{"id":21771,"date":"2018-12-29T01:02:00","date_gmt":"2018-12-29T03:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=21771"},"modified":"2019-01-03T22:25:30","modified_gmt":"2019-01-04T00:25:30","slug":"o-que-esta-por-tras-dos-assassinatos-de-lideres-do-mst-na-paraiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21771","title":{"rendered":"O que est\u00e1 por tr\u00e1s dos assassinatos de l\u00edderes do MST na Para\u00edba?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" alt=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Ato-em-homenagem-a-Orlando-e-a-Rodrigo-min-2-800x450.jpg\"><!--more-->Por Jessica Mota<br \/>\nDa Reporter Brasil<\/p>\n<p>Cada p\u00e9 de feij\u00e3o, banana e maracuj\u00e1 na planta\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia Bernardo da Silva guarda um gesto de Orlando. A dedica\u00e7\u00e3o e as ideias do trabalhador rural se traduzem na fartura da planta\u00e7\u00e3o que cuidava. Ali, o vento sopra com a intensidade do litoral nordestino e faz as bananeiras sussurrarem. Falam por Orlando. \u201cParece que ele ainda vai chegar\u201d, diz a sua mulher, Nilda. Em 8 de dezembro, Jos\u00e9 Bernardo da Silva, conhecido como Orlando, 46 anos, foi executado \u00e0 queima roupa. Seis tiros. Ele era um dos dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Para\u00edba e vivia no assentamento Zumbi dos Palmares, distante 1h30 da capital.<\/p>\n<p>Outras tr\u00eas balas tamb\u00e9m foram disparadas contra Rodrigo Celestino, 38 anos, que fazia parte da coordena\u00e7\u00e3o do acampamento Dom Jos\u00e9 Maria Pires, localizado na zona rural de Alhandra, no litoral sul da Para\u00edba, onde o crime ocorreu. Os assassinatos foram como um rel\u00e2mpago. Tudo durou tr\u00eas minutos. As execu\u00e7\u00f5es chegaram sem aviso ou amea\u00e7a. Pegaram todos de surpresa.<\/p>\n<p>O porqu\u00ea ningu\u00e9m sabe ao certo. \u201cNessa altura n\u00e3o se pode ainda descartar nenhuma hip\u00f3tese, tampouco afirmar que aconteceu um crime com motiva\u00e7\u00e3o espec\u00edfica\u201d, comenta a delegada Roberta Neiva, respons\u00e1vel pelas investiga\u00e7\u00f5es na Pol\u00edcia Civil da Para\u00edba.<\/p>\n<p>Mas o irm\u00e3o mais velho de Orlando, Osvaldo Bernardo da Silva, 47 anos, n\u00e3o hesita em apresentar sua tese. Para ele, trata-se de uma morte pol\u00edtica \u201cpela forma que ele foi executado. Ele estava tirando o privil\u00e9gio de algu\u00e9m e algu\u00e9m estava incomodado com isso.\u201d<\/p>\n<p>Na tese de assassinato pol\u00edtico, as suspeitas s\u00e3o muitas, por conta da ampla atua\u00e7\u00e3o de Orlando e Rodrigo. Rodrigo era t\u00e9cnico agr\u00edcola e trabalhava para ajudar a desenvolver projetos de agroecologia e prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente no acampamento.  J\u00e1 Orlando, al\u00e9m da dedica\u00e7\u00e3o ao MST, tamb\u00e9m atuava em parceria com os irm\u00e3os que faziam parte do Movimento dos Atingidos por Barragens, o MAB, pois sua fam\u00edlia perdeu tudo em 2002 por conta da constru\u00e7\u00e3o da barragem de Acau\u00e3, no rio Para\u00edba, regi\u00e3o agreste do Estado. At\u00e9 hoje ningu\u00e9m foi indenizado.<\/p>\n<p>\u201cParece que ele ainda vai chegar\u201d, diz Nilda poucos dias ap\u00f3s o assassinato do marido, Orlando; eles t\u00eam cinco filhos (Fotos: Joana Moncau)<\/p>\n<p>S\u00e3o v\u00e1rias as suspeitas apuradas pela Rep\u00f3rter Brasil em conversas com trabalhadores rurais e moradores da regi\u00e3o. Uma delas \u00e9 que os mandantes poderiam ser empres\u00e1rios do ramo da constru\u00e7\u00e3o civil local, incomodados com a tentativa de preserva\u00e7\u00e3o dos barrancos de areia nas margens do rio que fica pr\u00f3ximo ao acampamento. Alguns tamb\u00e9m comentam da possibilidade de ser retalia\u00e7\u00e3o dos donos da fazenda onde foi fundado o acampamento, na tentativa de expulsar os acampados dali. Outros desconfiam de que algu\u00e9m dentro do pr\u00f3prio acampamento esteja envolvido. N\u00e3o se descarta tamb\u00e9m a motiva\u00e7\u00e3o de um recado pol\u00edtico, para intimidar o MST diante do crescente discurso de criminaliza\u00e7\u00e3o do movimento.<\/p>\n<p>Osvaldo tamb\u00e9m n\u00e3o exclui a hip\u00f3tese de o crime contra seu irm\u00e3o ter sido motivado por outra ocupa\u00e7\u00e3o que eles lideraram na Para\u00edba, na fazenda Mascate, no munic\u00edpio de Itatuba, em 2009. Em julho daquele ano, seu outro irm\u00e3o, Odilon Bernardo da Silva, militante do MAB com ent\u00e3o 33 anos, foi executado em uma emboscada em Aroeiras, cidade vizinha \u00e0 fazenda improdutiva ocupada e regi\u00e3o de origem da fam\u00edlia Bernardo.<\/p>\n<p>A fazenda Garapu<\/p>\n<p>O acampamento Dom Jos\u00e9 Maria Pires, onde atuavam Rodrigo e Orlando, ocupa parte do terreno da Fazenda Garapu, da empresa Agrimex \u2013 uma das 47 empresas do grupo pernambucano Jo\u00e3o Santos, da Cimentos Nassau \u2013 onde a produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 parada, mas o bambuzal ainda domina a paisagem. L\u00e1, os acampados tentam transformar a monocultura do bambu, utilizada principalmente na ind\u00fastria da celulose, em culturas para alimenta\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de cosm\u00e9ticos naturais, inclusive utilizando o \u00f3leo da ess\u00eancia do pr\u00f3prio bambu.<\/p>\n<p>O acampamento do MST ali existe h\u00e1 1 ano e cinco meses e tem hoje 354 fam\u00edlias. De acordo com o Incra, o processo para regulariza\u00e7\u00e3o do assentamento e desapropria\u00e7\u00e3o dos cerca de 5.250 hectares foi iniciado em mar\u00e7o de 2018. Est\u00e1 na fase de notifica\u00e7\u00e3o dos propriet\u00e1rios para que em seguida ocorra a avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>A Agrimex com sede na Fazenda Garapu foi investigada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho na Para\u00edba e notificada 97 vezes por auditores-fiscais do Minist\u00e9rio do Trabalho por infra\u00e7\u00f5es trabalhistas. Segundo Jo\u00e3o Lau, secret\u00e1rio de assalariados da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores na Agricultura da Para\u00edba, existiam 460 trabalhadores vinculados \u00e0 fazenda \u2013 382 foram demitidos nos \u00faltimos meses sem pagamento e sem ter recebido qualquer direito. H\u00e1 ainda aqueles que trabalharam a vida toda na planta\u00e7\u00e3o e hoje n\u00e3o conseguem se aposentar.<\/p>\n<p>O grupo Jo\u00e3o Santos foi condenado pela Justi\u00e7a pernambucana e deve R$ 60,5 milh\u00f5es em d\u00edvidas trabalhistas naquele estado. Segundo reportagem do Valor Econ\u00f4mico, o grupo est\u00e1 em crise e tem d\u00edvidas fiscais que superariam R$ 8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Criminaliza\u00e7\u00e3o inflamada<\/p>\n<p>A Rep\u00f3rter Brasil tentou contatar um representante do Grupo Jo\u00e3o Santos atrav\u00e9s de seu escrit\u00f3rio no Recife e a empresa Agrimex, no Maranh\u00e3o, mas nenhum representante foi apontado para comentar o caso. O advogado da empresa informou que n\u00e3o poderia falar em nome da Fazenda Garapu. No telefone indicado da Agrimex, ningu\u00e9m atende.<\/p>\n<p>N\u00e3o se descarta ainda que o mandante do crime seja um desconhecido inflamado pelo discurso do presidente eleito, Jair Bolsonaro, de criminaliza\u00e7\u00e3o do MST.<\/p>\n<p>O contexto pol\u00edtico nacional, ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es e a vit\u00f3ria do presidente Jair Bolsonaro (PSL), reverbera dentro e fora do acampamento. O discurso que classifica membros do MST como terroristas encontra eco no medo dos moradores do acampamento, que andam olhando por cima dos ombros. Entre eles h\u00e1 tamb\u00e9m eleitores de Bolsonaro em busca do direito \u00e0 terra.<\/p>\n<p>\u201cDentro desse contexto pol\u00edtico de ascens\u00e3o do autoritarismo, nos parece que esse tipo de a\u00e7\u00e3o [de criminaliza\u00e7\u00e3o de militantes] tem sido mais bem orquestrada\u201d, explica Ol\u00edmpio Rocha, advogado popular que integra o MST na Para\u00edba h\u00e1 dez anos. Ele se refere ao fato de que, al\u00e9m das mortes e amea\u00e7as, os trabalhadores rurais s\u00e3o cada vez mais alvo de processos judiciais que buscam criminaliz\u00e1-los. Ol\u00edmpio  v\u00ea isso quase que diariamente: durante as reintegra\u00e7\u00f5es de posse, ap\u00f3s a ocupa\u00e7\u00e3o de terras improdutivas, algumas pessoas s\u00e3o identificadas e acusadas de furto, dano patrimonial ou inc\u00eandio e processadas sem provas.<\/p>\n<p>\u201cTem um caso emblem\u00e1tico de um cidad\u00e3o que foi acusado de porte ilegal de arma de fogo e testemunhas dizem que ele estava soltando fogos no dia de S\u00e3o Jos\u00e9\u201d.<\/p>\n<p>A Para\u00edba e a pol\u00edtica da bala<\/p>\n<p>Independentemente da causa e dos poss\u00edveis respons\u00e1veis pelos assassinatos, as execu\u00e7\u00f5es trazem \u00e0 tona a tradi\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia no campo da Para\u00edba. De 2009 a 2017, houve sete assassinatos de pessoas envolvidas na luta pela terra na Para\u00edba, segundo a Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT). A elas se somam as mortes de Orlando e Rodrigo, ocorridas em 2018. No Brasil todo, foram 71 assassinatos em 2017\u2013 um n\u00famero que n\u00e3o havia sido t\u00e3o alto desde 2003. A escalada da viol\u00eancia come\u00e7ou em 2014 de acordo com as estat\u00edsticas da CPT.<\/p>\n<p>Na Para\u00edba, h\u00e1 uma tradi\u00e7\u00e3o de assassinatos violentos no campo, desde a d\u00e9cada de 1960<\/p>\n<p>Por\u00e9m, na Para\u00edba, a viol\u00eancia no campo parece ser um padr\u00e3o de d\u00e9cadas. Os assassinatos remontam \u00e0s origens das Ligas Camponesas \u2013 movimento de luta pela reforma agr\u00e1ria nos anos 1960. Jo\u00e3o Pedro Teixeira, fundador da primeira Liga Camponesa da Para\u00edba, e Margarida Alves, sindicalista que lutava pelos direitos trabalhistas em sua terra, s\u00e3o nomes sempre lembrados no Estado. Como Rodrigo e Orlando, os dois tamb\u00e9m foram brutalmente executados. O document\u00e1rio \u201cCabra Marcado pra Morrer\u201d, de Eduardo Coutinho, conta a hist\u00f3ria de Teixeira.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m em 2009, mesmo ano do assassinato de Odilon, outro caso de repercuss\u00e3o foi o assassinato do ex-vereador do Partido dos Trabalhadores em Pernambuco e advogado, Manoel Mattos. Ele denunciava a a\u00e7\u00e3o de grupos de exterm\u00ednio que atuavam na divisa do sul da Para\u00edba com o norte de Pernambuco assassinando jovens, homossexuais, suspeitos de roubos e trabalhadores rurais. Foi morto em Pitimb\u00fa, no litoral sul da Para\u00edba \u2013 mesma regi\u00e3o onde Orlando e Rodrigo foram executados.<\/p>\n<p>As den\u00fancias de Manoel Mattos levaram \u00e0 instala\u00e7\u00e3o de uma Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito na C\u00e2mara dos Deputados em Bras\u00edlia (leia aqui o relat\u00f3rio final da CPI, apresentado em 2005), que apurou envolvimento de propriet\u00e1rios de terra, comerciantes, policiais, delegados, promotores, ju\u00edzes e pol\u00edticos eleitos.<\/p>\n<p>Um dos nomes citados na CPI \u00e9 o do atual vice-prefeito de Jo\u00e3o Pessoa, Manoel J\u00fanior (MDB) \u2013 que mais recentemente ganhou os notici\u00e1riospela suspeita da Pol\u00edcia Federal de envolvimento no esquema de favorecimento \u00e0 JBS durante o governo de Dilma Rousseff. J\u00fanior era deputado estadual \u00e0 \u00e9poca da CPI, natural de Pedras de Fogo, onde possui terras e iniciou a carreira pol\u00edtica como prefeito. Teve tr\u00eas mandatos consecutivos como deputado federal e foi um dos aliados do ex-deputado Eduardo Cunha.<\/p>\n<p>A repercuss\u00e3o do \u00f3dio<\/p>\n<p>No programa policial Cidade em A\u00e7\u00e3o na TV Arapu\u00e3, o apresentador Sik\u00eara J\u00fanior ironiza a aten\u00e7\u00e3o dada aos assassinatos das lideran\u00e7as. Ricardo Coutinho (PSB), governador da Para\u00edba, esteve presente no enterro de Orlando, assim como a senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffman. Ao noticiar a morte de um policial dentro de um restaurante em Jo\u00e3o Pessoa na mesma tarde em que se celebrou a missa de s\u00e9timo dia de Orlando da Silva e Rodrigo Celestino, o apresentador para em frente \u00e0 imagem congelada do enterro do policial e questiona: \u201cVoc\u00ea est\u00e1 vendo alguma vereadora?\u201d.<br \/>\n&#8221; class=<br \/>\nAto em homenagem a Rodrigo e Orlando<\/p>\n<p>Na p\u00e1gina do MST no Instagram, no post que apresenta uma sequ\u00eancia de fotos do vel\u00f3rio de Orlando, \u00e9 poss\u00edvel ler coment\u00e1rios que celebram seu assassinato. \u201c\u00c9 pra matar mesmo\u201d, diz um. \u201cMorte ao MST seus putos\u201d, diz outro.<\/p>\n<p>O procurador Jos\u00e9 Godoy, do que atua desde 2015 no Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal na Para\u00edba, diz que a institui\u00e7\u00e3o est\u00e1 preocupada com esse discurso de \u00f3dio. \u201cEsse \u00e9 um discurso que j\u00e1 vinha rondando h\u00e1 muito tempo, foi um discurso muito utilizado no processo eleitoral e sempre nos deixa muito atentos\u201d, pondera Godoy. \u201cTemos um receio forte que agora exista um sentimento de que agora se pode.\u201d Foi Godoy quem comunicou o crime \u00e0s autoridades, como a procuradora-geral da Rep\u00fablica, Raquel Dodge. Foi ele tamb\u00e9m quem acionou o governador.<\/p>\n<p>Em meio \u00e0 dor, os moradores e moradoras do acampamento Dom Jos\u00e9 Maria Pires, onde ocorreram os assassinatos, continuam sob tens\u00e3o. O MST organizou um ato uma semana ap\u00f3s as mortes de Rodrigo Celestino e Orlando Bernardo. Uma hora depois do ato encerrado, quando todos os visitantes j\u00e1 haviam ido, a reportagem almo\u00e7ava e conversava com os moradores sobre os peixes da regi\u00e3o, quando a not\u00edcia chega: um carro com quatro homens armados que se identificaram como policiais (um deles utilizava uma tornozeleira eletr\u00f4nica) entrou no acampamento. Perguntaram pelo \u201ccabe\u00e7a\u201d e sa\u00edram em seguida.<\/p>\n<p>Diante dessa tens\u00e3o latente, algumas pessoas j\u00e1 desistiram de continuar ali. Outras seguem. \u201cQualquer militante que tem compreens\u00e3o pol\u00edtica est\u00e1 correndo um risco. Enfrentamos grandes interesses\u201d, sentencia Osvaldo Bernardo da Silva. \u201cNingu\u00e9m vai se acovardar e morrer debaixo da cama. Vai ter mais cuidado daqui para frente\u201d.<\/p>\n<p>Suas palavras v\u00e3o de encontro \u00e0 frase dita por Margarida Maria Alves, que se l\u00ea pintada na parede do refeit\u00f3rio do acampamento Dom Jos\u00e9 Maria Pires, onde ocorreram os assassinatos: \u201cMelhor morrer na luta que morrer de fome\u201d.<\/p>\n<p>Esta reportagem foi realizada com o apoio da DGB Bildungswerk<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"n1TNEUrIRA\"><p><a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2018\/12\/o-que-ha-por-tras-dos-dois-assassinatos-de-lideres-do-mst-na-paraiba\/\">O que h\u00e1 por tr\u00e1s dos dois assassinatos de l\u00edderes do MST na Para\u00edba?<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2018\/12\/o-que-ha-por-tras-dos-dois-assassinatos-de-lideres-do-mst-na-paraiba\/embed\/#?secret=n1TNEUrIRA\" data-secret=\"n1TNEUrIRA\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;O que h\u00e1 por tr\u00e1s dos dois assassinatos de l\u00edderes do MST na Para\u00edba?&#8221; &#8212; Rep\u00f3rter Brasil\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21771\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[20,118],"tags":[225],"class_list":["post-21771","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c1-popular","category-c131-reforma-agraria","tag-4a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5F9","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21771","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21771"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21771\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21771"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21771"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21771"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}