{"id":21680,"date":"2018-12-19T05:10:33","date_gmt":"2018-12-19T07:10:33","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=21680"},"modified":"2018-12-19T05:10:37","modified_gmt":"2018-12-19T07:10:37","slug":"franca-os-protestos-populares-continuam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21680","title":{"rendered":"Fran\u00e7a: os protestos populares continuam"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" alt=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/GrorRbAm3KQiVgBoEd6pfG0YIIGskFdn5-N9e_Bl8jYZvxndWvYW7jHgTTnlnm03e6sDsg54k5EjgWCqYOjmIXPcqk1hy2QaIKKmfQQhaVwlxGPUNVJZuYSsvH_L-EiOz-IWdb014Dh3S62RIGyCTgMOO8AzWx-jok0JYzfqccwVzrbRulIeNPBbF7kADFw-_dHZMkKTjV9Q6jk0wRvfI6wyqVCX9QpeJZF9LH0OeqfSPMINKF4KQTkfVS391ILktGLPB_0A0Lw8YR7X9Gfg5UGDaurXwiPxnaXPXMrsLThrlcIAD3KDdxwLfVo6YuwdZsxpBb-LTGhdyChPivArXetwtFkNSeqXP81xOiFfkwnMYfrj2GoJWXl9oE4s40RF0vaTPYFmKUuyHwXhflW89bhbVcdV7eBCR7sxAzZ-PJlQ3CtUwzNJmWlWctgk4ugRd_LkiKgLDNreeadtS7Vd96LLUXc1Rj4lGc338bNZXxy9jOMMvEimjngyMNal1ZTjKcykp3LBLXjMMCZf_OWQ21G_bf5b2bIyExwNioruv2Rvgy2pQUXB-GvnuPdYa8xqhKbW4jJf6aylIjcVsTPWcT1Scsj7wQkVW-BTHZuszkMsPFcEZOq1ZduQk5Lcb1FeRVK1IA66hOysP5jHDN8Q2gtBDQ=w614-h346-no\"><!--more-->Resumen Latinoamericano<\/p>\n<p>A Fran\u00e7a encarou o quinto s\u00e1bado consecutivo de protestos desde que o movimento dos \u2018jalecos amarelos\u2019 tomou as ruas, deixando centenas de feridos e milhares de detidos at\u00e9 agora, ap\u00f3s o pr\u00f3logo da greve geral que viveu o pa\u00eds na \u00faltima sexta-feira.<\/p>\n<p>Ao longo deste caminho, o presidente da Rep\u00fablica, Emmanuel Macron, defendeu algumas medidas que, mais tarde, admitiu que demorariam ao menos seis meses e ofereceu respostas atrav\u00e9s de disposi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas a uma massa social descontente, a qual at\u00e9 o momento n\u00e3o  se sentiu suficientemente atendida em suas reivindica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o primeiro ministro, Edouard Philippe, teve que fazer frente a uma mo\u00e7\u00e3o de censura na Assembleia Nacional francesa apresentada pela ala esquerda da C\u00e2mara da qual pode se salvar, por\u00e9m, que lhe obrigou a explicar como pensa conjugar as medidas anunciadas pelo presidente com o cumprimento de seus compromissos com Bruxelas.<\/p>\n<p>O in\u00edcio<\/p>\n<p>A origem desta crise esteve no aumento dos impostos sobre os combust\u00edveis. Ap\u00f3s a explos\u00e3o do protesto, as reivindica\u00e7\u00f5es se diversificaram e se centraram naquelas quest\u00f5es que tinham rela\u00e7\u00e3o com o encarecimento do custo de vida e com a exig\u00eancia de recuperar os servi\u00e7os p\u00fablicos perdidos na Fran\u00e7a perif\u00e9rica.<\/p>\n<p>Deste modo, em 17 de novembro, a Fran\u00e7a e o resto do mundo se surpreendiam com a magnitude do protesto que um grupo, at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido, e que tomava como denomina\u00e7\u00e3o o nome do acess\u00f3rio caracter\u00edstico dos condutores, \u2018jalecos amarelos\u2019, levou a cabo nas ruas principais. Ao menos 227 pessoas ficaram feridas e 117 foram detidas pela Pol\u00edcia. Tamb\u00e9m se produziu a primeira v\u00edtima mortal: uma mulher morreu atropelada acidentalmente em uma das manifesta\u00e7\u00f5es que ocorreram nesse dia.<\/p>\n<p>No s\u00e1bado seguinte as marchas continuaram e sete esta\u00e7\u00f5es do metr\u00f4 de Paris tiveram que ser fechadas pelos protestos. Essa jornada foi duramente reprimida pelas For\u00e7as de Seguran\u00e7a e voltou a deixar ao menos 130 detidos e 30 feridos.<\/p>\n<p>Os enfrentamentos adquiriram cada vez mais um car\u00e1ter violento, com a destrui\u00e7\u00e3o de in\u00fameros mobili\u00e1rios urbanos, ve\u00edculos, lojas e im\u00f3veis das zonas afetadas, que inclusive inclu\u00edram o saque de alguns com\u00e9rcios.<\/p>\n<p>O Governo come\u00e7a a recuar<\/p>\n<p>Macron condenou duramente os protestos, taxando a viol\u00eancia exercida de \u201cvergonha\u201d.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a defesa das medidas econ\u00f4micas e, mais concretamente, o aumento dos impostos dos combust\u00edveis, feita pelo mandat\u00e1rio franc\u00eas ap\u00f3s os dois primeiros s\u00e1bados de dist\u00farbios, pouco a pouco foi se enfraquecendo e, em 28 de novembro, j\u00e1 admitia que estava disposto a receber uma delega\u00e7\u00e3o dos \u2018jalecos amarelos\u2019 para discutir sobre o aumento de taxas, medidas que todavia defende.<\/p>\n<p>O movimento se estendeu para fora das fronteiras francesas e, na B\u00e9lgica, os manifestantes come\u00e7aram a tomar as ruas exigindo tamb\u00e9m o fim do aumento nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis e dos impostos. Tamb\u00e9m acabaram tendo como resultado dezenas de pessoas detidas. A capital belga continuou com os protestos e dois fins de semana depois suas ruas somavam at\u00e9 450 deten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Esta semana, tamb\u00e9m na Alemanha se produziram a\u00e7\u00f5es em solidariedade com os trabalhadores franceses. Assim, na segunda-feira, ocorreram paralisa\u00e7\u00f5es nos transportes p\u00fablicos alem\u00e3es.<\/p>\n<p>Campo de batalha<\/p>\n<p>Em 1\u00b0 de dezembro, o terceiro s\u00e1bado consecutivo de protestos, Paris j\u00e1 tinha se convertido em um campo de batalha, com 140 pessoas detidas t\u00e3o somente nos Champs Elys\u00e9es. As imagens dessa jornada que percorreram os meios de todo o mundo inclu\u00edam autom\u00f3veis em chamas, destro\u00e7os de material urbano, enfrentamento com os agentes de Pol\u00edcia, gases lacrimog\u00eaneos, canh\u00f5es de d\u2019\u00e1gua ou picha\u00e7\u00f5es em edif\u00edcios emblem\u00e1ticos, como o Arco do Triunfo parisiense.<\/p>\n<p>Esse terceiro s\u00e1bado acabou com 12 jornalistas da RT feridos em uma jornada, na qual os n\u00fameros iam aumentando \u00e0 medida que passavam as horas. O c\u00f4mputo final: mais de 400 pessoas detidas e 133 feridos, incluindo 23 policiais. N\u00e3o s\u00f3 Paris estava no ponto de mira. Outras cidades francesas tamb\u00e9m estavam participando do protesto. Em Toulouse mais de 50 pessoas foram detidas.<\/p>\n<p>O Governo cede ao aumento de impostos sobre os combust\u00edveis<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o terceiro s\u00e1bado de protestos, o primeiro ministro franc\u00eas cancelou sua viagem \u00e0 C\u00fapula do Clima da ONU, enquanto o Executivo cogitava impor o Estado de emerg\u00eancia. O protesto popular pouco a pouco foi afetando o Governo e, em 4 de dezembro, Philippe acabou anunciando a suspens\u00e3o do aumento das taxas sobre os combust\u00edveis previsto para o come\u00e7o do ano e que uma morat\u00f3ria de seis meses atrasaria a entrada em vigor da medida. O gesto chegou tarde demais e j\u00e1 n\u00e3o era s\u00f3 essa a reivindica\u00e7\u00e3o das massas que tinham tomado as ruas e que tamb\u00e9m contava com o respaldo de uma esmagadora maioria da popula\u00e7\u00e3o francesa.<\/p>\n<p>Os protestos continuam<\/p>\n<p>No quarto fim de semana de manifesta\u00e7\u00f5es, em 8 de dezembro, quase 90.000 policiais tomaram a capital francesa. Nesta ocasi\u00e3o, os estudantes tamb\u00e9m j\u00e1 tinham se somado ao protesto, em seu caso, contra a reforma educacional de Macron. Uns 280 institutos se viram afetados enquanto mais de 700 estudantes foram detidos.<\/p>\n<p>Em Paris, se reportaram mais de 1.150 detidos pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a e 71 feridos. O c\u00f4mputo nacional foi maior: quase 1.400 presos. Os destro\u00e7os continuaram sendo produzidos, assim como os enfrentamentos e as disputas. Nesse dia, os atos de revolta inclu\u00edram o saque de uma loja da Apple na cidade de Burdeos, que em segundos ficou absolutamente espoliada.<\/p>\n<p>E chegaram as medidas para silenciar os protestos<\/p>\n<p>Na segunda-feira, 10 de dezembro, Emmanuel Macron se dirigiu \u00e0 na\u00e7\u00e3o em um discurso na televis\u00e3o. Seu objetivo era anunciar uma bateria de medidas para aplacar a revolta, atendendo algumas das reclama\u00e7\u00f5es dos manifestantes.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma jornada na qual o Elys\u00e9e reuniu doze ministros, os presidentes da Assembleia Nacional e do Senado, o presidente do Conselho Econ\u00f4mico e Social, presidentes das associa\u00e7\u00f5es de prefeitos, regi\u00f5es e departamentos, os m\u00e1ximos respons\u00e1veis pelos principais sindicatos e o patronato, o presidente franc\u00eas anunciou que, al\u00e9m da morat\u00f3ria ao aumento dos impostos sobre o combust\u00edvel que estava prevista para este 1\u00b0 de janeiro, tamb\u00e9m tinha sido aprovado:<\/p>\n<p>\u00b7        O aumento de 100 euros mensais no sal\u00e1rio m\u00ednimo, at\u00e9 os 1.600 euros.<\/p>\n<p>\u00b7        O congelamento do aumento das cotiza\u00e7\u00f5es para os aposentados com pens\u00f5es inferiores a 2.000 euros.<\/p>\n<p>\u00b7        A exclus\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o das horas extras.<\/p>\n<p>\u00b7        Uma peti\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas para que paguem um b\u00f4nus especial aos trabalhadores com os soldos mais baixos no final do ano, n\u00e3o sujeita a impostos.<\/p>\n<p>\u00b7        A acelera\u00e7\u00e3o da supress\u00e3o de impostos municipais para as fam\u00edlias mais modestas.<\/p>\n<p>\u00b7        Medidas de acompanhamento e ajuda aos comerciantes que est\u00e3o sofrendo com a crise dos \u2018jalecos amarelos\u2019.<\/p>\n<p>\u201cNenhum pa\u00eds avan\u00e7a se n\u00e3o escuta tamb\u00e9m essa parte de c\u00f3lera leg\u00edtima dos povos\u201d, disse Macron na quinta-feira para defender as medidas em sua chegada \u00e0 c\u00fapula comunit\u00e1ria em Bruxelas.<\/p>\n<p>Estas concess\u00f5es n\u00e3o silenciaram as ruas parisienses e, no dia seguinte, eram os estudantes que sa\u00edam para protestar contra a reforma educacional proposta por Macron.<\/p>\n<p>E a mo\u00e7\u00e3o de censura<\/p>\n<p>Apesar do descontentamento dos manifestantes se centrar no Governo e muito concretamente no presidente Emmanuel Macron, o partido que suporta o Executivo franc\u00eas conta com uma ampla maioria na Assembleia Nacional.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, a situa\u00e7\u00e3o que vive o pa\u00eds nas \u00faltimas semanas provocou que os grupos de esquerda do Parlamento tenham apresentado uma mo\u00e7\u00e3o de censura que, apesar de n\u00e3o seguir adiante, for\u00e7ou o primeiro ministro a ter que detalhar na C\u00e2mara seu or\u00e7amento para 2019, quando ent\u00e3o afirmou que \u201ca seriedade do or\u00e7amento n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de dogma, mas de \u00e9tica\u201d.<\/p>\n<p>Um dos cavalos de batalha que se apresenta agora ao Gabinete de Philippe \u00e9 a cr\u00edtica de que as medidas adotadas envolver\u00e3o um custo em torno de 10.000 milh\u00f5es de euros, que disparar\u00e3o o d\u00e9ficit p\u00fablico at\u00e9 3,4%, colocando o Estado em apuro para cumprir seus compromissos econ\u00f4micos com Bruxelas.<\/p>\n<p>O atentado em Estrasburgo n\u00e3o freia os \u2018jalecos amarelos\u2019<\/p>\n<p>Entre as medidas anunciadas por Macron na segunda-feira e a mo\u00e7\u00e3o de censura debatida na quarta-feira, se produziu um terr\u00edvel atentado em Estrasburgo que deixou tr\u00eas v\u00edtimas mortais. O porta-voz do Governo franc\u00eas, Benjamin Griveaux, na quarta-feira passada, pediu a suspens\u00e3o dos protestos at\u00e9 encontrarem o terrorista, assim como fez o presidente da Assembleia Nacional, Richard Ferrand, que disse que \u201co movimento deve parar agora\u201d. Inclusive a l\u00edder ultradireitista Marine Le Pen se somou a esta solicita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por sua parte, o parlamentar de esquerda Jean-Luc M\u00e8lenchon foi um dos poucos pol\u00edticos que apelou a prosseguir com as reivindica\u00e7\u00f5es. A morte do terrorista na quinta, dia 13\/12, nas m\u00e3os das For\u00e7as de Seguran\u00e7a, retirou a press\u00e3o dos manifestantes neste sentido.<\/p>\n<p>Como \u00e9 o movimento que isolou o Governo franc\u00eas?<\/p>\n<p>Os \u2018jalecos amarelos\u2019 (\u2018gilets jaunes\u2019, em franc\u00eas) \u00e9 um movimento que carece de um l\u00edder conhecido e que se organiza atrav\u00e9s das redes sociais. N\u00e3o tem dire\u00e7\u00e3o, nem organiza\u00e7\u00e3o, nem porta-vozes oficiais, apesar de que algumas pessoas se qualificaram para servir de interlocutores com o Governo para expor as demandas do movimento. T\u00eam uma composi\u00e7\u00e3o heterog\u00eanea: em seu seio se encontram pessoas de classe m\u00e9dia e pensionistas, jovens da periferia de Paris e outras grandes cidades e grupos de jovens de extrema esquerda e extrema direita que s\u00e3o quem em sua maioria protagonizaram os enfrentamentos com as for\u00e7as de seguran\u00e7a francesas.<\/p>\n<p>Depois da jornada mais violenta, em 1\u00b0 de dezembro, 72% dos franceses apoiavam os \u2018jalecos amarelos\u2019 e 90% pensava que o Governo n\u00e3o tinha estado \u00e0 altura das circunst\u00e2ncias, segundo uma pesquisa feita pelo di\u00e1rio franc\u00eas Le Journal du Dimanche.<\/p>\n<p>Ao menos sete v\u00edtimas mortais<\/p>\n<p>Desde que come\u00e7ou a revolta, foram v\u00e1rias as v\u00edtimas mortais relacionadas aos enfrentamentos que ocorreram nas ruas francesas. Se no dia em que tudo come\u00e7ou uma mulher morreu atropelada acidentalmente, ao menos outras cinco pessoas morreram em acidentes ou incidentes nos cruzamentos de estradas ou sa\u00eddas de autoestradas onde protestavam os \u2018jalecos amarelos\u2019. A \u00faltima delas se produziu nesta quinta-feira, quando um jovem foi atropelado por um caminh\u00e3o em Avignon, em uma barricada de manifestantes e deu lugar \u00e0 deten\u00e7\u00e3o do condutor respons\u00e1vel. Al\u00e9m disso, uma mulher de 80 anos, que n\u00e3o participava dos protestos, morreu quando uma granada de g\u00e1s lacrimog\u00eaneo atingiu seu rosto, ao entrar em seu domic\u00edlio em Marselha, em 1\u00b0 de dezembro.<\/p>\n<p>Nuria L\u00f3pez<\/p>\n<p>Jornalista Fotogr\u00e1fico<\/p>\n<p>http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/protestas-chalecos-amarillos-paris-1920-29.jpg<\/p>\n<p>http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/protestas-chalecos-amarillos-paris-1920-24.jpg<\/p>\n<p>http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/protestas-chalecos-amarillos-paris-1920-26.jpg<\/p>\n<p>http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/FR.jpg<\/p>\n<p>http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/unnamed.jpg<\/p>\n<p>http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/protestas-chalecos-amarillos-paris-1920-34.jpg<\/p>\n<p>http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/protestas-chalecos-amarillos-paris-1920-28.jpg<\/p>\n<p>http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/protestas-chalecos-amarillos-paris-1920-30.jpg<\/p>\n<p>http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Paris.jpg<\/p>\n<p>V\u00eddeo 1: https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=z65czaCSFPo<\/p>\n<p>V\u00eddeo 2: https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ZGxxewscyCo<\/p>\n<p>Fonte original: Ag\u00eancias, RT, AFP<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2018\/12\/15\/francia-el-quinto-sabado-de-protestas-de-los-chalecos-amarillos-fotos-y-video\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o: Manifestantes diante do Arco do Triunfo nos Champs Elys\u00e9es. Paris, 1\u00b0 de dezembro de 2018. \/ Lucas Barioulet \/ AFP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21680\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[109],"tags":[228],"class_list":["post-21680","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c122-franca","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5DG","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21680","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21680"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21680\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21680"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21680"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21680"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}