{"id":21523,"date":"2018-12-01T00:55:57","date_gmt":"2018-12-01T02:55:57","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=21523"},"modified":"2018-12-01T00:55:57","modified_gmt":"2018-12-01T02:55:57","slug":"governo-bolsonaro-planeja-com-eua-ataques-a-cuba-e-venezuela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21523","title":{"rendered":"Governo Bolsonaro planeja com EUA ataques a Cuba e Venezuela"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/x8N5oDyGrs0hyS0nCu4K0_xZVxknzJUUYdBcYsXMhiB1LDlxzkTEXoKn_MwoJmxba7CGU0B2I0qg1_XJCnzagtzXGZQ7NLcHUG2CEOuS7H8AXIM6reXsAqcyMe-pdNVv5Hp6KmuRNIKZPkwaYp00S65p7KPlNHmL1CRf5gNx871uDmR9g-cOt3Sc80WzqOQSSE6_tn1BFDKQX0U3q1IcKkgJlXx9M-uVCg2qSUq6FpDj5m8INcTT6P7yb7LiKivT-EAPTIokvoIdgRjzqSAzTuDPzC1hi7CQKK3Ku1Ohdmt1qehZd4xYdE89g-pYFwJEy_nL14jJEukicwY4SAtx6HiUv9-WQa4bhiJ-7IeYCnHzUJ5jw2V8VBpQLejDClNoh7RJxKt0vGpflxPp33Nc80R2yloUMmx6w4WWv8k4XwvP8CjGgeEyC4KxXyBXCVpyp4RAwglKcDO0YkvXw7p7sncJQZ9pcLk8DREvQxEmln4NtjypBJIbyk0QSZDq7OiKQuFCA8cUAM0ofPnoUYXu-DZ7aea2p1mUmc5_yz9u8vnydzq1hjEivrElB8AYlzlZQjrG44KKF1ucBRAAQMa_EXiXtxchup7NZcGBc2rHsoTm8L5YNoSOMciowIGz3mtSrEHBhnuxc784ONFn8cIC1gpzDw=w303-h340-no\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Sergio Alejandro G\u00f3mez*<\/p>\n<p>ODIARIO.INFO<\/p>\n<p><em>A elei\u00e7\u00e3o do candidato neofascista no Brasil ir\u00e1 repercutir num acr\u00e9scimo da agressividade imperialista contra os regimes progressistas na Am\u00e9rica Latina e contra a Cuba revolucion\u00e1ria. Os EUA esperam de Bolsonaro que seja um digno sucessor dos b\u00e1rbaros ditadores que mantiveram o dom\u00ednio sobre o seu \u00abquintal\u00bb.<\/em><\/p>\n<p>O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, encomendou a seu filho a tarefa de subordinar a pol\u00edtica exterior da na\u00e7\u00e3o sul-americana aos interesses dos Estados Unidos, em especial nos temas relacionados com Cuba e Venezuela.<\/p>\n<p>Eduardo Bolsonaro, senador pelo estado rico de S\u00e3o Paulo, viajou a Washington como enviado do seu pai junto ao Departamento de Estado, ao Departamento do Tesouro e ao Conselho de Seguran\u00e7a Nacional da Casa Branca, conforme informou o jornal\u00a0<em>O Globo<\/em>.<\/p>\n<p>Durante os seus encontros com funcion\u00e1rios de segunda e terceira linha em Washington, Bolsonaro Jr. mostrou-se especialmente interessado em assinar um acordo com os Estados Unidos para\u00a0<strong>aumentar a persegui\u00e7\u00e3o financeira contra Havana e Caracas.<\/strong><\/p>\n<p>Segundo O Globo, o senador disse que h\u00e1 instrumentos de investiga\u00e7\u00e3o dentro da chamada Conven\u00e7\u00e3o de Palermo contra o crime organizado que o Brasil poderia usar contra ambos os pa\u00edses.<\/p>\n<p>A judicializa\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica foi a principal estrat\u00e9gia da direita brasileira para retirar do caminho os seus rivais, como foi o caso do l\u00edder do Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, que era favorito em todas as sondagens para as passadas elei\u00e7\u00f5es presidenciais, mas n\u00e3o p\u00f4de apresentar-se devido ao cerco com que o sistema judicial o envolveu.<\/p>\n<p>Segundo se depreende das declara\u00e7\u00f5es de Bolsonaro, o plano do novo governo, uma vez que assuma o mandato em Bras\u00edlia no pr\u00f3ximo 1\u00ba de Janeiro, ser\u00e1 a\u00a0<strong>\u201cinternacionaliza\u00e7\u00e3o\u201d das t\u00e9cnicas que permitiram destituir a mandat\u00e1ria eleita, Dilma Rousseff,<\/strong>\u00a0e depois retirar Lula de jogo mediante artimanhas jur\u00eddicas.<\/p>\n<p>O Brasil est\u00e1 estudando<strong>\u00a0alian\u00e7as com o governo estadunidense com esse prop\u00f3sito<\/strong>, disse Bolsonaro Jr.<\/p>\n<p>Adiantou inclusive que as a\u00e7\u00f5es contra Cuba e Venezuela ser\u00e3o coordenadas pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, a cargo de\u00a0<strong>S\u00e9rgio Moro, o pol\u00eamico Juiz que converteu as investiga\u00e7\u00f5es de corrup\u00e7\u00e3o do caso Lava Jato em uma ca\u00e7a \u00e0s bruxas<\/strong>\u00a0contra os dirigentes do PT.<\/p>\n<p>\u201cExistem diversos instrumentos que o Brasil durante anos, de maneira intencional, n\u00e3o tomou a s\u00e9rio. S\u00e3o instrumentos que est\u00e3o dispon\u00edveis. O Juiz Sergio Moro sabe mais do que ningu\u00e9m sobre lavagem de capitais, combate ao crime organizado, Conven\u00e7\u00e3o de Palermo. E, junto com a equipe do embaixador Ernesto Ara\u00fajo, tem muito a fazer nessa \u00e1rea\u201d, disse o senador no Twitter.<\/p>\n<p>Bolsonaro filho sugeriu tamb\u00e9m que as investiga\u00e7\u00f5es da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, que at\u00e9 agora eram encabe\u00e7adas por Moro, poderiam ser usadas para apontar poss\u00edveis ativos venezuelanos e cubanos no Brasil.<\/p>\n<p>O enviado do presidente eleito do Brasil foi recebido em Washington pelo secret\u00e1rio-geral da OEA, Luis Almagro.<\/p>\n<p>Almagro \u00e9 o ponta de lan\u00e7a de Washington contra os governos progressistas na Am\u00e9rica Latina e desde que assumiu a chefia da OEA recrudesceram os ataques contra os governos que n\u00e3o correspondem aos interesses norte-americanos.<\/p>\n<p>Eduardo Bolsonaro tamb\u00e9m se reuniu com a subsecret\u00e1ria adjunta do Hemisf\u00e9rio Ocidental do Departamento de Estado, Kim Breier, e funcion\u00e1rios do Conselho de Defesa Nacional.<\/p>\n<p>\u201cFalamos principalmente do primeiro passo que o Brasil est\u00e1 dando para\u00a0<strong>seguir junto aos Estados Unidos em temas internacionais<\/strong>\u201c, disse o senador a rep\u00f3rteres enquanto sa\u00eda do American Enterprise Institute.<\/p>\n<p>A viagem aos Estados Unidos ocorreu \u00e0s v\u00e9speras da chegada ao Rio de Janeiro do pol\u00eamico conselheiro de Seguran\u00e7a Nacional dos Estados Unidos John Bolton, que se reuniu com Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (veja reportagem abaixo de Sputnik News).<\/p>\n<p>\u201cFeliz por receber a visita do conselheiro de Seguran\u00e7a Nacional dos EUA, o senhor John Bolton; seguro de que teremos uma conversa\u00e7\u00e3o produtiva e positiva em favor das nossas na\u00e7\u00f5es\u201d, escreveu no Twitter o l\u00edder ultradireitista.<\/p>\n<p>O atual assessor de Seguran\u00e7a Nacional de Trump\u00a0<strong>foi subsecret\u00e1rio de Estado e depois Embaixador na ONU do governo de George W. Bush<\/strong>. Em ambos os cargos destacou-se pelas suas posturas ultraconservadoras e agressividade contra pa\u00edses soberanos.<\/p>\n<p>Esteve tamb\u00e9m entre os que\u00a0<strong>asseguraram a exist\u00eancia de armas de destrui\u00e7\u00e3o massiva no Iraque,<\/strong>\u00a0o que levou Washington em 2003 a uma guerra que custou bilh\u00f5es de d\u00f3lares e deixou um n\u00famero de mortos que alguns calculam superior a um milh\u00e3o, sobretudo dentre a popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>Os la\u00e7os deste personagem com a ultradireita de origem cubana da Fl\u00f3rida s\u00e3o conhecidos, tal como o seu hist\u00f3rico de provoca\u00e7\u00f5es e agress\u00f5es contra a Ilha Maior das Antilhas.<\/p>\n<p>A mais conhecida das suas loucuras contra Cuba foi um discurso no ano de 2002 em que declarou Havana como parte do \u201cEixo do mal\u201d, o grupo de pa\u00edses que podia ser \u201cbombardeado a qualquer momento\u201d pelo governo de Bush.<\/p>\n<p>Tanto o presidente eleito do Brasil como o seu filho compartilham com Bolton algumas das suas ideias mais extremistas.<\/p>\n<p><strong>Bolsonaro pai defendeu a ditadura militar brasileira<\/strong>\u00a0durante a campanha e o seu filho amea\u00e7a tornar ilegais os partidos comunistas no Brasil.<\/p>\n<p>Embora o novo governo brasileiro de ultradireita n\u00e3o tenha tomado posse, as amea\u00e7as e provoca\u00e7\u00f5es do presidente eleito causaram j\u00e1 a sa\u00edda dos m\u00e9dicos cubanos do programa Mais M\u00e9dicos, o que deixar\u00e1 de imediato cerca de 30 milh\u00f5es de pessoas sem atendimento na sa\u00fade.<\/p>\n<p>De acordo com O Globo, o filho de Bolsonaro recebeu uma felicita\u00e7\u00e3o das autoridades estadunidenses por demolir o programa em que participaram mais de 20 mil m\u00e9dicos cubanos e gra\u00e7as ao qual foram levadas a cabo mais de 100 milh\u00f5es de consultas m\u00e9dicas.<\/p>\n<p>*Jornalista de Cuba Debate<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0http:\/\/www.cubadebate.<wbr \/>cu\/especiales\/2018\/11\/27\/hijo-<wbr \/>de-bolsonaro-coordina-en-<wbr \/>washington-ataques-contra-<wbr \/>cuba-y-venezuela<\/p>\n<hr \/>\n<h2><strong>Visita de Bolton a Bolsonaro denota aproxima\u00e7\u00e3o in\u00e9dita entre EUA e Brasil\u00a0\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p>SPUTNIK NEWS<\/p>\n<p>O conselheiro de Seguran\u00e7a Nacional dos EUA, John Bolton visitou Jair Bolsonaro na casa do presidente eleito no Rio de Janeiro. O car\u00e1ter informal da reuni\u00e3o e os sinais de alinhamento ideol\u00f3gico entre as duas autoridades denotam aproxima\u00e7\u00e3o in\u00e9dita entre EUA e Brasil, cujos efeitos s\u00e3o imensur\u00e1veis, dizem especialistas ouvidos pela Sputnik.<\/p>\n<p>Durante cerca de uma hora, Bolton e Bolsonaro discutiram as\u00a0rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas entre os dois pa\u00edses e debateram pontos-chave da pol\u00edtica externa norte-americana de Donald Trump, como a press\u00e3o a Venezuela e a Cuba,\u00a0a mudan\u00e7a dos EUA para uma postura mais combativa com a China e a poss\u00edvel transfer\u00eancia da embaixada brasileira a Jerusal\u00e9m.<\/p>\n<p>\u00a9 FOTO : VALTER CAMPANATO\/AG\u00caNCIA BRASIL<\/p>\n<p>Bolsonaro diz que Trump pode vir para sua posse como presidente no dia 1\u00ba de janeiro<\/p>\n<p>Especialistas ouvidos pela Sputnik Brasil analisaram o encontro e apontaram quais podem ser os resultados pr\u00e1ticos de uma estreitamento de la\u00e7os com os norte-americanos. Professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais das Faculdades Rio Branco, Pedro Costa J\u00fanior destacou o car\u00e1ter in\u00e9dito da visita. Na vis\u00e3o do professor, Bolsonaro d\u00e1 ind\u00edcios fortes do rompimento com a pol\u00edtica externa perpetrada pelos governos petistas no Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;Antes de tomar posse, receber um assessor importante do presidente [dos EUA] \u00e9 algo in\u00e9dito. [Receber Bolton] \u00e9 uma escolha clara, um alinhamento estrat\u00e9gico, o s\u00edmbolo do que Bolsonaro prometeu\u00a0 na campanha. Trata-se de um rompimento com a pol\u00edtica externa dos governos Lula e Dilma, no aspecto da Coopera\u00e7\u00e3o Sul-Sul, mais diversificada, altiva, o alinhamento com os BRICS, Unasul, etc. Agora h\u00e1 uma proposta de se voltar para o Norte, o que naturalmente, inclui os Estados Unidos e a Europa Ocidental&#8221;, avalia o acad\u00eamico.<\/p>\n<p>A opini\u00e3o \u00e9 ecoada pelo professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, Guilherme Casar\u00f5es. Especialista em pol\u00edtica externa brasileira, Casar\u00f5es pontua que a op\u00e7\u00e3o pelo alinhamento com os EUA tem tamb\u00e9m fortes ra\u00edzes ideol\u00f3gicas e pol\u00edticas.<\/p>\n<p>&#8220;Foi um desejo manifestado pelo ent\u00e3o candidato e agora presidente eleito Jair Bolsonaro desde o princ\u00edpio, tanto em termos de relacionamento econ\u00f4mico quanto no de reproduzir o que o presidente Trump vem fazendo na pol\u00edtica externa. \u00c9 uma vis\u00e3o de mundo do que poder\u00edamos chamar de &#8216;anti-globalismo&#8217;, um entendimento de que o Ocidente que est\u00e1 sendo corrompido por aquilo que se chama de &#8216;marxismo cultural&#8217;, colocando os Estados Unidos como crucial para que possamos nos resgatar&#8221;, pensa o professor.<\/p>\n<p><strong>Interesses distintos<\/strong><\/p>\n<p>An\u00e1lise: &#8216;Vit\u00f3ria de Bolsonaro abriria campo muito f\u00e9rtil para uma agress\u00e3o \u00e0 Venezuela&#8217;<\/p>\n<p>As op\u00e7\u00f5es aventadas por Bolsonaro e Bolton na manh\u00e3 dessa quinta, por\u00e9m, demandam cautela nas palavras de Costa e Casar\u00f5es. As declara\u00e7\u00f5es pesadas do presidente eleito e do conselheiro contra Venezuela, Cuba e China podem representar interesses que, do ponto de vista brasileiro, n\u00e3o s\u00e3o convergentes. Costa defende que na abordagem Caracas, o Brasil deve aumentar a press\u00e3o econ\u00f4mica ao governo de Maduro por meio de san\u00e7\u00f5es.&#8221;N\u00f3s vivemos um clima de estabilidade e pacifismo que \u00e9 regra na Am\u00e9rica do Sul. Nossa \u00faltima conflagra\u00e7\u00e3o militar foi a Guerra do Paraguai, h\u00e1 150 anos. O Brasil tem papel primordial nisso, como \u00e9 natural devido ao nosso tamanho, popula\u00e7\u00e3o, poder econ\u00f4mico. \u00c9 nossa responsabilidade atuar quando h\u00e1 problemas com nossos vizinhos no sentido de promover a pacifica\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Casar\u00f5es acrescenta, dizendo que os contextos regionais e hist\u00f3ricos s\u00e3o diferentes entre Bras\u00edlia e Washington e mimetizar a pol\u00edtica externa de Trump pode ser um jogo delicado para o Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil compartilha fronteiras e est\u00e1 sofrendo os impactos da crise de refugiados venezuelanos. N\u00f3s tamb\u00e9m temos um hist\u00f3rico de integra\u00e7\u00e3o regional que vem se desenvolvendo nos \u00faltimos 30 anos e no qual a Venezuela sempre foi um elemento muito importante. Essa postura de hostiliza\u00e7\u00e3o aberta \u00e0 Venezuela,\u00a0 pessoalmente n\u00e3o acho que seja o melhor caminho. Com isso n\u00e3o quero dizer de forma alguma que devamos ser coniventes com as\u00a0barbaridades perpretadas pelo governo de Maduro, mas ao assumir a possibilidade de apoiar os EUA em uma interven\u00e7\u00e3o militar como aventou o filho do presidente eleito recentemente, isso nos colocaria em uma posi\u00e7\u00e3o desconfort\u00e1vel porque n\u00e3o temos voca\u00e7\u00e3o de proje\u00e7\u00e3o militar na regi\u00e3o&#8221;, alerta.<\/p>\n<p>Iniciativas como os BRICS, o Mercosul, Unasul, entre outros tamb\u00e9m podem sofrer ressignifica\u00e7\u00f5es profundas sob a batuta de Bolsonaro. Casar\u00f5es, por\u00e9m, chama a aten\u00e7\u00e3o para as\u00a0diferen\u00e7as tamb\u00e9m nestes aspectos. &#8220;O Brasil do ponto de vista econ\u00f4mico e dos recursos de poder n\u00e3o tem a mesma estatura dos EUA.\u00a0A partir do momento em que a gente passa a fazer pol\u00edtica externa n\u00e3o pensando naquilo que \u00e9 interesse nacional, mas nos interesses dos Estados Unidos ou de grupos dom\u00e9sticos com vis\u00f5es muito particularistas, corremos o risco de colocar a trajet\u00f3ria longa do Brasil em risco&#8221;, acredita, apontando, entre outras quest\u00f5es, a\u00a0mudan\u00e7a da embaixada brasileira em Israel para Jerusal\u00e9m, um pioneirismo adotado pelos EUA e s\u00f3 seguido pela Guatemala.<strong>Cr\u00edticas a contin\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m dos t\u00f3picos debatidos por Bolsonaro e Bolton, o simbolismo de um pequeno gesto chamou a aten\u00e7\u00e3o da imprensa durante o encontro. Ao receber o conselheiro, o presidente eleito bateu contin\u00eancia ao americano, simbolismo visto como inapropriado por analistas que se debru\u00e7aram sobre a quest\u00e3o. Paulo destacou o car\u00e1ter &#8220;a priori, conden\u00e1vel&#8221; do capit\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A diplomacia \u00e9 feita de s\u00edmbolos e o Bolsonaro recebeu ele [Bolton] em casa, o que d\u00e1 uma ideia de proximidade muito grande. Parece ser uma coisa para al\u00e9m de uma rela\u00e7\u00e3o comum entre Estados. Acho que pode ser um s\u00edmbolo bastante preocupante, pode dar uma linha do que vai ser a nossa pol\u00edtica externa do Bolsonaro&#8221;, concluiu o professor.<\/p>\n<p>https:\/\/br.sputniknews.com\/brasil\/2018113012799604-visita-bolton-aproxicamacao-eua-brasil\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21523\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7,48,268,165,38,45],"tags":[219],"class_list":["post-21523","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","category-c58-cuba","category-eleicoes-2018","category-eua","category-c43-imperialismo","category-c54-venezuela","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5B9","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21523","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21523"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21523\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21523"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21523"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21523"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}