{"id":2136,"date":"2011-12-01T02:06:15","date_gmt":"2011-12-01T02:06:15","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2136"},"modified":"2011-12-01T02:06:15","modified_gmt":"2011-12-01T02:06:15","slug":"o-governo-sabia-que-as-farc-haviam-anunciado-a-libertacao-de-seis-prisioneiros-de-guerra-piedad-cordoba-foi-informada-no-dia-anterior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2136","title":{"rendered":"O governo sabia que as FARC haviam anunciado a liberta\u00e7\u00e3o de seis prisioneiros de guerra, Piedad C\u00f3rdoba foi informada no dia anterior"},"content":{"rendered":"\n<p>Embora as FARC houvessem decidido liber\u00e1-los, o Governo optou por uma opera\u00e7\u00e3o que causou a morte dos prisioneiros.\u00a0C\u00f3rdoba publicou um comunicado, no dia 5 de novembro, antes que o Estado optasse pelo massacre.<\/p>\n<p>Noticias Uno \/ contexto CPPJS |<\/p>\n<p>As FARC haviam anunciado a liberta\u00e7\u00e3o de seis prisioneiros de guerra: Piedad C\u00f3rdoba anunciou ter recebido declara\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o insurgente, na qual anunciam a liberta\u00e7\u00e3o, antes que o Estado optasse em realizar o massacre, em uma dessas \u201copera\u00e7\u00f5es de resgate a sangue\u201d que s\u00e3o repudiadas at\u00e9 mesmo pelas fam\u00edlias de soldados prisioneiros de guerra.<\/p>\n<p>Piedad C\u00f3rdoba e Mulheres pela Paz tinham em suas m\u00e3os a declara\u00e7\u00e3o das FARC anunciando a decis\u00e3o de libertar os seis prisioneiros de guerra de forma iminente.\u00a0De fato, mesmo antes de receber esta declara\u00e7\u00e3o, Piedad C\u00f3rdoba havia anunciado desde o dia 05 de novembro que a libera\u00e7\u00e3o estava a caminho: o Estado colombiano tinha pleno conhecimento de que a liberdade dos soldados j\u00e1 estava a caminho,\u00a0por meios pac\u00edficos, e preservando suas vidas, mas infelizmente escolheu o caminho da morte.<\/p>\n<p>Colombianas e Colombianos pela Paz, em um comunicado divulgado em 26 de novembro, disse que lamentava as mortes dos quatro soldados e precisamente ontem, tinha recebido a carta das FARC, na qual anunciavam a liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em uma carta dirigida aos Colombianos e Colombianas pela Paz, liderado pela ex-senadora Piedad C\u00f3rdoba, a Secretaria das FARC anunciou a liberta\u00e7\u00e3o de seis dos 17 prisioneiros de guerra.<\/p>\n<p>Texto das FARC &#8220;N\u00f3s anunciamos a libera\u00e7\u00e3o de seis prisioneiros que permanecem em nosso poder, que ser\u00e3o entregues aos signat\u00e1rios da carta que n\u00f3s respondemos, liderados pela senadora Piedad C\u00f3rdoba, seguindo os protocolos de seguran\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p>O processo foi-se preparando desde antes da morte do comandante Alfonso Cano.\u00a0Piedad Cordoba o revelou no dia 05 Novembro, um dia depois de ser morto pelo ex\u00e9rcito, o principal l\u00edder das FARC.<\/p>\n<p>Primeiro uma dimens\u00e3o necess\u00e1ria da linguagem e das confus\u00f5es conceituais, porque se refere ao fundo desta quest\u00e3o: a necessidade urgente para pressionar o governo colombiano para uma manifesta\u00e7\u00e3o pac\u00edfica e solu\u00e7\u00f5es para a paz: a solu\u00e7\u00e3o da paz \u00e9 a troca humanit\u00e1ria de prisioneiros de guerra.<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o correta dentro dos termos e categorias conceituais, j\u00e1 que existe o Direito Internacional Humanit\u00e1rio (DIH) que contempla estas categorias.\u00a0Publicamos abaixo o v\u00eddeo* de Not\u00edcias Uno como um documento da exist\u00eancia do an\u00fancio de liberta\u00e7\u00e3o e seu recebimento por Piedad C\u00f3rdoba antes da opera\u00e7\u00e3o com sangue e fogo que o governo decidiu fazer; no entanto queremos destacar que Noticias Uno, apesar de ser um dos melhores\u00a0jornais colombiano (minimamente independente ao regime), repete um erro na nomea\u00e7\u00e3o dos prisioneiros de guerra, chamados de &#8220;seq\u00fcestrados&#8221;, o que \u00e9 incorreto, \u00e0 luz do direito internacional humanit\u00e1rio, essa inexatid\u00e3o impossibilita em parte o intercambio, ao semear confus\u00e3o na opini\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>\u00c9 um obst\u00e1culo da linguagem em um pa\u00eds onde a ditadura do pensamento se aplica firmemente pelo terror de Estado, a estigmatiza\u00e7\u00e3o constante contra o pensamento cr\u00edtico e os ataques midi\u00e1ticos de mentiras, como parte da guerra conduzida pelo regime colombiano contra\u00a0a percep\u00e7\u00e3o da realidade.<\/p>\n<p>No contexto dos fatos e quest\u00f5es-chave no uso da linguagem que leva \u00e0 confus\u00e3o quando \u00e0 procura de solu\u00e7\u00f5es, citamos nesta parte do texto &#8220;O que aconteceu na Selva&#8221;:<\/p>\n<p>Os militares, policiais e soldados n\u00e3o s\u00e3o seq\u00fcestrados, s\u00e3o Presos de Guerra: existe o DIH que os reconhece como tal e que inclui uma troca humanit\u00e1ria para que sejam libertados atrav\u00e9s de intercambio com os prisioneiros de guerra insurgentes. Mas \u00e9 o governo colombiano, que nega a troca humanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Enquanto o governo colombiano se recusa a troca humanit\u00e1ria, demonstrando que n\u00e3o se importa com os soldados que lutaram no seu ex\u00e9rcito funcional ao grande capital, porque os trata como carne para canh\u00e3o negando-se sempre a interc\u00e2mbios de presos; os guerrilheiros\u00a0continuam realizando liberta\u00e7\u00f5es unilaterais.<\/p>\n<p>A escolha da troca em si \u00e9 a op\u00e7\u00e3o pela paz, \u00e9 a op\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria contemplada no DIH, mas o Estado se recusa. Em Cagu\u00e1n e em posteriores oportunidades as FARC libertaram mais de 300 (trezentos) prisioneiros de guerra em seu poder, enquanto o regime n\u00e3o liberta presos pol\u00edticos e prisioneiros de guerra.<\/p>\n<p>Sobre os quatro prisioneiros de guerra que morreram em uma opera\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito no s\u00e1bado, 26 de novembro de 2011, uma opera\u00e7\u00e3o que o estado chamado de &#8220;opera\u00e7\u00e3o de resgate&#8221;, \u00e9 preciso dizer que estas opera\u00e7\u00f5es sempre resultam em mortos: s\u00e3o opera\u00e7\u00f5es contra as quais os\u00a0parentes dos pr\u00f3prios presos s\u00e3o contr\u00e1rios, por consider\u00e1-las perigosas.\u00a0Mas o governo segue fazendo estas opera\u00e7\u00f5es homicidas em vez realizar uma troca humanit\u00e1ria de prisioneiros.<\/p>\n<p>N\u00f3s s\u00f3 temos informa\u00e7\u00f5es dos militares: n\u00e3o h\u00e1 nenhuma investiga\u00e7\u00e3o s\u00e9ria.\u00a0Ningu\u00e9m sabe o que aconteceu naquela floresta, e \u00e9 aconselh\u00e1vel ter cuidado, porque os ataques da m\u00eddia nos levam a conclus\u00f5es precipitadas: n\u00e3o temos raz\u00e3o para acreditar na vers\u00e3o do generalato de um regime culpado de mais de 3.200 assassinatos de crian\u00e7as e jovens atrav\u00e9s dos\u00a0macabros &#8216;falsos positivos&#8217;.<\/p>\n<p>A verdade ser\u00e1 conhecida ao longo do tempo, com muito tempo, provavelmente.\u00a0Cabe a d\u00favida de saber se n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que os tenha executado o mesmo regime a quem interessa mais mortos para sua macabra propaganda contra a insurg\u00eancia, do que vivos. Ainda mais quando as FARC-EP enviaram um comunicado \u00e0 Piedad C\u00f3rdoba anunciando a liberta\u00e7\u00e3o de seis prisioneiros de guerra de forma iminente.<\/p>\n<p>Parece-nos que \u00e9 importante para o ex\u00e9rcito impedir a libera\u00e7\u00e3o de seus pr\u00f3prios prisioneiros de guerra, desta forma causando a morte dos mesmos.\u00a0No comunicado das FARC, que veio como Carta Aberta aos Colombianas e Colombianos pela Paz, a insurg\u00eancia anunciou outra liberta\u00e7\u00e3o unilateral de prisioneiros de guerra, e tamb\u00e9m apelou a uma maior justi\u00e7a no tratamento humanit\u00e1rio dos colombianos: &#8220;Seria justo que apelando para o exerc\u00edcio da raz\u00e3o, do direito e da \u00e9tica no trato com o problema, n\u00e3o se inviabilize aos guerrilheiros presos. H\u00e1 cerca de 800. A dor n\u00e3o \u00e9 apenas as fam\u00edlias dos prisioneiros em nossas m\u00e3os. O humanitarismo deve olhar, sempre, com os dois olhos (&#8230;) Estamos a espera do interc\u00e2mbio dos prisioneiros de guerra.\u201d<\/p>\n<p>A insurg\u00eancia pede mais equidade: &#8220;sugerimos que direcionem sua aten\u00e7\u00e3o sobre a situa\u00e7\u00e3o das centenas de guerrilheiros presos e cerca de 7.500 pessoas presas pelas suas id\u00e9ias, como resultado da criminaliza\u00e7\u00e3o da oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e do protesto social (&#8230;). Solicitamos que\u00a0considerem, como uma quest\u00e3o crucial para aclimatar a conviv\u00eancia, o estudo de f\u00f3rmulas para o repatriamento e liberta\u00e7\u00e3o de Simon Trinidad, Sonia e Ivan Vargas, guerrilheiros das FARC presos pelo imp\u00e9rio, extraditados para os Estados Unidos.\u201d Concluem: &#8220;Como um novo ato humanit\u00e1rio que respalda esta carta, anunciamos a liberta\u00e7\u00e3o de seis prisioneiros que permanecem em nosso poder.&#8221;<\/p>\n<p>Os quatro soldados foram mortos pelas a\u00e7\u00f5es do ex\u00e9rcito, quando a decis\u00e3o de sua liberta\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava tomada, de forma unilateral, sem a liberta\u00e7\u00e3o de presos pol\u00edticos e de insurgentes em troca.\u00a0Se frustrou uma liberta\u00e7\u00e3o j\u00e1 consensuada. Cabe perguntar-se que a\u00e7\u00f5es podem surgir na l\u00f3gica aberrante de um estado que usa uma ferramenta paramilitar como motosserras para esquartejar suas vitimas. Preferiu por acaso o regime, ao saber da liberta\u00e7\u00e3o iminente, frustrar a mesma, ainda que a custa da morte dos soldados?<\/p>\n<p>\u00c9 triste a morte dos soldados prisioneiros de guerra, dos guerrilheiros, do povo colombiano.\u00a0O Estado colombiano escolheu a guerra, o &#8216;resgate&#8217; a sangue e fogo, ao inv\u00e9s da op\u00e7\u00e3o de paz, que \u00e9 a troca de prisioneiros.\u00a0Com a op\u00e7\u00e3o de paz haveria sido alcan\u00e7ada a liberta\u00e7\u00e3o dos prisioneiros de guerra que agora est\u00e3o mortos, e tamb\u00e9m, a troca de prisioneiros guerrilheiros que est\u00e3o agora nos calabou\u00e7os da Col\u00f4mbia, muitos deles doentes terminais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, neste caso as FARC haviam aceitado outra liberta\u00e7\u00e3o unilateral, na qual o Estado n\u00e3o tinha sequer que realizar um gesto humanit\u00e1rio (o que n\u00e3o \u00e9 justo, porque os prisioneiros da guerrilha devem ser libertados tamb\u00e9m: o intercambio \u00e9 necess\u00e1rio).<\/p>\n<p>Com a op\u00e7\u00e3o de paz do interc\u00e2mbio ter\u00edamos sabido o que aconteceu, porque se teria acordado um espa\u00e7o determinado, com observadores nacionais e internacionais, realizando as coisas de maneira sensata e humanit\u00e1ria. A op\u00e7\u00e3o da guerra deixa tudo cheio de dor, de morte e de obscurantismo, porque n\u00e3o h\u00e1 maneira de saber o que ocorreu na selva, a n\u00e3o ser pelas vers\u00f5es dos militares: e para sermos justos n\u00e3o podemos tomar estas vers\u00f5es como dignas de credibilidade, pois \u00e9 a vers\u00e3o de um bando em guerra, de um ex\u00e9rcito que para fazer a sua guerra suja psicol\u00f3gica com a exibi\u00e7\u00e3o de seus cad\u00e1veres, n\u00e3o teve escr\u00fapulo em matar civis e apresent\u00e1-los como &#8220;mortos em combate.&#8221;<\/p>\n<p>Que credibilidade tem um regime capaz de raptar as crian\u00e7as de Soacha para logo assassin\u00e1-los apresentando seus corpos como de &#8220;guerrilheiros mortos em combate&#8221;?<\/p>\n<p>Leia a carta das FARC:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.noticiasuno.com\/uploads\/CARTA%20%20ABIERTA%20DE%20LAS%20FARC%20EN%20LAS%20QUE%20ACEPTAN%20LA%20LIBERACI%C3%93N%20DE%206%20SECUESTRADOS.pdf\">http:\/\/www.noticiasuno.com\/uploads\/CARTA%20%20ABIERTA%20DE%20LAS%20FARC%20EN%20LAS%20QUE%20ACEPTAN%20LA%20LIBERACI%C3%93N%20DE%206%20SECUESTRADOS.pdf<\/a><\/p>\n<p>Leia o comunicado dos Colombianos e Colombianas pela Paz:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.noticiasuno.com\/uploads\/Comunicado%20Colombianos%20y%20Colombianas%20por%20la%20paz%281%29.pdf\">http:\/\/www.noticiasuno.com\/uploads\/Comunicado%20Colombianos%20y%20Colombianas%20por%20la%20paz%281%29.pdf<\/a><\/p>\n<ul>\n<li>\n<p>V\u00eddeo:<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=QeSJ-wBr3cY\">http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=QeSJ-wBr3cY<\/a><\/p>\n<p> <object width=\"480\" height=\"385\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/QeSJ-wBr3cY\" \/><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><\/object> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Tercera Informacion\n\n\n\n\n\n\n\n\nNoticias Uno\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2136\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-2136","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-ys","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2136","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2136"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2136\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2136"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2136"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2136"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}