{"id":21754,"date":"2018-12-28T01:55:31","date_gmt":"2018-12-28T03:55:31","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=21754"},"modified":"2018-12-28T01:55:40","modified_gmt":"2018-12-28T03:55:40","slug":"franca-entre-as-mandibulas-da-extrema-direita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21754","title":{"rendered":"Fran\u00e7a: entre as mand\u00edbulas da extrema-direita"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" alt=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resistir.info\/franca\/imagens\/rede_de_confinamento.jpg\"><!--more-->por R\u00e9my Herrera<\/p>\n<p>Rede policial de confinamento. Ao ouvir os representantes dos sindicatos de policiais quando sa\u00edam do Minist\u00e9rio do Interior na noite de 19 de dezembro, pareceria que &#8220;as negocia\u00e7\u00f5es foram dif\u00edceis, muito dif\u00edceis&#8221;. Contudo, bastaram algumas horas para que eles obtivessem &#8220;os mais fortes avan\u00e7os salariais&#8221; da profiss\u00e3o desde h\u00e1 cerca de 20 anos. Dois dias depois do &#8220;Ato V dos coletes amarelos&#8221;, dia 17, v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es sindicais da pol\u00edcia nacional haviam anunciado sua inten\u00e7\u00e3o de efetuar uma jornada de &#8220;comissariados fechados&#8221; na quarta-feira 19 \u2013 sendo-lhes proibido o direito de greve. Christophe Castaner teve de fazer concess\u00f5es: as remunera\u00e7\u00f5es dos policiais s\u00e3o aumentadas em 120 euros para os jovens em come\u00e7o de carreira e 150 para os antigos; isto \u00e9 mais do que conseguiram os seus colegas da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica \u2013 ou seja, absolutamente nada (nas negocia\u00e7\u00f5es de 20 de dezembro) \u2013 ou os coletes amarelos \u2013 quase nada (dez dias antes).<\/p>\n<p>Para aqueles que n\u00e3o sabem quem \u00e9 Christophe Castaner, recordamos que \u00e9 o atual ministro do Interior do governo reconfigurado em outubro \u00faltimo pelo presidente da Rep\u00fablica na sequ\u00eancia da ren\u00fancia repentina de seu antecessor. Antes disso, ele foi sucessivamente secret\u00e1rio de Estado encarregado das rela\u00e7\u00f5es com o Parlamento e porta-voz do governo de \u00c9douard Philippe. E antes? Foi chefe do partido presidencialista, La R\u00e9publique en marche (a partir de novembro\/2017), porta-voz de Emmanuel Macron durante a sua campanha presidencial (em 2017) e&#8230; membro do Partido Socialista (a partir de 1986). E antes ainda? Na sua juventude, Christophe Castaner foi um jogador de p\u00f4quer em salas de jogos clandestinas e protegido de um dos padrinhos da m\u00e1fia de Marselha, alcunhado como &#8220;Grand Blond&#8221;, chefe de um bando de assaltantes abatido com balas de 9 mil\u00edmetros num acerto de contas em 2008&#8230; Basta ir \u00e0 &#8220;Wikipedia&#8221;, e se necess\u00e1rio &#8220;Google translation&#8221;, para confirmar. Tudo isso com o \u00fanico objetivo de conferir corretamente em que n\u00edvel se situam hoje os nossos governantes.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que h\u00e1 anos que os policiais se queixam das suas m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de trabalho e de remunera\u00e7\u00e3o. Sem sequer falar das 24 milh\u00f5es de horas suplementares que o Estado n\u00e3o lhes paga, ou das despesas que a caixa de acidentes de trabalhado da Seguridade Social demora em reembolsar quando acontece serem feridos&#8230; O moinho neoliberal afeta igualmente as for\u00e7as da ordem. Em m\u00faltiplas ocasi\u00f5es, na televis\u00e3o ou na internet, policiais an\u00f4nimos t\u00eam denunciado sua exaust\u00e3o, mesmo o seu mal-estar face \u00e0s ordens dos seus superiores (pol\u00edticos) a exigirem deles um endurecimento da repress\u00e3o dirigida contra os coletes amarelos ou, anteriormente, contra estudantes mobilizados, ocupantes da &#8221; Zones \u00e0 d\u00e9fendre&#8221; (ZAD), militantes ecologistas ou manifestantes que contestam leis de flexibiliza\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho. As l\u00ednguas se desatam: &#8220;S\u00e3o nossos amigos, nossos irm\u00e3os, pais, filhos que nos mandaram reprimir&#8221;, ouve-se da boca de policiais&#8230;<\/p>\n<p>O ponto de inflex\u00e3o \u00e9 claramente identific\u00e1vel: \u00e9 o estado de emerg\u00eancia decretado em todo o territ\u00f3rio, em novembro de 2015, ap\u00f3s os atentados terroristas que atingiram o pa\u00eds, os quais desencadearam uma terr\u00edvel espiral repressiva. E \u00e9 sob as press\u00f5es e amea\u00e7as desta extrema-direita que \u00e9 o espectro pol\u00edtico que vai da al-Qaeda at\u00e9 ao Daesh que [o estado de emerg\u00eancia] foi imposto ao povo franc\u00eas. E renovado cinco vezes seguidas. Primeira mand\u00edbula da morsa. O estado de emerg\u00eancia foi suspenso no final de 2017, mas o fato \u00e9 que o essencial das disposi\u00e7\u00f5es excepcionais nele previstas t\u00eam agora for\u00e7a de lei: buscas, pris\u00f5es preventivas, per\u00edmetros de prote\u00e7\u00e3o, designa\u00e7\u00f5es individuais de resid\u00eancia; controles fronteiri\u00e7os agora s\u00e3o permitidos no quadro da &#8220;lei de refor\u00e7o da seguran\u00e7a interna e da luta contra o terrorismo&#8221; de 30 de outubro de 2017. Com isso, estabelece-se um arsenal jur\u00eddico de exce\u00e7\u00e3o para fazer recuar as liberdades p\u00fablicas na Fran\u00e7a. At\u00e9 ao ponto em que hoje est\u00e3o amea\u00e7ados os direitos de manifesta\u00e7\u00e3o ou de exprimir opini\u00f5es.<\/p>\n<p>Todos aqueles e aquelas que recentemente participaram em manifesta\u00e7\u00f5es no pa\u00eds sabem aquilo que desde h\u00e1 meses as organiza\u00e7\u00f5es de defesa dos direitos humanos e mesmo policiais denunciam: muitas das interven\u00e7\u00f5es das for\u00e7as da ordem s\u00e3o desproporcionais, excessivamente violentas. Tiros disparados de flashballs \u00e0 altura de um homem, utiliza\u00e7\u00e3o frequente de granadas ensurdecedoras ou de rompimento de cerco, utiliza\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de g\u00e1s lacrimog\u00eaneo e canh\u00f5es de \u00e1gua contra manifestantes pac\u00edficos, pr\u00e1tica da rede de confinamento impedindo a uni\u00e3o com outros manifestantes, interpela\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias, confisco de material m\u00e9dico dos &#8220;street medics&#8221; (volunt\u00e1rios que seguem os protestos para cuidar dos feridos), intimida\u00e7\u00f5es, provoca\u00e7\u00f5es gratuitas, por vezes insultos, manuten\u00e7\u00e3o de menores em cust\u00f3dia&#8230; Tantos fatos que chocam e inquietam os franceses. Mas de fato \u00e9 precisamente isto que se procura. Para que cesse a sua revolta.<\/p>\n<p>Logo nos primeiros dias da mobiliza\u00e7\u00e3o dos coletes amarelos circulava o rumor de que eram manipulados pelo Rassemblement National , que se tratava de um &#8220;golpe de for\u00e7a&#8221; teleguiado pelo partido da extrema-direita de Marine Le Pen \u2013 a segunda mand\u00edbula da morsa. Esta \u00e9 efetivamente a linha de argumenta\u00e7\u00e3o do discurso do ministro do Interior. &#8220;Provas&#8221;? Algumas propostas xen\u00f3fobas verificadas aqui ou ali entre os manifestantes. Entre v\u00e1rias centenas de milhares de coletes amarelos, seria um milagre que n\u00e3o se encontrasse um punhado de racistas embrutecidos. Da\u00ed a extrapolar, h\u00e1 um passo que \u00e9 dado alegremente pelo sr. Castaner. Isto \u00e9 ardiloso. Ele tenta assim 1) descredibilizar o conjunto dos coletes amarelos; 2) manter fora da rebeli\u00e3o atual os jovens das periferias, onde as popula\u00e7\u00f5es sa\u00eddas da imigra\u00e7\u00e3o s\u00e3o importantes e 3) conferir a Emmanuel Macron uma imagem fict\u00edcia de baluarte contra o &#8220;fascismo&#8221;.<\/p>\n<p>A extrema-direita at\u00e9 o momento fracassou em recuperar a lideran\u00e7a da mobiliza\u00e7\u00e3o \u2013 e isto pela raz\u00e3o fundamental de que o povo franc\u00eas n\u00e3o \u00e9 racista, na sua imensa maioria. Ora, o que entretanto se desenha, discretamente, \u00e9 um deslizamento do poder para a extrema-direita. Sondagens indicam que mais da metade dos policiais e militares teriam simpatias ou votariam pelo Rassemblement National. A extrema-direita est\u00e1 no pr\u00f3prio cerne do aparelho repressivo do Estado. Ela se revelou igualmente h\u00e1 alguns dias numa carta aberta anti-imigrados assinada por um ex-ministro da Defesa e uma d\u00fazia de oficiais superiores do ex\u00e9rcito, denunciando n\u00e3o s\u00f3 o &#8220;pacto mundial para as migra\u00e7\u00f5es&#8221; adotado sob a \u00e9gide da ONU na cimeira de Marrakesch, como tamb\u00e9m &#8220;o Isl\u00e3 como amea\u00e7a para a Fran\u00e7a&#8221;&#8230;<\/p>\n<p>Os cadernos de queixas dos coletes amarelos reclamam explicitamente que &#8220;os solicitantes de asilo sejam bem tratados (&#8230;) n\u00f3s lhes devemos o alojamento, a seguran\u00e7a, a alimenta\u00e7\u00e3o, assim como a educa\u00e7\u00e3o para os menores&#8221;). Portanto, sejamos bem claros. N\u00e3o s\u00e3o os coletes amarelos que s\u00e3o xen\u00f3fobos e racistas, mas componentes cada vez mais vastos das elites francesas. As ditas elites n\u00e3o hesitar\u00e3o nem um instante, quando chegar o p\u00f3s-Macron, em confiar o poder \u00e0 extrema-direita se isso se verificar necess\u00e1rio. Ou seja, se a sua ordem capitalista odiosamente in\u00edqua fosse realmente amea\u00e7ada; se o povo franc\u00eas, sedento de justi\u00e7a, com o cora\u00e7\u00e3o cheio de esperan\u00e7as reencontradas, a gritar sua alegria por recuperar sua dignidade, reunido na revolta e consciente da sua for\u00e7a, chegasse a se por de p\u00e9, em se tornar mestre de um futuro coletivo solid\u00e1rio e progressista.<\/p>\n<p>Inclinado servilmente aos p\u00e9s dos milhard\u00e1rios, o presidente Macron optou por n\u00e3o responder \u00e0s expectativas profundas dos franceses e mesmo por afundar cada vez mais no caminho da repress\u00e3o. Esta &#8220;estrat\u00e9gia do apodrecimento&#8221; faz o jogo do Rassemblement National. Pois, apesar das suas diferen\u00e7as teatralizadas pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o \u2013 que s\u00e3o diferen\u00e7as de grau, n\u00e3o de natureza \u2013, na realidade n\u00e3o h\u00e1 descontinuidade entre a direita da alta finan\u00e7a, a que serve Emmanuel Macron, e a extrema-direita da burguesia reacion\u00e1ria de Marine Le Pen; um terr\u00edvel e dram\u00e1tico continuum pol\u00edtico os une para defender um capitalismo agonizante. Um afirma-se neoliberal-globalizado, o outro obscurantista-nacionalista, mas ambos se querem. Para al\u00e9m dos \u00f3dios pessoais rec\u00edprocos, interesses comuns de classe saber\u00e3o em breve aproxim\u00e1-los para que se esforcem por salvar o seu sistema. Custe o que custar. O povo dever\u00e1 encontrar em si a energia para ampliar suas lutas a fim de se livrar das tenazes mort\u00edferas que encerram as mand\u00edbulas do monstro de duas cabe\u00e7as da extrema-direita moderna: o isl\u00e3 pol\u00edtico terrorista e retr\u00f3grado de um lado, o chauvinismo burgu\u00eas ego\u00edsta e racista do outro. O perigo permanece.<\/p>\n<p>Enquanto isso, s\u00e1bado, 22 de dezembro, para o &#8220;Ato VI&#8221; de sua mobiliza\u00e7\u00e3o, os coletes amarelos testaram a efic\u00e1cia dos servi\u00e7os de intelig\u00eancia. Supervisionados de perto pelos olhos do Minist\u00e9rio do Interior, suas redes sociais pediam um encontro \u2013 t\u00e3o simb\u00f3lico \u2013 diante dos port\u00f5es do Pal\u00e1cio de Versalhes. O prefeito apressou-se a ordenar o seu encerramento e imediatamente enviou a CRS para guardar a \u00e1rea circundante e proteger as lojas. Mas foi um chamariz! Um pequeno n\u00famero de coletes amarelos, cerca de 20, n\u00e3o mais, estavam presentes naqueles locais na manh\u00e3 do dia 22, para rir da anedota e zombar das for\u00e7as da ordem que compareceram em massa&#8230;<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, em Paris, a maior parte dos seus camaradas vestidos de amarelo, avisados no \u00faltimo minuto a fim de manter o efeito de surpresa, estavam reunidos em torno da Place de l&#8217;Etoile ou em torno da Bas\u00edlica do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o no alto das encostas da colina de Montmartre, nomeadamente. E como os dispositivos de seguran\u00e7a parisienses se gabavam de ser &#8220;extremamente m\u00f3veis&#8221; nas semanas anteriores, os grupos de coletes amarelos brincaram de gato e rato com eles, fazendo-os correr o dia inteiro nas ruas da capital, bloqueando aqui e ali, na aleatoriedade de suas marchas, os eixos de circula\u00e7\u00e3o, sob os concertos de buzinas de motoristas solid\u00e1rios e os aplausos de turistas divertidos. Feliz Natal para todos na Fran\u00e7a!<\/p>\n<p>Os jornais televisados consideraram bom apresentar em par os &#8220;dois grandes eventos do dia 22&#8221;. Um v\u00eddeo feito nos Champs-\u00c9lys\u00e9es mostrando tr\u00eas policiais de moto assaltados por uma multid\u00e3o furiosa que os atacava a golpes de&#8230; patinetes (percebe-se bem nas imagens)! Como se isso tivesse qualquer semelhan\u00e7a com as a\u00e7\u00f5es efetuadas neste dia pelas dezenas de milhares de coletes amarelos no pa\u00eds! E observa\u00e7\u00f5es antissemitas de duas pessoas entrevistadas por um jornalista no metr\u00f4! Como se isso pudesse sintetizar uma opini\u00e3o representativa dos coletes amarelos! Felizmente o rid\u00edculo n\u00e3o mata; caso contr\u00e1rio, desde h\u00e1 muito tempo n\u00e3o haveria mais m\u00eddia na Macronia!<\/p>\n<p>Neste 22 de dezembro, a pol\u00edcia contudo n\u00e3o perdeu completamente o seu tempo. Ela conseguiu prender, em diferentes pontos do territ\u00f3rio, v\u00e1rias &#8220;figuras&#8221; particularmente ativas dos coletes amarelos. \u00c9 o caso de \u00c9ric Drouet, interpelado em meio a jornada no bairro de la Madeleine em Paris e colocado em deten\u00e7\u00e3o por &#8220;organiza\u00e7\u00e3o de maneira il\u00edcita de uma manifesta\u00e7\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o num agrupamento constitu\u00eddo tendo em vista viol\u00eancia ou degrada\u00e7\u00f5es e porte de arma proibida&#8221;. A arma em causa seria um peda\u00e7o de pau que o seu propriet\u00e1rio, motorista rodovi\u00e1rio profissional, mant\u00e9m sempre consigo como meio de defesa, segundo a opini\u00e3o do seu advogado. De resto, e como \u00c9ric Drouet era conhecido nacionalmente por ter apelado para &#8220;entrar no Eliseu&#8221;, ningu\u00e9m se pergunta por que raz\u00f5es o ministro da Ecologia, Fran\u00e7ois de Rugy, o havia recebido oficialmente, porque o primeiro-ministro \u00c9douard Philippe havia desejado conversar com ele&#8230; e o pr\u00f3prio presidente Macron havia lan\u00e7ado em pleno &#8220;caso Benalla&#8221;, no fim de julho \u00faltimo, sem que ningu\u00e9m percebesse exatamente a quem se dirigia houvesse dito: &#8220;Se querem um respons\u00e1vel, ele est\u00e1 diante de v\u00f3s! Que venham procur\u00e1-lo! E este respons\u00e1vel responde ao povo franc\u00eas, ao povo soberano&#8221;. Imediatamente ap\u00f3s a interpela\u00e7\u00e3o de \u00c9ric Drouet, centenas de coletes amarelos surgiram deste povo soberano e autoproclamaram-se todos &#8220;l\u00edderes do movimento&#8221;, reivindicando sua liberta\u00e7\u00e3o&#8230; ou ent\u00e3o a sua pr\u00f3pria pris\u00e3o&#8221;!<br \/>\n23\/Dezembro\/2018<\/p>\n<p>Ver tamb\u00e9m:<br \/>\nOn the demonstrations in France<\/p>\n<p>https:\/\/www.resistir.info\/franca\/remy_24dez18.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21754\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[109],"tags":[228],"class_list":["post-21754","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c122-franca","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5ES","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21754","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21754"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21754\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21754"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21754"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21754"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}