{"id":21412,"date":"2018-11-19T01:58:42","date_gmt":"2018-11-19T03:58:42","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=21412"},"modified":"2018-11-19T01:58:42","modified_gmt":"2018-11-19T03:58:42","slug":"mst-muito-alem-da-ocupacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21412","title":{"rendered":"MST: muito al\u00e9m da ocupa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm5.staticflickr.com\/4871\/45815158072_e087d5a539_b.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Por Maura Silva<br \/>\nDa P\u00e1gina do MST<\/p>\n<p>Era 1984 quando um grupo de\u00a0trabalhadores rurais que j\u00e1 protagonizavam lutas por terra e\u00a0democracia se reuniram no\u00a01\u00b0 Encontro Nacional, realizado em Cascavel, no Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Ali, pautado em tr\u00eas\u00a0objetivos\u00a0principais: lutar pela terra, pela Reforma Agr\u00e1ria e por mudan\u00e7as sociais, nasceu o Movimento dos\u00a0Trabalhadores\u00a0Rurais Sem\u00a0Terra (MST).<\/p>\n<p>34 anos se passaram e o MST se tornou um dos\u00a0maiores movimentos populares\u00a0da Am\u00e9rica Latina. Organizado em 24 estados,\u00a0conta\u00a0com\u00a0400\u00a0mil fam\u00edlias assentadas e 120 mil\u00a0acampadas\u00a0em todo pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;Tivemos um auge na luta pela terra na\u00a0d\u00e9cada de 90. Isso aconteceu\u00a0em fun\u00e7\u00e3o da luta intensa travada\u00a0naquele per\u00edodo, depois disso aconteceu um aumento nos n\u00fameros de\u00a0assentamentos\u00a0no governo Lula, de 2005 at\u00e9 2007, mas, daquele ano para c\u00e1, n\u00f3s\u00a0estamos enfrentando uma queda no n\u00famero de fam\u00edlias assentadas. Ainda assim, a luta segue firme em todo pa\u00eds&#8221;, diz\u00a0Marcio\u00a0Santos, da\u00a0coordena\u00e7\u00e3o\u00a0nacional da\u00a0MST.<\/p>\n<p>Uma das principais contribui\u00e7\u00f5es do MST para a sociedade brasileira \u00e9 cumprir o compromisso de garantir a fun\u00e7\u00e3o social da terra.<\/p>\n<p><i><em>Na safra do arroz org\u00e2nico de 2016-17, o Movimento colheu mais de 27 mil toneladas, que foram produzidas em 22 assentamentos.<\/em><\/i><\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm5.staticflickr.com\/4871\/45815158072_e087d5a539_b.jpg\" alt=\"imagem\" \/>Fruto dessa organiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o as cooperativas, associa\u00e7\u00f5es e agroind\u00fastrias nos assentamentos. Atualmente, o MST organiza\u00a0sete principais cadeias produtivas:\u00a0feij\u00e3o, arroz, leite, caf\u00e9, sucos, sementes e mel.<\/p>\n<p>S\u00e3o toneladas de alimentos comercializados institucionalmente para v\u00e1rias entidades, programas e organiza\u00e7\u00f5es, entre elas o Ex\u00e9rcito, a Marinha Brasileira e o Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar (PNAE). Os produtos do MST tamb\u00e9m s\u00e3o exportados e comercializados em mercados, feiras, grupos de consumo, Armaz\u00e9ns do Campo e lojas da Reforma Agr\u00e1ria.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o MST se tornou o\u00a0maior produtor de arroz org\u00e2nicos da Am\u00e9rica Latina. Na safra do arroz org\u00e2nico de 2016-17, o Movimento colheu mais de 27 mil toneladas, que foram produzidas em 22 assentamentos diferentes, envolvendo 616 fam\u00edlias ga\u00fachas. Tamb\u00e9m foram produzidas 22.260 sacas de semente n\u00e3o transg\u00eanicas.<\/p>\n<p>Para D\u00e9bora Nunes, da dire\u00e7\u00e3o nacional do MST, a Reforma Agr\u00e1ria se realiza no campo, mas \u00e9 constru\u00edda na sociedade. \u201cOs benef\u00edcios gerais da Reforma Agr\u00e1ria n\u00e3o s\u00e3o apenas para o Sem Terra, mas\u00a0para todos, sejam do campo ou da cidade. Vemos que a cr\u00edtica ao movimento se dissolve quando as pessoas veem a capacidade produtiva do MST\u201d.<\/p>\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A experi\u00eancia do MST com as redes de Ensino M\u00e9dio e Fundamental t\u00eam sido uma das principais lutas do Movimento.<\/p>\n<p>Essa luta nasceu da necessidade de fazer com que os filhos dos assentados e acampados pudessem ter acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de qualidade. A realidade escolar dos acampados e assentados \u00e9 atrelada ao meio da luta em que os educandos vivem no campo.<\/p>\n<p>Hoje, cerca de 1.500 escolas trabalham com jovens de 7 a 14 anos. Destas, 1.100 s\u00e3o reconhecidas pelos conselhos estaduais de educa\u00e7\u00e3o e cultura.<\/p>\n<p>As escolas do MST abrigam por volta de 200.000 alunos e contam com cerca de 4.000 professores, al\u00e9m dos 250 educadores que trabalham nas Cirandas Infantis &#8211; educa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as at\u00e9 seis anos ou na faixa da alfabetiza\u00e7\u00e3o. S\u00e3o 320 cursos divididos em 40 institui\u00e7\u00f5es de n\u00edvel fundamental, m\u00e9dio, t\u00e9cnico, superior e educa\u00e7\u00e3o de jovens e adultos (EJA).<\/p>\n<p>Todo o esfor\u00e7o do MST em levar educa\u00e7\u00e3o de qualidade aos acampados e assentados rendeu bons frutos ao longo dos anos.<\/p>\n<p>Segundo o \u00cdndice de Desenvolvimento na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (IDEB), duas escolas do MST no Piau\u00ed obtiveram em 2018 os maiores \u00edndices na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica.<\/p>\n<p>O IDEB foi criado em 2007, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep). Segundo informa\u00e7\u00f5es do portal do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC), o mesmo funciona como um indicador nacional que possibilita o monitoramento da qualidade da educa\u00e7\u00e3o pela popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>http:\/\/www.mst.org.br\/2018\/11\/13\/muito-alem-da-ocupacao.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21412\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[118],"tags":[223],"class_list":["post-21412","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c131-reforma-agraria","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5zm","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21412","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21412"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21412\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21412"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21412"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21412"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}