{"id":21675,"date":"2018-12-18T01:08:57","date_gmt":"2018-12-18T03:08:57","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=21675"},"modified":"2018-12-18T01:09:01","modified_gmt":"2018-12-18T03:09:01","slug":"bolsonaro-entre-o-nacionalismo-de-fachada-e-o-neoliberalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21675","title":{"rendered":"Bolsonaro: entre o nacionalismo de fachada e o neoliberalismo"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" alt=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm5.staticflickr.com\/4811\/45430776005_8c24e03055_z.jpg\"><!--more-->Entrevista com a economista Leda Paulani<\/p>\n<p>Leonardo Fernandes e Nina Fideles*<br \/>\nBrasil de Fato<\/p>\n<p>As medidas econ\u00f4micas do governo de extrema direita de Jair Bolsonaro que empurram o pa\u00eds para o abismo do ultraliberalismo foram analisadas pela economista Leda Paulani, ao vivo durante o programa &#8220;No Jardim da Pol\u00edtica&#8221;.<\/p>\n<p>Durante a entrevista, a professora do departamento de Economia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e professora visitante da Universidade Federal do ABC (UFABC), alerta para um aprofundamento do que chamou de &#8216;tsunami de privatiza\u00e7\u00f5es&#8217;, no futuro governo. &#8220;Os bancos p\u00fablicos importantes, a Petrobras, que tem capital aberto etc e tal. Tudo isso t\u00e1 na mira desse pessoal&#8221;.<\/p>\n<p>Paulani, que foi assessora-chefe do gabinete de Finan\u00e7as da Prefeitura de S\u00e3o Paulo (2001-2003) e secret\u00e1ria Municipal de Planejamento, Gest\u00e3o e Or\u00e7amento da Prefeitura (2013-2015), tamb\u00e9m n\u00e3o acredita em mudan\u00e7as positivas na economia e no investimento p\u00fablico j\u00e1 comprometido com a Emenda 95, assinada em 2016 pelo governo Michel Temer, congelando por 20 anos os gastos sociais em \u00e1reas essenciais, como educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e assist\u00eancia social.<\/p>\n<p>Confira os principais trechos da entrevista:<\/p>\n<p>No Jardim da Pol\u00edtica: Como a senhora v\u00ea a medida do governo de juntar os minist\u00e9rios da Fazenda e do Planejamento no mesmo \u2018guarda-chuva\u2019. Quais as vantagens e desvantagens de ter um super minist\u00e9rio com tantos poderes para Paulo Guedes?<\/p>\n<p>Leda Paulani: Muito pouco foi anunciado de fato, ele nem tinha programa de governo, n\u00e3o s\u00f3 na \u00e1rea de economia, mas em diversas \u00e1reas. O que aconteceu \u00e9 que na \u00e1rea de economia, a despeito de n\u00e3o ter um programa expl\u00edcito, a gente consegue deduzir o que vem pela frente considerando as caracter\u00edsticas dos tais superministros do tipo \u2018posto Ipiranga\u2019 [para onde devem ser direcionadas todas as perguntas], como o Paulo Guedes.<\/p>\n<p>Ele \u00e9 um economista ultraliberal, aquele que acha que o Estado, a princ\u00edpio, n\u00e3o deveria nem existir. Por\u00e9m, como o Estado precisa existir dentro da economia capitalista, porque na economia de mercado ele tem que garantir as regras, a garantia jur\u00eddica dos contratos. Ent\u00e3o, admite-se o Estado, mas ele tem que ser o menor poss\u00edvel. Tem que se meter o menos poss\u00edvel no jogo do mercado.<\/p>\n<p>Isso leva a um aprofundamento do programa neoliberal que foi abra\u00e7ado integralmente pelo governo Temer. Na realidade, nos governos anteriores do PT n\u00e3o se abandonou o neoliberalismo. Em muitos momentos, a pol\u00edtica econ\u00f4mica foi a do neoliberalismo, mas algumas coisas foram contra. Por exemplo, houve um breque nas privatiza\u00e7\u00f5es, os pr\u00f3prios programas sociais, pelos impactos que tiveram, acabaram influenciando o fortalecimento do Estado, o que n\u00e3o era bem visto pelo liberalismo e o neoliberalismo. A pol\u00edtica externa foi tamb\u00e9m o contr\u00e1rio do que se esperava de uma pa\u00eds neoliberal.<\/p>\n<p>O governo Temer muda tudo isso e adota a cartilha liberal. O governo Bolsonaro vai aprofundar isso. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida pelo perfil do Paulo Guedes.<\/p>\n<p>Isso significa o qu\u00ea?<\/p>\n<p>Bom, \u00e9 toda a tentativa de reduzir ainda mais o papel do Estado. Neste bojo, vai a continuidade da redu\u00e7\u00e3o dos direitos trabalhistas, a usurpa\u00e7\u00e3o dos direitos trabalhistas, at\u00e9 a reforma da Previd\u00eancia e a privatiza\u00e7\u00e3o em alto grau.<\/p>\n<p>\u00c9 a privatiza\u00e7\u00e3o de tudo o que se conseguiu preservar, bem ou mal, deste tsunami de privatiza\u00e7\u00f5es que j\u00e1 vem desde os anos 1990. Os bancos p\u00fablicos importantes, a Petrobras, que tem capital aberto etc e tal, mas o controle ainda \u00e9 do Estado. Tudo isso t\u00e1 na mira desse pessoal.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma contradi\u00e7\u00e3o entre o que o Paulo Guedes representa e o discurso nacionalista do Jair Bolsonaro que, olhando para outros governos autorit\u00e1rios, tem perfil de maior participa\u00e7\u00e3o e controle do Estado.<\/p>\n<p>Isso se relaciona tamb\u00e9m com a quest\u00e3o de chamar ou n\u00e3o este governo de fascista. Essa ideologia ou essa forma de gerir o Estado, de fascista. No fascismo cl\u00e1ssico, aqueles movimentos pol\u00edticos que deram origem ao termo eram supernacionalistas. Esse nosso n\u00e3o. Ele \u00e9 hier\u00e1rquico, \u00e9 autorit\u00e1rio, mas no nacionalismo, mesmo o do Bolsonaro, \u00e9 um nacionalismo de fachada.<\/p>\n<p>Porque o sujeito que \u00e9 nacionalista n\u00e3o bate contin\u00eancia para a bandeira [norte-] americana, muito menos para um assessor n\u00edvel cinco do presidente americano. Por que bater contin\u00eancia para uma bandeira que n\u00e3o \u00e9 a do meu pa\u00eds? Esse nacionalismo do Bolsonaro, pra mim, \u00e9 de fachada.<\/p>\n<p>Anteriormente, ele abra\u00e7ou algumas ideias contra as privatiza\u00e7\u00f5es e coisa e tal, que a\u00ed sim haveria o choque com essa vis\u00e3o do Paulo Guedes. Mas, certamente, foi dito que se [Bolsonaro] continuasse com essa vis\u00e3o, ele n\u00e3o conseguiria o apoio do mercado, dos ultrarricos e dos setores que queriam varrer a esquerda do comando do Pa\u00eds. Da\u00ed, rapidamente, ele apareceu com o Paulo Guedes e mudou o discurso.<\/p>\n<p>Se ele fosse realmente nacionalista, como diz que \u00e9, independentemente do que pensa sobre o Estado ter empresas, ou se deve ou n\u00e3o privatizar as empresas, jamais bateria contin\u00eancia para a bandeira [norte-] americana.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo governo anunciou posi\u00e7\u00f5es sobre a pol\u00edtica econ\u00f4mica que podem ter forte impacto na economia. Uma delas \u00e9 tomar partido nessa guerra comercial entre EUA e China. Ele falou tamb\u00e9m em levar a Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusal\u00e9m.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas maiores produtos de exporta\u00e7\u00e3o do Brasil s\u00e3o hoje: o min\u00e9rio de ferro, a soja e o petr\u00f3leo cru. E a China \u00e9 o nosso maior parceiro. E temos tamb\u00e9m os pa\u00edses \u00e1rabes no caso da carne de boi, que \u00e9 o quinto ou sexto produto. Depois do petr\u00f3leo, vem o caf\u00e9 e o a\u00e7\u00facar. N\u00f3s temos um \u00fanico produto industrializado na lista dos dez principais itens de exporta\u00e7\u00e3o, em termos de valor, que s\u00e3o os autom\u00f3veis. E o nosso principal comprador de autom\u00f3veis \u00e9 a Argentina, com quem o Bolsonaro tamb\u00e9m se indisp\u00f4s, porque disse que n\u00e3o ia fazer a primeira visita \u00e0 Argentina, porque descobriu que o Macri [presidente argentino] tinha elogiado o Fernando Haddad [candidato do PT nas elei\u00e7\u00f5es 2018] em algum momento da vida; ent\u00e3o, \u00e9 de uma infantilidade inacredit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Eu penso que os exportadores est\u00e3o se mexendo muito para consertar os estragos [das falas e amea\u00e7as de Bolsonaro] porque o grande capital exportador de bens agr\u00edcolas e de baixo valor agregado, que \u00e9 o que nos tornamos infelizmente, n\u00e3o devem estar nem um pouco tranquilos com esse tipo de posicionamento. Porque est\u00e1 indispondo o pa\u00eds, do ponto de vista diplom\u00e1tico, com os principais parceiros dos principais produtos que o Brasil tem para exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se a gente tem hoje uma relativa tranquilidade, do ponto de vista das contas externas, pelo n\u00edvel de reservas que conseguiu acumular, \u00e9 pelo fato que esses produtos foram muito bem sucedidos nos \u00faltimos anos em termos de pre\u00e7os e volumes.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m tem a posi\u00e7\u00e3o do Bolsonaro em rela\u00e7\u00e3o ao Mercosul. Ele disse que n\u00e3o vai priorizar os acordos feitos no \u00e2mbito do Mercosul.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e0 toa a [Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria] CNI se posiciona contra essa ideia do Bolsonaro, porque os nossos parceiros compradores dos poucos produtos industrializados do Brasil, onde a gente tem alguma import\u00e2ncia e relev\u00e2ncia, s\u00e3o os pa\u00edses do Mercosul. No caso dos carros, as vendas s\u00e3o quase 100% para pa\u00edses latino-americanos e a maioria do Mercosul.<\/p>\n<p>At\u00e9 antes do golpe de 2016, a pol\u00edtica externa do Brasil, com o chanceler Celso Amorim, a quem eu respeito muit\u00edssimo, era uma pol\u00edtica externa altiva e ativa. Altiva porque n\u00e3o fazemos alinhamentos incondicionais com ningu\u00e9m. Ativa pelo motivo de mobilizar as for\u00e7as do mundo fora do eixo dos pa\u00edses mais desenvolvidos, para reequilibrar o mundo de alguma forma, por meio da diplomacia. A diplomacia tem consequ\u00eancias efetivas e materiais.<\/p>\n<p>Toda movimenta\u00e7\u00e3o em torno dos BRICS [bloco econ\u00f4mico formado por Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China e \u00c1frica do Sul], o Brasil teve um papel fundamental, foi a secretaria. A disposi\u00e7\u00e3o da diplomacia brasileira em construir efetivamente os BRICS foi fundamental e o mesmo foi com o Mercosul. Isso desagrada um pa\u00eds imperial e imperialista como os EUA. Eles n\u00e3o ficam tranquilo com isso. Eles estavam vendo aqui os potenciais rivais, o Brasil menos enfim, mas a China, R\u00fassia e \u00cdndia se unindo junto com o Brasil e \u00c1frica do Sul. Foi se criando uma for\u00e7a que come\u00e7ou a incomodar.<\/p>\n<p>O mesmo acontece com o Mercosul, porque se o Mercosul se fortalece o alinhamento quase autom\u00e1tico que os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina tiveram, ao longo do s\u00e9culo 20 todo, com a pol\u00edtica americana deixa de existir.<\/p>\n<p>Isso aconteceu quando se combinaram v\u00e1rios governos de pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina indo para o centro e centro-esquerda. Isso fortaleceu a ideia do Mercosul e afetou, por esse lado, os interesses dos americanos.<\/p>\n<p>O governo Bolsonaro j\u00e1 se aliou claramente ao governo americano incondicionalmente. Voltou a ser uma rela\u00e7\u00e3o inerte e subserviente.  Em vez de altiva passa a ser subserviente \u00e0 grande pot\u00eancia americana, como se isso fosse uma boa medida para a economia, e n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n<p>Alguns especialistas dizem que no come\u00e7o do novo governo pode acontecer um \u201cvoo de galinha\u201d, dando a impress\u00e3o de melhora curta com algumas medidas. A senhora concorda?<\/p>\n<p>Eu acho dif\u00edcil at\u00e9 pelo comportamento da economia agora no \u00faltimo trimestre. Quando um governo ganha, e este n\u00e3o \u00e9 um governo de continuidade e que, a princ\u00edpio, deve mudar muita coisa, nem a economia e nem a sociedade esperam o calend\u00e1rio virar para o dia 1\u00ba, para pensar diferente ou agir diferente, tomar decis\u00f5es de modo diferente.<\/p>\n<p>Hoje o que faz com que a economia tenha um crescimento t\u00e3o p\u00edfio, e o desemprego se alastre, \u00e9 que a taxa de investimento brasileira est\u00e1 muito baixa, baix\u00edssima. A gente quando tem a ajuda de componente externo n\u00e3o fica t\u00e3o ruim, mas quando n\u00e3o tem piora muito.<\/p>\n<p>O investimento p\u00fablico est\u00e1 absolutamente contra\u00eddo por conta da pol\u00edtica da austeridade, da pol\u00edtica da PEC dos gastos [Emenda 95] e tudo mais. Voc\u00ea precisa cortar os gastos e o primeiro gasto que voc\u00ea corta \u00e9 aquele que voc\u00ea pode decidir se faz ou n\u00e3o, que s\u00e3o os investimentos, porque tem muitos gastos que s\u00e3o impositivos e n\u00e3o d\u00e1 para cortar.<\/p>\n<p>Por isso, os investimentos p\u00fablicos j\u00e1 est\u00e3o afetados h\u00e1 muito tempo e os investimentos privados precisam primeiro poder formar expectativas, com seguran\u00e7a, e que essas expectativas sejam boas.<\/p>\n<p>Quando h\u00e1 uma mudan\u00e7a de governo isso j\u00e1 come\u00e7a a ser sentido na economia, j\u00e1 come\u00e7a a ter um reflexo. As pessoas sabem que vai mudar o governo. Ent\u00e3o, se houvesse algum impacto pelo simples fato da mudan\u00e7a [elei\u00e7\u00e3o do Bolsonaro] isso j\u00e1 teria aparecido. E pelo o que indicam os dados do terceiro trimestre, a produ\u00e7\u00e3o industrial vai cair mais uma vez. Com muita boa sorte a gente vai fechar o ano com 1,4% de crescimento, o que \u00e9 p\u00edfio considerando que a gente teve mais de 8% de queda do PIB [Produto Interno Bruto], em 2015 e 2016.<\/p>\n<p>*Com colabora\u00e7\u00e3o de Juca Guimar\u00e3es.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Cec\u00edlia Figueiredo<\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o: &#8220;Os bancos p\u00fablicos importantes, a Petrobras, que tem capital aberto etc e tal. Tudo isso t\u00e1 na mira desse pessoal&#8221;, alerta a economista &#8211; Cr\u00e9ditos: Foto: IEA\/USP<\/p>\n<p>https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2018\/12\/17\/turma-do-paulo-guedes-quer-aprofundar-a-cartilha-neoliberal-diz-leda-paulani\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21675\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[268],"tags":[223],"class_list":["post-21675","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eleicoes-2018","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5DB","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21675","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21675"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21675\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21675"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21675"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21675"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}