{"id":21820,"date":"2019-01-01T19:28:05","date_gmt":"2019-01-01T21:28:05","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=21820"},"modified":"2019-01-03T22:50:04","modified_gmt":"2019-01-04T00:50:04","slug":"por-um-2109-de-muita-luta-e-resistencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21820","title":{"rendered":"Por um 2019 de muita luta e resist\u00eancia!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" alt=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/Vh0rBEgEtMiFqVBPAWk2FbL4BpWgzWjN0EnKW9PBUoNxRN7PAEUaBCBTz4Sw_U7q77UxyP0DxIAlQoeNO77acSIg6-n_-7hA8uMIPiOEHZFTEaRBCJg3fcp3kOuUUE8p70QsUIlkOybCqZG9eCNuVohwhkWSwzycBgtFVGUW3_io1_u3Qf0sa229JgXcuu-mFYdfLtLIGNKv871dUR-NPt1lRK1Pk78WFrKAaqH_cU5-nt1ggUlcl5VMWtPV9iri0dMBdj6Ot41GAUm4koMUYnPucGUe6iNI2m4IQgWGTQpDO1ZNyjjBnOcScy61MsMmFFCJaR_qM16ebT1mWtaN7g_Ts-r9bdOo0_D_epXS7JXHgXNkJzQI4EEVHz8Xmw7k7n5hZy9CCeSC0g9MMPP7BRaisLp_yag6VOPWsfDQrsRxsg_jSlHtVYTtHToSZk3QqJH62VHsorThiFBWbrKaPc9b2ujlRBkor8tBHetgGx6IbatAEI5hqn2Q2ZZAG_8Q8_3d6FGwW-xYgxDWQeS2TzxgP3Ml73MZ6rvwOqOgTHsRqzY6Ik4CUZobpxEvoPodisRW2dn78cp9PIS5250cCrIY4KUeOoCIE4xD0xCjUjxaxD4vaJHETRavWfXn_jbLKKqgSEjV_WLTzL8G6mzYC2HfIQ=w356-h346-no\"><!--more-->JORNAL O PODER POPULAR<\/p>\n<p>H\u00e1 pouco mais de 40 anos, em outubro de 1978, era promulgada emenda constitucional que revogava as medidas discricion\u00e1rias impostas pelo Ato Institucional n\u00ba 5, que aprofundava, tornando-a ainda mais violenta, a b\u00e1rbara repress\u00e3o inaugurada pelo golpe empresarial-militar de 1964.<\/p>\n<p>Hoje estamos novamente diante de um cen\u00e1rio de amea\u00e7as \u00e0s ainda insuficientes garantias democr\u00e1ticas institu\u00eddas ap\u00f3s as intensas lutas travadas pelos movimentos populares, partidos de esquerda, ativistas pelos Direitos Humanos e todos(as) aqueles(as) que se mobilizaram em defesa das liberdades democr\u00e1ticas, pelos direitos pol\u00edticos e sociais, al\u00e9m de que fossem abertos processos para julgar e punir as barbaridades e crimes cometidos nos tempos da ditadura, a exemplo do que se tentou fazer atrav\u00e9s da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade.<\/p>\n<p>Mais uma vez na hist\u00f3ria da sociedade brasileira, tempos sombrios e desafiadores flertam com um passado recorrente de viol\u00eancia, repress\u00e3o e persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. Inspirando-se na trucul\u00eancia e na arbitrariedade dos aparatos de repress\u00e3o dos tempos da ditadura e utilizando-se de m\u00e9todos fascistas com base na intoler\u00e2ncia pol\u00edtica e ideol\u00f3gica, grupos conservadores liderados pelo presidente eleito Jair Bolsonaro promovem factoides nas redes sociais para desviar o foco da opini\u00e3o p\u00fablica das medidas que o novo governo pretende adotar no Brasil, promovendo uma onda ainda mais brutal de expropria\u00e7\u00f5es das riquezas nacionais, privatiza\u00e7\u00f5es e ataques aos direitos da classe trabalhadora, a servi\u00e7o dos interesses dos grandes capitalistas e do imperialismo.<\/p>\n<p>O governo Bolsonaro representa o marco de um novo ciclo da domina\u00e7\u00e3o burguesa no Brasil. Inserido no contexto de acirramento das disputas interimperialistas e ofensiva dos EUA, o bolsonarismo conjuga uma pauta econ\u00f4mica ultraliberal com o reacionarismo que se manifesta em setores da sociedade brasileira. Trata-se de um novo tipo de fascismo, alinhando caracter\u00edsticas tradicionais deste fen\u00f4meno pol\u00edtico do s\u00e9culo XX, com outras caracter\u00edsticas particulares.<\/p>\n<p>Convergente com as pol\u00edticas de Bolsonaro, uma expressiva bancada foi eleita para o Congresso Nacional e as Assembleias Legislativas dos estados, o que torna a escalada do fascismo mais ampla do que a catastr\u00f3fica elei\u00e7\u00e3o presidencial e intensifica o grau de repress\u00e3o \u00e0 classe trabalhadora e o desmonte das pol\u00edticas e servi\u00e7os p\u00fablicos como parte de sua agenda. Al\u00e9m disso, uma s\u00e9rie de governadores eleitos comp\u00f5e o mesmo campo pol\u00edtico neofascista e buscar\u00e3o desenvolver a\u00e7\u00f5es na mesma linha de avan\u00e7o das privatiza\u00e7\u00f5es, desmonte dos servi\u00e7os p\u00fablicos e ataques aos direitos sociais.<\/p>\n<p>Para reprimir, cercear direitos e aplicar pautas antipopulares, o bolsonarismo dever\u00e1 utilizar as pr\u00f3prias leis e o quadro institucional j\u00e1 existente. Est\u00e3o em pauta o fim da previd\u00eancia social, a retirada de direitos trabalhistas, a privatiza\u00e7\u00e3o do SUS, das escolas e universidades federais, a privatiza\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal e de estatais. Ao mesmo tempo, a extrema direita continuar\u00e1 agindo por meio de grupos paramilitares, os quais j\u00e1 v\u00eam perseguindo e assassinando militantes sociais, como um prel\u00fadio do que pode vir a se tornar pr\u00e1tica constante nos pr\u00f3ximos quatro anos.<\/p>\n<p>No entanto, nenhuma dessas medidas ser\u00e1 implementada sem luta, resist\u00eancia e mobiliza\u00e7\u00e3o popular. Neste cen\u00e1rio adverso, \u00e9 preciso refor\u00e7ar a mais ampla unidade social e pol\u00edtica contra o fascismo, priorizando, no interior dessa frente ampla, a constru\u00e7\u00e3o de uma s\u00f3lida articula\u00e7\u00e3o da esquerda socialista. \u00c9 hora de muita resist\u00eancia e organiza\u00e7\u00e3o. 2019 se anuncia como um ano de intensas batalhas, greves e manifesta\u00e7\u00f5es populares em defesa dos direitos da classe trabalhadora e dos setores populares, contra todo e qualquer retrocesso! Vamos \u00e0 luta!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21820\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[140],"tags":[219,246],"class_list":["post-21820","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c140-jornal-o-poder-popular","tag-manchete","tag-np"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5FW","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21820","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21820"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21820\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21820"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21820"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21820"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}