{"id":2117,"date":"2011-11-26T21:11:44","date_gmt":"2011-11-26T21:11:44","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2117"},"modified":"2011-11-26T21:11:44","modified_gmt":"2011-11-26T21:11:44","slug":"o-plano-de-desestabilizacao-da-siria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2117","title":{"rendered":"O PLANO DE DESESTABILIZA\u00c7\u00c3O DA S\u00cdRIA"},"content":{"rendered":"\n<p>As opera\u00e7\u00f5es contra a L\u00edbia e a S\u00edria t\u00eam atores e estrat\u00e9gias comuns. Por\u00e9m os resultados s\u00e3o muito diferentes, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 compara\u00e7\u00e3o poss\u00edvel entre ambos os Estados.<\/p>\n<p>Nota de reda\u00e7\u00e3o: Alain Jupp\u00e9, que aparece acima na foto com Hillary Clinton, foi condenado pela justi\u00e7a francesa em janeiro de 2004 por corrup\u00e7\u00e3o estatal e condenado a 18 meses de pris\u00e3o. Nesta \u00e9poca todo o mundo considerava que sua carreira pol\u00edtica estava acabada, por\u00e9m o poder franc\u00eas do governo Sarkozy o fez ressuscitar. Os meios de comunica\u00e7\u00e3o esqueceram seu passado.<\/p>\n<p>Ainda que o intento de derrubar o governo s\u00edrio tenha muitos pontos de semelhan\u00e7a com a manobra contra a L\u00edbia, os resultados s\u00e3o muito diferentes devido a particularidades sociais e pol\u00edticas dos dois pa\u00edses. O projeto que pretendia acabar simultaneamente com esses dois Estados j\u00e1 havia sido enunciado desde 6 de maio de 2002 por John Bolton, ent\u00e3o subsecret\u00e1rio de Estado da administra\u00e7\u00e3o Bush. Posto em pr\u00e1tica, nove anos mais tarde, pela administra\u00e7\u00e3o Obama, est\u00e1 enfrentando numerosos problemas.<\/p>\n<p>Exatamente como na L\u00edbia, o plano inicial contra a S\u00edria consistia em um golpe de Estado militar, no qual rapidamente se mostrou imposs\u00edvel conseguir encontrar oficiais necess\u00e1rios que pudessem cumprir esse papel. Segundo informa\u00e7\u00f5es que temos recebido, tamb\u00e9m estava prevista a aplica\u00e7\u00e3o de um plano id\u00eantico no L\u00edbano. Na L\u00edbia, a exist\u00eancia do compl\u00f4 se soube antes do tempo, e o coronel Kadhafi acertou em prender o coronel Abdallah Gehani. N\u00e3o restou outro rem\u00e9dio que submeter o plano original a uma revis\u00e3o em meio do inesperado contexto da \u201dprimavera \u00e1rabe\u201d.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o militar<\/p>\n<p>A id\u00e9ia principal, em S\u00edria, era provocar desordens em uma zona bem delimitada e proclamar ali um Emirado Isl\u00e2mico que pudesse servir de base para desmantelar o pa\u00eds. Foi escolhido o distrito de Daraa porque se encontrava na fronteira com a Jord\u00e2nia e com Golan, territ\u00f3rio s\u00edrio ocupado por Israel, que, por sua vez, facilitou o envio de todo tipo de ajuda material aos separatistas.<\/p>\n<p>Orquestrou-se ali um incidente artificial mediante o uso de estudantes secundaristas que realizaram uma s\u00e9rie de provoca\u00e7\u00f5es, t\u00e1tica que funcionou mais que satisfatoriamente devido \u00e0 brutalidade e estupidez do governador e do chefe de pol\u00edcia local. Quando come\u00e7aram as manifesta\u00e7\u00f5es, franco atiradores localizados nos telhados dispararam a esmo contra a multid\u00e3o e contra as for\u00e7as da ordem. Cen\u00e1rio id\u00eantico \u00e0quele que se aplicou em Benghazi para suscitar revolta.<\/p>\n<p>Os planos inclu\u00edam mais enfrentamentos, sempre em distritos s\u00edrios fronteiri\u00e7os, como meio de garantir a retaguarda, primeiramente na fronteira norte do L\u00edbano e posteriormente na fronteira com a Turquia.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o dos combates estava nas m\u00e3os de unidades pequenas, em torno de uns 40 homens, onde se mesclavam indiv\u00edduos recrutados localmente com uma dire\u00e7\u00e3o conformada por mercen\u00e1rios estrangeiros proveniente das redes do pr\u00edncipe saudita Bandar bem Sultan. O pr\u00f3prio Bandar esteve na Jord\u00e2nia para supervisionar o come\u00e7o das opera\u00e7\u00f5es, em contato com oficiais da CIA e da MOSSAD.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a S\u00edria n\u00e3o \u00e9 o mesmo que a L\u00edbia: o resultado tem sido contr\u00e1rio ao esperado. L\u00edbia \u00e9 um Estado criado pelas pot\u00eancias coloniais que uniram pela for\u00e7a as regi\u00f5es de Tripolitania, Cirenaica e Fezzan. Por\u00e9m, a S\u00edria \u00e9 uma na\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, que as mesmas pot\u00eancias coloniais reduziram a sua mais simples express\u00e3o.\u00a0\u00a0Na S\u00edria, existem for\u00e7as unificadoras que esperam reconstruir a Grande S\u00edria, que incluiria a atual Jord\u00e2nia, a Palestina ocupada, o L\u00edbano, Chipre e uma parte do Iraque. A popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds que atualmente conhecemos como S\u00edria se op\u00f5e, portanto, de forma espont\u00e2nea, aos projetos que querem dividir a na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por outro lado, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel comparar a autoridade do coronel Kadhafi e de Hafez El Assad \u2013 pai de Bachar El-Assad. Os dois chegaram ao poder na mesma \u00e9poca e combinaram intelig\u00eancia e brutalidade para imporem-se. Ao contr\u00e1rio do atual presidente s\u00edrio que n\u00e3o tomou o poder. Nem sequer esperava herd\u00e1-lo. Aceitou a presid\u00eancia porque seu pai havia falecido e por saber que unicamente sua legitimidade familiar poderia evitar uma guerra de sucess\u00e3o entre os generais de seu pai. O ex\u00e9rcito s\u00edrio foi busc\u00e1-lo em Londres, onde Bachar exercia sua profiss\u00e3o de oftalmologista. Mas foi o povo quem o consolidou no poder.<\/p>\n<p>Bachar AL-Assad \u00e9, sem d\u00favida, o l\u00edder pol\u00edtico mais popular do M\u00e9dio Oriente.\u00a0\u00a0H\u00e1 dois meses, era tamb\u00e9m o \u00fanico que n\u00e3o utilizava escoltas e n\u00e3o tinha o menor problema em misturar-se com multid\u00f5es.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o militar que tenta desestabilizar a S\u00edria e a campanha de propaganda desatada simultaneamente contra esse pa\u00eds foram organizadas por uma coaliz\u00e3o de Estados, no qual os EUA exercem o papel de coordenador, exatamente da mesma forma em que a OTAN atua como coordenador dos Estados \u2013 membros e n\u00e3o membros da alian\u00e7a do atl\u00e2ntico \u2013 que participam na campanha militar contra a L\u00edbia.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 hav\u00edamos dito anteriormente, os mercen\u00e1rios foram por conta do pr\u00edncipe saudita Bandar, que teve, inclusive, que fazer um giro internacional at\u00e9 o Paquist\u00e3o e Mal\u00e1sia para refor\u00e7ar seu ex\u00e9rcito pessoal, mobilizado desde Manama at\u00e9 Tr\u00edpoli. Podemos citar, tamb\u00e9m, como exemplo, a instala\u00e7\u00e3o, nos escrit\u00f3rios do ministro liban\u00eas de Comunica\u00e7\u00e3o, de um centro de telecomunica\u00e7\u00e3o criado especialmente para este assunto.<\/p>\n<p>Longe de lograr indispor a popula\u00e7\u00e3o s\u00edria contra o \u201cregime\u201d, o banho de sangue deu lugar ao surgimento de um movimento de unidade nacional ao redor do presidente Bachar El-Assad.\u00a0\u00a0Conscientes de que existe a inten\u00e7\u00e3o de arrast\u00e1-los a uma guerra civil, os s\u00edrios conformaram um bloco. As manifesta\u00e7\u00f5es antigovernamentais conseguiram reunir um total de 150.000 a 200.000 pessoas, num pa\u00eds que conta com 22 milh\u00f5es de habitantes. Entretanto, as manifesta\u00e7\u00f5es a favor do governo est\u00e3o reunindo multid\u00f5es nunca vistas anteriormente na S\u00edria.<\/p>\n<p>Ante os acontecimentos provocados, as autoridades demonstraram sangue frio. O presidente deu in\u00edcio \u00e0s reformas pretendidas e negociadas com setores importantes da sociedade, reformas que a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o havia freiado sua implementa\u00e7\u00e3o at\u00e9 esse momento, por temor de uma ocidentaliza\u00e7\u00e3o da sociedade \u00e1rabe.<\/p>\n<p>O Partido Bhaas aceitou o multipartidarismo para evitar cair no arca\u00edsmo. Contrariamente ao que afirmam os meios de comunica\u00e7\u00e3o do ocidente e Ar\u00e1bia Saudita, o ex\u00e9rcito s\u00edrio n\u00e3o reprimiu os manifestantes, mas combateu os grupos armados. Por desgra\u00e7a, seus oficiais superiores n\u00e3o conseguiram mostrar tato com os civis presos entre o tiroteio.<\/p>\n<p>A guerra econ\u00f4mica<\/p>\n<p>Produziu-se uma inflex\u00e3o na estrat\u00e9gia comum do Ocidente e Ar\u00e1bia Saudita. Ao dar-se conta de que a a\u00e7\u00e3o militar n\u00e3o lograria afundar a S\u00edria no caos no curto prazo, Washington decidiu atuar sobre a sociedade a m\u00e9dio prazo. A id\u00e9ia \u00e9 trabalhar a recente classe m\u00e9dia, formada pela pol\u00edtica econ\u00f4mica, e utiliz\u00e1-la contra o governo.\u00a0\u00a0Para isso, \u00e9 preciso provocar uma derrocada econ\u00f4mica a n\u00edvel nacional.<\/p>\n<p>O principal recurso da S\u00edria \u00e9 o petr\u00f3leo, ainda que sua produ\u00e7\u00e3o esteja bem abaixo do volume apresentado por seus vizinhos. Ainda assim, para comercializar esse petr\u00f3leo, S\u00edria necessita ter nos bancos ocidentais os chamado \u201cassets\u201d (bens ou valores mobili\u00e1rios), que sirvam como garantia durante as transa\u00e7\u00f5es.\u00a0\u00a0Basta congelar esses \u201cassets\u201d para sufocar o pa\u00eds. Para tanto, resulta importante e conveniente manchar o m\u00e1ximo poss\u00edvel a imagem da S\u00edria para que a opini\u00e3o p\u00fablica ocidental aceite a ado\u00e7\u00e3o de \u201csan\u00e7\u00f5es contra o regime\u201d.<\/p>\n<p>Para o congelamento dos bens e valores de um pa\u00eds \u00e9 necess\u00e1rio, em princ\u00edpio, uma resolu\u00e7\u00e3o do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU, que, neste caso, \u00e9 algo altamente improv\u00e1vel. China, que no caso da L\u00edbia renunciou \u201cvoluntariamente\u201d seu direito de veto, sob pena de perder todo acesso ao petr\u00f3leo da Ar\u00e1bia Saudita, provavelmente ter\u00e1 que se dobrar novamente. Por\u00e9m, a R\u00fassia poder\u00e1 recorrer ao veto, j\u00e1 que, se n\u00e3o o fizer, perderia sua base naval no Mediterr\u00e2neo e sua Frota do Mar Negro se esconderia por tr\u00e1s dos Dardanelos.<\/p>\n<p>Para intimidar, o Pent\u00e1gono enviou ao Mar Negro o cruzeiro USS Monterrey, como estabelecendo que em qualquer caso, as ambi\u00e7\u00f5es navais da R\u00fassia s\u00e3o irrealistas. Em todo caso, a administra\u00e7\u00e3o Obama pode ressuscitar a Syrian Accountablity Act de 2003 para congelar os fundos s\u00edrios sem esperar pela ado\u00e7\u00e3o de\u00a0uma resolu\u00e7\u00e3o na ONU, nem uma vota\u00e7\u00e3o no Congresso estadunidense. Como j\u00e1 demonstrou a hist\u00f3ria recente, especialmente nos casos de Cuba e do Ir\u00e3, Washington pode convencer facilmente seus aliados europeus para que ap\u00f3iem as san\u00e7\u00f5es que os EUA adotam de forma unilateral.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que a verdadeira batalha se deslocou, atualmente, para os meios de difus\u00e3o. A opini\u00e3o p\u00fablica ocidental engole facilmente qualquer est\u00f3ria, principalmente devido a sua total ignor\u00e2ncia sobre a S\u00edria, al\u00e9m, obviamente, de sua f\u00e9 cega na magia das novas tecnologias.<\/p>\n<p>A guerra midi\u00e1tica<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, a campanha de propaganda foca a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico nos crimes atribu\u00eddos ao \u201cregime\u201d para evitar qualquer interrogante sobre a nova oposi\u00e7\u00e3o. Estes grupos armados n\u00e3o tem absolutamente nada que ver com os intelectuais contestat\u00f3rios que escreveram a Declara\u00e7\u00e3o de Damasco.<\/p>\n<p>Esses grupos s\u00e3o formados nos meios extremistas religiosos sunitas e s\u00e3o fan\u00e1ticos que recha\u00e7am o pluralismo religioso do levante e sonham em instaurar um Estado concebido a sua pr\u00f3pria imagem e semelhan\u00e7a.\u00a0\u00a0Se lutam contra El-Assad, n\u00e3o \u00e9 porque estimam que se trate da luta contra o autoritarismo, sen\u00e3o porque o presidente \u00e9 um alauita, que para eles equivale a ser herege.<\/p>\n<p>Desde essa \u00f3tica, a propaganda contra Bachar est\u00e1 baseada em uma invers\u00e3o da realidade.\u00a0\u00a0Um exemplo \u00e9 o caso do blog \u201cGay Girl in Damascus\u201d, criado em fevereiro de 2011. Para muitos meios de comunica\u00e7\u00e3o, esse s\u00edtio, editado em ingl\u00eas pela jovem Amina, se converteu em uma fonte de informa\u00e7\u00f5es sobre a S\u00edria. A autoria descrevia a dificuldade que era para uma jovem l\u00e9sbica, a vida sob a ditadura de Bachar El-Assad e a terr\u00edvel repress\u00e3o desatada contra a revolu\u00e7\u00e3o que estava acontecendo na S\u00edria.<\/p>\n<p>Como mulher e gay, Amina gozava da protetora simpatia dos internautas ocidentais, que chegaram, inclusive, a mobilizar-se quando se anunciou que os servi\u00e7os secretos do \u201cregime\u201d lhe haviam prendido.\u00a0\u00a0Conclus\u00e3o, Amira nunca existira. Sua dire\u00e7\u00e3o IP permitiu comprovar que o verdadeiro autor do blog de Amina era um \u201cestudante\u201d estadunidense de 40 anos chamado Tom McMaster.\u00a0\u00a0Este propagandista, que supostamente est\u00e1 fazendo um doutorado na Esc\u00f3cia, estava participando do congresso da oposi\u00e7\u00e3o s\u00edria pro &#8211; ocidental que reclamou na Turquia uma interven\u00e7\u00e3o da OTAN contra o governo de Bachar El-Assad.\u00a0\u00a0Por conseguinte, n\u00e3o estava ali como estudante.<\/p>\n<p>O mais surpreendente desta hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 a ingenuidade dos internautas que engoliram facilmente as mentiras da suposta Amina, mas as mobiliza\u00e7\u00f5es dos defensores das liberdades em defesa de gente que na realidade luta contra as liberdades. Na S\u00edria laica, a vida privada \u00e9 considerada um santu\u00e1rio. \u00c9 poss\u00edvel que seja dif\u00edcil defender a vida privada no seio da fam\u00edlia, mas isso n\u00e3o acontece a n\u00edvel da sociedade.<\/p>\n<p>Apesar disso, aqueles a quem os meios de comunica\u00e7\u00e3o ocidentais apresentam como revolucion\u00e1rios, e a quem consideramos contra-revolucion\u00e1rios, s\u00e3o na realidade violentamente homof\u00f3bicos e, inclusive, s\u00e3o adeptos dos antigos castigos corporais e, em alguns casos, at\u00e9 a pena de morte para castigar esse \u201cv\u00edcio\u201d.<\/p>\n<p>Esse princ\u00edpio de invers\u00e3o da realidade est\u00e1 sendo aplicado em grande escala.\u00a0\u00a0Vamos recordar os informes da ONU sobre a crise humanit\u00e1ria desatada na L\u00edbia: dezenas de milhares de trabalhadores imigrantes fogem desse pa\u00eds para escapar da viol\u00eancia!\u00a0\u00a0Os meios de comunica\u00e7\u00e3o utilizaram esse fato para concluir que o regime de Kadhafi deveria ser derrubado e que haveria de se apoiar os sublevados de Benghazi.\u00a0\u00a0No entanto, o respons\u00e1vel deste drama n\u00e3o era o governo de Tr\u00edpoli e sim os supostos \u201crebeldes\u201d da regi\u00e3o de Cirenaica, que desataram uma verdadeira carnificina contra os negros.<\/p>\n<p>Movidos por uma ideologia racista, os \u201crebeldes da OTAN\u201d afirmam que os negros estavam a servi\u00e7o de Kadhafi e os lincham.<\/p>\n<p>No caso da S\u00edria, as cadeias de TV deste pa\u00eds transmitem imagens de grupos de homens armados localizados nos telhados das casas, de onde disparam ao azar sobre as multid\u00f5es e as for\u00e7as do governo. No entanto, as cadeias de TV ocidentais e sauditas retransmitem as imagens atribuindo os crimes ao governo de Damasco.<\/p>\n<p>Definitivamente, o plano de desestabiliza\u00e7\u00e3o em marcha contra a S\u00edria n\u00e3o est\u00e1 dando os resultados esperados. Se por um lado t\u00eam convencido a opini\u00e3o p\u00fablica ocidental de que este pa\u00eds vive sob uma terr\u00edvel ditadura, por outro, na S\u00edria provoca a unidade da imensa maioria da popula\u00e7\u00e3o em torno do governo.\u00a0\u00a0Algo que pode resultar perigoso para os elaboradores do Plano, sobretudo para Tel Aviv.\u00a0\u00a0Em janeiro e fevereiro de 2011 fomos testemunhos do surgimento de uma onda revolucion\u00e1ria no mundo \u00e1rabe, seguida em abril e maio de uma onda contra revolucion\u00e1ria. A balan\u00e7a, todavia, est\u00e1 em movimento.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: PCB (Partido Comunista Brasileiro)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: 4.bp.blogspot\n\n\n\n\n\n\n\n\nPor Thierry Meyssan\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2117\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-2117","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-y9","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2117","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2117"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2117\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2117"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2117"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2117"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}