC foram abandonadas. Alguns combatentes partiram por falta de seguran\u00e7a, mas afirmam continuar a ser sempre parte do processo de paz. Est\u00e3o se reagrupando noutros espa\u00e7os oficiais. \u00abUma vez desarmados n\u00e3o somos obrigados a permanecer nestas zonas onde n\u00e3o existem garantias da nossa seguran\u00e7a nem que permitam uma reincorpora\u00e7\u00e3o\u00bb, explica o antigo combatente Olmedo Ruiz \u00e0 jornalista Gloria Castrill\u00f3n [10]. Outros retomaram as armas e o caminho da selva. Trata-se de simples motiva\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, raz\u00f5es pol\u00edticas ou de sobreviv\u00eancia? Os analistas especulam, lan\u00e7am afirma\u00e7\u00f5es, levantam hip\u00f3teses, mas s\u00e3o muito dif\u00edceis de identificar as raz\u00f5es que podem levar cada grupo a renovar o compromisso com a viol\u00eancia. \u00abO plano para reformar as FARC!\u00bb titulava insidiosamente a Semana durante o m\u00eas de julho de 2018. \u00abIsto \u00e9 da parte da publica\u00e7\u00e3o uma falta e uma irresponsabilidade\u00bb reagia o antigo presidente Juan Manuel Santos lembrando que, segundo os servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o militares, nada permitia antever um tal desenvolvimento [11]. Todos concordam, no entanto, em quantificar o n\u00famero de dissidentes em cerca de 1.400 combatentes no ver\u00e3o de 2018.<\/p>\n<p>Entre as zonas mais ativas, o Catatumbo (no norte do pa\u00eds), teatro de opera\u00e7\u00f5es da antiga \u00abfrente 33\u00bb da guerrilha, uma parte significativa recusou-se a integrar o processo de paz. \u00ab322 combatentes da Frente 33 uniram-se \u00e0 zona de reagrupamento, mas de acordo com a informa\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia e do ex\u00e9rcito eles seriam mais de 600 homens\u00bb, adianta uma fonte citada pelo jornal La Opini\u00f3n de C\u00facucta [12]. Nas aldeias deste departamento, h\u00e1 inscri\u00e7\u00f5es nas fachadas das casas e dos com\u00e9rcios dizendo: FARP-EP, 54 anos de luta\u00bb<\/p>\n<p>Notas:<br \/>\n[1] Entrevista com \u00ab Fernando \u00bb, antigo membro das FARC-EP, na zona de reagrupamento de Icononzo (Tolima), junho 2018.<br \/>\n[2] O comandante chefe das FARC-EP, Alfonso Cano, foi morto num ataque do ex\u00e9rcito colombiano em 4 de novembro de 2011.<br \/>\n[3]\u00a0https:\/\/www.eltiempo.com\/<wbr \/>colombia\/otras-ciudades\/<wbr \/>investigaciones-tras-\u2026<br \/>\n[4]\u00a0https:\/\/colombia2020.<wbr \/>elespectador.com\/pais\/asi-<wbr \/>estan-asesinando-los-<wbr \/>exguerrilleros-de-las-farc<br \/>\n[5] Semana, n\u00b01888, de 8 a 15 de julho de 2018.<br \/>\n[6] Ibid.<br \/>\n[7]\u00a0https:\/\/www.elespectador.com\/<wbr \/>noticias\/politica\/asesinatos-<wbr \/>de-lideres-son-por-lios-de-<wbr \/>faldas-ministro-de-defensa-<wbr \/>articulo-728893<br \/>\n[8] Semana, n\u00b01888, de 8 a 15 de julho de 2018.<br \/>\n[9] Ibid.<br \/>\n[10]\u00a0https:\/\/colombia2020.<wbr \/>elespectador.com\/territorio\/<wbr \/>no-pueden-obligarnos-<wbr \/>quedarnos-en-los-espacios-<wbr \/>territoriales-olmedo-ruiz<br \/>\n[11]\u00a0https:\/\/www.elespectador.com\/<wbr \/>noticias\/politica\/santos-<wbr \/>niega-que-disidencias-de-las-<wbr \/>farc-vayan-refundar-la-<wbr \/>guerrilla-articulo-800635<br \/>\n[12]\u00a0https:\/\/www.laopinion.com.co\/<wbr \/>judicial\/jhon-milicias-el-<wbr \/>hombre-que-lidera-la-<wbr \/>disidencia-de-las-farc-en-el-<wbr \/>catatumbo-161389#OP<\/p>\n<p>Este artigo foi publicado originalmente em:\u00a0https:\/\/www.legrandsoir.info\/<wbr \/>les-farc-entre-espoir-et-<wbr \/>histoire.html<\/p>\n<p>* Articulista de Le Grand Soir<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Paulo Gasc\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21073\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[233],"class_list":["post-21073","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5tT","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21073","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21073"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21073\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21073"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21073"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21073"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}