{"id":21373,"date":"2018-11-13T11:17:07","date_gmt":"2018-11-13T13:17:07","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=21373"},"modified":"2018-11-16T23:15:56","modified_gmt":"2018-11-17T01:15:56","slug":"entenda-por-que-o-escola-sem-partido-e-uma-forma-de-censura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21373","title":{"rendered":"Entenda por que o \u201cEscola Sem Partido\u201d \u00e9 uma forma de censura"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ujc.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/another-brick-in-the-wall.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Por Luis Ayala*<\/p>\n<p>A esta altura, voc\u00ea talvez tenha ouvido falar em algum lugar sobre um projeto chamado \u201cEscola Sem Partido\u201d, ou poder\u00e1 at\u00e9 mesmo considerar-se um profundo conhecedor deste projeto e convicto de que j\u00e1 tomou seu lado nesta hist\u00f3ria. Afinal, quando nos deparamos com qualquer coisa que influencie minimamente nossa vida, dificilmente somos neutros a ela, tendo em vista de que se trata de algo que nos far\u00e1 bem ou mal de alguma forma. Neste caso, tomamos um lado, e inevitavelmente escolhemos entre duas op\u00e7\u00f5es: ficarmos do lado de quem est\u00e1 favor\u00e1vel \u00e0 novidade, tanto no sentido de defend\u00ea-la ou mesmo sendo passivo diante de sua implementa\u00e7\u00e3o, ou, em contrapartida, juntamente \u00e0s demais pessoas que tamb\u00e9m s\u00e3o contr\u00e1rias \u00e0 novidade, nos opormos a ela por compreend\u00ea-la como nociva. Para resumir esta situa\u00e7\u00e3o, podemos dizer que este pequeno exemplo nos revela uma coisa: tomamos \u201cpartido\u201d, mesmo quando queremos falar sobre a permiss\u00e3o ou n\u00e3o de se falar em partidos.<\/p>\n<p>O projeto Escola Sem Partido \u00e9 resultado de um pequeno movimento iniciado em 2004, sem muito reconhecimento e sem consider\u00e1vel influ\u00eancia na \u00e9poca de seu surgimento. Nos \u00faltimos anos que antecedem o per\u00edodo do golpe de 2016, com o crescimento do conservadorismo e com o surgimento de p\u00e1ginas que circulam not\u00edcias com este vi\u00e9s (algumas destas p\u00e1ginas inclusive foram exclu\u00eddas pelo Facebook por fazerem parte de redes de\u00a0<em>fake news<\/em>), este movimento ficou mais conhecido e tornou-se projeto para ser votado e implementado em muitos munic\u00edpios pelo Brasil. Mais recentemente ainda, durante o per\u00edodo em que Temer assumiu ilegitimamente o posto de presidente, esses grupos defensores do projeto chegaram a apresentar para o ministro da Educa\u00e7\u00e3o desta gest\u00e3o, representante dos interesses impopulares, o projeto para ser implementado a n\u00edvel nacional, legitimando-o sob a alega\u00e7\u00e3o de que o projeto tem origem em \u201cmotiva\u00e7\u00f5es pessoais\u201d, de forma \u201cneutra\u201d e \u201capartid\u00e1ria\u201d. Vale lembrar que, antes da proposta a n\u00edvel nacional, este projeto foi apresentado pela primeira vez pelos deputados irm\u00e3os Carlos e Eduardo Bolsonaro, que o fizeram em nome de seu partido, da sua ideologia \u201cliberal-conservadora\u201d, durante seus mandatos na cidade e no estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p><b>Mas o que pretende o projeto afinal?<\/b><\/p>\n<p>Seus objetivos s\u00e3o manifestos com frases como \u201cpela descontamina\u00e7\u00e3o e desmonopoliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e ideol\u00f3gica das escolas\u201d, \u201cpelo respeito \u00e0 integridade intelectual e moral dos estudantes\u201d, \u201cpelo respeito ao direito dos pais de dar aos seus filhos a educa\u00e7\u00e3o moral que esteja de acordo com suas pr\u00f3prias convic\u00e7\u00f5es\u201d, dentre outros n\u00e3o destacados no site do movimento, mas sempre afirmando quest\u00f5es como o apartidarismo e a neutralidade, em defesa uma suposta \u201cpluralidade de ideias\u201d. Partem do falso pressuposto de que a maioria dos professores s\u00e3o \u201cde esquerda\u201d ou mesmo \u201ccomunistas\u201d com o objetivo de corromper a juventude e desvirtu\u00e1-la do caminho escolhido pelos pais, com seus valores morais transmitidos para os filhos, etc. (apesar de destacarem o \u201crespeito \u00e0 integridade intelectual e moral dos estudantes\u201d, subestimam o potencial de seus filhos se formarem com autonomia enquanto seres). Para testarmos os resultados pr\u00e1ticos deste projeto, podemos nos debru\u00e7ar em algumas das experi\u00eancias que j\u00e1 foram feitas em alguns munic\u00edpios e tiveram alguns resultados,\u00a0 para fins de debate.<\/p>\n<p>Em 2016, uma professora de sociologia chamada Gabriela Viola produziu uma m\u00fasica com a turma para facilitar o ensino da teoria social marxista, onde a letra continha um resumo muito simples e b\u00e1sico da concep\u00e7\u00e3o de Marx. Por este ocorrido, a professora foi afastada da doc\u00eancia em sua escola, e foi alvo de diversas agress\u00f5es via internet. Por\u00e9m, nenhum pai ou m\u00e3e foi conversar pessoalmente com a professora sobre o ocorrido.<\/p>\n<p>Talvez, com este exemplo apenas, poder\u00edamos pensar que o problema foi por ter Marx como autor estudado em sala de aula (que \u00e9 estudado em sociologia assim como muitos outros autores, como Durkheim, Weber, etc), mas n\u00e3o \u00e9 o que acontece. Junto com o combate \u00e0 \u201cdoutrina\u00e7\u00e3o marxista\u201d e a qualquer debate sobre pol\u00edtica em sala de aula, tentam acrescentar na lista de rejei\u00e7\u00f5es uma tal \u201cideologia de g\u00eanero\u201d que, pelo que parece para os defensores do projeto, \u00e9 tamb\u00e9m uma \u201cideologia\u201d que \u00e9 dominante entre os professores, que a transmitem como forma de doutrina\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m. Um exemplo disso ocorreu este ano, em Abril, onde o irm\u00e3o mais velho de um aluno acusou uma professora de Novo Hamburgo (RS) de \u201cincentivar a homosexualidade e o adult\u00e9rio\u201d por responder a pergunta de seu irm\u00e3o mais novo sobre o significado de \u201cideologia de g\u00eanero\u201d. Mesmo que neste caso a professora n\u00e3o tenha sido penalizada institucionalmente, o post feito pelo difamador resultou em diversas amea\u00e7as via redes sociais e constrangimento p\u00fablico para a professora.<\/p>\n<p>Uma informa\u00e7\u00e3o que precisa ser acrescentada: muitos outros casos, como o mais recente envolvendo a deputada eleita este ano em SC, Ana Caroline Campagnolo (PSL), ocorrem antes mesmo que o projeto seja implementado legalmente, como se ele fosse j\u00e1 legitimado. Neste caso de SC, a deputada criou um canal e incentivou que os alunos filmassem seus professores em sala ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es, para publicarem sua imagem caso este fizesse algum coment\u00e1rio pol\u00edtico dentro da sala. Neste caso, o MP j\u00e1 interviu e repudiou a a\u00e7\u00e3o da deputada, exigindo a exclus\u00e3o do canal e o pagamento de uma indeniza\u00e7\u00e3o pelos danos causados contra os professores, como constrangimento, amea\u00e7as, danos morais, etc. Este ocorrido, al\u00e9m de absurdo, coloca os alunos em uma situa\u00e7\u00e3o perigosa, pois configura-se como apologia a uma atividade criminosa, em que se filma em sala de aula uma pessoa sem sua autoriza\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de provocar constrangimento ao professor no exerc\u00edcio de sua fun\u00e7\u00e3o e censur\u00e1-lo por medo da exposi\u00e7\u00e3o e das agress\u00f5es que s\u00e3o resultados desta. A prop\u00f3sito, a deputada foi acusada pela Promotoria de Justi\u00e7a de Florian\u00f3polis de criar um \u201cservi\u00e7o ilegal de controle pol\u00edtico-ideol\u00f3gico da atividade docente\u201d, uma viola\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio livre do pensamento tanto do professor quanto do aluno em aula e um desrespeito ao pluralismo de ideias (defendido pelo pr\u00f3prio projeto, que tem consequ\u00eancias contr\u00e1rias).<\/p>\n<p>A linha de pensamento favor\u00e1vel ao projeto, a grosso modo, defende que os professores apenas transmitam conte\u00fados para os alunos, e outras quest\u00f5es como sexualidade, moral, pol\u00edtica, religi\u00e3o, etc., devem ser assuntos ensinados em casa. O ponto que queremos defender aqui \u00e9 que proibir professores de circularem nestes temas na sua din\u00e2mica de aula \u00e9 sim uma forma de censura. \u00c9 uma forma de amputar o papel do professor, que visa a constru\u00e7\u00e3o de conhecimento concreto sobre as coisas da nossa vida; o conhecimento mais completo, articulado e relacionado com tudo em nossa volta, e isso envolve indissociavelmente a pol\u00edtica, porque, por mais que se queira neg\u00e1-la, \u00e9 ela uma das determinantes da nossa vida social e inclusive decide sobre as nossas escolas..<\/p>\n<p>Tentemos ver isto do ponto de vista do professor: conduzir uma aula \u00e9, dentre muitas coisas, transmitir conte\u00fados sistem\u00e1ticos (n\u00e3o qualquer conte\u00fado, mas aqueles sistematizados, cl\u00e1ssicos, essenciais na nossa hist\u00f3ria e indispens\u00e1veis para compreendermos a fundo nossa realidade atual), com um plano did\u00e1tico articulado, com determinada concep\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica de fundo que \u00e9 resultado da forma\u00e7\u00e3o do professor durante toda sua vida, onde h\u00e1 o cumprimento de determinadas orienta\u00e7\u00f5es e deve haver respeito \u00e0 autonomia do professor para alcan\u00e7ar os objetivos apontados. Esses conte\u00fados s\u00e3o objetos de estudo que foram e s\u00e3o pesquisados nas universidades do mundo todo. No caso das humanidades (hist\u00f3ria, sociologia, filosofia, e outras \u00e1reas que s\u00e3o pesquisadas mas n\u00e3o s\u00e3o disciplinas no Ensino M\u00e9dio, como Economia) s\u00e3o coisas que aconteceram\u00a0 ou surgiram em algum momento e em algum lugar espec\u00edficos; ideias produzidas em algum momento e lugar sob circunst\u00e2ncias que s\u00e3o tamb\u00e9m produto de determinado contexto e lugar. Este momento e lugar localiza-se em um contexto pol\u00edtico espec\u00edfico que determinou ou minimamente influenciou os resultados, que s\u00e3o os objetos que estudamos, os conte\u00fados. E a pol\u00edtica nisso tudo? Ela esteve presente este tempo todo em tudo; perpassando todos os aspectos da vida humana, e se quisermos de fato aprender qualquer coisa concretamente, precisamos saber de tudo sobre o objeto que se estuda e tamb\u00e9m tudo aquilo que o envolve e o influencia, especialmente o contexto pol\u00edtico, for\u00e7as opostas \u00e0 hegemonia da \u00e9poca, conflitos te\u00f3ricos, etc. A escola \u00e9 pol\u00edtica, porque \u00e9 determinada pela pol\u00edtica. Os conte\u00fados do curr\u00edculo s\u00e3o escolhidos politicamente. A nossa casa \u00e9 resultado de condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e pol\u00edticas. N\u00e3o existe possibilidade de abordarmos acerca da nossa exist\u00eancia sem falar de pol\u00edtica. Qualquer conte\u00fado, \u00e1rea ou tema que se queira remover da escola e que seja central para entendermos nossa realidade \u00e9 uma forma de nos manter ignorantes e passivos. Neste sentido, negarmos a pol\u00edtica em qualquer lugar, inclusive na escola, \u00e9 como limitar gravemente a forma\u00e7\u00e3o de nossos jovens enquanto agentes sociais, cr\u00edticos, com discernimento, com conte\u00fado e qualifica\u00e7\u00e3o para agirem em sociedade com uma ampla compreens\u00e3o de como esta funciona, visando sempre sua transforma\u00e7\u00e3o progressiva para evoluirmos humanamente como um todo.<\/p>\n<p>Cortar a pol\u00edtica como tema de discuss\u00e3o na escola \u00e9 colocar um estribo nos alunos, assim como \u00e9 tamb\u00e9m uma censura ao professor que tem como objetivo a constru\u00e7\u00e3o rigorosa de conhecimento com os alunos e a promo\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio do debate e da reflex\u00e3o. Se h\u00e1 alguma d\u00favida de que a inten\u00e7\u00e3o do novo governo \u00e9 de fato limitar a forma\u00e7\u00e3o da nossa juventude, lembremos que este projeto n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica coisa que vir\u00e1: j\u00e1 temos junto com a imin\u00eancia deste projeto a nova Base Nacional Comum Curricular implementada pelo governo Temer; uma base curricular feita sem considerar absolutamente nenhuma proposta de professores, alunos e pesquisadores da \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o; que dissolve disciplinas como Filosofia e Sociologia, dentre outras, que ficam sem conte\u00fados definidos nos curr\u00edculos, al\u00e9m de ter por tr\u00e1s uma concep\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica discut\u00edvel que segue modelos propostos de fora do pa\u00eds para a satisfa\u00e7\u00e3o de interesses que n\u00e3o s\u00e3o nossos. \u00c9 uma base que n\u00e3o tem uma rela\u00e7\u00e3o de continuidade nenhuma com a base da etapa anterior ao Ensino M\u00e9dio, e inclusive \u00e9 contradit\u00f3ria com a base da etapa do Ensino Infantil e Fundamental. Para fechar o combo triplo, temos tamb\u00e9m a reforma do Ensino M\u00e9dio, que prop\u00f5e uma apar\u00eancia de liberdade de escolha das disciplinas mas que por tr\u00e1s \u00e9 uma forma de transformar as escolas em locais para a forma\u00e7\u00e3o de seres com habilidades e compet\u00eancias necess\u00e1rias para as demandas do capital; demandas de for\u00e7a de trabalho com as qualidades exigidas para a superexplora\u00e7\u00e3o nos dias de hoje no Brasil. A escola n\u00e3o ser\u00e1 mais o espa\u00e7o de transmiss\u00e3o da cultura humana para as gera\u00e7\u00f5es futuras, onde os alunos recebem o ac\u00famulo cultural produzido durante nossa hist\u00f3ria, dando sequ\u00eancia ao processo cont\u00ednuo de \u201chumaniza\u00e7\u00e3o\u201d dos humanos, digamos assim, para depois poderem escolher onde querem se aprofundar. Artistas? Fil\u00f3sofos? Cientistas sociais? Isso n\u00e3o tem o valor que o mercado exige, e, inclusive, \u00e9 contr\u00e1rio a estes interesses pelo fato de revelarem de alguma forma este o conte\u00fado e o movimento por tr\u00e1s das coisas que nos aparecem nas not\u00edcias.<\/p>\n<p>Precisamos destruir esta caricatura que est\u00e3o fazendo sobre Partido. Partido, no seu sentido mais simples e puro, \u00e9 formado por um conjunto de pessoas que t\u00eam afinidade ideol\u00f3gica; ideias, concep\u00e7\u00f5es de realidade e projetos semelhantes, que se unem para se fortalecerem para a transforma\u00e7\u00e3o da realidade de acordo com suas ideias. Tamb\u00e9m significa sair de casa, deparar-se com um mundo desumano e desumanizante e tomar partido \u2013 tomar um lado para agir. Num sentido mais profundo (que inclui apenas partidos progressistas), o partido tem a fun\u00e7\u00e3o de instru\u00e7\u00e3o social. Um bom partido \u00e9 aquele em que seus membros aproximam-se da popula\u00e7\u00e3o no geral, de estudantes, trabalhadores, desempregados, etc., ouvem suas demandas, suas car\u00eancias, necessidades mais imediatas, seus sonhos, e, em conjunto com esta base, tenta apontar para o caminho para se alcan\u00e7ar estes objetivos populares; \u00e9 pegar na m\u00e3o dessas pessoas e juntos, com muito estudo e movimenta\u00e7\u00e3o, ir para al\u00e9m da apar\u00eancia da vida imediata, em que nos deparamos com as dificuldades de todos os dias, e perceber as causas, os fundamentos destas dificuldades para destru\u00ed-las pela raiz, sem negar as demandas do presente.<\/p>\n<p>Portanto, se olharmos para a nossa hist\u00f3ria, veremos que todas as transforma\u00e7\u00f5es pelas quais passamos para que pud\u00e9ssemos progredir minimamente (que fique bem expl\u00edcito o minimamente) quanto aos nossos direitos, melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, de trabalho, etc., s\u00e3o resultados das a\u00e7\u00f5es de pessoas que tomaram partido. \u00c9 o ato hist\u00f3rico de negar, transformar a realidade de cada \u00e9poca organizadamente, seguindo um ideal a ser alcan\u00e7ado que, com o passar da hist\u00f3ria, tem apontado cada vez mais nitidamente qual \u00e9 o caminho que devemos seguir para alcan\u00e7armos efetivamente estes ideais. Hoje nos encontramos mais cientes do que nunca das mazelas da sociedade e qual a raiz da opress\u00e3o, da desigualdade, da explora\u00e7\u00e3o, etc. Para continuarmos progredindo para compreender ainda melhor nossa realidade para transform\u00e1-la concretamente, precisamos levar a s\u00e9rio o significado de \u201cconcreto\u201d, onde compreendemos algo concretamente quando temos a dimens\u00e3o da totalidade das coisas que envolvem aquilo que queremos compreender, por tr\u00e1s da apar\u00eancia, do que est\u00e1 na nossa cara. A pol\u00edtica \u00e9 uma destas coisas que permeia tudo e, sem compreendermos ela, n\u00e3o compreenderemos nada na sua ess\u00eancia. \u00c9 a nega\u00e7\u00e3o de parte fundamental do que nos torna humano dentro da escola.<\/p>\n<p>*Militante da UJC-Brasil<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0http:\/\/ujc.org.br\/entenda-por-<wbr \/>que-o-escola-sem-partido-e-<wbr \/>uma-forma-de-censura\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21373\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[60],"tags":[228,247],"class_list":["post-21373","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c71-educacao","tag-5b","tag-jd"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5yJ","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21373","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21373"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21373\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21373"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21373"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21373"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}