{"id":21092,"date":"2018-10-15T16:49:52","date_gmt":"2018-10-15T19:49:52","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=21092"},"modified":"2018-10-15T16:49:52","modified_gmt":"2018-10-15T19:49:52","slug":"o-roubo-da-infancia-palestina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21092","title":{"rendered":"O roubo da inf\u00e2ncia palestina"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/181012-Tamimi.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->OUTRAS PALAVRAS &#8211; POR<\/p>\n<p>BERENICE BENTO<\/p>\n<p><em>Israel \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds do mundo que processa crian\u00e7as em cortes militares. Neste 12 de outubro, lembremos as meninas e meninos encarceradas e o movimento BDS \u2014 de boicote, desinvestimento e san\u00e7\u00f5es a Telaviv<\/em><\/p>\n<p>Por\u00a0<strong>Berenice Bento<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Sayid Marcos Ten\u00f3rio<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEle ultrapassou todos os limites!\u201d, frases como esta foram repetidas mundo afora diante da decis\u00e3o do presidente estadunidense Donald Trump de separar os filhos dos pais que tentaram entrar nos Estados Unidos. Assistimos a mobiliza\u00e7\u00f5es em todas as partes do mundo contra tal decis\u00e3o que por dias foi a principal manchete em toda a imprensa internacional. Jornalistas se emocionaram ao ver as cenas de crian\u00e7as enjauladas, deitadas no ch\u00e3o e cobertas com folhas gigantes de papel alum\u00ednio. O horror, aquilo que desloca nosso pensamento para o impens\u00e1vel, era transmitido em rede mundial. A rea\u00e7\u00e3o globalizada obrigou Trump a rever parcialmente as medidas.<\/p>\n<p>Certamente, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio argumentar em rela\u00e7\u00e3o a por que pris\u00f5es de crian\u00e7as, separadas das fam\u00edlias produzem perplexidade. Ao dizer \u201ccrian\u00e7a\u201d acionamos um conjunto de valores morais vinculados \u00e0s no\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o. As compara\u00e7\u00f5es com o nazismo foram amplamente utilizadas. Imagens de crian\u00e7as alem\u00e3s presas nos campos de concentra\u00e7\u00e3o e separadas da fam\u00edlia pelos nazistas, tamb\u00e9m voltaram em profus\u00e3o naquelas semanas.<\/p>\n<p>Seria poss\u00edvel imaginar outro lugar (que n\u00e3o fosse nos Estados Unidos e na Alemanha nazista) onde crian\u00e7as s\u00e3o sistematicamente separadas da fam\u00edlia? Sim, este lugar existe. Israel prende diariamente crian\u00e7as palestinas.<\/p>\n<p>A ativista palestina Ahed Tamimi, aos 11 anos, Cisjord\u00e2nia, 2012 (Foto: Haim Schwarczenberg)<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/181012_Ahed-Tamimi-aos-11-anos.png\" alt=\"imagem\" \/>Este artigo poderia ser sobre as diversas t\u00e9cnicas de matar as crian\u00e7as palestinas implementadas por Israel. Talvez sobre o pequeno Nassir al-Mosabeh, de 12 anos, executado pelo ex\u00e9rcito de Israel em 28 de setembro quando participava de um protesto em Gaza. Ou ainda, analisar os dados da pol\u00edtica intencional de mutila\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e jovens praticadas por Israel. No cen\u00e1rio de destrui\u00e7\u00e3o e morte contra o povo palestino, neste dia 12 de outubro, priorizaremos as crian\u00e7as palestinas encarceradas.<\/p>\n<p><strong>Por que elas s\u00e3o presas?<\/strong><\/p>\n<p>O sono do povo palestino \u00e9 diferente. Ele sabe que a qualquer hora da madrugada, entre as duas e quatro horas da manh\u00e3, sua casa pode ser invadida por soldados de Israel fortemente armados. N\u00e3o h\u00e1 aviso. Ningu\u00e9m pede licen\u00e7a. Arromba-se a porta e, aos gritos, invadem a casa. Na noite de 19 de dezembro de 2017 eles foram\u00a0prender\u00a0Ahed Tamimi. Desde que nasceu, ela j\u00e1 tinha visto tantas vezes a mesma cena. Todos os membros de sua fam\u00edlia, na pequena Nabi Salah (Cisjord\u00e2nia) j\u00e1 haviam sido (ou estavam) presos. As marcas da domina\u00e7\u00e3o colonial israelense est\u00e3o em todos os lugares de seu povoado: no corpo de sua m\u00e3e, que n\u00e3o caminha bem por te sido atingida por uma bala na perna; na cabe\u00e7a do seu primo Mohammaed Tamini, que perdeu parte do c\u00e9rebro horas antes da sua pris\u00e3o. Naquela noite de inverno eles queriam Ahed Tamimi. Iniciou-se para ela o mesmo calv\u00e1rio j\u00e1 percorrido por tantas outras crian\u00e7as palestinas.<\/p>\n<p>De acordo com\u00a0relat\u00f3rios\u00a0internacionais, atualmente, s\u00e3o 5.781 presos pol\u00edticos palestinos espalhados nas in\u00fameras pris\u00f5es israelenses. Deste total, 456 est\u00e3o em deten\u00e7\u00e3o administrativa (presos sem uma acusa\u00e7\u00e3o formal); 65 s\u00e3o mulheres e 270 crian\u00e7as, sendo 50 abaixo dos 16 anos. Conforme estipulado pela Ordem Militar 1651, crian\u00e7as palestinas dos 12 aos 13 anos est\u00e3o sujeitas a penas de seis meses; dos 14 aos 15 anos, 12 meses na pris\u00e3o. Adolescentes na faixa entre 16 e 17 anos est\u00e3o sujeitos \u00e0s mesmas senten\u00e7as dos adultos, embora no sistema penal israelense a maioridade penal ocorra aos 18 anos.<\/p>\n<p><strong>Local da pris\u00e3o e acusa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>As crian\u00e7as s\u00e3o presas em duas situa\u00e7\u00f5es: quando est\u00e3o em atos p\u00fablicos ou em casa no meio da noite. A acusa\u00e7\u00e3o costumeira \u00e9 de que estavam jogando pedras no ex\u00e9rcito colonial israelense. Jogar pedra \u00e9 um ato criminalizado atrav\u00e9s da Ordem Militar 1651. As crian\u00e7as ficam, em m\u00e9dia, de dois a dez meses presas. Al\u00e9m das manifesta\u00e7\u00f5es, as casas das crian\u00e7as s\u00e3o os outros lugares onde acontecem as pris\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Na pris\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>As crian\u00e7as s\u00e3o levadas para a pris\u00e3o sozinhas. Nenhum parente ou pessoa pr\u00f3xima pode acompanh\u00e1-las. Chegando l\u00e1, iniciam-se os interrogat\u00f3rios e as torturas f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas. Abusos sexuais\u00a0acontecem\u00a0com frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>Ahmad H. Yassin, 16 anos, ficou preso por cinco meses. Ele nos\u00a0conta: \u201cColocaram-me em um quarto que n\u00e3o tinha c\u00e2mara, o que \u00e9 contra a lei. Onze oficiais me batiam. Eles seguiam me perguntando coisas que eu n\u00e3o fiz. Eles n\u00e3o me deixaram usar o banheiro nem comer. E me humilharam. Enquanto estava sendo interrogado, eu pedi aos interrogadores para permitir que minha fam\u00edlia estivesse presente ou um advogado. Ele disse-me que o oficial ordenou que ningu\u00e9m poderia estar comigo. Eu disse-lhe que sou menor, mas eles responderam que estas s\u00e3o as instru\u00e7\u00f5es oficiais e eles tinham que segui-las.\u201d<\/p>\n<p>Hist\u00f3rias iguais \u00e0s de Ahmad se repetem. Os interrogat\u00f3rios s\u00e3o todos feitos sem a presen\u00e7a de parentes ou qualquer prote\u00e7\u00e3o legal. De forma geral, os parentes precisam atravessar barreiras militares (checkpoints) para ir at\u00e9 as pris\u00f5es (a exemplo de Ahed Tamimi que foi levada \u00e0 pris\u00e3o de Hasharon, em Israel), mas quando chegam nessas barreiras s\u00e3o impedidos de seguir adiante pelo ex\u00e9rcito porque n\u00e3o t\u00eam autoriza\u00e7\u00e3o oficial do Estado de Israel para atravessar. Geralmente, apenas no dia do julgamento, a fam\u00edlia pode ver o filho, mas n\u00e3o pode toc\u00e1-lo. Uma m\u00e3e, depois de um longo tempo sem ver sua fr\u00e1gil filha\u00a0entra\u00a0na sala de audi\u00eancia e aos prantos e diz: \u201cEla \u00e9 apenas uma crian\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>As alegadas confiss\u00f5es ou outras declara\u00e7\u00f5es incriminat\u00f3rias de crian\u00e7as detidas s\u00e3o documentadas em um idioma que elas n\u00e3o entendem, o hebraico, e n\u00e3o h\u00e1 como verificar se os documentos foram traduzidos com precis\u00e3o para as crian\u00e7as antes de elas os assinarem. Segundo a\u00a0ONG\u00a0DCI \u2013 Palestina, a cada quatro crian\u00e7as presas, tr\u00eas sofrem algum tipo de viol\u00eancia f\u00edsica durante a pris\u00e3o, transporte ou dentro de bases militares.<\/p>\n<p>Israel \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds do mundo que processa crian\u00e7as em cortes militares, ferindo acordos e leis internacionais por ele mesmo assinado. Viola, assim, sistematicamente as Leis Internacionais. Estima-se que, desde o ano 2000, em torno de 10 mil crian\u00e7as e adolescentes j\u00e1 tenham sido detidas apenas na Cisjord\u00e2nia, incluindo aquelas com idade inferior a seis anos.<\/p>\n<p>Segundo a Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos da Crian\u00e7a, que Israel ratificou, a priva\u00e7\u00e3o de liberdade de crian\u00e7as deve ser o \u00faltimo recurso e deve ser acionado apenas pelo menor per\u00edodo apropriado de tempo. A Quarta Conven\u00e7\u00e3o de Genebra pro\u00edbe a deporta\u00e7\u00e3o de pessoas protegidas de um territ\u00f3rio ocupado para o territ\u00f3rio do poder ocupante ou de qualquer outro pa\u00eds, independentemente do motivo, o que acontece sistematicamente com as crian\u00e7as que s\u00e3o levadas para pris\u00f5es longe dos pais.<\/p>\n<p>O Relator Especial das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre a situa\u00e7\u00e3o dos direitos humanos nos territ\u00f3rios palestinos ocupados, Richard Falk, vem denunciando h\u00e1 alguns anos que as pris\u00f5es e \u201co uso por Israel de confinamento solit\u00e1rio contra crian\u00e7as viola flagrantemente os padr\u00f5es internacionais de direitos humanos\u201d. E diz mais: \u201cAs condi\u00e7\u00f5es carcer\u00e1rias s\u00e3o geralmente deplor\u00e1veis, obrigando as crian\u00e7as a dormirem no ch\u00e3o ou em camas de concreto em celas sem janelas\u201d. A manuten\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as nestas condi\u00e7\u00f5es viola flagrantemente os padr\u00f5es internacionais de direitos humanos. Em Gaza, lhes s\u00e3o negadas as visitas de parentes e advogados, isolando as crian\u00e7as e permitindo maus-tratos durante os interrogat\u00f3rios. Elas s\u00e3o confinadas, em m\u00e9dia, de 1 a 24 dias.<\/p>\n<p>O UNICEF publicou\u00a0relat\u00f3rio\u00a0em 2013 no qual conclui que os maus-tratos de crian\u00e7as palestinas no sistema de deten\u00e7\u00e3o militar israelense \u00e9 generalizado, sistem\u00e1tico e institucionalizado.\u00a0<wbr \/>Levantamento realizado pela ONG DCI \u2013 Palestine mostra que 2016 foi o ano com mais mortes de crian\u00e7as palestinas por for\u00e7as israelenses da \u00faltima d\u00e9cada: 32 mortos na Cisjord\u00e2nia e Jerusal\u00e9m Oriental. Relat\u00f3rio da ONU sobre a agress\u00e3o de Israel a Gaza no ano 2014 concluiu que os ataques a\u00e9reos mataram pelo menos uma crian\u00e7a por hora no per\u00edodo que durou o bombardeio.<\/p>\n<p>Uma das caracter\u00edsticas do colonizador \u00e9 esvaziar o outro, o colonizado, de qualquer sinal de humanidade. Quando Israel n\u00e3o reconhece a inf\u00e2ncia nos corpos das crian\u00e7as que prende e tortura, est\u00e1 nos dizendo que, qualquer palestino, j\u00e1 nasce um criminoso. Por esta l\u00f3gica, n\u00e3o se trata de encarcerar uma crian\u00e7a. As fases et\u00e1rias da vida (inf\u00e2ncia, adolesc\u00eancia, juventude e velhice) s\u00e3o atributos humanos. Para eles, os palestinos n\u00e3o s\u00e3o humanos.<br \/>\nAssim, de nada adianta clamar pela aplica\u00e7\u00e3o de acordos internacionais que protegem a fase mais vulner\u00e1vel da vida humana, a inf\u00e2ncia. Israel dir\u00e1: \u201cJogaram pedras nos nossos soldados. Devem ser punidos como criminosos de guerra. N\u00e3o s\u00e3o crian\u00e7as. S\u00e3o palestinos\u201d.<\/p>\n<p>Onde habita a esperan\u00e7a do futuro? Na inf\u00e2ncia. Ao roubar a inf\u00e2ncia das crian\u00e7as palestinas, Israel \u00e9 coerente com sua pol\u00edtica de despossess\u00e3o continuada do povo palestino iniciada em 1948. Mas por que houve um engajamento globalizado para deter Trump em sua pol\u00edtica de aprisionamento das crian\u00e7as e n\u00e3o h\u00e1 a mesma rea\u00e7\u00e3o internacional em rela\u00e7\u00e3o a Israel, que j\u00e1 vem encarcerando as crian\u00e7as palestinas h\u00e1 d\u00e9cadas? Por que os pa\u00edses, diante da imoralidade que \u00e9 tratar sistematicamente crian\u00e7as como criminosas de guerra, n\u00e3o aderem ao boicote econ\u00f4mico a Israel? A pol\u00edtica oficial segue de costas para o sofrimento do povo palestino.<\/p>\n<p>Neste 12 de outubro, temos certeza de que o presente que as crian\u00e7as palestinas querem \u00e9 a paz. Um pa\u00eds livre da domina\u00e7\u00e3o colonial israelense. Este presente est\u00e1 a caminho e passa pela ades\u00e3o internacional ao movimento pac\u00edfico que chama pelo boicote, desinvestimento e san\u00e7\u00f5es (BDS) a Israel. N\u00e3o demorar\u00e1 muito para as crian\u00e7as palestinas terem o direito de brincar como qualquer outra crian\u00e7a, de correrem livres pelas ruas de suas cidades, sem tanque de guerra, sem g\u00e1s lacrimog\u00eanio, sem vel\u00f3rios di\u00e1rios. Eles tamb\u00e9m ter\u00e3o direito ao 12 de outubro.<\/p>\n<p><em>Berenice Bento \u00e9 professora do departamento de Sociologia da UnB<\/em><br \/>\n<em>Sayid Marcos Ten\u00f3rio \u00e9 diretor da CEBRAPAZ e secret\u00e1rio-geral do Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal)<\/em><\/p>\n<p>https:\/\/outraspalavras.net\/destaques\/o-roubo-da-infancia-palestina\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21092\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[78],"tags":[234],"class_list":["post-21092","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c91-solidariedade-a-palestina","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5uc","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21092","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21092"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21092\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21092"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21092"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21092"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}