{"id":21098,"date":"2018-10-15T17:05:03","date_gmt":"2018-10-15T20:05:03","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=21098"},"modified":"2018-10-15T17:05:03","modified_gmt":"2018-10-15T20:05:03","slug":"apoiadores-de-bolsonaro-espalham-violencia-pelo-pais-antes-do-segundo-turno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21098","title":{"rendered":"Apoiadores de Bolsonaro espalham viol\u00eancia pelo pa\u00eds antes do segundo turno"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm2.staticflickr.com\/1921\/45205514052_be15ec2dba_z.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><b>Assassinatos, agress\u00f5es f\u00edsicas e amea\u00e7as de morte tomaram conta das redes sociais e das ruas na \u00faltima semana<\/b><\/p>\n<p>J\u00falia Dolce<\/p>\n<p>Brasil de Fato<\/p>\n<p>Com o resultado em primeiro turno que colocou, no \u00faltimo domingo (7), o candidato Jair Bolsonaro (PSL) como favorito neste pleito presidencial, as den\u00fancias sobre o \u00f3dio e viol\u00eancia representados por seu discurso sa\u00edram do plano discursivo: dezenas de relatos de amea\u00e7as, agress\u00f5es f\u00edsicas e at\u00e9 mesmo assassinato de militantes ou minorias sociais tomaram as redes e chegaram \u00e0s ruas. Os criminosos, em sua grande maioria, s\u00e3o eleitores declarados de Bolsonaro.<\/p>\n<p>Um mapeamento in\u00e9dito realizado pela Ag\u00eancia P\u00fablica em parceria com a Open Knowledge Brasil,\u00a0que est\u00e1 sendo organizado no site\u00a0V\u00edtimas da Intoler\u00e2ncia, revelou que foram pelo menos 70 ataques com motiva\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nos \u00faltimos 10 dias no pa\u00eds, no contexto do acirramento eleitoral. A grande maioria, 50 deles, foram cometidos por eleitores do Capit\u00e3o reformado do Ex\u00e9rcito, e 33 deles ocorreram na regi\u00e3o sudeste do pa\u00eds. Uma outra iniciativa, o\u00a0Mapa da Viol\u00eancia da Extrema Direita no Brasil, tamb\u00e9m mapeou quase 50 ataques desde o \u00faltimo 1\u00ba de outubro.<\/p>\n<p>Para a psicanalista Miriam Debieux, professora da Universidade de S\u00e3o Paulo e coordenadora da Rede Interamericana de Psican\u00e1lise e Pol\u00edtica, o \u00f3dio faz parte constitutiva do ser humano, mas vem sendo manipulado como arma pol\u00edtica. No dia 5 de outubro, um jogo online cujo objetivo \u00e9 guiar o presidenci\u00e1vel do PSL em uma jornada de espancamento de negros, mulheres, pessoas LGBTI, militantes do movimento sem-terra e petista, foi lan\u00e7ado na plataforma Steam.<\/p>\n<p>&#8220;Nos processos democr\u00e1tico admitimos diverg\u00eancias, conflitos de interesses, lutas por ideia, mas considerando que o outro tamb\u00e9m comunga do mesmo direito. Admite-se a diversidade. O que temos vendo n\u00e3o s\u00e3o atos agressivos dispersos, s\u00e3o dirigidos especificamente para um certo grupo. Estamos falando de agress\u00f5es dirigidas a certos grupos, que passaram a ser considerados proibidos de emitir sua opini\u00e3o, no caso de eleitores do PT, participantes de grupos de esquerda, e no caso de mulheres, homossexuais, que n\u00e3o podem ser do jeito que s\u00e3o&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Uma das primeiras, e mais graves not\u00edcias que sucederam a decis\u00e3o do primeiro turno foi a do\u00a0assassinato do mestre capoeirista Moa do Katend\u00ea, esfaqueado ap\u00f3s defender seu voto no petista Fernando Haddad em Salvador (BA), logo ap\u00f3s a apura\u00e7\u00e3o do primeiro turno. No dia seguinte do pleito, Anielli, irm\u00e3 da vereadora Marielle Franco, assassinada em mar\u00e7o deste ano, relatou que foi verbalmente agredida\u00a0no Rio de Janeiro por um homem que gritou muito pr\u00f3ximo ao rosto de sua beb\u00ea de dois anos, &#8220;esquerda de merda, sai da\u00ed feminista, piranha&#8221;.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no estado fluminense, em Nova Igua\u00e7u, a mulher trans Julyanna Igua\u00e7u, ex-vocalista do grupo Furac\u00e3o 2000 foi golpeada na cabe\u00e7a e no pesco\u00e7o com uma barra de ferro, e recebeu chutes e socos pelo corpo. O ataque foi realizado por ambulantes que gritavam &#8220;Bolsonaro vai ganhar para acabar com os veados, essa gente lixo tem que morrer&#8221;.<\/p>\n<p>Na noite da ter\u00e7a-feira (9), um estudante da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) teve sua cabe\u00e7a cortada ap\u00f3s ser atingido por uma garrafa jogada por integrantes de uma torcida organizada que gritava &#8220;Aqui \u00e9 Bolsonaro&#8221;. Tamb\u00e9m no Paran\u00e1, o cineasta\u00a0Guilherme Daldin foi atropelado\u00a0na noite do domingo eleitoral, por estar vestindo uma camiseta vermelha com a imagem do ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. Em entrevista ao\u00a0Brasil de Fato, ele relatou a viol\u00eancia que sofreu. Daldin comemorava o resultado do primeiro turno no Bar do Torto, em Curitiba, quando foi derrubado por um carro que &#8220;bateu com tudo&#8221; em suas costas.<\/p>\n<p>&#8220;Foi muito r\u00e1pido, a parte da frente dele bateu na minha coxa, e o pneu passou no meu p\u00e9, e foi como uma rasteira, me jogou para o ch\u00e3o. Por sorte n\u00e3o fui para baixo do carro. Ele j\u00e1 saiu acelerando, n\u00e3o parou para prestar socorro nem nada, cantou pneu saindo correndo. Eu senti que estava doendo mas n\u00e3o tinha nada de grave e alguns amigos foram atr\u00e1s dele. Quando chegaram perto dele perguntaram se foi ele que me atropelou e ele disse &#8216;tenho uma surpresinha pra voc\u00eas&#8217;, e amea\u00e7ou tirar uma arma. Meus amigos sa\u00edram de perto dele porque n\u00e3o iam pagar para ver&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Daldin conta ainda que ao comparecer na Central de Flagrantes da Pol\u00edcia Civil para realizar o Boletim de Ocorr\u00eancia, se deparou com o computador da escriv\u00e3 coberto por adesivos em apoio a Bolsonaro. A escriv\u00e3 disse que era apenas uma estagi\u00e1ria, e que os adesivos vinham &#8220;de cima&#8221;, do pr\u00f3prio Delegado.<\/p>\n<p>&#8220;Eu preferi fazer em outra delegacia. Consegui identificar a pessoa que me agrediu pela placa do carro, na rede social do cara ele \u00e9 completamente anti-PT, naquele n\u00edvel doentio, dizendo at\u00e9 que ia dar uma porrada no meio da cara de quem votar no Haddad. O clima, principalmente em Curitiba, \u00e9 de viol\u00eancia constante, que deixa a gente angustiado. Eu olho a cada esquina, n\u00e3o ando muito a p\u00e9 sozinho. N\u00e3o deixa de ser uma mil\u00edcia, se tem um l\u00edder que propaga isso e eles se organizam\u00a0minimamente em torno de\u00a0um movimento&#8221;, opinou.<\/p>\n<p>Crime eleitoral<\/p>\n<p>Para Beatriz Vargas, membra fundadora da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) e professora da Faculdade de Direito da Universidade de Bras\u00edlia (UNB), a cena encontrada por Daldin na delegacia configura &#8220;crime eleitoral&#8221;, algo &#8220;de conhecimento de qualquer servidor p\u00fablico&#8221;. Ela acredita, no entanto, que com a poss\u00edvel elei\u00e7\u00e3o de Bolsonaro,\u00a0hoje com 58%\u00a0das inten\u00e7\u00f5es de votos v\u00e1lidos, as institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas,principalmente na Seguran\u00e7a P\u00fablica, ficar\u00e3o cada vez mais enfraquecidas.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o s\u00e3o boas as expectativas. Eu poderia dizer que, no m\u00ednimo, um futuro governo dele seria de uma inseguran\u00e7a e irresponsabilidade total. Se tem algo certo hoje \u00e9 isso. At\u00e9 por conta das promessas de campanha declaradas, o endurecimento dessa concep\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a p\u00fablica tradicional voltada ao combate, a autoriza\u00e7\u00e3o para o policial matar. Ele tem a pris\u00e3o como centralidade, algo incompreens\u00edvel pensando no Sistema Prisional Brasileiro. Para a Seguran\u00e7a P\u00fablica, a imagem \u00e9 pior do que pessimista, \u00e9 realista de um aprofundamento dos problemas&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Vargas destacou tamb\u00e9m a resposta policial a uma das agress\u00f5es mais emblem\u00e1ticos da \u00faltima semana: o caso da jovem que foi abordada por tr\u00eas homens em Porto Alegre, por estar usando adesivos com a frase &#8220;Ele n\u00e3o&#8221;, palavra de ordem que mobilizou o mundo todo contra Bolsonaro nas \u00faltimas semanas. Os homens a agrediram com socos e desenharam uma su\u00e1stica em sua barriga com um canivete. A jovem n\u00e3o teve seu nome identificado e optou por n\u00e3o representar o caso criminalmente. Em entrevista, o delegado titular da 1\u00aa Delegacia de Porto Alegre onde a jovem realizou o B.O, Paulo Jardim,\u00a0afirmou que o s\u00edmbolo desenhado \u00e9 budista, de &#8220;harmonia, de amor, de paz e de fraternidade&#8221;.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao caso, a professora da UNB reitera que \u00e9 esperado que as autoridades cumpram sua fun\u00e7\u00e3o jur\u00eddica conforme a moldura legal. &#8220;\u00c9\u00a0espantoso o caso do delegado de Porto Alegre.\u00a0Mostra uma contamina\u00e7\u00e3o de um ambiente de \u00f3dio, uma cultura que vicia o comportamento institucional&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o tenho controle&#8221;<\/p>\n<p>Questionado na \u00faltima segunda-feira, o candidato\u00a0Jair Bolsonaro afirmou lamentar os epis\u00f3dios, mas diz que n\u00e3o tem controle sobre a situa\u00e7\u00e3o.&#8221;Ser\u00e1 que a pergunta n\u00e3o tem que ser invertida n\u00e3o?\u00a0Quem levou a facada fui eu.\u00a0\u00c9 um cara l\u00e1 que tem uma camisa minha, comete um excesso, o que eu tenho a ver com isso? Eu lamento, pe\u00e7o que o pessoal n\u00e3o pratique isso, mas eu n\u00e3o tenho o controle&#8221;, afirmou. No dia seguinte, o candidato postou em sua conta no Twitter que o partido &#8220;dispensa voto e qualquer aproxima\u00e7\u00e3o de quem pratica viol\u00eancia contra eleitores que n\u00e3o votam nele&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Para muitos, no entanto, o discurso do pr\u00f3prio candidato, que vai desde declara\u00e7\u00f5es machistas, racistas e homof\u00f3bicas, at\u00e9\u00a0a defesa da tortura na Ditadura Militar,\u00a0e, mais recentemente, \u00e0s falas em que diz que &#8220;vai metralhar a petralhada&#8221;, deveriam responsabilizar Bolsonaro pelos ataques. O Deputado Federal j\u00e1 foi denunciado pela Procuradoria Geral da Rep\u00fablica\u00a0por crimes de racismo e manifesta\u00e7\u00e3o discriminat\u00f3ria,\u00a0devido a um discurso proferido em 2017 no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Para a psicanalista Miriam Debieux, o candidato se isenta da responsabilidade do \u00f3dio que destila.<\/p>\n<p>&#8220;De certa forma, ele tem raz\u00e3o porque ningu\u00e9m pode se responsabilizar pelo que o outro faz. Mas se ele faz isso da posi\u00e7\u00e3o como candidato, ele traz essa pauta como algo que autoriza as a\u00e7\u00f5es e essa ideia como uma ideia de todos. \u00c9 um discurso que autoriza uma a\u00e7\u00e3o. Se ele n\u00e3o diz explicitamente &#8220;fa\u00e7a&#8221;, ele, com as suas atitudes e displic\u00eancia nas formas de dizer, traz uma autoriza\u00e7\u00e3o para que o outro fa\u00e7a, e da\u00ed ele se isenta disso em seguida&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Debieux destaca que a desqualifica\u00e7\u00e3o de setores sociais presentes nas manifesta\u00e7\u00f5es e na campanha de Bolsonaro \u00e9 o primeiro passo para tirar as pessoas desses grupos de um lugar de dignidade.<\/p>\n<p>&#8220;Como todos os processos de constitui\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia se constroem? Justamente desqualificando o lugar do outro, reduzindo-o a uma coisa. Isso autoriza que o outro fa\u00e7a valer, pelo ato, a sua vontade. De uma certa forma, esse discurso, que n\u00e3o \u00e9 da boca pra fora, porque quem diz isso tamb\u00e9m diz que ele \u00e9 sincero, convida a uma identifica\u00e7\u00e3o com essa prepot\u00eancia. Na Alemanha pr\u00e9-nazista ocorreu coisas muito parecidas, a dissemina\u00e7\u00e3o de grupos que tomam para si a palavra e come\u00e7am a intimidar, agredir e matar por conta pr\u00f3pria&#8221;, afirmou, destacando ainda que, embora enquanto presidente\u00a0Bolsonaro n\u00e3o tenha o poder para realizar o que acredita, a bancada rec\u00e9m-eleita do Poder Legislativo que o apoia poderia dar essa for\u00e7a.<\/p>\n<p>Apologia \u00e0 viol\u00eancia<\/p>\n<p>Para a jurista Beatriz Vargas, o candidato poderia sim ser responsabilizado pela apologia \u00e0 viol\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 uma responsabilidade dele que pode vir sim a se manifestar como crime, mas uma responsabilidade dessa cultura do \u00f3dio em rela\u00e7\u00e3o aos atos concretos, reais, acontecendo em v\u00e1rios lugares, que a princ\u00edpio podem ser isolados mas podem formar um conjunto altamente preocupante de eco. Essa fala est\u00e1 ecoando. E \u00e9 uma fala que volta ao candidato, que se apropria dela. Em tese, h\u00e1 como responsabilizar juridicamente Bolsonaro por apologia, o que \u00e9 crime. Ele seria responsabilizado pelos ataques se houvesse a comprova\u00e7\u00e3o de que ele est\u00e1 diretamente ligado ao crime, como mandante. N\u00e3o quero dizer que apologia n\u00e3o \u00e9 grave. Na verdade, chegamos em um momento em que estamos relativizando a gravidade da apologia ao crime e ao rompimento da ordem democr\u00e1tica&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>No entanto, Vargas opina que a resposta contra tais manifesta\u00e7\u00f5es de \u00f3dio e viol\u00eancia deveria ser realizada\u00a0no\u00a0campo da pol\u00edtica.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o estou dizendo que n\u00e3o existem consequ\u00eancias institucionais, espero que elas venham a ser constru\u00eddas, porque n\u00e3o podemos abrir m\u00e3o de aplicar a norma neste caso. Mas isso \u00e9 pouco. Quando temos que apelar muito para o juridiqu\u00eas \u00e9 porque a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito dif\u00edcil de ser resolvida no campo da pol\u00edtica. \u00c9 uma pena, porque a melhor resposta seria a de uma maioria esmagadora nas urnas. O Direito tem limites. \u00c9 um horizonte sombrio que se descortina, uma previs\u00e3o metereol\u00f3gica: vai chover&#8221;.<\/p>\n<p>Em suas redes sociais, o candidato petista Fernando Haddad tamb\u00e9m se pronunciou contr\u00e1rio a onda de viol\u00eancia. &#8220;Estamos conversando com todas as for\u00e7as que queiram conter a barb\u00e1rie que est\u00e1 escalada no pa\u00eds. N\u00f3s temos que botar um fim nessa viol\u00eancia. \u00c9 demais o que est\u00e1 acontecendo. Viol\u00eancia n\u00e3o se responde com viol\u00eancia&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Luiz Felipe Albuquerque<\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o:\u00a0Tr\u00eas homens cortaram uma su\u00e1stica na barriga de uma mulher, que vestia um adesivo #Elen\u00e3o, em Porto Alegre (RS). \/ Reprodu\u00e7\u00e3o\/Facebook<\/p>\n<p>https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2018\/10\/12\/apoiadores-de-bolsonaro-espalham-violencia-pelo-pais-antes-do-segundo-turno\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21098\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[268],"tags":[223],"class_list":["post-21098","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eleicoes-2018","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5ui","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21098","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21098"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21098\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21098"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21098"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21098"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}