{"id":2175,"date":"2011-12-15T20:33:48","date_gmt":"2011-12-15T23:33:48","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2175"},"modified":"2017-11-09T17:26:05","modified_gmt":"2017-11-09T20:26:05","slug":"declaracao-do-13o-encontro-internacional-de-partidos-comunistas-e-operarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2175","title":{"rendered":"Declara\u00e7\u00e3o do 13\u00ba Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh4.googleusercontent.com\/-i7GIkBk_71M\/TnLkPekwZ2I\/AAAAAAAAAb0\/_Gr0sFKAZ9c\/s912\/Shma_Sunantisis_TELIKO_en.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Ter\u00e7a 13 de Dezembro de 2011<\/p>\n<p>O 13\u00ba Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios realizou-se em Atenas, de 9 a 11 de Dezembro, 2011 com o tema \u201cO Socialismo \u00e9 o futuro!\u201d<\/p>\n<p><em>A situa\u00e7\u00e3o internacional e as experi\u00eancias dos comunistas, 20 anos ap\u00f3s a contra-revolu\u00e7\u00e3o na URSS. As tarefas para o desenvolvimento da luta de classes nas condi\u00e7\u00f5es da crise capitalista e das guerras imperialistas, as atuais lutas e levantamentos populares pelos direitos oper\u00e1rio-populares, o fortalecimento do internacionalismo prolet\u00e1rio e da frente anti-imperialista, pelo derrube do capitalismo e a constru\u00e7\u00e3o do socialismo.<\/em><\/p>\n<p>O Encontro contou com a participa\u00e7\u00e3o de 78 Partidos, de 59 pa\u00edses. V\u00e1rios Partidos que, por motivos alheios \u00e0 sua vontade, n\u00e3o puderam estar presentes, enviaram mensagens escritas. Saudamos, a partir de Atenas, as crescentes lutas populares, das quais resulta um enorme potencial emancipador contra o imperialismo, contra a explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o capitalistas e pelos direitos sociais, laborais e \u00e0 seguran\u00e7a social dos trabalhadores de todo o mundo.<\/p>\n<p>O Encontro realizou-se em condi\u00e7\u00f5es complexas, em que a situa\u00e7\u00e3o internacional continua dominada pela persistente e cada vez mais profunda crise capitalista, bem como pela escalada da agressividade do imperialismo expressa nas decis\u00f5es da C\u00fapula de Lisboa que aprovou o novo conceito estrat\u00e9gico da OTAN. Esta realidade confirma as an\u00e1lises das declara\u00e7\u00f5es dos X, XI e XII Encontros Internacionais, realizados no Brasil (S\u00e3o Paulo) em 2008, na \u00cdndia (Nova Delhi) em 2009 e na \u00c1frica do Sul (Tshwane) em 2010.<\/p>\n<p>Torna-se crescentemente \u00f3bvio para milh\u00f5es de trabalhadores que a crise \u00e9 uma crise do sistema. N\u00e3o resulta de falhas no sistema, mas da falha que \u00e9 o pr\u00f3prio sistema, gerando crises regulares e peri\u00f3dicas. Resulta do aprofundamento da principal contradi\u00e7\u00e3o do capitalismo, entre o car\u00e1ter social da produ\u00e7\u00e3o e a apropria\u00e7\u00e3o capitalista privada, e n\u00e3o de uma qualquer vers\u00e3o das pol\u00edticas de gest\u00e3o do sistema ou de uma qualquer aberra\u00e7\u00e3o resultante da gan\u00e2ncia de alguns banqueiros ou outros capitalistas, ou da aus\u00eancia de mecanismos de regula\u00e7\u00e3o eficazes. A crise p\u00f5e em evidencia os limites hist\u00f3ricos do sistema e a necessidade de fortalecer as lutas por rupturas antimonopolistas e anticapitalistas, da supera\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria do capitalismo.<\/p>\n<p>O impasse das v\u00e1rias vers\u00f5es de gest\u00e3o burguesa est\u00e1 a ser demonstrado nos EUA, Jap\u00e3o, Uni\u00e3o Europeia e em outras economias capitalistas. Por um lado, a linha de pol\u00edticas restritivas conduz a uma longa e profunda recess\u00e3o enquanto, por outro lado, pol\u00edticas expansionistas com enormes pacotes de ajudas aos grupos monopolistas, ao capital financeiro e aos bancos, aumentam a infla\u00e7\u00e3o e inflacionam a d\u00edvida p\u00fablica. O capitalismo converte a insolv\u00eancia dos grupos econ\u00f4micos em insolv\u00eancias soberanas.<\/p>\n<p>O capitalismo n\u00e3o tem outra resposta para a crise a n\u00e3o ser a da destrui\u00e7\u00e3o massiva de for\u00e7as produtivas e de recursos, a das demiss\u00f5es em massa, do encerramento de empresas, do ataque global aos sal\u00e1rios, aposentadorias e seguran\u00e7a social, que n\u00e3o a da redu\u00e7\u00e3o dos rendimentos do povo, do aumento exponencial do desemprego e da pobreza.<\/p>\n<p>A ofensiva antipopular aprofunda-se e manifesta-se com particular intensidade em certas regi\u00f5es. A concentra\u00e7\u00e3o e centraliza\u00e7\u00e3o do capital monopolista aprofundam o car\u00e1ter reacion\u00e1rio do poder econ\u00f4mico e pol\u00edtico. A reestrutura\u00e7\u00e3o capitalista e as privatiza\u00e7\u00f5es est\u00e3o sendo promovidas, visando a competividade e a maximiza\u00e7\u00e3o do lucro do capital, assegurando uma for\u00e7a de trabalho mais barata e a regress\u00e3o de d\u00e9cadas dos direitos sociais e laborais.<\/p>\n<p>A intensidade da crise, a sua sincroniza\u00e7\u00e3o global, a perspectiva de uma recupera\u00e7\u00e3o d\u00e9bil, intensificam as dificuldades das for\u00e7as burguesas para gerir a crise, conduzindo ao agudizar das contradi\u00e7\u00f5es e rivalidades interimperialistas, ao mesmo tempo em que aumenta o perigo de guerras imperialistas.<\/p>\n<p>Os ataques contra os direitos democr\u00e1ticos e contra a soberania intensificam-se em muitos pa\u00edses. Os sistemas pol\u00edticos tornam-se mais reacion\u00e1rios. O anticomunismo refor\u00e7a-se. Generalizam-se as medidas contra a atividade dos partidos comunistas e oper\u00e1rios, contra as liberdades sindicais, pol\u00edticas e democr\u00e1ticas. As classes dominantes desenvolvem uma tentativa multifacetada para enclausurar o descontentamento popular atrav\u00e9s de mudan\u00e7as nos sistemas pol\u00edticos, da utiliza\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de ONGs e outras organiza\u00e7\u00f5es pr\u00f3-imperialistas, atrav\u00e9s das tentativas de canalizar o descontentamento popular para movimentos de vi\u00e9s alegadamente apol\u00edtico, ou mesmo de caracter\u00edsticas reacion\u00e1rias.<\/p>\n<p>Saudamos as importantes lutas e levantamentos dos trabalhadores e dos povos pelos direitos sociais, democr\u00e1ticos e pol\u00edticos, contra os regimes antipopulares no Oriente M\u00e9dio e no Norte de \u00c1frica, nomeadamente na Tun\u00edsia e no Egito. Apesar das contradi\u00e7\u00f5es que a atual situa\u00e7\u00e3o manifesta, tais acontecimentos constituem uma experi\u00eancia significativa que o movimento comunista deve estudar e utilizar.<\/p>\n<p>Simultaneamente condenamos veementemente a guerra imperialista da OTAN e da Uni\u00e3o Europeia contra o povo L\u00edbio, bem como as amea\u00e7as e inger\u00eancias nos assuntos internos da S\u00edria e do Ir\u00e3. Consideramos que qualquer interven\u00e7\u00e3o estrangeira contra o Ir\u00e3, independentemente do pretexto invocado, ataca os interesses dos trabalhadores iranianos e as suas lutas por direitos sociais e liberdades democr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Estes desenvolvimentos confirmam a necessidade de fortalecer os Partidos Comunistas, de forma a poderem desempenhar o seu papel hist\u00f3rico, fortalecendo ainda mais a luta dos trabalhadores e dos povos em defesa dos seus direitos e aspira\u00e7\u00f5es, tirando partido das contradi\u00e7\u00f5es do sistema e das contradi\u00e7\u00f5es interimperialistas para assegurar uma ruptura ao n\u00edvel do poder e da economia, que satisfa\u00e7a as necessidades populares. Sem o papel dirigente dos partidos comunistas e da classe de vanguarda, a classe oper\u00e1ria, os povos tornam-se vulner\u00e1veis \u00e0 confus\u00e3o, assimila\u00e7\u00e3o e manipula\u00e7\u00e3o por parte das for\u00e7as que representam os monop\u00f3lios, o capital financeiro e o imperialismo.<\/p>\n<p>Est\u00e3o em curso significativos realinhamentos na correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as mundial. Verifica-se o enfraquecimento relativo da posi\u00e7\u00e3o dos EUA, uma estagna\u00e7\u00e3o produtiva geral nas economias capitalistas mais avan\u00e7adas e a emerg\u00eancia de novas pot\u00eancias econ\u00f4micas globais, com destaque para a China. Intensifica-se a tend\u00eancia para o aprofundamento das contradi\u00e7\u00f5es entre os centros imperialistas e entre estes com as chamadas economias emergentes.<\/p>\n<p>Intensifica-se a agressividade do imperialismo. Os focos de tens\u00e3o e guerra regionais multiplicam-se: na \u00c1sia, na \u00c1frica e no Oriente M\u00e9dio, com a crescente agressividade de Israel, em particular contra o povo palestino. Ao mesmo tempo verifica-se a emerg\u00eancia de for\u00e7as xen\u00f3fobas e neonazistas na Europa, as interven\u00e7\u00f5es, as amea\u00e7as e a ofensiva contra os movimentos populares e as for\u00e7as pol\u00edticas progressistas na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Aumenta o risco de uma conflagra\u00e7\u00e3o geral ao n\u00edvel regional. Neste sentido, o alargamento e o fortalecimento da frente social e pol\u00edtica anti-imperialista e das lutas pela paz na dire\u00e7\u00e3o da erradica\u00e7\u00e3o das causas das guerras imperialistas s\u00e3o fundamentais.<\/p>\n<p>H\u00e1 duas vias de desenvolvimento:<\/p>\n<p>&#8211; a via capitalista, a via da explora\u00e7\u00e3o dos povos, repleta de grandes perigos de guerras imperialistas e para os direitos dos trabalhadores e dos povos;<\/p>\n<p>&#8211; a via da liberta\u00e7\u00e3o com imensas possibilidades para a promo\u00e7\u00e3o dos interesses dos trabalhadores e dos povos, para a conquista de justi\u00e7a social, soberania popular, paz e progresso. O caminho das lutas dos trabalhadores e dos povos, o caminho do socialismo e do comunismo, que \u00e9 historicamente necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o decisiva dos comunistas e do movimento sindical de classe, as lutas dos trabalhadores na Europa e em todo o mundo fortaleceram-se. A agressividade imperialista continua a deparar-se com uma forte e decidida resist\u00eancia popular no Oriente M\u00e9dio, na \u00c1sia e na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Saudamos as lutas dos trabalhadores e dos povos e assinalamos que n\u00e3o s\u00e3o ainda suficientes. A realidade exige a intensifica\u00e7\u00e3o da luta de classes, da luta ideol\u00f3gica, pol\u00edtica e de massas, de forma a travar quaisquer medidas antipopulares e promover objetivos de luta que correspondam \u00e0s necessidades atuais dos povos e exijam uma contra-ofensiva organizada dos trabalhadores pela demoli\u00e7\u00e3o de todo o edif\u00edcio capitalista e a aboli\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem.<\/p>\n<p>Hoje est\u00e3o criadas as condi\u00e7\u00f5es para a constru\u00e7\u00e3o de amplas alian\u00e7as sociais antimonopolistas e anti-imperialistas, capazes de lutar pelo poder e de promover profundas transforma\u00e7\u00f5es progressistas, radicais e revolucion\u00e1rias. A unidade da classe oper\u00e1ria, a sua organiza\u00e7\u00e3o e uma orienta\u00e7\u00e3o de classe do movimento oper\u00e1rio s\u00e3o fatores fundamentais para assegurar a constru\u00e7\u00e3o de efetivas alian\u00e7as sociais com o campesinato, as camadas m\u00e9dias urbanas, o movimento das mulheres e o movimento da juventude.<\/p>\n<p>Nesta luta, o papel dos partidos comunistas e oper\u00e1rios \u00e9 indispens\u00e1vel a n\u00edvel nacional, regional e internacional. A a\u00e7\u00e3o conjunta e coordenada dos Partidos Comunistas e das organiza\u00e7\u00f5es juvenis comunistas pode contribuir para o alargamento da luta anti-imperialista.<\/p>\n<p>A luta ideol\u00f3gica do movimento comunista \u00e9 de import\u00e2ncia vital para repudiar o anticomunismo contempor\u00e2neo, fazer frente \u00e0 ideologia burguesa, \u00e0s teorias anti-cient\u00edficas e \u00e0s correntes oportunistas que rejeitam a luta de classes, e para combater o papel das for\u00e7as social-democratas que defendem e concretizam as pol\u00edticas anti-populares e pr\u00f3-imperialistas, apoiando a estrat\u00e9gia do capital e do imperialismo. A compreens\u00e3o da natureza unificada das tarefas de luta pela emancipa\u00e7\u00e3o social, nacional e de classe, pela promo\u00e7\u00e3o clara da alternativa socialista, exige uma contra-ofensiva ideol\u00f3gica do movimento comunista.<\/p>\n<p>S\u00f3 o socialismo pode erradicar as guerras, o desemprego, a fome, a mis\u00e9ria, o analfabetismo, a inseguran\u00e7a de centenas de milh\u00f5es de pessoa, a destrui\u00e7\u00e3o do ambiente. S\u00f3 o socialismo cria as condi\u00e7\u00f5es para um desenvolvimento segundo as necessidades dos trabalhadores nos dias de hoje.<\/p>\n<p>Oper\u00e1rios, camponeses, trabalhadores da cidade e do campo, mulheres, jovens, apelamos para que lutem junto de n\u00f3s para por fim \u00e0 barb\u00e1rie capitalista. Existe uma esperan\u00e7a, existe uma perspectiva. O futuro nos pertence.<\/p>\n<p>O SOCIALISMO \u00c9 O FUTURO<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: PCB\n\n\n\n\n\n\n\n\nTer\u00e7a 13 de Dezembro de 2011\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2175\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[242],"tags":[],"class_list":["post-2175","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eipco"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-z5","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2175","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2175"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2175\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2175"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2175"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2175"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}