{"id":2194,"date":"2011-12-22T22:13:06","date_gmt":"2011-12-22T22:13:06","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2194"},"modified":"2011-12-22T22:13:06","modified_gmt":"2011-12-22T22:13:06","slug":"obama-eleva-as-apostas-militares-confrontacao-nas-fronteiras-com-a-china-e-a-russia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2194","title":{"rendered":"Obama eleva as apostas militares: confronta\u00e7\u00e3o nas fronteiras com a China e a R\u00fassia"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>A viragem do militarismo: Da periferia para a confronta\u00e7\u00e3o militar global<\/strong><\/p>\n<p><strong>A escalada da confronta\u00e7\u00e3o de Obama em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 R\u00fassia<\/strong><\/p>\n<p><strong>Entre realismo e ilus\u00e3o: O realinhamento estrat\u00e9gico de Obama<\/strong><\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Depois de sofrer grandes derrotas militares e pol\u00edticas em campos de batalha sangrentos no Afeganist\u00e3o e no Iraque, de fracassar no apoio a antigos clientes no I\u00e9men, Egipto e Tun\u00edsia e de testemunhar a desintegra\u00e7\u00e3o de regimes fantoches na Som\u00e1lia e no Sud\u00e3o do Sul, o regime nada aprendeu: Ao inv\u00e9s disso ele voltou-se rumo a maior confronta\u00e7\u00e3o militar com pot\u00eancias globais, nomeadamente a R\u00fassia e a China. Obama adoptou uma estrat\u00e9gia provocativa de ofensiva militar junto \u00e0s fronteiras tanto da China como da R\u00fassia.<\/p>\n<p>Depois de andar de derrota em derrota na periferia do poder mundial e n\u00e3o satisfeito em incorrer em d\u00e9fices que arru\u00ednam o tesouro na \u00e2nsia de construir um imp\u00e9rio contra pa\u00edses economicamente fracos, Obama abra\u00e7ou uma pol\u00edtica de cerco e provoca\u00e7\u00e3o contra a China, a segunda maior economia do mundo e o mais importante credor dos EUA, e a R\u00fassia, o principal fornecedor de petr\u00f3leo e g\u00e1s da Uni\u00e3o Europeia e a segunda mais poderosa pot\u00eancia do mundo em armamento nuclear.<\/p>\n<p>Este documento trata da escalada altamente irracional e amea\u00e7adora de militarismo imperial do regime Obama. Examinamos o contexto militar global, econ\u00f3mico e pol\u00edtico interno que motivam estas pol\u00edticas. Examinamos ent\u00e3o os m\u00faltiplos pontos de conflito e interven\u00e7\u00e3o nos quais Washington est\u00e1 empenhada, desde o Paquist\u00e3o, Ir\u00e3o, L\u00edbia, Venezuela, Cuba e para al\u00e9m disso. Analisaremos a seguir a l\u00f3gica para a escalada militar contra a R\u00fassia e a China como parte de uma nova ofensiva que vai al\u00e9m do mundo \u00e1rabe (S\u00edria, L\u00edbia) e frente \u00e0 posi\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica declinante da UE e dos EUA na economia global. Depois disso esbo\u00e7aremos as estrat\u00e9gias de um imp\u00e9rio declinante, criado em guerras perp\u00e9tuas, confrontando decl\u00ednio econ\u00f3mico global, descr\u00e9dito interno e uma popula\u00e7\u00e3o trabalhadora a cambalear desde o desmantelamento em grande escala dos seus programas sociais b\u00e1sicos.<\/p>\n<p><strong>A viragem do militarismo: Da periferia para a confronta\u00e7\u00e3o militar global <\/strong><\/p>\n<p>Novembro de 2011 \u00e9 um momento de grande import\u00e2ncia hist\u00f3rica: Obama declarou duas importantes posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, tendo ambas tremendas consequ\u00eancias estrat\u00e9gicas que afectam pot\u00eancias mundiais competidoras.<\/p>\n<p>Obama decidiu uma pol\u00edtica de cerco militar da China com base no estacionamento de uma armada mar\u00edtima e a\u00e9rea frente \u00e0 costa chinesa \u2013 uma pol\u00edtica destinada abertamente a enfraquecer e perturbar o acesso da China a mat\u00e9rias-primas e liga\u00e7\u00f5es comerciais e financeiras na \u00c1sia. A declara\u00e7\u00e3o de Obama de que a \u00c1sia \u00e9 a regi\u00e3o priorit\u00e1ria para a expans\u00e3o militar dos EUA, a constru\u00e7\u00e3o de bases e alian\u00e7as econ\u00f3micas foi dirigida contra a China, desafiando Pequim nas suas pr\u00f3prias traseiras. O punho de ferro da declara\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de Obama, pronunciada perante o Parlamento australiano, foi clara como cristal na defini\u00e7\u00e3o dos objectivos imperiais estado-unidenses.<\/p>\n<p>&#8220;Nossos interesses duradouros na regi\u00e3o [\u00c1sia Pac\u00edfico] exigem nossa presen\u00e7a duradoura nesta regi\u00e3o&#8230; Os Estados Unidos s\u00e3o uma pot\u00eancia do Pac\u00edfico e estamos aqui para permanecer &#8230; Quando finalizamos as guerras de hoje [i.\u00e9, as derrotas e retiradas do Iraque e do Afeganist\u00e3o]&#8230; dirigi minha equipe de seguran\u00e7a nacional para que assegure uma prioridade principal \u00e0 nossa presen\u00e7a e miss\u00f5es na \u00c1sia Pac\u00edfico &#8230; Em consequ\u00eancia, a redu\u00e7\u00e3o nos gastos de defesa dos EUA n\u00e3o ser\u00e1 &#8230; \u00e0s expensas da \u00c1sia Pac\u00edfico&#8221;. (CNN.com, 16\/Nov\/2011).<\/p>\n<p>A natureza precisa do que Obama chamou de &#8220;a nossa presen\u00e7a e miss\u00e3o&#8221; foi sublinhada pelo novo acordo militar com a Austr\u00e1lia para despachar navios e avi\u00f5es de guerra e 2500 fuzileiros navais para a cidade mais a Norte da Austr\u00e1lia (Darwin) destinados \u00e0 China. A secret\u00e1ria de Estado Clinton passou a maior parte de 2011 a fazer sondagens altamente provocat\u00f3rias junto a pa\u00edses asi\u00e1ticos que t\u00eam conflitos de fronteira mar\u00edtima com a China. Clinton introduziu vigorosamente os EU nestas disputas, encorajando e exacerbando as exig\u00eancias do Vietname, Filipinas e Brunei no Mar do Sul da China. Ainda mais gravemente, Washington est\u00e1 a promover seus la\u00e7os militares e de vendas com o Jap\u00e3o, Formosa, Singapura e Coreia do Sul, bem como a aumentar a presen\u00e7a de navios de guerra, submarinos nucleares e sobrevoos de avi\u00f5es de guerra ao longo das \u00e1guas costeiras da China. Na linha da pol\u00edtica de cerco militar e provoca\u00e7\u00e3o, o regime Obama-Clinton est\u00e1 a promover acordos comerciais multilaterais que excluem a China e privilegiam corpora\u00e7\u00f5es multinacionais dos EUA, bem como seus banqueiros e exportadores, baptizado como &#8220;Partenariado Transpac\u00edfico&#8221;\u00a0<em>(&#8220;Trans-Pacific Partnership&#8221;).<\/em>Este inclui principalmente pa\u00edses mais pequenos, mas Obama tem a esperan\u00e7a de convencer o Jap\u00e3o e o Canad\u00e1 a aderirem &#8230;<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de Obama na reuni\u00e3o da APEC de l\u00edderes asi\u00e1ticos e sua visita \u00e0 Indon\u00e9sia em Novembro de 2011 envolvem esfor\u00e7os para assegurar hegemonia estado-unidense. Obama-Clinton esperam contrariar o decl\u00ednio relativo das liga\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas estado-unidenses face ao crescimento geom\u00e9trico dos la\u00e7os de com\u00e9rcio e investimento entre a \u00c1sia Oriental e a China.<\/p>\n<p>Um exemplo recente dos esfor\u00e7os ilus\u00f3rios, mas destrutivos, de Obama-Clinton para deliberadamente perturbar os la\u00e7os econ\u00f3micos da China na \u00c1sia est\u00e1 a ter lugar em Myanmar (Birm\u00e2nia). A visita de Clinton em Dezembro de 2011 a Myanmar foi antecedida por uma decis\u00e3o do regime Thein Sein de suspender um projecto de barragem no Norte do pa\u00eds financiado pela China Power Investment. Segundo documentos oficiais confidenciais divulgados pela WikiLeaks as &#8220;ONGs birmanesas que organizaram e conduziram a campanha contra a barragem foram fortemente financiadas pelo governo dos EUA&#8221; (\u00a0<em>Financial Times, <\/em>02\/Dez\/2011, p. 2). Isto e outras actividades provocat\u00f3rias e discursos de Clinton condenando &#8220;ajuda ligada&#8221; chinesa desvanecem-se em compara\u00e7\u00e3o aos interesses em grande escala que ligam Myanmar \u00e0 China. A China \u00e9 o maior parceiro comercial e investidor de Myanmar, incluindo seis outros projectos de barragens. Companhias chinesas est\u00e3o a construir novas auto-estradas e linhas ferrovi\u00e1rias atrav\u00e9s do pa\u00eds, abrindo o Sudoeste da China a produtos birmaneses e a China est\u00e1 a construir oleodutos e portos. H\u00e1 uma poderosa din\u00e2mica de interesses econ\u00f3micos m\u00fatuos que n\u00e3o ser\u00e1 perturbada por uma disputa (\u00a0<em>FT, <\/em>02\/Dez\/2011, p.2). A cr\u00edtica de Clinton dos investimentos da China, de milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares, na infraestrutura de Myanmar \u00e9 um dos mais bizarros da hist\u00f3ria mundial, vindo na sequ\u00eancia dos oito anos de presen\u00e7a militar brutal de Washington no Iraque a qual destruiu US$500 mil milh\u00f5es de infraestrutura iraquiana, segundo estimativas oficiais de Bagdad. S\u00f3 uma administra\u00e7\u00e3o iludida poderia imaginar que umas flores de ret\u00f3rica, uma visita de tr\u00eas dias e o financiamento de uma ONG s\u00e3o um contra-peso adequado aos profundos la\u00e7os econ\u00f3micos que ligam Myanmar \u00e0 China. O mesmo posicionamento ilus\u00f3rio acompanha todo o repert\u00f3rio de pol\u00edticas que informam os esfor\u00e7os do regime Obama para deslocar o papel predominante da China na \u00c1sia.<\/p>\n<p>Se bem que a pol\u00edtica adoptada pelo regime Obama n\u00e3o apresente, em si mesma, uma amea\u00e7a imediata \u00e0 paz, o impacto acumulado de todos estes pronunciamentos pol\u00edticos e projec\u00e7\u00f5es de poder militar desenvolvem-se como um esfor\u00e7o abrangente total para isolar, intimida e degradar a ascens\u00e3o da China como uma pot\u00eancia regional e global. O cerco militar e as alian\u00e7as, a exclus\u00e3o da China nas associa\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas regionais propostas, a interven\u00e7\u00e3o com tomada de partido em disputas mar\u00edtimas regionais e o posicionamento de avi\u00f5es de guerra tecnologicamente avan\u00e7ados, est\u00e3o destinados a minar a competitividade da China e a compensar a inferioridade econ\u00f3mica dos EUA atrav\u00e9s de redes pol\u00edticas e econ\u00f3micas fechadas.<\/p>\n<p>Os movimentos militares e econ\u00f3micos da Casa Branca e a demagogia anti-chinesa no Congresso dos EUA s\u00e3o claramente destinados a enfraquecer a posi\u00e7\u00e3o comercial da China e a obrigar seus l\u00edderes voltados para os neg\u00f3cios a privilegiarem interesses da banca e dos neg\u00f3cios dos EUA al\u00e9m das suas pr\u00f3prias empresas. Levada aos seus limites, a prioridade de Obama \u00e0 grande press\u00e3o militar poderia levar a uma ruptura catastr\u00f3fica nas rela\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas EUA-China. Isto resultaria em consequ\u00eancias calamitosas, especialmente mas n\u00e3o exclusivamente, na economia dos EUA e particularmente no seu sistema financeiro. A China possui mais de US$1,5 milh\u00e3o de milh\u00f5es de d\u00f3lares em d\u00edvida americana, principalmente T\u00edtulos do Tesouro, e compra a cada ano de US$200 a US$300 mil milh\u00f5es de novas emiss\u00f5es, uma fonte vital no financiamento do d\u00e9fice dos EUA. Se Obama provocar uma amea\u00e7a grave aos interesses da seguran\u00e7a China e Pequim for for\u00e7ada a responder, a retalia\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 militar mas sim econ\u00f3mica: a liquida\u00e7\u00e3o de umas poucas centenas de milhares de milh\u00f5es de t\u00edtulos do tesouro e a redu\u00e7\u00e3o de novas compras de d\u00edvida estado-unidense. O d\u00e9fice dos EUA disparar\u00e1, suas classifica\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito descer\u00e3o para a categoria &#8220;lixo&#8221; e o sistema financeiro tremer\u00e1 \u00e0 beira do colapso. As taxas de juro para atrair novos compradores de d\u00edvida dos EUA aproximar-se-\u00e3o dos dois d\u00edgitos. As exporta\u00e7\u00f5es chinesas para os EUA sofrer\u00e3o e verificar-se-\u00e3o perdas devido \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o dos T\u00edtulos do Tesouro em m\u00e3os chinesas. A China diversificou seus mercados por todo o mundo e o seu enorme mercado provavelmente poderia absorver a maior parte do que a China perdesse no exterior no caso de um recuo do mercado estado-unidense.<\/p>\n<p>Enquanto Obama vaga pelo Pac\u00edfico a anunciar suas amea\u00e7as militares \u00e0 China e se esfor\u00e7a para isolar economicamente a China do resto da \u00c1sia, a presen\u00e7a econ\u00f3mica dos EUA est\u00e1 a desvanecer-se rapidamente do que costumava ser o seu &#8220;quintal&#8221;. Citando um jornalista do\u00a0<em>Financial Times: <\/em>&#8220;A China \u00e9 o \u00fanico espect\u00e1culo para a Am\u00e9rica Latina&#8221; (<em>Financial Times, <\/em>23\/Nov\/2011, p.6). A China deslocou os EUA e a UE com principal parceiro comercial da Am\u00e9rica Latina; Pequim despejou milhares de milh\u00f5es em novos investimentos e proporciona empr\u00e9stimos com juros baixos.<\/p>\n<p>O com\u00e9rcio da China com a \u00cdndia, Indon\u00e9sia, Jap\u00e3o, Paquist\u00e3o e Vietname est\u00e1 a aumentar a uma taxa muito mais r\u00e1pida do que a dos EUA. O esfor\u00e7o estado-unidense para construir uma alian\u00e7a de seguran\u00e7a na \u00c1sia centrada no imp\u00e9rio baseia-se em fundamentos econ\u00f3micos fr\u00e1geis. Mesmo a Austr\u00e1lia, a \u00e2ncora e fulcro do \u00edmpeto militar dos EUA na \u00c1sia, est\u00e1 pesadamente dependente de exporta\u00e7\u00f5es minerais para a China. Qualquer interrup\u00e7\u00e3o militar remeteria a economia australiana para um mergulho.<\/p>\n<p>A economia dos EUA n\u00e3o est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de substituir a China como mercado para exporta\u00e7\u00f5es de mercadorias asi\u00e1ticas ou da Austr\u00e1lia. Os pa\u00edses asi\u00e1ticos devem estar agudamente conscientes de que n\u00e3o h\u00e1 vantagem futura em ligarem-se a um imp\u00e9rio, altamente militarizado, em decl\u00ednio. Obama e Clinton enganam-se a si pr\u00f3prios se pensam que podem atrair a \u00c1sia para uma alian\u00e7a a longo prazo. Os asi\u00e1ticos est\u00e3o simplesmente a utilizar as aberturas amistosas do regime Obama como um &#8220;dispositivo t\u00e1ctico&#8221;, um truque negocial, para conseguirem melhores termos para assegurar fronteiras mar\u00edtimas e territoriais com a China.<\/p>\n<p>Washington est\u00e1 iludida se acredita que pode convencer a \u00c1sia a romper la\u00e7os econ\u00f3micos lucrativos a longo prazo e de grande escala com a China a fim de aderir a uma associa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica exclusiva com t\u00e3o d\u00fabias perspectivas. Qualquer &#8220;reorienta\u00e7\u00e3o&#8221; da \u00c1sia, desde a China at\u00e9 os EUA, exigiria mais do que a presen\u00e7a de for\u00e7a naval e aerotransportada apontada para a China. Exigiria a reestrutura\u00e7\u00e3o tal das economias dos pa\u00edses asi\u00e1ticos, da estrutura de classe e da elite militar. Os mais poderosos grupos empresariais da \u00c1sia t\u00eam profundas e crescentes liga\u00e7\u00f5es com a China\/Hong Kong, especialmente entre as din\u00e2micas elites de neg\u00f3cios transnacionais chinesas na regi\u00e3o. Uma viragem em direc\u00e7\u00e3o a Washington implica uma contra-revolu\u00e7\u00e3o maci\u00e7a, que substitua &#8220;compradores&#8221; coloniais por empres\u00e1rios estabelecidos. Quando muito alguns oficiais militares asi\u00e1ticos treinados nos EUA, economistas e antigos financeiros da Wall Street e bilion\u00e1rios podem procurar &#8220;equilibrar&#8221; uma presen\u00e7a militar estado-unidense com poder econ\u00f3mico chin\u00eas, mas eles devem perceber que em \u00faltima an\u00e1lise a vantagem est\u00e1 em desenvolver uma solu\u00e7\u00e3o asi\u00e1tica.<\/p>\n<p>A era dos &#8220;capitalistas compradores&#8221; asi\u00e1ticos, desejosos de liquidar a ind\u00fastria nacional e a soberania em troca de acesso privilegiado a mercados dos EUA, \u00e9 hist\u00f3ria antiga. Qualquer que seja o ilimitado entusiasmo por consumismo de luxo e estilos de vida ocidentais, os quais os novos ricos da \u00c1sia e da China celebram descuidadamente, qualquer que seja a aceita\u00e7\u00e3o das desigualdades e da explora\u00e7\u00e3o capitalista selvagem do trabalho, h\u00e1 o reconhecimento de que a hist\u00f3ria passada da domina\u00e7\u00e3o estado-unidense e europeia impediu o crescimento e o enriquecimento de uma burguesia e classe m\u00e9dia ind\u00edgenas. Os discursos e pronunciamentos de Obama e Clinton exalam nostalgia por um passado de supervisores neocoloniais e compradores colaboracionistas \u2013 uma ilus\u00e3o tola. Suas tentativas de realismo pol\u00edtico assumem uma fei\u00e7\u00e3o bizarra ao imaginarem que posicionamentos militares e projec\u00e7\u00f5es de for\u00e7a armada reduzir\u00e3o a China a um actor marginal na regi\u00e3o.<\/p>\n<p><a name=\"13467aa3d3499191_134576e58b752fe2_c2\"><\/a><strong>A escalada da confronta\u00e7\u00e3o de Obama em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 R\u00fassia <\/strong><\/p>\n<p>O regime Obama lan\u00e7ou uma grande investida militar frontal sobre as fronteiras da R\u00fassia. Os EUA avan\u00e7aram s\u00edtios de m\u00edsseis e bases da For\u00e7a A\u00e9rea na Pol\u00f3nia, Rom\u00e9nia, Turquia, Espanha, Rep\u00fablica Checa e Bulg\u00e1ria: complexos de m\u00edsseis anti-a\u00e9reos Patriot PAC-3 na Pol\u00f3nia; radar avan\u00e7ado AN\/PPY-2 na Turquia e v\u00e1rios m\u00edsseis (SM-3 IA) embarcados em navios de guerra na Espanha est\u00e3o entre as armas mais importantes que cercam a R\u00fassia, a maior apenas a minutos do seu alvo estrat\u00e9gico. Em segundo lugar, o regime Obama fez um enorme esfor\u00e7o para assegurar e expandir bases militares dos EUA na \u00c1sia Central entre antigas rep\u00fablicas sovi\u00e9ticas. Em terceiro, Washington, atrav\u00e9s da NATO, lan\u00e7ou grandes opera\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas e militares contra os principais parceiros comerciais da R\u00fassia na \u00c1frica do Norte e M\u00e9dio Oriente. A guerra da NATO contra a L\u00edbia, que derrubou o regime Kadafi, paralisou ou anulou investimentos russos de milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares em petr\u00f3leo e g\u00e1s, vendas de armas e substituiu o antigo regime amigo da R\u00fassia por um fantoche da NATO.<\/p>\n<p>As san\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas ONU-NATO e a actividade terrorista clandestina EUA-Israel contra o Ir\u00e3o minaram o lucrativo com\u00e9rcio nuclear da R\u00fassia, de milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares, e empreendimentos petrol\u00edferos conjuntos. A NATO, incluindo a Turquia, apoiada pelas ditaduras mon\u00e1rquicas do Golfo, impuseram duras san\u00e7\u00f5es e financiaram assaltos terroristas \u00e0 S\u00edria, o \u00faltimo aliado remanescente da R\u00fassia na regi\u00e3o e onde ela tem a sua \u00fanica instala\u00e7\u00e3o naval (Tartus) no Mar Mediterr\u00e2neo. A anterior colabora\u00e7\u00e3o da R\u00fassia com a NATO enfraquecendo a sua pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica e de seguran\u00e7a \u00e9 produto da monumental m\u00e1 interpreta\u00e7\u00e3o da NATO e especialmente das pol\u00edticas imperiais de Obama. O presidente russo Medvedev e seu antigo ministro dos Estrangeiros, Sergey Lavrov, assumiram erradamente (tal como Gorbachev e Yeltsin antes deles) que apoiar pol\u00edticas da NATO contra parceiros comerciais da R\u00fassia resultaria em alguma esp\u00e9cie de &#8220;reciprocidade&#8221;. o desmantelamento americano da sua ofensiva &#8220;missile shield&#8221; nas suas fronteiras e apoio para a admiss\u00e3o da R\u00fassia na Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio. Medvedev, seguindo suas liberais ilus\u00f5es pr\u00f3 ocidentais, entrou na linha e apoiou san\u00e7\u00f5es estado-unidenses-israelenses contra o Ir\u00e3o, acreditando nos contos de um &#8220;programa de armas nucleares&#8221;. A seguir Lavrov entrou na linha da NATO de &#8220;zonas de interdi\u00e7\u00e3o de voo para proteger vidas de civis l\u00edbios&#8221; e votou a favor, s\u00f3 com um &#8220;protesto&#8221; delicado, demasiado tardio, de que a NATO estava a &#8220;exceder o seu mandato&#8221; ao bombardear a L\u00edbia, regredi-la \u00e0 Idade M\u00e9dia e instalar um regime fantoche pr\u00f3 NATO de patifes e fundamentalistas. Finalmente, quando os EUA apontaram um punhal ao cora\u00e7\u00e3o da R\u00fassia, fazendo um enorme esfor\u00e7o para instalar s\u00edtios de lan\u00e7amento de m\u00edsseis a 5 minutos de Moscovo ao mesmo tempo que organizava assaltos armados \u00e0 S\u00edria, a dupla Medvedev-Lavrov acordou do seu estupor e op\u00f4s-se a san\u00e7\u00f5es da ONU. Medvedev amea\u00e7ou abandonar o tratado de redu\u00e7\u00e3o de m\u00edsseis nucleares (START) e colocar m\u00edsseis de m\u00e9dio alcance a 5 minutos de Berlim, Paris e Londres.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica de consolida\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o de Medvedev-Lavrov, baseada na ret\u00f3rica de Obama de &#8220;redefini\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es&#8221;\u00a0<em>(&#8220;resetting relations&#8221;) <\/em>encoraja a agressiva constru\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio: Cada capitula\u00e7\u00e3o levava a uma nova agress\u00e3o. Em consequ\u00eancia, a R\u00fassia est\u00e1 cercada por m\u00edsseis na sua fronteira ocidental; ela sofreu perdas entre os seus principais parceiros comerciais no M\u00e9dio Oriente e enfrenta bases dos EUA no Sudoeste e na \u00c1sia Central.<\/p>\n<p>Tardiamente respons\u00e1veis russos mexeram-se para substituir o iludido Medvedev pelo realista Putin, como presidente seguinte. Esta mudan\u00e7a para uma pol\u00edtica realista previsivelmente provocou uma onda de hostilidade a Putin em todos os media ocidentais. A agressiva pol\u00edtica de Obama para isolar a R\u00fassia atrav\u00e9s da minagem de regimes independentes n\u00e3o afectou, contudo, o status da R\u00fassia como pot\u00eancia com armas nucleares. Ela apenas aumentou tens\u00f5es na Europa e talvez tenha encerrado qualquer oportunidade futura de redu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica de armas nucleares ou esfor\u00e7os para assegurar um consenso no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU sobre quest\u00f5es de resolu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica de conflitos. Washington, sob Obama-Clinton, transformou a R\u00fassia de um cliente acomodat\u00edcio num grande advers\u00e1rio.<\/p>\n<p>Putin encara o aprofundamento e expans\u00e3o de la\u00e7os com o Leste, nomeadmente a China, face \u00e0s amea\u00e7as do Ocidente. A combina\u00e7\u00e3o de tecnologia de armas avan\u00e7adas e recursos energ\u00e9ticos russos e de din\u00e2mica manufactureira e crescimento industrial chin\u00eas s\u00e3o mais do que suficientes para as economias infestadas de crise dos EUA e da UE a chafurdarem na estagna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A confronta\u00e7\u00e3o militar de Obama contra a R\u00fassia prejudicar\u00e1 muito acesso da mesma a mat\u00e9rias-primas e impedir\u00e1 definitivamente qualquer acordo estrat\u00e9gico de seguran\u00e7a a longo prazo, o qual seria \u00fatil para reduzir o d\u00e9fice e reviver a economia estado-unidense.<\/p>\n<p><a name=\"13467aa3d3499191_134576e58b752fe2_c3\"><\/a><strong>Entre realismo e ilus\u00e3o: O realinhamento estrat\u00e9gico de Obama <\/strong><\/p>\n<p>O reconhecimento de Obama de que o centro presente e futuro da pol\u00edtica e do poder econ\u00f3mico est\u00e1 a mover-se inexoravelmente para a \u00c1sia foi um lampejo de realismo pol\u00edtico. Depois de durante uma d\u00e9cada despejar centenas de milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares em aventuras militares nas margens e na periferia da pol\u00edtica mundial, Washington finalmente descobriu que n\u00e3o \u00e9 o lugar onde o destino das na\u00e7\u00f5es, especialmente as Grandes Pot\u00eancias, ser\u00e1 decidido, excepto num sentido negativo \u2013 de sangria recursos sobre causas perdidas. O novo realismo e prioridades de Obama aparentemente est\u00e3o centrados no Sudeste e Nordeste da \u00c1sia, onde economias din\u00e2micas florescem, mercados est\u00e3o em crescimento a uma taxa com dois d\u00edgitos, investidores preparam dezenas de milhares de milh\u00f5es de actividade produtiva e o com\u00e9rcio expande-se tr\u00eas vezes mais do que o dos EUA e da UE.<\/p>\n<p>Mas o &#8220;Novo realismo&#8221; de Obama \u00e9 destru\u00eddo por suposi\u00e7\u00f5es totalmente ilus\u00f3rias, as quais minam quaisquer esfor\u00e7os s\u00e9rios para realinhar a pol\u00edtica dos EUA.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, o esfor\u00e7o de Obama para &#8220;entrar&#8221; na \u00c1sia \u00e9 atrav\u00e9s de uma acumula\u00e7\u00e3o de meios militares e n\u00e3o atrav\u00e9s de um aperfei\u00e7oamento e melhoria da competitividade econ\u00f3mica estado-unidense. O que \u00e9 que os EUA produzem para os pa\u00edses asi\u00e1ticos que promova sua fatia de mercado? Al\u00e9m de armas, avi\u00f5es e agricultura, os EUA t\u00eam poucas ind\u00fastrias competitivas. Os EUA teriam de reorientar amplamente sua economia, melhorar o trabalho qualificado e transferir milhares de milh\u00f5es da &#8220;seguran\u00e7a&#8221; e do militarismo para a aplica\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00f5es. Mas Obama trabalha dentro do actual complexo financeiro militarista-sionista. Ele n\u00e3o conhece qualquer outro e \u00e9 incapaz de romper com ele.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, Obama-Clinton operam sob a ilus\u00e3o de que os EUA podem excluir a China ou minimizar o seu papel na \u00c1sia, uma pol\u00edtica que \u00e9 enfraquecida pelo investimento enorme e crescente, e a presen\u00e7a, de todas as grandes corpora\u00e7\u00f5es multinacionais dos EUA na China, as quais utilizam-na como uma plataforma de exporta\u00e7\u00e3o para a \u00c1sia e o resto do mundo.<\/p>\n<p>A acumula\u00e7\u00e3o militar dos EUA e a sua pol\u00edtica de intimida\u00e7\u00e3o for\u00e7ar\u00e3o a China a reduzir o seu papel como credor que financia a d\u00edvida estado-unidense, uma pol\u00edtica que a China pode realizar porque o mercado dos EUA, se bem que ainda importante, est\u00e1 em decl\u00ednio, pois a China expande a sua presen\u00e7a no seu mercado interno e nos da \u00c1sia, Am\u00e9rica Latina e Europa.<\/p>\n<p>O que antes parecia ser Novo realismo revela-se agora ser a reciclagem de Velhas ilus\u00f5es. A no\u00e7\u00e3o de que os EUA podem voltar a ser a Pot\u00eancia suprema no Pac\u00edfico era do p\u00f3s Segunda Guerra Mundial. As tentativas dos EUA sob Obama-Clinton para retornar \u00e0 domina\u00e7\u00e3o do Pac\u00edfico, com uma economia avariada, com o fardo de uma economia super-militarizada e com grandes desvantagens estrat\u00e9gicas: Ao longo da \u00faltima d\u00e9cada a pol\u00edtica externa dos Estados Unidos esteve nas m\u00e3os da quinta coluna de Israel (o &#8220;lobby&#8221; israelense). Toda a classe pol\u00edtica estado-unidense \u00e9 destitu\u00edda de senso comum, pr\u00e1tico e projecto nacional. Eles est\u00e3o imersos em debates trogloditas sobre &#8220;deten\u00e7\u00f5es indefinidas&#8221; e &#8220;expuls\u00f5es em massa de imigrantes&#8221;. Pior: est\u00e3o todos nas folhas de pagamento de corpora\u00e7\u00f5es privadas que vendem nos EUA e investem na China.<\/p>\n<p>Por que Obama renunciaria a guerras custosas na periferia n\u00e3o lucrativa e a seguir promoveria a mesma metaf\u00edsica militar no centro din\u00e2mico do universo econ\u00f3mico mundial? Ser\u00e1 que Barack Obama e seus conselheiros acreditam que ele \u00e9 o Segundo Advento do Almirante Perry, cujos navios de guerra no s\u00e9culo XIX atrav\u00e9s de bloqueios obrigaram a \u00c1sia a abrir-se ao com\u00e9rcio ocidental? Acreditar\u00e1 ele que alian\u00e7as militares ser\u00e3o a primeira etapa para um per\u00edodo subsequente de presen\u00e7a econ\u00f3mica privilegiada?<\/p>\n<p>Acreditar\u00e1 Obama que o seu regime pode bloquear a China, tal como Washington fez com o Jap\u00e3o nos dias que precederam a Segunda Guerra Mundial? \u00c9 demasiado tarde. A China \u00e9 muito mais central para a economia do mundo, demasiado vital mesmo para o financiamento da d\u00edvida dos EUA, demasiado soldada \u00e0s corpora\u00e7\u00f5es multinacionais do Forbes 500. Provocar a China, mesmo fantasiar acerca da &#8220;exclus\u00e3o&#8221; econ\u00f3mica para deitar abaixo a China, \u00e9 perseguir pol\u00edticas que abalar\u00e3o totalmente a economia mundial, em primeiro lugar e acima de tudo a economia dos EUA!<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>O &#8220;realismo de pacotilha&#8221; de Obama, sua comuta\u00e7\u00e3o das guerra no mundo mu\u00e7ulmano para a confronta\u00e7\u00e3o militar na \u00c1sia, n\u00e3o tem valor intr\u00ednseco e coloca custos extr\u00ednsecos extraordin\u00e1rios. Os m\u00e9todos militares e os objectivos econ\u00f3micos s\u00e3o totalmente incompat\u00edveis e para al\u00e9m da capacidade dos EUA, como est\u00e3o actualmente constitu\u00eddos. As pol\u00edticas de Washington n\u00e3o &#8220;enfraquecer\u00e3o&#8221; a R\u00fassia ou a China, muito menos a intimidar\u00e3o. Ao inv\u00e9s disso, ir\u00e1 encorajar ambos a adoptarem posi\u00e7\u00f5es mais adversas, tornando menos prov\u00e1vel que ajudem as guerras sequenciais de Obama em proveito de Israel. A R\u00fassia j\u00e1 enviou navios de guerra ao seu porto na S\u00edria, recusou-se a apoiar um embargo de armas contra a S\u00edria e o Ir\u00e3o e (em retrospectiva) criticou a guerra da NATO contra a L\u00edbia. A China e a R\u00fassia t\u00eam demasiados la\u00e7os estrat\u00e9gicos com a economia do mundo para sofrerem quaisquer grandes perdas de uma s\u00e9rie de postos avan\u00e7ados militares dos EUA e de alian\u00e7as &#8220;exclusivas&#8221;. A R\u00fassia pode apontar tantos m\u00edsseis nucleares para o ocidente quanto os EUA podem mont\u00e1-los nas suas bases na Europa do Leste.<\/p>\n<p>Por outras palavras, a escalada militar de Obama n\u00e3o mudar\u00e1 o equil\u00edbrio de poder nuclear, mas levar\u00e1 a R\u00fassia e a China para uma rela\u00e7\u00e3o mais estreita e alian\u00e7a mais profunda. Ultrapassados est\u00e3o os dias da estrat\u00e9gia &#8220;divida e conquista&#8221; de Kissinger-Nixon contrapondo acordos comerciais EUA-China contra armas russas. Washington exagerou totalmente a signific\u00e2ncia das actuais querelas mar\u00edtimas entre a China e seus vizinhos. O que os une em termos econ\u00f3micos \u00e9 muito mais importante no m\u00e9dio e longo prazo. As liga\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas asi\u00e1ticas da China desgastar\u00e3o quaisquer t\u00e9nues liga\u00e7\u00f5es militares aos EUA.<\/p>\n<p>O &#8220;realismo de pacotilha&#8221; de Obama v\u00ea o mercado mundial atrav\u00e9s de lentes militares. A arrog\u00e2ncia militar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00c1sia levou \u00e0 ruptura com o Paquist\u00e3o, seu regime cliente mais d\u00f3cil na \u00c1sia. A NATO deliberadamente chacinou 24 soldados paquistaneses e esfregou-os no nariz dos generais paquistaneses, ao passo que a China e a R\u00fassia condenaram o ataque e ganharam influ\u00eancia.<\/p>\n<p>No final das contas, o posicionamento militar e excludente da China fracassar\u00e1. Washington exagerou a sua m\u00e3o e afugentou da sua anterior orienta\u00e7\u00e3o para os neg\u00f3cios os parceiros asi\u00e1ticos, os quais s\u00f3 querem utilizar a presen\u00e7a militar dos EUA para ganharem vantagem econ\u00f3mica t\u00e1ctica. Eles certamente n\u00e3o querem uma nova &#8220;Guerra fria&#8221; instigada pelos EUA que divida e enfraque\u00e7a o din\u00e2mico com\u00e9rcio e investimento intra-asi\u00e1tico. Obama e os seus apaniguados aprender\u00e3o rapidamente que os actuais l\u00edderes da \u00c1sia n\u00e3o t\u00eam aliados permanentes \u2013 apenas interesses permanentes. Na an\u00e1lise final, a China apresenta-se de forma destacada na configura\u00e7\u00e3o de uma nova economia mundial centro-asi\u00e1ticas. Washington pode afirmar ter uma &#8220;presen\u00e7a permanente no Pac\u00edfico&#8221; mas at\u00e9 que demonstre que pode cuidar do seu &#8220;neg\u00f3cio b\u00e1sico em casa&#8221;, como reparar as suas pr\u00f3prias finan\u00e7as e equilibrar seus d\u00e9fices de transac\u00e7\u00f5es correntes, o comando naval dos EUA pode acabar por arrendar suas instala\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas a exportadores transportadores asi\u00e1ticos, que transportam bens para eles, e protegendo-os perseguindo piratas, contrabandistas e narco-traficantes.<\/p>\n<p>Se chegar a pensar acerca disto, Obama pode reduzir o d\u00e9fice comercial dos EUA com a \u00c1sia pelo arrendamento da S\u00e9tima Frota a fim de patrulhar estreitos, ao inv\u00e9s de desperdi\u00e7ar o dinheiro do contribuinte estado-unidense a intimidar pot\u00eancias econ\u00f3micas asi\u00e1ticas.<\/p>\n<p><strong>O original encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.globalresearch.ca\/index.php?context=va&amp;aid=28144\" target=\"_blank\">http:\/\/www.globalresearch.ca\/index.php?context=va&amp;aid=28144<\/a> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Este artigo encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\">http:\/\/resistir.info\/<\/a> .<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\nCr\u00e9dito: cmarins\n\n\n\n\n\n\n\n\nJames Petras\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2194\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-2194","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-zo","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2194","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2194"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2194\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2194"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2194"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2194"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}