{"id":21986,"date":"2019-01-17T23:11:19","date_gmt":"2019-01-18T01:11:19","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=21986"},"modified":"2019-01-17T23:11:25","modified_gmt":"2019-01-18T01:11:25","slug":"das-contradicoes-do-capitalismo-a-crise-na-comunicacao-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21986","title":{"rendered":"Das contradi\u00e7\u00f5es do capitalismo \u00e0 crise na comunica\u00e7\u00e3o social"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/4.bp.blogspot.com\/-I9J65puy7-I\/XDjR_C7dq9I\/AAAAAAAAuYE\/Jpkn5no3necP7GS1wVktWrnqz6czP7KagCLcBGAs\/s1600\/EH-PT-comunica%25C3%25A7%25C3%25A3o_social-capitalismo-g.jpg\"\/><!--more-->\nFernando Correia\ufeff\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A comunica\u00e7\u00e3o social \u00e9 de h\u00e1 muito um dos principais instrumentos atrav\u00e9s dos quais se exerce o poder da classe dominante. \u00c9 tamb\u00e9m um universo em crise. Para o p\u00fablico em geral, \u00e9 t\u00e3o importante conhecer os tra\u00e7os principais dessa crise como ter consci\u00eancia de quanto aquilo que os grandes meios veiculam \u00e9 cada vez mais oriundo, n\u00e3o das reda\u00e7\u00f5es, mas de centrais de condicionamento da opini\u00e3o, de desinforma\u00e7\u00e3o e propaganda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A crise do capitalismo reflete-se na comunica\u00e7\u00e3o social, tamb\u00e9m no nosso pa\u00eds, por v\u00e1rias contradi\u00e7\u00f5es de fundo, nomeadamente o aprofundamento da contradi\u00e7\u00e3o entre, por um lado, o poder social dos media, acentuado pelo desenvolvimento das novas tecnologias, e, por outro, o seu uso privado quer com fins mercantilistas quer com objetivos de exerc\u00edcio do poder ou de influ\u00eancia no poder.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema \u00e9 estrutural, mas a emerg\u00eancia das novas tecnologias, ao mesmo tempo que o mascara tem vindo a aprofund\u00e1-lo e a dar-lhe novos contornos, desde logo a degrada\u00e7\u00e3o do fator humano, do estatuto laboral e da qualidade informativa. Sendo que o mal n\u00e3o est\u00e1 nas tecnologias, mas no seu enquadramento social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">V\u00e1rios fatores contribuem para a situa\u00e7\u00e3o do jornalismo, dos jornalistas e da informa\u00e7\u00e3o. Sublinhemos cinco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">1. Papel central ocupado pelos media dominantes (<em>dominam a opini\u00e3o p\u00fablica mas s\u00e3o dominados pelo grande capital<\/em>), nomeadamente a televis\u00e3o e agora tamb\u00e9m o digital, na forma\u00e7\u00e3o e no condicionamento das formas de pensar e de agir das pessoas, o que faz deles um instrumento indispens\u00e1vel e decisivo na influ\u00eancia pol\u00edtica e ideol\u00f3gica do grande capital, no controlo poss\u00edvel da conflitualidade social, no exerc\u00edcio do poder e na hegemonia de classe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2. Primado do fator econ\u00f4mico, situado no topo da hierarquia dos poderes, com dom\u00ednio absoluto do grande capital (e da direita) nacional e internacional na propriedade dos&nbsp;<em>media<\/em>&nbsp;mais influentes e, consequentemente, na defini\u00e7\u00e3o dos objetivos estrat\u00e9gicos, nas orienta\u00e7\u00f5es editoriais e, obviamente, na forma\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">3. Emerg\u00eancia do&nbsp;<em>online<\/em>&nbsp;e de um extraordin\u00e1rio aumento atrav\u00e9s da Internet, nomeadamente das redes sociais, do tr\u00e1fego comunicacional, em que informa\u00e7\u00e3o (no verdadeiro sentido jornal\u00edstico), investiga\u00e7\u00e3o, debate de ideias, an\u00e1lises e coment\u00e1rios se misturam ou, as mais das vezes, simplesmente se apagam ou diluem, numa am\u00e1lgama pouco ou nada transparente, com propaganda, publicidade (melhor ou pior disfar\u00e7ada), boatos, ep\u00edstolas, entretenimento, recados e confid\u00eancias, declara\u00e7\u00f5es oficiais e oficiosas, \u00abbocas\u00bb fuleiras, campanhas melhor ou pior intencionadas, ass\u00e9dios de alcova, intrigas, insultos e outras formas pr\u00f3prias ou impr\u00f3prias do relacionamento entre as pessoas; e ainda, claro, as famosas e recentemente descobertas (!)&nbsp;<em>fake news<\/em>, agitadas como \u00abbode expiat\u00f3rio\u00bb das&nbsp;<em>not\u00edcias falsas<\/em>&nbsp;que desde h\u00e1 muito quotidianamente enganam, distraem, iludem e atormentam\u2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">4. Crise da imprensa escrita, gravemente amea\u00e7ada pelo jornalismo digital, que lhe ganha em facilidade de acesso e baixo pre\u00e7o de produ\u00e7\u00e3o e lhe rouba leitores e publicidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">5. Dificuldades econ\u00f4micas de grande parte das empresas de comunica\u00e7\u00e3o social, devido ao per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o que o setor est\u00e1 atravessando e \u00e0 crise sist\u00eamica do capitalismo ao qual est\u00e3o estruturalmente ligadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Os elos da cadeia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As novas tecnologias aplicadas aos meios de comunia\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos proporcionaram-lhes meios extraordin\u00e1rios n\u00e3o s\u00f3 para o alargamento e aprofundamento da&nbsp;<em>informa\u00e7\u00e3<\/em>o e da&nbsp;<em>forma\u00e7\u00e3o<\/em>&nbsp;(a n\u00e3o complementaridade e a n\u00e3o potencia\u00e7\u00e3o entre uma e outra transformam o jornalismo em<em>comunica\u00e7\u00e3o<\/em>, no seu sentido mais estrito), mas tamb\u00e9m para o apoio ao ensino, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o, ao desenvolvimento, \u00e0 cultura, ao aprofundamento da democracia, ao melhor conhecimento entre os povos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas o que vemos, e sofremos, \u00e9 esses meios serem utilizados em estrat\u00e9gias de conquista de mercados, opera\u00e7\u00f5es financeiras especulativas, luta pelas audi\u00eancias, sofisticadas formas de interferir no relacionamento entre os povos, alargamento de hegemonia pol\u00edtica e ideol\u00f3gica, defesa ostensiva ou disfar\u00e7ada dos interesses da classe dominante, incluindo os ideol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A liga\u00e7\u00e3o entre o jornalismo e a sociedade capitalista assume um car\u00e1ter de&nbsp;<em>natureza estrutural<\/em>, assente, desde logo, no tipo de propriedade dos<em>&nbsp;media<\/em>de maior influ\u00eancia e na sua natureza de classe. No nosso pa\u00eds, cinco grandes grupos econ\u00f4micos dominam, direta ou indiretamente, mais de uma centena dos principais \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o na imprensa, na r\u00e1dio, na televis\u00e3o e no digital. S\u00e3o os donos da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quest\u00e3o da propriedade da&nbsp;<em>m\u00eddia&nbsp;<\/em>tem a ver com a import\u00e2ncia do fator econ\u00f4mico, que se prolonga e repercute no universo midi\u00e1tico, a n\u00edvel de financiamento, de conte\u00fados e de l\u00f3gica interna de funcionamento, tornando natural e \u00f3bvio aquilo que, no fundo, simplesmente corresponde \u00e0s estrat\u00e9gias de autorreprodu\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do sistema. Mas h\u00e1 outros elos da cadeia que n\u00e3o podem ser esquecidos. Dois s\u00e3o fundamentais. Um \u00e9 a publicidade, nomeadamente a dependente das grandes multinacionais ligadas ao n\u00facleo duro do capitalismo, cujo peso decisivo na economia da<em>m\u00eddia&nbsp;<\/em>acaba por influenciar e se refletir, direta ou indiretamente, nos conte\u00fados, incluindo os informativos. A agenda da&nbsp;<em>m\u00eddia<\/em>&nbsp;\u2013 na imprensa (jornais e revistas), na televis\u00e3o, na r\u00e1dio, no digital \u2013 est\u00e1 cada vez mais contaminada pelos interesses das grandes ag\u00eancias de publicidade, que com maior ou menor sofistica\u00e7\u00e3o infiltram nos conte\u00fados jornal\u00edsticos a disfar\u00e7ada promo\u00e7\u00e3o de mercadorias dos mais variados tipos; tal e qual, ali\u00e1s, como desde h\u00e1 muito vem acontecendo, tamb\u00e9m de forma mais ou menos sutil, com os&nbsp;<em>produtos ideol\u00f3gicos<\/em>&nbsp;gratos \u00e0 classe dominante\u2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro elo s\u00e3o as fontes profissionais, tamb\u00e9m chamadas fontes poderosas, protagonizadas por ag\u00eancias e empresas de comunica\u00e7\u00e3o, consultadoria, assessoria e outros nomes mais americanizados, que t\u00eam assumido um papel cada vez mais significativo na produ\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o. Entre as v\u00e1rias dezenas que existem em Portugal, algumas empregam mais gente do que as reda\u00e7\u00f5es da grande maioria dos nossos jornais e canais televisivos. J\u00e1 h\u00e1 alguns anos, um investigador, bom conhecedor do meio, afirmava que mais de 60% das not\u00edcias aparecidas na&nbsp;<em>m\u00eddia<\/em>&nbsp;resultavam daquilo que ele chamava uma \u00aba\u00e7\u00e3o de indu\u00e7\u00e3o por parte de assessores de imprensa, rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, consultores de comunica\u00e7\u00e3o, porta-vozes e outros peritos de<em>spin doctoring<\/em>\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acrescentava ele que isto se devia \u00e0 fragiliza\u00e7\u00e3o dos coletivos redatoriais: \u00abA assessoria de imprensa trabalha em cima das brechas do jornalismo\u00bb, nomeadamente a falta de meios humanos e de tempo para pensar. \u00abA tend\u00eancia vai no sentido da diminui\u00e7\u00e3o da cobertura jornal\u00edstica por iniciativa dos jornalistas e do aumento do aproveitamento do que vem das ag\u00eancias\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Os n\u00fameros da fragiliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 intimamente ligada \u00e0 crescente debilidade laboral e profissional dos jornalistas. Retenham-se apenas alguns n\u00fameros, resultantes dos estudos acad\u00eamicos mais recentes (Univ. de Coimbra e ISCTE):<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211; Apenas dois ter\u00e7os t\u00eam contrato de trabalho, dos quais 57% sem termo e 10,5% a termo certo;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211; 64,7% dos contratos s\u00e3o de 35 a 40 horas semanais, sendo que, destes, 13,8% trabalha 51 a 60 horas e 9% mais de 60 horas;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211; Dos 25,8% de jornalistas que, dentro da mesma empresa ou grupo econ\u00f4mico, trabalham para mais de um \u00f3rg\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o social, mais de metade (66,8%) n\u00e3o recebe remunera\u00e7\u00e3o extra;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211; 80% n\u00e3o t\u00eam progress\u00e3o na carreira h\u00e1 mais de quatro anos, dos quais 28,4% h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211; 64,2% j\u00e1 pensaram em abandonar a profiss\u00e3o, nomeadamente devido ao baixo rendimento, \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o e \u00e0 precariedade contratual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m os vencimentos merecem ser sublinhados: 57,3% ganham menos de 1000 euros por m\u00eas, 11,6% menos de 500 e, desses, 7% menos de 300. Simultaneamente, 19,4% recebem mais de 1500 euros mensais, sendo que, desses, 10,8% ganham at\u00e9 2.000 euros, 3,6% at\u00e9 2500 e 5% um valor superior. F\u00e1cil \u00e9 de perceber que \u00e9 precisamente nestes 5% que se inclui a tal elite atr\u00e1s referida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 por acaso que nos \u00faltimos tempos tem assumido particular express\u00e3o a luta dos trabalhadores prec\u00e1rios, tradicional mas crescente \u00abcarne para canh\u00e3o\u00bb utilizada para preencher postos de trabalho permanentes mas sem o reconhecimento do devido estatuto profissional e retribui\u00e7\u00e3o financeira. O facto assume ainda maior gravidade quando se passa numa empresa de servi\u00e7o p\u00fablico como a RTP.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estamos perante um grupo profissional \u2013 para o qual se exige um curso superior n\u00e3o espec\u00edfico \u2013 extremamente fragmentado nas suas especializa\u00e7\u00f5es tem\u00e1ticas (impostas pela diversidade dos assuntos abordados), tecnol\u00f3gicas (relativas \u00e0s v\u00e1rias plataformas) e funcionais (inerentes ao organograma da sala de reda\u00e7\u00e3o), mas tamb\u00e9m nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho e enquadramentos hier\u00e1rquicos e organizacionais. Daqui resulta uma grande fragilidade laboral e tamb\u00e9m, naturalmente, reivindicativa, refor\u00e7ada pelo excesso de procura e diminui\u00e7\u00e3o da oferta de emprego, numa dupla conjuga\u00e7\u00e3o propiciadora da soberba e dos abusos patronais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Confus\u00f5es a evitar, um combate a fazer<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A autonomia e a qualidade do jornalismo e dos jornalistas enquanto mediadores entre os acontecimentos e o p\u00fablico est\u00e1 cada vez mais frontalmente posta em causa. Nas empresas de comunica\u00e7\u00e3o social existe uma crescente subalterniza\u00e7\u00e3o dos jornalistas e do jornalismo em favor de setores como a gest\u00e3o, o marketing, as rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, a publicidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Refiro-me \u00e0 grande maioria dos jornalistas, e n\u00e3o a uma pequena elite (os tais 5% acima referidos na tabela de vencimentos) que geralmente funciona dentro das reda\u00e7\u00f5es como correia de transmiss\u00e3o entre os interesses patronais e a grande massa redatorial proletarizada. Uma elite que, em alguns casos, dado o seu protagonismo midi\u00e1tico (apresentadores, entrevistadores ou entrevistados, convidados em eventos mundanos ou outros ditos de debate plural e s\u00e9rio, palestrantes em universidades, etc.), as pessoas s\u00e3o levadas a identificar com o todo do grupo profissional; para o grande p\u00fablico,<em>eles s\u00e3o os jornalistas<\/em>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na produ\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, o jornalismo e os jornalistas, pelo menos aqueles que persistem em continuar a s\u00ea-lo por inteiro, est\u00e3o sujeitos, nos formatos informativos ou fora deles, \u00e0 cotidiana e crescente concorr\u00eancia de protagonistas exteriores ao campo jornal\u00edstico \u2013 comentadores, analistas, colunistas, convidados\u2026 \u2013 cuja contribui\u00e7\u00e3o at\u00e9 poderia ser \u00fatil ao esclarecimento do p\u00fablico, mas geralmente se destina, complementarmente \u00e0 forma de elaborar a agenda e fazer o trabalho (temas selecionados, fontes escolhidas, inclus\u00f5es e silenciamentos, \u00e2ngulos de abordagem\u2026),&nbsp;<em>a condicionar e orientar o p\u00fablico<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O conhecimento da exist\u00eancia desta situa\u00e7\u00e3o sinteticamente descrita revela-se importante para a compreens\u00e3o do estatuto profissional da grande maioria dos jornalistas e do seu lugar subalterno na hierarquia do poder de decis\u00e3o quanto \u00e0 sele\u00e7\u00e3o, elabora\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados noticiosos, e tamb\u00e9m da sempre presente, mesmo quando aparentemente ausente, dimens\u00e3o anal\u00edtica, cr\u00edtica e ideol\u00f3gica das not\u00edcias e a forma de as produzir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ajuda tamb\u00e9m a perceber e construir os caminhos da luta a desenvolver. Uma luta que \u00e9 dos profissionais do setor, mas tem tamb\u00e9m necessariamente de ser de todos os que reconhecem na comunica\u00e7\u00e3o social tanto um reflexo da sociedade que temos e n\u00e3o queremos, como um fator decisivo para a sua sobreviv\u00eancia; uma luta, portanto, dos que compreendem que o empenho na transforma\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o social est\u00e1 estreita e dialeticamente ligado ao combate pela transforma\u00e7\u00e3o da sociedade.<\/p>\n\n\n\n*Este artigo foi publicado no \u201cAvante!\u201d n\u00ba 2354, 10.01.2019 \n\n<p>http:\/\/www.avante.pt\/pt\/2354\/temas\/152787\/Das-contradi%C3%A7%C3%B5es-do-capitalismo-%C3%A0-crise-na-comunica%C3%A7%C3%A3o-social.htm\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21986\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[9],"tags":[233],"class_list":["post-21986","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5IC","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21986","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21986"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21986\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21986"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21986"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21986"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}