{"id":21742,"date":"2018-12-25T13:06:31","date_gmt":"2018-12-25T15:06:31","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=21742"},"modified":"2018-12-25T13:06:36","modified_gmt":"2018-12-25T15:06:36","slug":"fascismo-servil-inovacao-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21742","title":{"rendered":"Fascismo servil, \u201cinova\u00e7\u00e3o\u201d brasileira"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" alt=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/181219-BradHamers.jpg?w=747&#038;ssl=1\"><!--more-->Talvez essa extrema-direita seja uma forma nova de regress\u00e3o, especialmente criada para pa\u00edses obrigados a se submeter aos fascismos dos pa\u00edses que mandam. Uma jabuticaba do avesso: dura dentro e mole pra fora<\/p>\n<p>Por Rog\u00e9rio de Campos, em Le Monde Diplomatique Brasil<\/p>\n<p>Em 2002, os primeiros ministros Tony Blair e Jos\u00e9 Mar\u00eda Aznar levaram \u00e0 c\u00fapula da Uni\u00e3o Europeia a proposta de punir com san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas os pa\u00edses de origem de imigrantes indesej\u00e1veis. A proposta causou esc\u00e2ndalo porque explicitava o desejo de que governos dos pa\u00edses da \u00c1frica, por exemplo, transformassem-se em \u201ccarcereiros dos seus cidad\u00e3os\u201d[1]. O novo modelo de Estado para o Terceiro Mundo, na proposta de Blair e Aznar, seria um que, al\u00e9m de cumprir a tradicional tarefa de garantir o fornecimento de mat\u00e9ria prima para o Primeiro Mundo a baixo custo, passaria a vigiar para que seus habitantes n\u00e3o tentassem escapar da mis\u00e9ria provocada por esse baixo custo. Na\u00e7\u00f5es pobres se tornariam grandes campos de trabalho for\u00e7ado, com seus cidad\u00e3os impedidos de fugir.<\/p>\n<p>Ainda que a proposta de Blair e Aznar tenha sido publicamente rejeitada pela maioria dos outros membros da UE (burro que sou, gosto especialmente da justificativa de um representante da Su\u00e9cia: \u201cn\u00f3s queremos um equil\u00edbrio entre a vara e a cenoura. \u00c9 contra-produtivo enfatizar tanto a vara\u201d[2]), na pr\u00e1tica ela foi aprovada e vem sendo aplicada de maneira um pouco menos expl\u00edcita, numa forma intermedi\u00e1ria. Usando variadas cenouras e algumas varas, a Uni\u00e3o Europeia tem terceirizado para pa\u00edses em sua fronteira a tarefa de impedir a chegada de imigrantes. \u00c9 isso que est\u00e1 por tr\u00e1s dos \u201ccampos de refugiados\u201d em pa\u00edses como Turquia e Jord\u00e2nia e massacres de imigrantes em pa\u00edses como Marrocos e L\u00edbia. Pode-se dizer que a Europa aprendeu algo com as trag\u00e9dias dos anos 1930 e 40: que n\u00e3o se deve fazer campos de concentra\u00e7\u00e3o dentro de seu continente, mas fora\u2026<\/p>\n<p>Em seu famoso \u201cDiscurso sobre o Colonialismo\u201d (1950), o poeta martiniquense Aim\u00e9 C\u00e9saire demonstra que o nazismo \u00e9 uma consequ\u00eancia do colonialismo. Descivilizado e embrutecido pelas barbaridades que comete na \u00c1frica, nas Am\u00e9ricas e na \u00c1sia, o europeu levou essa brutalidade junto com seu butim quando retornou \u00e0 terra natal:<\/p>\n<p>\u201cHaveria que estudar, em primeiro lugar, como a coloniza\u00e7\u00e3o trabalha para descivilizar o colonizador, para embrutece-lo no sentido literal da palavra, para degrad\u00e1-lo, para despertar seus rec\u00f4nditos instintos em prol da cobi\u00e7a, da viol\u00eancia, do \u00f3dio racial, do relativismo moral; haveria que mostrar depois que cada vez que no Vietnam se corta uma cabe\u00e7a e se arrebenta um olho, e na Fran\u00e7a se aceita; que cada vez que se viola uma menina, e na Fran\u00e7a se aceita; que cada vez que se tortura um malgaxe, e na Fran\u00e7a se aceita, haveria que se mostrar, que quando tudo isso acontece, se est\u00e1 verificando uma experi\u00eancia da civiliza\u00e7\u00e3o que pesa por seu peso morto, se est\u00e1 produzindo uma regress\u00e3o universal, se est\u00e1 instalando uma gangrena, se est\u00e1 estendendo um foco infeccioso, e que depois de todos esses tratados violados, e todas essas mentiras propagadas, de todas essas expedi\u00e7\u00f5es punitivas toleradas, de todos estes prisioneiros manietados e \u2018interrogados\u2019, de todos esses patriotas torturados, depois deste \u00f3dio racial estimulado, dessa jact\u00e2ncia desfraldada, o que encontramos \u00e9 o veneno instilado nas veias da Europa e o progresso lento, por\u00e9m seguro do enselvajamento do continente \u201d[3].<\/p>\n<p>Assim, e essa \u00e9 conclus\u00e3o minha a partir de C\u00e9saire, o ressurgimento nos \u00faltimos tempos do fascismo na Europa n\u00e3o \u00e9 consequ\u00eancia de uma natural hostilidade \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o, mas um dos resultados da explora\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses da periferia do capitalismo por governos \u201ccivilizados\u201d e modernas empresas europeias, muitas delas cheias de \u201csustentabilidade\u201d, \u201cmulticulturalismo\u201d e progressismos. Mas o fato de essa explora\u00e7\u00e3o ser feita tantas vezes remotamente, por drones e algoritmos, sem sujar as m\u00e3os, n\u00e3o impede o envenenamento.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o de C\u00e9saire \u00e9 que \u201ca Europa \u00e9 indefens\u00e1vel\u201d. Mas creio que hoje ele diria o mesmo tamb\u00e9m dos Estados Unidos: \u00e9 indefens\u00e1vel o que acontece na fronteira com o M\u00e9xico. Como suportar aquelas imagens de crian\u00e7as, filhas de imigrantes, separadas \u00e0 for\u00e7a de seus pais e aprisionadas naqueles campos de concentra\u00e7\u00e3o? N\u00e3o parece haver inspira\u00e7\u00e3o de Blair e Aznar na exig\u00eancia que Trump faz de que o pr\u00f3prio M\u00e9xico pague o muro que divide as fronteiras? O Criminal Alien Deportation Enforcement Act, projeto de lei do deputado republicano Brian Babin, prev\u00ea n\u00e3o apenas san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, mas tamb\u00e9m a suspens\u00e3o de vistos para residentes de pa\u00edses cujos governos n\u00e3o demonstrem compet\u00eancia em impedir a emigra\u00e7\u00e3o \u201cilegal\u201d de seus cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>Uma prova de que n\u00e3o \u00e9 o imigrante que faz surgir o nazista \u00e9 a exist\u00eancia do novo fascismo brasileiro, que apesar de racista n\u00e3o se sustenta na xenofobia. Ok, todos sabemos do descaso e viol\u00eancia com que, desde sempre, s\u00e3o tratados imigrantes pobres no Brasil. Vimos aquelas imagens das agress\u00f5es contra m\u00e9dicos cubanos e tamb\u00e9m aquelas, ainda mais horr\u00edveis, contra refugiados venezuelanos. Mas a verdade \u00e9 que, talvez pelo fato de a imigra\u00e7\u00e3o aqui n\u00e3o ter a dimens\u00e3o que tem na Europa, os fascistas brasileiros n\u00e3o t\u00eam tido muitas oportunidades de exibir publicamente sua estupidez na vers\u00e3o xenof\u00f3bica. \u00c9 por isso tamb\u00e9m que alguns pesquisadores resistem a caracterizar essa nova extrema-direita brasileira como fascista. Que fascismo \u00e9 esse que n\u00e3o \u00e9 nacionalista? Que apesar das camisetas verde e amarelas, n\u00e3o demonstram raiva do estrangeiro, mas, sim, desprezo pelo pr\u00f3prio brasileiro. Ainda que o slogan \u201co melhor do Brasil \u00e9 o brasileiro\u201d tenha sido criado por um ex-integralista, C\u00e2mara Cascudo, ele n\u00e3o faz qualquer sentido para a nova extrema-direita brasileira, para a qual o problema \u00e9 justamente o brasileiro, ele \u00e9 a sub-ra\u00e7a. Quanto do \u00f3dio ao Lula n\u00e3o \u00e9 por ele ter \u201ccara de povo\u201d?<\/p>\n<p>Contra esse argumento de que o bolsonarismo n\u00e3o \u00e9 fascista porque n\u00e3o \u00e9 nacionalista, pode-se dizer que os diversos fascismos do in\u00edcio do s\u00e9culo XX tiveram de tudo, inclusive \u201centreguistas\u201d. Na Europa, roedores foram correndo abrir a porteira de seus pa\u00edses para a invas\u00e3o nazista e depois se destacaram como os mais miser\u00e1veis colaboracionistas.<\/p>\n<p>No Brasil dos anos 1920, os condes Matarazzo e Crespi talvez at\u00e9 financiassem uma hipot\u00e9tica invas\u00e3o do pa\u00eds por Mussolini. Mas Matarazzo e Crespi, e muitos outros imigrantes italianos bem menos afortunados que eles, ficariam at\u00e9 ofendidos se chamados de brasileiros. Sua p\u00e1tria era a It\u00e1lia. Portanto, eram nacionalistas, mais fervorosos talvez justamente porque longe de seu pa\u00eds. E isso nada tem de incomum.<\/p>\n<p>Agora veja o caso do agrupamento heterog\u00eaneo que atropelou os tucanos nas passeatas pelo golpe e que forma a base do bolsonarismo: fan\u00e1ticos do neoliberalismo junto com fan\u00e1ticos religiosos, os mais c\u00ednicos oportunistas ao lado de criacionistas, impacientes partid\u00e1rios da moderniza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica alinhados com terraplanistas\u2026 a lista se prolonga em um pat\u00e9tico pandem\u00f4nio de contradi\u00e7\u00f5es no qual uma rara constante \u00e9 o entusiasmado nacionalismo, que s\u00f3 confunde o olhar externo porque, no caso, a \u201cp\u00e1tria amada\u201d s\u00e3o os Estados Unidos da Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>As cenas de Bolsonaro batendo contin\u00eancia para a bandeira americana (ou qualquer americano que veja pela frente) ou de seu filho com o bon\u00e9 do Trump, causam constrangimento at\u00e9 para autoridades dos Estados Unidos, mas est\u00e3o longe de perturbar seus fi\u00e9is admiradores brasileiros. A avenida Paulista foi talvez o \u00fanico lugar fora dos Estados Unidos em que houve uma manifesta\u00e7\u00e3o a favor de Trump durante a campanha dele para presidente. Foi uma manifesta\u00e7\u00e3o bem pequena, \u00e9 verdade, mas ruidosa: teve at\u00e9 palavra de ordem contra Hillary Clinton, chamada de \u201ccomunista\u201d.<\/p>\n<p>Do ponto de vista do governo norte-americano, a equipe de Bolsonaro \u00e9 um verdadeiro dream team: na economia, que \u00e9 o que importa, tem o Chicago BoyPaulo Guedes, e, como estepe do pr\u00f3prio capit\u00e3o, no caso de ser necess\u00e1rio engrossar, est\u00e1 o general Hamilton Mour\u00e3o, que s\u00f3 n\u00e3o tem diploma da Escuela de Las Americas porque chegou atrasado, mas que representa talvez a ala mais americanizada das For\u00e7as Armadas brasileiras (\u201cAliste-se no Ex\u00e9rcito Brasileiro, venha voc\u00ea tamb\u00e9m defender os interesses dos Estados Unidos\u201d, diz o meme). Quem encabe\u00e7ou a dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da vitoriosa campanha eleitoral foi o novato Gustavo Bebianno, cuja grande experi\u00eancia como empreendedor foi a cria\u00e7\u00e3o de uma academia de jiu-jitsu na Florida. Ainda assim, apesar da compet\u00eancia de Bebianno, a campanha foi vitoriosa gra\u00e7as, \u00e9 claro, a ben\u00e7\u00e3o que Deus enviou por meio dos pastores do pentecostalismo, a mais norte-americana das religi\u00f5es crist\u00e3s.<\/p>\n<p>Poder\u00edamos dizer que tal agrupamento \u00e9 apenas um pitoresco bando de bucaneiros oportunistas, mas \u00e9 preciso admitir que eles t\u00eam base social. N\u00e3o falo aqui dos milh\u00f5es que votaram no \u201cMito\u201d, mas, especificamente, daqueles militantes que, muitas vezes sem ser remunerados, o defendem com entusiasmo e viol\u00eancia. Ativistas que brotam dos shopping centers e das igrejas, dos times de basquete e dos semin\u00e1rios para empreendedores, mas tamb\u00e9m dos fandoms da Marvel, do hard rock, de Star Trek e do Vin Diesel. Eles saudariam o desembarque dos marines, porque estes, al\u00e9m de nos proteger de uma invas\u00e3o cubana ou venezuelana, talvez tamb\u00e9m expulsassem coisas estranhas \u00e0 cultura brasileira, como as religi\u00f5es africanas e o elitismo intelectual europeu. Nos livrariam finalmente do que o Mour\u00e3o classificou como \u201cindol\u00eancia\u201d ind\u00edgena e a \u201cmalandragem oriunda do africano\u201d. E, principalmente, esses nacionalistas norte-americanos nascidos no Brasil sonham que a chegada dos marines finalmente os liberaria da exig\u00eancia do visto para entrada na Florida. Sonham um dia tornarem-se americanos brancos, e que o Brasil cumpra seu ideal tornando-se um imenso Porto Rico.<\/p>\n<p>Por isso talvez tenham alguma raz\u00e3o aqueles que dizem ser um erro classificar essa gente simplesmente como fascista, s\u00f3 porque ela parece, age, fala e rosna como os velhos fascistas. Talvez essa extrema-direita do Brasil seja uma forma nova de regress\u00e3o, uma inova\u00e7\u00e3o brasileira: um fascismo servil, especialmente criado para pa\u00edses obrigados a se submeter aos fascismos dos pa\u00edses que mandam. Uma jabuticaba do avesso: dura dentro e mole pra fora. Um fascismo que ultrapassa os anos 1930 e avan\u00e7a pelo s\u00e9culo XIX e vai mais para tr\u00e1s. Que usa instrumentos do s\u00e9culo XXI e estrat\u00e9gias do in\u00edcio do s\u00e9culo XX para defender uma situa\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p>Os fascistas italianos sonhavam reviver a Roma Imperial, os fascistas brasileiros sonham com a volta do Brasil Colonial.<\/p>\n<p>Imagem: Brad Hamers<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"EcdAM8ft9W\"><p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/outrasmidias\/fascismo-servil-inovacao-brasileira\/\">Fascismo servil, &#8220;inova\u00e7\u00e3o&#8221; brasileira<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/outraspalavras.net\/outrasmidias\/fascismo-servil-inovacao-brasileira\/embed\/#?secret=EcdAM8ft9W\" data-secret=\"EcdAM8ft9W\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Fascismo servil, &#8220;inova\u00e7\u00e3o&#8221; brasileira&#8221; &#8212; Outras Palavras\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21742\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[224],"class_list":["post-21742","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","tag-3b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5EG","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21742","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21742"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21742\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21742"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21742"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21742"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}