{"id":2187,"date":"2011-12-21T12:11:48","date_gmt":"2011-12-21T12:11:48","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2187"},"modified":"2011-12-21T12:11:48","modified_gmt":"2011-12-21T12:11:48","slug":"sobre-a-ideologia-da-revolucao-bolivariana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2187","title":{"rendered":"Sobre a ideologia da Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Sobre a ideologia da Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana<\/strong><\/p>\n<p>Miguel Urbano Rodrigues<\/p>\n<p>Registei com satisfa\u00e7\u00e3o a abertura dos organizadores \u00e0 cr\u00edtica construtiva de facetas do processo revolucion\u00e1rio venezuelano. Carmen Bohorquez, que foi a organizadora principal do Foro, em representa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Cultura, n\u00e3o hesitou em dizer-me que era mais \u00fatil para a Venezuela Bolivariana a reflex\u00e3o cr\u00edtica dos amigos com ela solid\u00e1rios do que a apologia incondicional do processo.<\/p>\n<p>No final de Novembro e in\u00edcio de Dezembro participei a convite do Ministerio da Cultura da Venezuela no VI Foro Internacional de de Filosofia de Maracaibo, que se desdobrou pelos 23 Estados do pa\u00eds e cuja sess\u00e3o de encerramento se realizou em Caracas.<\/p>\n<p>O t\u00edtulo do evento pode confundir porque muitos dos participantes (metade venezuelanos) e dos estrangeiros, vindos de quase trinta pa\u00edses da America, Asia, Africa e Europa eram soci\u00f3logos, historiadores e escritores.<\/p>\n<p>N\u00e3o foram apresentadas comunica\u00e7\u00f5es. O Foro promoveu debates em quatro Mesas sobre o tema central do Encontro: Estado, Revolu\u00e7\u00e3o e Constru\u00e7\u00e3o de Hegemonia.<\/p>\n<p>Tudo foi at\u00edpico numa iniciativa que reuniu intelectuais com forma\u00e7\u00f5es muito diferentes que encaram as transforma\u00e7\u00f5es da sociedade, as rupturas revolucion\u00e1rias e o socialismo como alternativa ao capitalismo sob perspectivas n\u00e3o coincidentes.<\/p>\n<p>O Foro, dedicado a Frantz Fanon, abriu com uma confer\u00eancia de Garcia Linera, o vice-presidente da Bol\u00edvia, e fechou com a aprova\u00e7\u00e3o de uma Declara\u00e7\u00e3o Final numa sess\u00e3o presidida pelo ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros.<\/p>\n<p>Aos participantes estrangeiros foi oferecida a oportunidade de visitar em equipas de dois, as capitais dos Estados da Republica onde pronunciaram confer\u00eancias sobre o tema geral do Foro e conviveram com colectivos de conselhos comunais.<\/p>\n<p>\u00c0 margem do programa foi para mim gratificante e importante reencontrar amigos da Am\u00e9rica Latina que n\u00e3o via h\u00e1 anos.<\/p>\n<p>Registei com satisfa\u00e7\u00e3o a abertura dos organizadores \u00e0 cr\u00edtica construtiva de facetas do processo revolucion\u00e1rio venezuelano. Carmen Bohorquez, que foi a organizadora principal do Foro, em representa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Cultura, n\u00e3o hesitou em dizer-me que era mais \u00fatil para a Venezuela Bolivariana a reflex\u00e3o cr\u00edtica dos amigos com ela solid\u00e1rios do que a apologia incondicional do processo.<\/p>\n<p><strong>A UTOPIA DO HOMEM NOVO<\/strong><\/p>\n<p>Revolu\u00e7\u00e3o jovem, a venezuelana, empenhada na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade de bem-estar colectivo, livre da explora\u00e7\u00e3o do homem, retoma o mito da revolu\u00e7\u00e3o perfeita como desfecho desej\u00e1vel e poss\u00edvel da caminhada para um socialismo de novo tipo.<\/p>\n<p>N\u00e3o me surpreendeu por isso a \u00eanfase posta em m\u00faltiplas interven\u00e7\u00f5es na cria\u00e7\u00e3o do homem novo, filho da revolu\u00e7\u00e3o, o cidad\u00e3o despojado dos v\u00edcios que nas sociedades capitalistas transformam os trabalhadores em instrumentos passivos do sistema de opress\u00e3o e os robotizam progressivamente.<\/p>\n<p>Falou-se naturalmente muito de Che Guevara como paradigma do revolucion\u00e1rio ideal, fonte de inspira\u00e7\u00e3o do chamado Socialismo do S\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>Para os que assim pensam ser\u00e1 o homem novo, que estaria a surgir, o agente da transforma\u00e7\u00e3o social, o motor da constru\u00e7\u00e3o do socialismo.<\/p>\n<p>Predomina a tend\u00eancia para o esquecimento de li\u00e7\u00f5es importantes da Historia. Esquece-se que na R\u00fassia, desagregada a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, reapareceram de repente milh\u00f5es de homens velhos com a reimplanta\u00e7\u00e3o do capitalismo. O mesmo ocorreu nos pa\u00edses da Europa Oriental, da Est\u00f3nia \u00e0 Rom\u00e9nia. Mesmo em Cuba, como lembrou Fidel, a amea\u00e7a maior \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o vem hoje do interior e n\u00e3o de fora, apesar da agressividade imperialista. Porque no tecido social reaparece tamb\u00e9m ali o homem velho. Esquece-se que a tomada do poder por um partido revolucion\u00e1rio e a substitui\u00e7\u00e3o do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista pelo socialista n\u00e3o destr\u00f3i a cultura da burguesia cujas sementes hibernam como superstrutura. Esquece- se que o homem como ser social mudou muito pouco desde a Gr\u00e9cia de P\u00e9ricles, apesar da diversidade das culturas e das prodigiosas conquistas da ci\u00eancia e da t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>Os paladinos do homem novo, que seria forjado na transi\u00e7\u00e3o, invertem o movimento da Historia. Imaginam um ser que n\u00e3o existe. O homem novo somente pode tornar-se realidade ap\u00f3s a erradica\u00e7\u00e3o do planeta do capitalismo e do imperialismo.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o do poder comunal na Venezuela \u00e9 muito positiva. O governo incentiva as comunas. Nos meios rurais e em muitos Estados as cidades comunit\u00e1rias desenvolvem-se numa atmosfera humanizada. Mas \u00e9 rom\u00e2ntica a convic\u00e7\u00e3o de que o sistema pode alastrar a todo o pa\u00eds, alterando fundamentalmente o comportamento da popula\u00e7\u00e3o. Em Caracas e em grandes metr\u00f3poles como Maracaibo, Val\u00eancia e outras, o esp\u00edrito comunit\u00e1rio seria contaminado pelo contacto quotidiano com as trituradoras e enraizadas engrenagens capitalistas. A cultura da burguesia e a contra-cultura que promove a aliena\u00e7\u00e3o contaminariam as comunas.<\/p>\n<p><strong>A VIA INSTITUCIONAL<\/strong><\/p>\n<p>A confer\u00eancia de Garcia Linera, na abertura do Foro, foi, pela mensagem transmitida, uma tentativa de demonstra\u00e7\u00e3o da viabilidade da transi\u00e7\u00e3o para o socialismo pela via institucional.<\/p>\n<p>O vice-presidente da Bol\u00edvia \u00e9 um orador excepcional com um poder de comunica\u00e7\u00e3o incomum. Foi aclamado com entusiasmo pela grande maioria das centenas de pessoas que o ouviram no anfiteatro do Centro de Arte de Maracaibo.<\/p>\n<p>Recorrendo no preambulo a uma defini\u00e7\u00e3o do Estado incompat\u00edvel com as de Marx e Lenine (nele inclui a musica, a literatura e outras frentes da cultura) passou a historiar fases da revolu\u00e7\u00e3o na Bol\u00edvia e do seu avan\u00e7o numa luta permanente contra a oligarquia e o imperialismo estadounidense marcada por contradi\u00e7\u00f5es insepar\u00e1veis da supera\u00e7\u00e3o de cada confronto.<\/p>\n<p>Sem subestimar os obst\u00e1culos a ultrapassar e a amea\u00e7a exterior, afirmou que a conquista do poder pol\u00edtico num Estado capitalista pode ser decisiva para a transforma\u00e7\u00e3o radical da sociedade capitalista rumo ao socialismo.<\/p>\n<p>No final declarou-se bolchevique, mas o seu brilhante discurso, marcado por concess\u00f5es ao indigenismo, n\u00e3o foi o de um comunista. Citou muito Marx mas nas suas refer\u00eancias a L\u00e9nine deturpou-lhe o pensamento, nomeadamente na refer\u00eancia ao Comunismo de Guerra. Para ele a palavra socialismo \u00e9 irrelevante; quem n\u00e3o a apreciar pode chamar \u00abcomunitarismo\u00bb ou governo do \u00abviver bem\u00bb ao sistema alternativo ao capitalismo.<\/p>\n<p>A ades\u00e3o dos venezuelanos progressistas \u00e0 tese central de Linera \u00e9 compreens\u00edvel. Os ide\u00f3logos da Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana e o Presidente Chavez optaram pela via institucional como caminho para o socialismo. A ampla divulga\u00e7\u00e3o que t\u00eam no pa\u00eds os livros de Enrique Dussell, um fil\u00f3sofo hegeliano argentino que defende a converg\u00eancia da \u00abdemocracia participativa com a democracia representativa\u00bb, \u00e9 esclarecedora da convic\u00e7\u00e3o de que a Venezuela pode construir o socialismo pela via institucional, tamb\u00e9m designada por via pacifica, atrav\u00e9s de sucessivas etapas em choque com a antiga classe dominante.<\/p>\n<p>A confus\u00e3o principia no uso abusivo da palavra democracia. Na Uni\u00e3o Europeia as democracias burguesas s\u00e3o na realidade ditaduras da burguesia de fachada democr\u00e1tica. Nos EUA toma forma uma sociedade monstruosa que robotiza o homem transformando-o num ser passivo, inofensivo para o sistema.<\/p>\n<p>Em conversa com quadros do PSUV lembrei-lhes que a Historia n\u00e3o apresenta um \u00fanico exemplo que confirme a validade da via institucional para o socialismo. O caso do Chile \u00e9 o mais rico de ensinamentos. O desfecho foi sangrento. A burguesia n\u00e3o \u00e9 definitivamente derrotada sem uma confronta\u00e7\u00e3o final, violenta, com as for\u00e7as que apoiam o poder politico revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>O SOCIALISMO DO SECULO XXI<\/strong><\/p>\n<p>Foi Chavez quem divulgou a express\u00e3o Socialismo do S\u00e9culo XXI em discurso pronunciado em 25 de Fevereiro de 2005. (1)<\/p>\n<p>O Presidente venezuelano n\u00e3o \u00e9 marxista e com esse neologismo pretendia incentivar o debate orientado para a cria\u00e7\u00e3o de um \u00absocialismo humanista\u00bb. Segundo ele, a transforma\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica funcionaria como agente da democracia participativa na assump\u00e7\u00e3o de uma \u00e9tica socialista \u00abbaseada no amor, na solidariedade e na igualdade entre os homens as mulheres, entre todos\u00bb. O car\u00e1cter ut\u00f3pico da tese transparece da reivindica\u00e7\u00e3o da originalidade da \u00abcria\u00e7\u00e3o her\u00f3ica\u00bb que identifica no desejado \u00absocialismo bolivariano, crist\u00e3o, robinsoniano, indo-americano\u00bb.<\/p>\n<p>O projecto exige na pr\u00e1tica, para a sua execu\u00e7\u00e3o, um r\u00e1pido definhamento do Estado que delegaria em ritmo acelerado muitas das suas fun\u00e7\u00f5es sociais no poder popular \u00e0 medida que a propriedade social adquirisse um papel protag\u00f3nico, substituindo a estatal e a privada.<\/p>\n<p>A contradi\u00e7\u00e3o no discurso oficial \u00e9 patente porque no contexto venezuelano as cidades comunit\u00e1rias e o poder comunal somente puderam surgir por decis\u00e3o de um Estado forte. Se ele \u00abdefinhasse\u00bb seriam rapidamente destru\u00eddas.<\/p>\n<p>Imaginando a travessia parar o socialismo do futuro tal como o concebem, os ministros e dirigentes do PSUV invocam muito Marx e a necessidade de conquistar a hegemonia em termos gramscianos. Chavez afirma que \u00aba mente e o cora\u00e7\u00e3o\u00bb se adquirem na pr\u00e1tica, ajudando os trabalhadores explorados a entender o projecto revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>Mas os gramscianos venezuelanos deturpam o fundamental do pensamento do grande comunista italiano; e da obra do genial autor de \u00abO Capital\u00bb, muito citado, utilizam sobretudo textos do jovem Marx que incidem sobre o papel do individuo e o apagamento gradual do Estado nas sociedades em que este, desaparecidas as classes sociais, seria desnecess\u00e1rio.<\/p>\n<p>L\u00e9nine por\u00e9m \u00e9 praticamente esquecido por esses intelectuais. Citam-no mas para se distanciarem da sua concep\u00e7\u00e3o do Partido Comunista e exorcizarem o centralismo democr\u00e1tico. A aceita\u00e7\u00e3o de teses anarquistas aflora por vezes na apologia do Socialismo do S\u00e9culo XXI que teria muito de uma autogest\u00e3o exemplar.<\/p>\n<p>Muitos dos quadros dirigentes da Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana na sua cr\u00edtica demolidora \u00e0 Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica satanizam os partidos comunistas revolucion\u00e1rios e assumem uma posi\u00e7\u00e3o anticomunista n\u00e3o consciencializada.<\/p>\n<p>O denominador comum nesse discurso sobre a superioridade e o car\u00e1cter inovador do Socialismo do S\u00e9culo XXI \u00e9 a convic\u00e7\u00e3o profunda de que a via institucional adoptada pela Venezuela Bolivariana na transi\u00e7\u00e3o para o socialismo \u00e9 a \u00fanica correcta no actual contexto hist\u00f3rico. O Socialismo do S\u00e9culo XXI seria assim uma fonte de inspira\u00e7\u00e3o para as experiencias revolucion\u00e1rias em curso na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Hugo Chavez, quando \u00e9 recordado o desfecho tr\u00e1gico da via pacifica para o socialismo no Chile, argumenta que a Unidade Popular tentou levar adiante uma revolu\u00e7\u00e3o desarmada enquanto a venezuelana \u00e9 uma revolu\u00e7\u00e3o armada, apoiada pela grande maioria das For\u00e7as Armadas. Subestima o significado do golpe militar de 2002, patrocinado pelo imperialismo estadounidense, e reafirma que as institui\u00e7\u00f5es criadas pela burguesia para servir os objectivos do capitalismo podem ser transformadas de modo a funcionarem a servi\u00e7o dos trabalhadores como sujeito da transi\u00e7\u00e3o para o socialismo.<\/p>\n<p>Independentemente do que se pense da Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana, das suas op\u00e7\u00f5es e do seu rumo o processo em curso \u00e9 apaixonante.<\/p>\n<p>Uma certeza: sem Hugo Chavez, a Revolu\u00e7\u00e3o dificilmente poderia sobreviver. Depende excessivamente do l\u00edder carism\u00e1tico que a tornou poss\u00edvel. O seu pendor populista e a imprevisibilidade das suas decis\u00f5es n\u00e3o apagam a evid\u00eancia: a Venezuela Bolivariana \u00e9 hoje a vanguarda revolucion\u00e1ria da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Ampliar a solidariedade com a p\u00e1tria de Bol\u00edvar \u00e9 portanto dever de todos os homens e mulheres progressistas na Europa, como na Asia, na \u00c1frica como na Am\u00e9rica. Eles est\u00e3o a lutar pela Humanidade.<\/p>\n<p>\u2014<\/p>\n<p><em>(1) O soci\u00f3logo chileno Tomas Moulian empregou pela primeira vez a express\u00e3o no seu livro \u00abSocialismo do S\u00e9culo XXI -a Quinta Via\u00bb nos anos 80 do seculo passado.<\/em><\/p>\n<p><em>Vila Nova de Gaia, 12 de Dezembro de 2011<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.odiario.info\/?p=2309\" target=\"_blank\">http:\/\/www.odiario.info\/?p=2309<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Odiario.info\n\n\n\n\n\n\n\n\nRevisitando a Venezuela (conclus\u00e3o)\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2187\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[45],"tags":[],"class_list":["post-2187","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c54-venezuela"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-zh","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2187","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2187"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2187\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2187"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2187"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}