{"id":21769,"date":"2018-12-29T00:57:22","date_gmt":"2018-12-29T02:57:22","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=21769"},"modified":"2018-12-29T00:57:27","modified_gmt":"2018-12-29T02:57:27","slug":"a-memoria-arrancada-da-classe-trabalhadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21769","title":{"rendered":"A mem\u00f3ria arrancada da classe trabalhadora"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" alt=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.educabras.com\/media\/emtudo_img\/upload\/_img\/20110215_063717.jpg\"><!--more-->A ditadura militar financiada pela burguesia serviu para ampliar a explora\u00e7\u00e3o contra o conjunto dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Intersindical &#8211; Instrumento de Luta e Organiza\u00e7\u00e3o da Classe Trabalhadora<\/p>\n<p>Foto: Greve dos Cem Mil<\/p>\n<p>Em 13 dezembro de 1968, a ditadura financiada pela burguesia, imp\u00f4s o Ato Institucional n\u00famero 5 (o AI 5), que teve como consequ\u00eancia o exilio, tortura e morte de trabalhadores que lutavam por melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e trabalho.<\/p>\n<p>A ditadura fez de tudo para esconder seu real objetivo que era de garantir mais e maiores condi\u00e7\u00f5es para que o Capital pudesse avan\u00e7ar contra a classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Durante o endurecimento da ditadura militar, os trabalhadores foram submetidos a jornadas mais extensas e intensas que se mant\u00eam ainda hoje, os reajustes salariais quando existiam eram muito abaixo da infla\u00e7\u00e3o, a carestia aumentou, ou seja, os sal\u00e1rios n\u00e3o davam conta de pagar o b\u00e1sico para sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>E a corrup\u00e7\u00e3o se alastrou pelos espa\u00e7os do Estado: a infraestrutura do pa\u00eds continuou a ser direcionada para atender as demandas do Capital e na estrutura do governo militar, os empres\u00e1rios n\u00e3o pouparam esfor\u00e7os e gastos para agilizarem que seus interesses na m\u00e1quina do Estado fossem atendidos. Os empres\u00e1rios tiveram atrav\u00e9s dos militares e de seus ministros civis, seus pleitos garantidos atrav\u00e9s do pagamento de propinas que s\u00f3 mudam a forma como s\u00e3o pagas hoje, mas que j\u00e1 existiam antes e tamb\u00e9m durante o governo militar.<\/p>\n<p>O Capital agindo para aprofundar a explora\u00e7\u00e3o e a conten\u00e7\u00e3o da luta de classes: anos depois do AI 5, documentos s\u00e3o desengavetados e mostram como o Capital, agiu para endurecer o regime e conter a luta de classes no Brasil. Antes do AI 5, a classe trabalhadora se movimentava para intensificar os processos de luta, com greves marcantes, como foi a greve dos metal\u00fargicos na Cobrasma, empresa metal\u00fargica instalada na cidade de Osasco em S\u00e3o Paulo, a greve dos metal\u00fargicos em Contagem\/MG em que os trabalhadores paralisaram empresas como a Belgo-Mineira e a Mannesmann. Al\u00e9m da repress\u00e3o do governo colocando militares para atacar as manifesta\u00e7\u00f5es, empresas multinacionais instaladas no Brasil, como a Volks financiaram os servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o do governo para perseguir, prender e torturar, trabalhadores que organizavam a retomada das lutas. Fora do Brasil, outros movimentos ganhavam for\u00e7a, como na Fran\u00e7a, onde estudantes ocupavam as ruas de Paris, exigindo liberdade. Ou seja, o ano de 1968 foi mais um dos momentos em que o Capital agiu para conter a luta dos trabalhadores que se fortalecia exigindo liberdade e melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e trabalho.<\/p>\n<p>As apar\u00eancias enganam: o Capital agiu n\u00e3o s\u00f3 atrav\u00e9s dos governos da ditatura militar, mas tamb\u00e9m atrav\u00e9s de governos eleitos j\u00e1 na democracia para ocultar o que significou mais de duas d\u00e9cadas que matou parte de uma gera\u00e7\u00e3o que lutava por um mundo melhor. A orfandade de mem\u00f3ria hist\u00f3rica como classe, auxilia na pol\u00edtica dos saudosos da ditatura militar para que se inscrevam como os salvadores da p\u00e1tria, faz com que o capit\u00e3o reformado e agora presidente Jair Bolsonaro e seus filhos homenageiem um torturador e assassino, como foi Brilhante Ustra, militar que na ditadura foi o respons\u00e1vel pela tortura e morte de trabalhadores.<\/p>\n<p>Para combater isso, um dos passos importantes \u00e9 revelar a mem\u00f3ria hist\u00f3rica que foi arrancada da classe trabalhadora: conhecer sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria como classe trabalhadora, \u00e9 parte fundamental para que os trabalhadores consigam enxergar o que os patr\u00f5es e seus governos tentam esconder com o objetivo de tentar frear a luta, \u00fanica ferramenta capaz de se contrapor ao aumento do arrocho salarial, do desemprego, da retirada de direitos.<\/p>\n<p>Os direitos amea\u00e7ados hoje, o direito de lutar para que esses direitos n\u00e3o acabem, o direito de lutar por melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e trabalho foram garantidos porque enfrentamos os governos financiados pelos patr\u00f5es. Lembrar e revelar o que foi o AI 5 \u00e9 mais do que reafirmar a necessidade da luta, \u00e9 mostrar que na hist\u00f3ria real da classe trabalhadora n\u00e3o existe outro caminho que n\u00e3o seja a luta da classe trabalhadora para exigir melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e trabalho.<\/p>\n<p>http:\/\/www.intersindical.org.br\/2018\/12\/13\/a-memoria-arrancada-da-classe-trabalhadora\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21769\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[53],"tags":[224],"class_list":["post-21769","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c64-ditadura","tag-3b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5F7","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21769","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21769"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21769\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21769"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21769"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21769"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}