{"id":21838,"date":"2019-01-03T22:29:51","date_gmt":"2019-01-04T00:29:51","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=21838"},"modified":"2019-01-03T22:29:57","modified_gmt":"2019-01-04T00:29:57","slug":"crescem-as-contradicoes-interimperialistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21838","title":{"rendered":"Crescem as contradi\u00e7\u00f5es interimperialistas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" alt=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdnbr1.img.sputniknews.com\/images\/1065\/55\/10655574.jpg\"><!--more-->Os sat\u00e9lites est\u00e3o mudando de sol<\/p>\n<p>Mar\u00eda \u00c1ngeles Maestro &#8211; dirigente da organiza\u00e7\u00e3o comunista Red Roja (Espanha)<\/p>\n<p>ODiario.info<\/p>\n<p>Surgiram recentemente no cen\u00e1rio internacional fatos aparentemente surpreendentes. Quando em novembro passado se celebrava em Paris o anivers\u00e1rio do armist\u00edcio da Primeira Guerra Mundial, Trump, numa tentativa de confrontar a Fran\u00e7a e a Alemanha e para recordar o papel hegem\u00f4nico dos EUA na Europa, disse que \u201cquando os americanos desembarcaram na Normandia, em 1944, os franceses estavam aprendendo a falar alem\u00e3o\u201d. Mais do que uma tentativa pouco inspirada de fazer com que os pa\u00edses europeus aumentem sua contribui\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e militar para a OTAN, deve ser interpretada como mais um atrito na escalada de confrontos entre os EUA. e a UE que, por enquanto, culminaram com a decis\u00e3o desta \u00faltima de criar um ex\u00e9rcito europeu independente.<\/p>\n<p>S\u00e3o apenas sa\u00eddas de Trump ou existem, h\u00e1 muito tempo, mudan\u00e7as importantes nas rela\u00e7\u00f5es interimperialistas?<\/p>\n<p>A Red Roja vem desde h\u00e1 algum tempo concentrando a sua an\u00e1lise da fase atual do capitalismo precisamente nas contradi\u00e7\u00f5es interimperialistas entre a Uni\u00e3o Europeia &#8211; e sobretudo a pot\u00eancia hegem\u00f4nica, a Alemanha &#8211; e os Estados Unidos. Esse interesse responde \u00e0 necessidade de conhecer, tanto quanto poss\u00edvel, os confrontos que ocorrem entre as c\u00fapulas do poder, exacerbados em tempos como os da atual crise geral do capitalismo. Na luta pela conquista do poder pol\u00edtico, o fato decisivo que define a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as \u00e9 a fraqueza do inimigo.<\/p>\n<p>O objetivo estrat\u00e9gico que presidiu a todos os planos do imperialismo desde a vit\u00f3ria da Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro at\u00e9 o colapso da URSS em 1991 foi a derrota do comunismo. O objetivo comum de destruir o primeiro estado prolet\u00e1rio tornou poss\u00edvel a luta conjunta contra ele de todas as pot\u00eancias capitalistas enfrentadas entre si nas duas guerras mundiais. Diante desse objetivo superior, as contradi\u00e7\u00f5es interimperialistas surgiam ocultas e a hegemonia de Washington, assegurada.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, o interesse de Washington como grande pot\u00eancia vencedora e herdeira do imperialismo brit\u00e2nico centrou-se no controle da Europa. Os seus instrumentos para construir uma Europa Ocidental associada aos interesses dos EUA e totalmente dependente deles no plano militar foram o Plano Marshall e a OTAN.<\/p>\n<p>O objetivo hist\u00f3rico da Casa Branca, que agora come\u00e7a a desmoronar, era controlar o continente eurasiano, o \u201cpiv\u00f4 do mundo\u201d. Para isso havia que impedir o surgimento de uma pot\u00eancia europeia com vontade pr\u00f3pria, com suficiente poder econ\u00f4mico e militar para ser capaz de se opor aos EUA e que pudesse estabelecer rela\u00e7\u00f5es com a URSS (ou com a R\u00fassia de hoje), de modo soberano e contra os seus interesses O procedimento consistia em projetar de forma reiterada confrontos entre os pa\u00edses do Cora\u00e7\u00e3o Continental, para que nenhum deles pudesse tornar-se suficientemente forte para se tornar um obst\u00e1culo \u00e0 hegemonia anglo-sax\u00f4nica [ 1].<\/p>\n<p>O confronto entre as duas grandes pot\u00eancias socialistas, a URSS e a China, o posterior desaparecimento da primeira e o estabelecimento de par\u00e2metros capitalistas na segunda, a instala\u00e7\u00e3o de bases da OTAN na maioria dos pa\u00edses europeus (as principais na Alemanha e no Kosovo, ap\u00f3s a liquida\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federal da Iugosl\u00e1via) ou a integra\u00e7\u00e3o na Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica de boa parte dos pa\u00edses do extinto Pacto de Vars\u00f3via pareciam garantir um futuro brilhante para os planos dos EUA.<\/p>\n<p>Eppur si muove<\/p>\n<p>A derrota do movimento comunista e a enorme crise geral que afeta o capitalismo desde o in\u00edcio dos anos 70 do s\u00e9culo passado, e cujo pen\u00faltimo abalo come\u00e7ou em 2007, est\u00e1 provocando consequ\u00eancias econ\u00f4micas, pol\u00edticas e sociais que envolvem mudan\u00e7as qualitativas na ordem mundial estabelecida desde 1945.<\/p>\n<p>A leitura desta crise feita pelas organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sindicais da Social-Democracia (PSOE-IU_PCE, UGT, CCOO, e agora Unidos Podemos), sempre dispostas a ajudar o capital, foi de opor o capitalismo europeu \u201csocial e humano\u201d ao norte-americano, \u201cselvagem e brutal\u201d. Esse discurso de \u201cretorno ao estado de bem-estar social\u201d prestou enormes favores \u00e0 burguesia daqui e do exterior [2 ]. Agora estas propostas de lavagem da face do capitalismo fazem \u00e1gua por todos os lados e a sua superestrutura pol\u00edtica desmorona-se \u00e0 medida em que o descr\u00e9dito do sistema e a correspondente radicaliza\u00e7\u00e3o de posi\u00e7\u00f5es ocupam com for\u00e7a crescente a cena institucional.<\/p>\n<p>Luta por mercados e mat\u00e9rias-primas. San\u00e7\u00f5es e despolariza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O poderoso surgimento da ind\u00fastria chinesa e sua ocupa\u00e7\u00e3o dos principais mercados em praticamente todos os setores levou \u00e0 queda livre da economia produtiva norte-americana. A resposta da Casa Branca tem sido a imposi\u00e7\u00e3o de pesadas taxas sobre as importa\u00e7\u00f5es chinesas e o estabelecimento de novas san\u00e7\u00f5es \u00e0 R\u00fassia. Ao cerco econ\u00f4mico sucedeu-se o cerco militar: a expans\u00e3o das bases militares dos EUA na \u00c1sia e o ass\u00e9dio da R\u00fassia pela OTAN ao longo de todas as suas fronteiras europeias.<\/p>\n<p>Enquanto se gerava na S\u00edria a derrota dos EUA e da UE (especialmente Fran\u00e7a e Gr\u00e3-Bretanha) e foi tomando forma o eixo de resist\u00eancia (Hezbollah, S\u00edria, a resist\u00eancia palestina e o Ir\u00e3), apoiado pela R\u00fassia, entrava em cena um novo confronto econ\u00f4mico interimperialista.<\/p>\n<p>O acordo nuclear com o Ir\u00e3 e o levantamento das san\u00e7\u00f5es em 2015 foram conscienciosamente preparados pela Alemanha. Imediatamente ap\u00f3s ser assinado, Berlim desenvolveu as suas rela\u00e7\u00f5es comerciais com Teer\u00e3, abrindo caminho a outros pa\u00edses da UE. A Casa Branca ficava relegada na competi\u00e7\u00e3o para transformar o territ\u00f3rio do inimigo \u201cxiita\u201d em campo de neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Washington, pressionado pelos seus parceiros na regi\u00e3o (Israel e Ar\u00e1bia Saudita) e j\u00e1 em franca retirada da S\u00edria e do Iraque, imp\u00f4s em novembro passado novas san\u00e7\u00f5es ao Ir\u00e3 e a qualquer empresa ou pa\u00eds que negocie com ele. Uma mal dissimulada tentativa de impedir o aproveitamento comercial do novo e poderoso mercado iraniano por parte dos seus concorrentes da UE.<\/p>\n<p>O resultado desse complexo processo n\u00e3o pode ser mais desastroso para os Estados Unidos. Da Turquia ao Estado espanhol &#8211; para colocar os exemplos mais claros de estados hist\u00f3ricos sob interven\u00e7\u00e3o dos EUA &#8211; as declara\u00e7\u00f5es foram retumbantes e incomuns. \u201cN\u00f3s n\u00e3o aceitamos imposi\u00e7\u00f5es do imperialismo norte-americano\u201d, disse Erdogan, \u201cIsso de ou est\u00e1 comigo ou est\u00e1 contra mim pertence a outra \u00e9poca e a Espanha n\u00e3o vai permitir esse tipo de abordagem,\u201d disse o lacaio Borrel, de repente crescido.<\/p>\n<p>Se os sat\u00e9lites se manifestam assim, n\u00e3o \u00e9 por causa de repentinos ataques de soberania e independ\u00eancia, mas porque est\u00e3o mudando de sol.<\/p>\n<p>Merkel, em nome da UE, dirigiu-se ao Ir\u00e3, contundente: \u201cMantenham os vossos compromissos. N\u00f3s manteremos os nossos\u201d.<\/p>\n<p>A amea\u00e7a de san\u00e7\u00f5es teve como consequ\u00eancia que uma lista crescente de pa\u00edses se declarassem insubmissos e decidissem realizar as suas transa\u00e7\u00f5es em moedas diferentes do d\u00f3lar. As repercuss\u00f5es para os Estados Unidos, que est\u00e3o apenas come\u00e7ando a se manifestar, s\u00e3o s\u00e9rias e afetam toda a sua estrutura de domina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O imperialismo \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o de poder que pode ser exercida enquanto os pa\u00edses subordinados a aceitarem. Tudo indica que a mistura de san\u00e7\u00f5es com a progressiva desdolariza\u00e7\u00e3o amea\u00e7a ser para o imp\u00e9rio ianque \u201cum tiro, n\u00e3o nos p\u00e9s, mas mais acima\u201d [3].<\/p>\n<p>O germe do novo ex\u00e9rcito europeu<\/p>\n<p>Essa escalada de tens\u00e3o entre os EUA e a UE tende a crescer porque se baseia em interesses econ\u00f4micos conflituantes que, por sua vez, favorecem a aproxima\u00e7\u00e3o desta \u00faltima com a R\u00fassia. Os \u00faltimos epis\u00f3dios aprofundam o confronto: o apoio dos EUA ao Brexit para enfraquecer a UE, ou sua tentativa \u2013 condenada ao fracasso \u2013 de impedir que se materialize, atrav\u00e9s da Nord Stream, a compra de g\u00e1s russo pela UE [4]<\/p>\n<p>Parece estar terminando o longo per\u00edodo em que as contradi\u00e7\u00f5es euro-norte-americanas se conciliavam sob o guarda-chuva da OTAN.<\/p>\n<p>O colapso da URSS anulou a necessidade de \u201cprote\u00e7\u00e3o contra a amea\u00e7a comunista\u201d e a crise geral do capitalismo manifesta-se como uma luta feroz pelos mercados e mat\u00e9rias-primas em uma tentativa de controlar a queda do aumento da taxa de lucro.<\/p>\n<p>E, de fato, o confronto econ\u00f4mico interimperialista ter\u00e1 as suas consequ\u00eancias militares. Merkel proclamou em maio de 2018 que \u201co tempo em que poder\u00edamos confiar nos EUA para nos proteger acabou. A Europa deve tomar o seu destino nas suas pr\u00f3prias m\u00e3os\u201d.<\/p>\n<p>O projeto PESCO (Coopera\u00e7\u00e3o Estruturada Permanente em Seguran\u00e7a e Defesa), dotado de um or\u00e7amento inicial de 12.000 milh\u00f5es de euros, inicia a cria\u00e7\u00e3o de um ex\u00e9rcito estritamente europeu e a uma base de produ\u00e7\u00e3o de armamento e inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica exclusivamente a partir de empresas europeias e explicitamente independente dos EUA.<\/p>\n<p>Luta de classes e rela\u00e7\u00f5es interimperialistas<\/p>\n<p>O relativo decl\u00ednio econ\u00f4mico dos Estados Unidos, que pode tamb\u00e9m ter consequ\u00eancias para a manuten\u00e7\u00e3o de sua descomunal estrutura militar com quase mil bases militares no planeta, n\u00e3o significa que a sua capacidade agressiva diminua. A relativa independ\u00eancia da UE em rela\u00e7\u00e3o aos EUA e \u00e0 OTAN n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o foi consumada como no caso de o ser, n\u00e3o sup\u00f5e que o imperialismo europeu seja \u201cbom\u201d ou humano \u201c.<\/p>\n<p>S\u00e3o guiados exatamente pelos mesmos objetivos na luta at\u00e9 a morte por competir em melhores condi\u00e7\u00f5es na selva do capitalismo, constru\u00eddo sobre a explora\u00e7\u00e3o &#8211; sem mais restri\u00e7\u00f5es do que a luta de classes \u2013 a da classe oper\u00e1ria e a da natureza.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por a\u00ed que haver\u00e1 qualquer esperan\u00e7a. O dilema permanece: socialismo ou barb\u00e1rie. A conquista do poder pol\u00edtico pela classe oper\u00e1ria, \u00fanica possibilidade de destruir o monstro capitalista que aniquila a humanidade, exige conhecer as suas fraquezas e, sobretudo, as suas divis\u00f5es e confrontos.<\/p>\n<p>Fonte: https:\/\/blogs.publico.es\/otrasmiradas\/17517\/los-satelites-estan-cambiando-de-sol-intensificacion-de-las-contradicciones-interimperialistas\/<\/p>\n<p>[1] Estes aspectos foram analisados em Maestro, A. (2016) \u201cLas contradicciones entre el imperialismo estadounidense y el europeo. Controlar el \u201cpivote mundial\u201d. http:\/\/www.redroja.net\/index.php\/noticias-red-roja\/opinion\/3968-las-contradicciones-entre-el-imperialismo-estadounidense-y-el-europeo-controlar-el-pivote-del-mundo<\/p>\n<p>[2] O documento da Red Roja intitulado \u201cEl mito de la vuelta al estado del Bienestar. Otro capitalismo es imposible,\u201d escrito no in\u00edcio dos abalos da crise (2012), destinava-se a desfazer a en\u00e9sima tentativa de colocar a \u201creforma\u201d da UE e o regresso ao \u201cEstado social\u201d como o objetivo de mobiliza\u00e7\u00f5es populares contra a descarga brutal das consequ\u00eancias da crise sobre as classes populares. Depois do 15M, estas propostas pretendiam impor-se a partir de uma chamada Cimeira Social que enquadrava CC.OO., UGT, PSOE e IU e seus sat\u00e9lites. Desta vez o objetivo n\u00e3o foi alcan\u00e7ado. As Marchas da Dignidade surgiram um ano depois, colocando no centro do seu programa o N\u00e3o Pagamento da D\u00edvida e o questionamento do euro e da UE, entre outras coisas. http:\/\/www.redroja.net\/index.php\/comunicados\/831-el-mito-de-la-vuelta-al-estado-del-bienestar-otro-capitalismo-es-imposible<\/p>\n<p>[3] A lista de pa\u00edses e empresas que negociam em moedas diferentes do d\u00f3lar est\u00e1 crescendo. Destaca-se a compra de armas \u00e0 R\u00fassia por pa\u00edses como \u00cdndia, Paquist\u00e3o, Catar ou Turquia, h\u00e1 d\u00e9cadas aliados incondicionais dos EUA.<\/p>\n<p>[4] Em 12 de dezembro, a C\u00e2mara dos Deputados dos EUA aprovou uma resolu\u00e7\u00e3o contra a entrada em opera\u00e7\u00e3o do Nord Stream2, atrav\u00e9s da qual amea\u00e7a novas san\u00e7\u00f5es contra a R\u00fassia e insta a UE a fazer o mesmo. O Nord Stream 2 \u00e9 um gasoduto de 1.200 km, ligando a R\u00fassia e a Alemanha atrav\u00e9s do Mar B\u00e1ltico; isto \u00e9, sem passar pela Ucr\u00e2nia. Al\u00e9m da russa Gazprom, participam nele os grupos alem\u00e3es de energia Uniper e Wintershall, a austr\u00edaca OMV, a francesa Engie e a gigante anglo-holandesa Shell.<\/p>\n<p>https:\/\/www.odiario.info\/os-satelites-estao-a-mudar-de\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21838\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[225],"class_list":["post-21838","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo","tag-4a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5Ge","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21838","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21838"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21838\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21838"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21838"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21838"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}