{"id":2156,"date":"2011-12-08T16:31:27","date_gmt":"2011-12-08T16:31:27","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2156"},"modified":"2011-12-08T16:31:27","modified_gmt":"2011-12-08T16:31:27","slug":"dezembro-vermelho-a-revolucao-dos-trabalhadores-russos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2156","title":{"rendered":"Dezembro vermelho: a revolu\u00e7\u00e3o dos trabalhadores russos"},"content":{"rendered":"\n<p>Em 7 e 8 de dezembro de 1905, uma greve oper\u00e1ria de grandes propor\u00e7\u00f5es toma a cidade de Moscou: cerca de um milh\u00e3o de pessoas sai \u00e0s ruas em manifesta\u00e7\u00f5es pac\u00edficas.<\/p>\n<p>Em 9 de dezembro, durante o dia, os drag\u00f5es da cavalaria atacam os participantes de uma assembleia, realizada na Pra\u00e7a Stratsnaia. \u00c0 noite, com a demoli\u00e7\u00e3o da Casa do Violino, cresce a exaspera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A massa desorganizada pelas ruas come\u00e7a a levantar as primeiras barricadas, de modo inteiramente espont\u00e2neo e ainda de forma insegura. Em 10 de dezembro, a artilharia come\u00e7a a disparar nas ruas contra as barricadas e as assembleias populares. Toda a popula\u00e7\u00e3o encontra-se nas ruas!<\/p>\n<p>Nos principais bairros, a cidade inteira \u00e9 coberta por uma rede de barricadas.<\/p>\n<p>Durante alguns dias, desenvolve-se uma desesperada a\u00e7\u00e3o de guerrilheiros, travada entre os grupos de luta e as tropas governamentais. Que foram desmoralizadas durante o levante, Dubassov \u00e9 levado a implorar por refor\u00e7os.<\/p>\n<p>Apenas em 15 de dezembro, as tropas oficiais alcan\u00e7am uma superioridade decisiva e, em 17 do mesmo m\u00eas, o Regimento Semionovsky captura a regi\u00e3o metropolitana de Presnia, \u00faltima fortaleza da insurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Passaram da greve e das manifesta\u00e7\u00f5es \u00e0s barricadas avulsas, destas \u00e0 massiva forma\u00e7\u00e3o de barricadas e \u00e0s lutas de rua, travada contra as tropas.<\/p>\n<p>Por al\u00e9m da cabe\u00e7a das organiza\u00e7\u00f5es, transitou a luta de massas do proletariato, indo da greve \u00e0 insurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nisso reside a maior de todas as conquistas hist\u00f3ricas alcan\u00e7adas em dezembro de 1905, uma conquista que, tal qual todas as precedentes, obteve-se ao pre\u00e7o de grandes sacrif\u00edcios.<\/p>\n<p>Partindo da greve pol\u00edtica de massas, o movimento elevou-se a um n\u00edvel superior.<\/p>\n<p>For\u00e7ou a rea\u00e7\u00e3o a prosseguir at\u00e9 o \u00faltimo limite, aproximando-se, assim, com passos imensos, do momento em que a revolu\u00e7\u00e3o passaria ao uso dos meios de ataque, atingindo, igualmente, o \u00faltimo limite.<\/p>\n<p>A rea\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ir al\u00e9m do bombardeio da artilharia contra barricadas, casas e massas populacionais, situadas nas ruas.<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o pode ir mais al\u00e9m, at\u00e9 o combate dos grupos de luta de Moscou.<\/p>\n<p>Pode ir muito mais al\u00e9m, em profundidade e amplid\u00e3o.<\/p>\n<p>E, desde dezembro, a revolu\u00e7\u00e3o seguiu adiante.<\/p>\n<p>A base da crise revolucion\u00e1ria tornou-se incomensuravelmente mais larga: o calibre de sua arma tem de tornar-se, agora, muito mais pesado.<\/p>\n<p>O proletariado sentiu, antes mesmo de seus dirigentes, a mudan\u00e7a das condi\u00e7\u00f5es objetivas da luta, a qual exigia a transi\u00e7\u00e3o da greve \u00e0 insurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como sempre, a pr\u00e1tica precede \u00e0 teoria.<\/p>\n<p>A greve pac\u00edfica e as manifesta\u00e7\u00f5es logo deixaram de satisfazer os trabalhadores.<\/p>\n<p>Perguntavam-se, exigindo interven\u00e7\u00e3o mais ativa: E agora, o que mais vamos fazer?<\/p>\n<p>A orienta\u00e7\u00e3o para levantar barricadas chegou aos bairros distantes com um atraso monumental, em um momento em que, no centro, j\u00e1 haviam sido erigidas as primeiras delas.<\/p>\n<p>Os trabalhadores dedicaram-se, em massa, a esse trabalho.<\/p>\n<p>N\u00e3o se dando, por\u00e9m, por satisfeitos, perguntavam-se : &#8220;E agora, o que mais vamos fazer ?&#8221;, exigindo interven\u00e7\u00e3o ainda mais ativa.<\/p>\n<p>A narrativa acima recria a tens\u00e3o crescente, mobiliza\u00e7\u00e3o e destemor que levaram \u00e0 c\u00e9lebre Revolu\u00e7\u00e3o Russa de 2005, que chegou ao seu auge em 7 de dezembro.<\/p>\n<p>Alguns epis\u00f3dios dessa longa insurrei\u00e7\u00e3o foram retratados em &#8220;Encoura\u00e7ado Potemkin&#8221;, obra-prima do cinema mundial dirigida por Sergei Mikhailovich Eisenstein.<\/p>\n<p>Fonte: A arte prolet\u00e1ria da Insurrei\u00e7\u00e3o Socialist<\/p>\n<p>http:\/\/www.diarioliberdade.org\/index.php?option=com_content&#038;view=article&#038;id=22358<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Di\u00e1rio Liberdade\n\n\n\n\n\n\n\n\nDi\u00e1rio Liberdade\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2156\"> 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