{"id":21553,"date":"2018-12-06T02:41:05","date_gmt":"2018-12-06T04:41:05","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=21553"},"modified":"2018-12-07T02:08:47","modified_gmt":"2018-12-07T04:08:47","slug":"argentina-por-tras-da-repressao-e-assassinatos-ha-hectares-de-negocio-e-sangue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21553","title":{"rendered":"Argentina: por tr\u00e1s da repress\u00e3o e assassinatos h\u00e1 hectares de neg\u00f3cio e sangue"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Orellana-y-Soria-5-de-diciembre-de-2018-620x300.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Resumen Latinoamericano<\/p>\n<p><b>Dois trabalhadores e integrantes da Confedera\u00e7\u00e3o da Economia Popular (CTEP) foram assassinados em menos de 48 horas. As balas que mataram Rodolfo Orellana e Jes\u00fas Soria, foram disparadas pelas costas em meio a interven\u00e7\u00f5es policiais. Isto, no entanto, n\u00e3o paralisou nem comoveu o pa\u00eds.<\/b><\/p>\n<p><em>Ilustra\u00e7\u00e3o<\/em>: Reme Almanza.<\/p>\n<p>Em menos de 48 horas dois militantes da Confedera\u00e7\u00e3o de Trabalhadores da Economia Popular (CTEP) foram assassinados. O primeiro ocorreu durante a tentativa de tomada de terra em Ciudad Evita, distrito de La Matanza; o segundo foi um outro caso de repress\u00e3o e morte seletiva, num bairro popular ao sul da cidade de C\u00f3rdoba. A CTEP \u00e9 hoje uma das maiores organiza\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, com cerca de 200 mil associados, que, em meio \u00e0 pol\u00edtica de ajuste perpetrada pelo governo de Maur\u00edcio Macri, cria trabalho onde n\u00e3o h\u00e1: trabalhadores informais coexistem como motoristas, catadores, trabalhadores t\u00eaxteis, produtores rurais e trabalhadores de manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A morte atingiu duas vezes o mesmo setor e em menos de dois dias; por isso alguns, como Juan Grabois &#8211; um dos representantes dos CTEP &#8211; se recusam a acreditar em coincid\u00eancias. Os casos, no entanto, n\u00e3o alcan\u00e7aram transcend\u00eancia midi\u00e1tica, nem comoveram o povo argentino.<\/p>\n<p><b>Balas nas costas<\/b><\/p>\n<p>A bala de chumbo que entrou pelas costas e saiu pelo nariz de Rodolfo Orellana, tirou sua vida instantaneamente. Um v\u00eddeo filmado por seus companheiros mostra o desespero que experimentaram naquela quinta-feira, 23 de junho, quando, na tentativa de tomar as terras em Puente 12, em Ciudad Evita, a pol\u00edcia reprimiu e tirou a vida de outro trabalhador.<\/p>\n<p>Ainda na penumbra do amanhecer, o corpo de Orellana n\u00e3o mais respondeu e se deixou cair com o rosto ensanguentado. As testemunhas concordam em apontar para uma policial loura como principal suspeito de ter disparado contra o militante.<\/p>\n<p>As primeiras vers\u00f5es sobre o incidente falam de um &#8220;confronto&#8221; entre dois grupos de vizinhos da regi\u00e3o, mas com o passar das horas o pr\u00f3prio ministro da Seguran\u00e7a da Prov\u00edncia, Cristian Ritondo, e o procurador-geral, Julio Conte Grand, esclareceram que Orellana havia sido morto por um tiro e que a poss\u00edvel responsabilidade policial estava sendo analisada.<\/p>\n<p>Por enquanto, n\u00e3o h\u00e1 uniformizados acusados, removidos de seus postos ou punidos pelo crime contra o trabalhador t\u00eaxtil. Nenhum civil foi preso tamb\u00e9m. Tudo indica que \u00e9 um novo caso de repress\u00e3o com um saldo tr\u00e1gico para as pessoas.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea onde caiu &#8220;Roland&#8221;, como era carinhosamente chamado, h\u00e1 um complexo de hectares em desuso, apesar do fato de o acesso \u00e0 moradia ser uma das principais emerg\u00eancias de um pa\u00eds que, como aponta o Centro de Estudos Legal e Social, tem um enorme d\u00e9ficit habitacional.<\/p>\n<p>&#8220;O conflito que resultou na morte de Orellana faz parte do contexto de mis\u00e9ria generalizada, de uma especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e da neglig\u00eancia do Estado em terras fiscais ociosas&#8221;, fazia parte do comunicado lan\u00e7ado pelo CTEP.<\/p>\n<p>No entanto, quando ainda n\u00e3o se havia terminado de chorar esta morte, uma not\u00edcia de C\u00f3rdoba congelou o sangue novamente. Jesus Soria, membro do Encontro de Organiza\u00e7\u00f5es que tamb\u00e9m integra o CTEP, foi morto pela pol\u00edcia em um fato confuso, que depois seria interpretado como um novo caso de &#8220;gatilho f\u00e1cil&#8221;.<\/p>\n<p>Soria foi baleada nas costas quando tentou escapar de uma batida policial no bairro de Angelelli II, ao sul da capital C\u00f3rdoba. Ele trabalhava na horta comunit\u00e1ria &#8220;Entre Todos&#8221;, uma das unidades de produ\u00e7\u00e3o do coletivo de organiza\u00e7\u00f5es, e soube-se que &#8220;j\u00e1 havia sido espancado de maneira brutal em um campo aberto em posi\u00e7\u00e3o ajoelhada por dois policiais&#8221;, como relataram seus companheiros em uma declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Ao tentar fugir, Marcos se refugiou brevemente em um cercado de cavalos. Saindo dali, foi baleado nas costas pelos mesmos policiais, acusados por vizinhos de maltratar e torturar crian\u00e7as do bairro&#8221;. Os vizinhos denunciaram tamb\u00e9m que seu corpo foi removido do local tr\u00eas horas depois, &#8220;tempo suficiente para modificar a cena do crime&#8221;.<\/p>\n<p>Eles tamb\u00e9m informaram que os moradores do bairro foram &#8220;amea\u00e7ados&#8221; pelos uniformizados e pelo chefe da opera\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 raz\u00e3o pela qual o governo local ainda se recusa a fornecer informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, pois quer esconder os nomes daqueles que participaram do assassinato de Soria.<\/p>\n<p>&#8220;Eles mataram outro companheiro em C\u00f3rdoba. Eu trabalhei em um pomar da OE de C\u00f3rdoba. Nunca acreditei em teorias da conspira\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o acredito em coincid\u00eancias h\u00e1 muito tempo. Ningu\u00e9m aguenta mais. O governo \u00e9 respons\u00e1vel! &#8220;, foi o desabafo de Grabois depois de ouvir a not\u00edcia. Em 26 de novembro, 60 mil pessoas marcharam na capital federal para pedir esclarecimentos e justi\u00e7a sobre a morte dos dois militantes.<\/p>\n<p><b>A Doutrina Chocobar em a\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>As mortes de Orellana e Soria est\u00e3o inscritas em um novo cen\u00e1rio pol\u00edtico, no qual o Estado est\u00e1 determinado a reprimir o protesto social e todos os tipos de manifesta\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas. Isto torna-se vis\u00edvel de forma mais clara depois que o governo formalizou a resolu\u00e7\u00e3o 956\/2018, que permite que as for\u00e7as de seguran\u00e7a atirem de volta &#8220;em caso de fuga&#8221;, ou mesmo quando o &#8220;suspeito&#8221; estiver usando uma arma de brinquedo.<\/p>\n<p>Esses fatos lembram os assassinatos de Rafael Nahuel e o desaparecimento for\u00e7ado seguido da morte de Santiago Maldonado, casos que foram comandados e cobertos pelo Ministro da Seguran\u00e7a Patricia Bullrich.<\/p>\n<p>Enquanto a sociedade se mantiver indiferente, observando esses fatos sem se identificar com a sua verdadeira origem de classe trabalhadora, enquanto continuar a votar nos carrascos e n\u00e3o participar das lutas para construir uma sociedade mais justa, o governo de Mauricio Macri continuar\u00e1 sem se preocupar com o \u00f4nus do sangue derramado.<\/p>\n<p>*Fonte: La Trama<\/p>\n<p><b>A historia por tr\u00e1s do confisco de terras em Ciudad Evita: 40 hectres de neg\u00f3cio e sangue<\/b><\/p>\n<p>*Por Mat\u00edas Ferrari<\/p>\n<p>A morte de Rodolfo Orellana poderia ter sido evitada se a AABE tivesse impedido a subdivis\u00e3o ilegal das terras que administra. Mais do que neglig\u00eancia, suspeita-se de uma negocia\u00e7\u00e3o que inclua v\u00e1rios atores, como a pr\u00f3pria Prov\u00edncia de Buenos Aires.<\/p>\n<p>Mais de uma semana depois do assassinato de Rodolfo Orellana durante uma apreens\u00e3o de terras em Ciudad Evita, a vis\u00e3o de advogados que representam a fam\u00edlia do militante da OLP assassinado come\u00e7a a determinar de qual arma veio o tiro que o matou pelas costas. De acordo com testemunhas, o atirador era &#8220;uma mulher loura&#8221; da Pol\u00edcia de Buenos Aires. De igual forma come\u00e7a a se desvendar a teia de interesses por tr\u00e1s da disputa sobre a terra onde a repress\u00e3o foi desencadeada. N\u00e3o est\u00e1 descartada, por enquanto, a hip\u00f3tese de que a pr\u00f3pria pol\u00edcia tem seus pr\u00f3prios neg\u00f3cios em cumplicidade com as pessoas acusadas pelas organiza\u00e7\u00f5es, Rolando Pardo e Isabel Carballo, que loteavam e vendiam terrenos que n\u00e3o eram deles para fraudar fam\u00edlias numa \u00e1rea que sofre com a necessidade urgente de moradia e acesso \u00e0 terra.<\/p>\n<p>&#8220;Para os elementos que fomos levantando, n\u00e3o descartamos ter havido tanto uma repress\u00e3o estatal, que terminou com o assassinato de Rodolfo, como de que a pr\u00f3pria pol\u00edcia agiu de acordo com os seus la\u00e7os de interesses com as pessoas que negociavam os terrenos&#8221;, asseguraram a El Grito Del Sur, a partir da Associa\u00e7\u00e3o de Advogados, organiza\u00e7\u00e3o que acompanha o caso. &#8220;Pelo que nos afirmaram as testemunhas, sabemos que certas pessoas encarregadas do local disseram \u00e0 pr\u00f3pria pol\u00edcia que, caso as apoiasse, uma m\u00e3o lavaria a outra&#8221;.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, h\u00e1 dois crimes sendo perpetrados: um por usurpa\u00e7\u00e3o, no \u00e2mbito do qual foram detidos quatro militantes da CTEP e vizinhos que resistiram \u00e0s pris\u00f5es, todos j\u00e1 libertados; e um segundo envolvendo o assassinato de Orellana. O promotor da prov\u00edncia de Buenos Aires, Julio Conte Grand, afirmou, 24 horas ap\u00f3s o fato, ter sido uma bala que matou Rodolfo; enquanto o ministro de seguran\u00e7a de Buenos Aires, Cristian Ritondo, reconheceu que poderia ter sido uma &#8220;m\u00e1 a\u00e7\u00e3o policial&#8221; que desencadeou a trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>O conflito pelo destino destas terras n\u00e3o come\u00e7ou agora. Tem pelo menos tr\u00eas anos: j\u00e1 em 2015, a Pol\u00edcia de Buenos Aires havia tentado desalojar outro grupo de fam\u00edlias, que resistiu contra a repress\u00e3o e conseguiu manter-se nos terrenos que haviam comprado de boa f\u00e9.<\/p>\n<p>Conhecido como o &#8220;bairro dos italianos&#8221;, 40 hectares de terreno localizado na altura de Puente 13, ao lado do Ricchieri Freeway, pertencem ao Estado e s\u00e3o administrados pela Ag\u00eancia de Gest\u00e3o do Patrim\u00f4nio do Estado (AABE), cujo diretor \u00e9 Ram\u00f3n Lan\u00fas. A terra \u00e9 dividida em tr\u00eas se\u00e7\u00f5es: A, B e C. No setor B vivem hoje 55 fam\u00edlias, cujos t\u00edtulos foram reconhecidos a partir de um di\u00e1logo entre AABE, organiza\u00e7\u00f5es sociais do distrito e APDH de La Matanza. Est\u00e1 registrado desde 2016 como parte do levantamento de Bairros realizado pela ANSES e movimentos populares. \u00c9 uma das 144 favelas sem servi\u00e7os distritais e, como em grande parte da geografia dos sub\u00farbios, vive lado a lado com os muros de um bairro privado e de outro com um dos maiores assentamentos a oeste, que faz fronteira com o rio Matanza.<\/p>\n<p>&#8220;O bairro foi constru\u00eddo por fam\u00edlias sem a ajuda do Estado. Com seu pr\u00f3prio esfor\u00e7o. Resistindo a press\u00f5es, amea\u00e7as, expuls\u00f5es e viol\u00eancia permanente &#8220;, disse Iber Mamani, ativista da P\u00e1tria Grande e membro da comunidade boliviana de Villa Celina.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o de quinta-feira aconteceu no setor C do terreno, que \u00e9 tamb\u00e9m um s\u00edtio arqueol\u00f3gico de valor hist\u00f3rico, simb\u00f3lico e cultural do povo Querand\u00ed, cuja conserva\u00e7\u00e3o o grupo Tres Omb\u00faes vigia. Nesse mesmo lugar, foram realizados cerim\u00f4nias e encontros em mem\u00f3ria dos antepassados h\u00e1 d\u00e9cadas, at\u00e9 que em 2015 Pardo os impediu de entrar, atirando pedras e amea\u00e7ando com a mira de um rev\u00f3lver. &#8220;O cara age como se fosse dono do lugar, amea\u00e7a quem quer entrar e ningu\u00e9m faz nada&#8221;, disse Delia Claros, da Tres Omb\u00faes.<\/p>\n<p><b>A AABE FINGE QUE NADA V\u00ca<\/b><\/p>\n<p>Para Mamani, h\u00e1 uma responsabilidade institucional na morte de Orellana, que poderia ter sido evitada. &#8220;A AABE sabia que tanto Pardo quanto Carballo continuaram por muitos anos a lotear e vender as terras. Se continuavam a trapacear as pessoas e a terra ainda estivava com seu t\u00edtulo irregular, como n\u00e3o era previs\u00edvel que uma tentativa de tomada das terras fosse desencadeada?\u201d Ele perguntou.<\/p>\n<p>Nesse ponto concordou Beatriz Capdevilla, secret\u00e1ria da APDH de La Matanza. &#8220;N\u00f3s avisamos \u00e0 AABE que isso poderia acontecer. N\u00f3s exigimos que a terra fosse cercada e sinalizada, e que uma campanha p\u00fablica fosse feita desencorajando a subdivis\u00e3o e poss\u00edveis aquisi\u00e7\u00f5es. Eles nunca fizeram nada &#8220;, ressaltou.<\/p>\n<p>As organiza\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m destacam que apresentaram v\u00e1rias queixas sobre o assunto antes da trag\u00e9dia. &#8220;Ao MTE denunciamos as negocia\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias de Pardo e Carballo em repetidas oportunidades. Por essa raz\u00e3o, nossos colegas de l\u00e1, nosso militante Iber Mamani e seus vizinhos receberam diversas amea\u00e7as. Prova disso \u00e9 a queixa apresentada aos advogados da APDH de Matanza em 14\/11. O Procurador Geral de La Matanza recebeu a APDH e deu a devida orienta\u00e7\u00e3o \u00e0 den\u00fancia das amea\u00e7as recebidas. Estranhamente, hoje esses eventos acontecem &#8220;, destacaram em uma declara\u00e7\u00e3o antes da confer\u00eancia de imprensa que deram na sexta-feira, ap\u00f3s a morte de Orellana.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, o chefe da entidade, Ram\u00f3n Lan\u00fas, n\u00e3o pronunciou uma \u00fanica palavra p\u00fablica em rela\u00e7\u00e3o ao que aconteceu. Sobre ele e o organismo que conduz pesam v\u00e1rias das causas que resultaram na retomada de posse, com posterior repress\u00e3o e morte de Orellana. A AABE sabia que Pardo e Carballo loteavam e vendiam terras que s\u00e3o propriedade do Estado; os 40 hectares n\u00e3o foram devidamente marcados e Pardo continuou a exercer a viol\u00eancia e a administrar o territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Enquanto isso, v\u00e1rios militantes e vizinhos da zona denunciam que continuam sendo intimidados e perseguidos. At\u00e9 hoje, uma semana depois, os cinco filhos deixados por Orellana seguem sem conseguir fazer seu vel\u00f3rio.<\/p>\n<p>*Fonte: El Grito del Sur<\/p>\n<p>http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2018\/12\/05\/argentina-apuntar-contra-la-ctep-tras-la-repersion-y-asesinato-de-orellana-40-hectareas-de-negocio-y-sangre\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21553\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[57],"tags":[234],"class_list":["post-21553","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c68-argentina","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5BD","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21553","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21553"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21553\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21553"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21553"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21553"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}