{"id":22015,"date":"2019-01-22T23:56:23","date_gmt":"2019-01-23T01:56:23","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22015"},"modified":"2019-01-22T23:56:29","modified_gmt":"2019-01-23T01:56:29","slug":"entender-a-nova-ofensiva-contra-a-venezuela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22015","title":{"rendered":"Entender a nova ofensiva contra a Venezuela"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resistir.info\/venezuela\/imagens\/maduro.jpg\"\/><!--more-->por Romain Migus\n\n\n\n<p>A investidura de Nicolas Maduro, em 10 de janeiro, provoca turbul\u00eancias pol\u00edticas e midi\u00e1ticas. Eleito em 20 de maio de 2018, o presidente da Venezuela enfrenta uma opera\u00e7\u00e3o planejada e concertada pelos Estados Unidos e seus aliados. Tomando como pretexto inicial as condi\u00e7\u00f5es eleitorais que permitiram a vit\u00f3ria de Maduro, um punhado de governos, repintado para a ocasi\u00e3o em &#8220;comunidade internacional&#8221;, atrav\u00e9s das transnacionais da comunica\u00e7\u00e3o, decidiu aumentar a press\u00e3o sobre a Venezuela Bolivariana.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Como se tornou h\u00e1bito no caso da Venezuela, a maior parte dos grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o envolve-se com prazer nas falsas not\u00edcias e esquece o pr\u00f3prio significado da \u00e9tica jornal\u00edstica. \u00c9 conveniente para o leitor escrupuloso e desejoso de separar a verdade do falso expor os fatos e voltar \u00e0s condi\u00e7\u00f5es da elei\u00e7\u00e3o de Maduro, analisando a estrat\u00e9gia de Washington para punir um povo julgado, desde h\u00e1 20 anos, demasiado rebelde e inc\u00f4modo.&nbsp;<\/p><p><\/p><p><strong>Os pretextos falaciosos para uma nova ofensiva pol\u00edtica&nbsp;<\/strong><\/p><p><\/p><p>Nesse novo cen\u00e1rio de desestabiliza\u00e7\u00e3o da Venezuela, as principais justifica\u00e7\u00f5es invocadas pelos governos que se op\u00f5em a Caracas andam em volta das condi\u00e7\u00f5es da elei\u00e7\u00e3o de Nicolas Maduro em maio passado.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Para entender esses pretextos falaciosos, precisamos voltar um pouco atr\u00e1s. Em maio de 2016, alguns meses ap\u00f3s a vit\u00f3ria da oposi\u00e7\u00e3o nas elei\u00e7\u00f5es legislativas, iniciou-se um processo de di\u00e1logo entre o Chavismo e seus opositores na Rep\u00fablica Dominicana. Uma s\u00e9rie de 150 reuni\u00f5es, lideradas pelo ex-primeiro-ministro espanhol Jos\u00e9 Luis Rodriguez Zapatero, o ex-presidente da Rep\u00fablica Dominicana Leonel Fernandez e o ex-presidente do Panam\u00e1, Martin Torrijos, resultou, em janeiro de 2018, na elabora\u00e7\u00e3o de um acordo sobre a convoca\u00e7\u00e3o de uma elei\u00e7\u00e3o presidencial antecipada e suas garantias eleitorais.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Como ressaltou Jorge Rodriguez, chefe da comiss\u00e3o de di\u00e1logo do governo:&nbsp;<em>&#8220;Tudo estava pronto [para a assinatura do acordo] at\u00e9 a mesa onde dev\u00edamos fazer nossas declara\u00e7\u00f5es oficiais. \u00c0 tarde, Julio Borges, ex-presidente de direita da Assembleia Nacional, recebeu um telefonema da Col\u00f4mbia do ex-secret\u00e1rio de Estado norte-americano Rex Tillerson (&#8230;). A oposi\u00e7\u00e3o ent\u00e3o anunciou-nos que n\u00e3o assinaria o acordo. De volta a Caracas, Jos\u00e9 Luis Rodr\u00edguez Zapatero enviou uma carta \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o perguntando-lhe qual era a sua alternativa para se recusar a participar numa elei\u00e7\u00e3o que apresentava as garantias sobre as quais ela mesma tinha trabalhado.\u201d&nbsp;<\/em><a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_1_9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[1]<\/strong><\/a>&nbsp;<\/p><p><\/p><p>A oposi\u00e7\u00e3o venezuelana dividiu-se sobre a estrat\u00e9gia a adotar. Enquanto a ala mais radical decidia n\u00e3o participar, parte da oposi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o desistiu de recuperar o poder atrav\u00e9s do caminho democr\u00e1tico apresentou um candidato, Henri Falcon. Dois outros candidatos participariam nesta elei\u00e7\u00e3o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_1_9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[2]<\/strong><\/a>. Por conseguinte, \u00e9 simplesmente falso afirmar que a oposi\u00e7\u00e3o boicotou este voto ou que Nicolas Maduro se apresentou sozinho&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_1_9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[3]<\/strong><\/a>. Esta \u00e9 uma narrativa com inten\u00e7\u00f5es pol\u00edticas n\u00e3o democr\u00e1ticas.&nbsp;<\/p><p><\/p><p><strong>Um sistema eleitoral transparente e democr\u00e1tico&nbsp;<\/strong><\/p><p><\/p><p>Uma das ladainhas de Washington e dos seus sat\u00e9lites da Am\u00e9rica Latina ou europeus \u00e9 dizer que as elei\u00e7\u00f5es na Venezuela n\u00e3o est\u00e3o alinhadas com os padr\u00f5es internacionais. O que \u00e9 obviamente falso, mas necess\u00e1rio neste processo pol\u00edtico-midi\u00e1tico que visa n\u00e3o reconhecer a legalidade da elei\u00e7\u00e3o de 20 de maio de 2018 e a legitimidade do seu resultado.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Para ver a hipocrisia daqueles governos sobre este conflito, vamos deter-nos por um momento sobre as condi\u00e7\u00f5es eleitorais oferecidas ao povo venezuelano desde a aprova\u00e7\u00e3o por referendo da Constitui\u00e7\u00e3o Bolivariana, em 15 de dezembro de 1999. O leitor pode facilmente ter uma ideia da transpar\u00eancia das elei\u00e7\u00f5es na Venezuela, comparando esses mecanismos eleitorais com os postos em pr\u00e1tica no seu pr\u00f3prio pa\u00eds.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Na Venezuela, para evitar fraudes, as elei\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o organizadas pelo Executivo atrav\u00e9s do Minist\u00e9rio do Interior. A Constitui\u00e7\u00e3o de 1999, que reconhece a exist\u00eancia de cinco poderes independentes \u2013 o executivo, o legislativo, o judici\u00e1rio, o moral e o poder eleitoral \u2013 deixa a este \u00faltimo a tarefa de organizar os processos eleitorais, de acordo com a lei org\u00e2nica dos processos eleitorais.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Este quadro legal, adotado em 2009, n\u00e3o foi modificado desde ent\u00e3o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_1_9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[4]<\/strong><\/a>. Em particular, permitiu a elei\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplos representantes da oposi\u00e7\u00e3o para poderes p\u00fablicos. Nenhum deles duvidou do sucesso do voto que conquistou e a pr\u00f3pria oposi\u00e7\u00e3o nunca questionou a estrutura legal do processo eleitoral. O que ela poderia no entanto ter feito por meio de um referendo de iniciativa cidad\u00e3, previsto para revogar por leis o artigo 74 da Constitui\u00e7\u00e3o. Sempre se limitou a denunciar os resultados das elei\u00e7\u00f5es quando perdeu, ou preventivamente quando sabia que ia perder.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Relativamente ao voto dos cidad\u00e3os&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_1_9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[5]<\/strong><\/a>, a Venezuela utiliza um sistema eletr\u00f4nico e manual duplo. Quando algu\u00e9m entra no gabinete de voto, identifica-se aos assessores com a sua cart\u00e3o de identidade e ativa a m\u00e1quina para votar por meio de um reconhecimento biom\u00e9trico. Portanto, \u00e9 imposs\u00edvel votar duas vezes. Depois de escolher o candidato de sua escolha, a urna eletr\u00f4nica emite um bilhete com o nome do candidato, que o eleitor coloca num envelope e deposita numa urna. Finalmente, depois de assinar o registro eleitoral, mergulha o dedo mindinho em tinta indel\u00e9vel para garantir que n\u00e3o repetir\u00e1 seu voto.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Nos dias que antecedem a elei\u00e7\u00e3o, o Centro Nacional Eleitoral (CNE), \u00f3rg\u00e3o que rege o poder eleitoral, convoca todos os partidos pol\u00edticos participantes nas elei\u00e7\u00f5es para uma s\u00e9rie de 14 auditorias pr\u00e9vias. Assim s\u00e3o postos \u00e0 prova, listas de eleitores, o software usado para coletar dados eleitorais, m\u00e1quinas de vota\u00e7\u00e3o e seu m\u00e9todo de montagem, o sistema biom\u00e9trico para o reconhecimento do eleitor, tinta indel\u00e9vel, rede de transmiss\u00e3o de dados eleitorais e sistema de totaliza\u00e7\u00e3o de dados&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_1_9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[6]<\/strong><\/a>. Observadores de cada partido pol\u00edtico participam nestas v\u00e1rias auditorias que antecedem o voto dos cidad\u00e3os.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Cada passo deve ser aprovado previamente por todos os participantes para garantir a maior transpar\u00eancia da elei\u00e7\u00e3o. E, de fato, eles sempre foram aceitos at\u00e9 agora. Acrescente-se que todos os partidos pol\u00edticos t\u00eam o direito de enviar apoiadores como assessores, bem como envolver observadores nacionais e internacionais de sua escolha na monitoriza\u00e7\u00e3o das sess\u00f5es eleitorais.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Na noite dos resultados, a CNE procede a uma nova auditoria perante respons\u00e1veis dos partidos, onde 54,4% (pelo menos, de acordo com a lei) das assembleias de voto ser\u00e3o sorteadas, em que o resultado eletr\u00f4nico ser\u00e1 verificado. Trata-se ent\u00e3o de comparar os resultados obtidos na urna com os resultados eletr\u00f4nicos. Nunca foi detetado um erro durante os m\u00faltiplos processos eleitorais.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Estas garantias para proteger o resultado levaram o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter a definir o sistema eleitoral venezuelano como &#8220;o melhor do mundo&#8221;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_1_9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[7]<\/strong><\/a>. Foram os mesmos procedimentos que garantiram a transpar\u00eancia de todas as elei\u00e7\u00f5es na Venezuela, seja, por exemplo, para as elei\u00e7\u00f5es parlamentares de 5 de dezembro de 2015 (vencidas pela oposi\u00e7\u00e3o) ou para as elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 20 de maio de 2018 (vencidas pelo Chavismo).&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Como se pode ver, a Venezuela tem mais garantias eleitorais do que muitos pa\u00edses ocidentais, para n\u00e3o falar dos pa\u00edses do grupo de Lima. A transpar\u00eancia da elei\u00e7\u00e3o de Nicolas Maduro foi, al\u00e9m disso, validada por mais de 2.000 observadores internacionais da Comunidade do Caribe (Caricom), da Uni\u00e3o Africana e do Conselho de Peritos Eleitorais Latino-Americanos (Ceela).&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Perante este sistema, entendemos por que uma parte da oposi\u00e7\u00e3o se recusou a concorrer a uma elei\u00e7\u00e3o que teria perdido. Aceitar participar em elei\u00e7\u00f5es significa participar nas auditorias e validar a transpar\u00eancia do sistema eleitoral venezuelano. Essa recusa em participar do processo democr\u00e1tico preparou o caminho para a tentativa desestabilizadora que vemos hoje.&nbsp;<\/p><p><\/p><p><strong>Na noite da elei\u00e7\u00e3o presidencial&nbsp;<\/strong><\/p><p><\/p><p>Para al\u00e9m das garantias eleitorais, os pa\u00edses que questionam a legitimidade do presidente venezuelano tentam criticar os resultados da elei\u00e7\u00e3o presidencial. Mais uma vez, este \u00e9 apenas um pretexto para legitimar a desestabiliza\u00e7\u00e3o da Venezuela. Vamo-nos deter por um momento nestes resultados. A elei\u00e7\u00e3o presidencial na Venezuela \u00e9 uma elei\u00e7\u00e3o por sufr\u00e1gio universal direto. O presidente \u00e9 eleito n\u00e3o conforme acordos parlamentares ou pela escolha de &#8220;grandes eleitores&#8221;, mas diretamente pelo povo.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Em 20 de maio de 2018, 9.389.056 eleitores votaram nas urnas, ou 46.07% dos cidad\u00e3os registrados nas listas eleitorais. A alta taxa de absten\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 usada hoje por oponentes da Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana para desqualificar a vit\u00f3ria de Nicolas Maduro. \u00c9 claro que nenhum desses cr\u00edticos mencionar\u00e1 as dezenas de penalidades financeiras e retalia\u00e7\u00f5es \u00e0 economia do pa\u00eds desde 2014&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_1_9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[8]<\/strong><\/a>. Uma persegui\u00e7\u00e3o que desencorajou muitos venezuelanos e aumentou a sua desconfian\u00e7a numa solu\u00e7\u00e3o eleitoral para acabar com a crise. Al\u00e9m disso, o pedido de boicote das urnas por v\u00e1rios partidos da oposi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m teve consequ\u00eancias sobre a taxa de participa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Apesar disso, 30,45% dos eleitores registrados votaram em Nicolas Maduro. Este n\u00famero \u00e9 superior ao do presidente chileno Sebasti\u00e1n Pi\u00f1era (26,5%), do presidente argentino Mauricio Macri (26,8%) e do presidente Donald Trump (27,20%). Sem mencionar as percentagens obtidas no primeiro turno pelo presidente colombiano (21%) ou pelo presidente Emmanuel Macron (18,19%). Obviamente, ningu\u00e9m contesta a legitimidade de suas elei\u00e7\u00f5es apesar da baixa propor\u00e7\u00e3o de eleitores que os escolheram.&nbsp;<\/p><p><\/p><p><strong>Uma estrat\u00e9gia coordenada e planejada a partir de Washington&nbsp;<\/strong><\/p><p><\/p><p>Ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o de Nicolas Maduro, os Estados Unidos fortaleceram a coliga\u00e7\u00e3o contra a Venezuela na regi\u00e3o. Em 27 de junho de 2018, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, anunciou o seu tom no Brasil: &#8220;A liberdade e a democracia ser\u00e3o restauradas na Venezuela. Os Estados Unidos pedem ao Brasil que tome uma posi\u00e7\u00e3o firme contra o regime de Nicolas Maduro&#8221;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_1_9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[9]<\/strong><\/a>. Fazendo eco, o secret\u00e1rio de Estado Mike Pompeo afirmou em 21 de setembro de 2018, que os Estados Unidos &#8220;continuar\u00e3o a aumentar o n\u00edvel de press\u00e3o&#8221; contra o pa\u00eds bolivariano. Este mesmo Pompeo realizou v\u00e1rias reuni\u00f5es com os chefes dos governos brasileiro, peruano e colombiano para preparar a opera\u00e7\u00e3o de 10 de janeiro.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Foi na reuni\u00e3o do Grupo Lima, realizada em 4 de janeiro de 2019, que realmente foi definido o cen\u00e1rio. Durante este encontro, os governos membros dessa internacional anticomunista&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_10_19\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[10]<\/strong><\/a>&nbsp;concordaram numa s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es contra Caracas. Note-se que o governo mexicano, agora chefiado pelo presidente progressista Andr\u00e9s Manuel L\u00f3pez Obrador, n\u00e3o subscreveu este documento e reafirmou a vontade do seu pa\u00eds de n\u00e3o interferir nos assuntos internos de outra na\u00e7\u00e3o, cortando com as posi\u00e7\u00f5es belicistas do governo precedente e do grupo de Lima.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>O documento aprovado em Lima \u00e9 uma verdadeira declara\u00e7\u00e3o de guerra&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_10_19\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[11]<\/strong><\/a>. Na presen\u00e7a do secret\u00e1rio de Estado dos EUA (por videoconfer\u00eancia), os governos que se opunham \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana concordaram em aumentar a press\u00e3o diplom\u00e1tica contra a Venezuela e perseverar na inten\u00e7\u00e3o de abrir uma investiga\u00e7\u00e3o na Tribunal Penal Internacional contra o Estado venezuelano. A\u00e7\u00e3o apoiada al\u00e9m disso pela Fran\u00e7a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_10_19\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[12]<\/strong><\/a>.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Os membros do grupo de Lima condenam a crise econ\u00f4mica na Venezuela, mas adotam uma resolu\u00e7\u00e3o para refor\u00e7ar o bloqueio financeiro contra aquele pa\u00eds. O texto adotado prev\u00ea listas de personalidades legais com as quais esses pa\u00edses &#8220;n\u00e3o dever\u00e3o trabalhar, ter\u00e3o que impedir o acesso ao seu sistema financeiro e, se necess\u00e1rio, congelar os seus ativos e recursos econ\u00f4micos&#8221;. Do mesmo modo, a resolu\u00e7\u00e3o obriga os pa\u00edses membros do grupo de Lima a pressionar os organismos financeiros internacionais a que pertencem para impedir a concess\u00e3o de novos cr\u00e9ditos \u00e0 Rep\u00fablica Bolivariana da Venezuela.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Mais surpreendente ainda, esta declara\u00e7\u00e3o conjunta exige que o governo&nbsp;<em>&#8220;de Nicolas Maduro e as For\u00e7as Armadas da Venezuela renunciem a todos os tipos de a\u00e7\u00f5es que violariam a soberania de seus vizinhos&#8221;&nbsp;<\/em>. Essa acusa\u00e7\u00e3o \u00e9 baseada numa recente rea\u00e7\u00e3o venezuelana a uma explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo autorizada pela Guiana numa \u00e1rea territorial exigida pelos dois pa\u00edses vizinhos&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_10_19\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[13]<\/strong><\/a>. Trata-se novamente de um pretexto que faz eco de fatos denunciados pelo presidente da Venezuela em 12 de dezembro de 2018.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Num discurso na televis\u00e3o, Nicolas Maduro revelou a presen\u00e7a de 734 mercen\u00e1rios nas bases militares de Eglin, na Fl\u00f3rida, e Tolemaida, na Col\u00f4mbia. O seu objetivo \u00e9 atacar a Venezuela ou preparar um ataque sob falsa bandeira para justificar uma interven\u00e7\u00e3o militar contra a na\u00e7\u00e3o bolivariana. Maduro tamb\u00e9m revelou que o assessor de seguran\u00e7a nacional dos EUA, John Bolton, pediu ao novo vice-presidente brasileiro, Hamilton Mour\u00e3o, que organize provoca\u00e7\u00f5es militares na fronteira com a Venezuela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_10_19\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[14]<\/strong><\/a>. A declara\u00e7\u00e3o do Grupo Lima, portanto, parece refor\u00e7ar as suspeitas de agress\u00e3o emitidas pelo Estado venezuelano.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Depois de ter qualificado a elei\u00e7\u00e3o de Nicolas Maduro como ileg\u00edtima, o grupo de Lima instou o presidente venezuelano a n\u00e3o assumir a presid\u00eancia e a&nbsp;<em>&#8220;transferir provisoriamente o poder executivo para a Assembleia Nacional&#8221;.&nbsp;<\/em>N\u00e3o importa que Nicolas Maduro tenha sido eleito gra\u00e7as ao mesmo sistema eleitoral que permitiu a elei\u00e7\u00e3o do poder legislativo. O objetivo procurado por Washington e seus aliados n\u00e3o \u00e9 democr\u00e1tico, \u00e9 pol\u00edtico: colocar a oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 frente do pa\u00eds produtor de petr\u00f3leo.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Esta tentativa de golpe institucional, j\u00e1 implementada noutros pa\u00edses da regi\u00e3o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_10_19\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[15]<\/strong><\/a>, faz parte da estrat\u00e9gia de substitui\u00e7\u00e3o de poderes pol\u00edticos leg\u00edtimos. Em julho de 2017, a oposi\u00e7\u00e3o criou ilegalmente um Supremo Tribunal de Justi\u00e7a &#8220;no ex\u00edlio&#8221;, com sede no Panam\u00e1, e um cargo de Procurador Geral da Na\u00e7\u00e3o &#8220;no ex\u00edlio&#8221; em Bogot\u00e1. Essas autoridades fantoches tentam, desde ent\u00e3o, substituir os leg\u00edtimos poderes venezuelanos. Em liga\u00e7\u00e3o com uma Assembleia Nacional, declarada ilegal em mar\u00e7o de 2017&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_10_19\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[16]<\/strong><\/a>, essas par\u00f3dias de poderes p\u00fablicos realizaram um julgamento simulado na sede do Parlamento colombiano (sic) e condenaram o presidente venezuelano Nicolas Maduro a uma pena de 18 anos e 3 meses de pris\u00e3o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_10_19\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[17]<\/strong><\/a>.<\/p><p><\/p><p>Para ilustrar esta situa\u00e7\u00e3o absurda, imagine-se por um momento que um grupo de &#8220;coletes amarelos&#8221; franceses designava um ministro da Justi\u00e7a e um Procurador Geral &#8220;no ex\u00edlio&#8221; e que eles organizavam na Duma russa um julgamento simulado para condenar Emmanuel Macron a 18 anos de pris\u00e3o. Isto faria sorrir, mas o que aconteceria se v\u00e1rios Estados em todo o mundo reconhecessem como leg\u00edtimos esses poderes judiciais &#8220;no ex\u00edlio&#8221;? Ouvir\u00edamos certamente um grande n\u00famero de vozes gritando, e com raz\u00e3o, contra a interfer\u00eancia estrangeira ou mesmo uma tentativa de golpe. O exemplo que acabamos de mencionar pode parecer rid\u00edculo, mas \u00e9 o que est\u00e1 acontecendo na Venezuela.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Estas manobras n\u00e3o s\u00e3o feitas de \u00e2nimo leve. O ataque fracassado por meio de um drone carregado de explosivos C4, que ocorreu em 4 de agosto de 2018, n\u00e3o visava apenas eliminar Nicolas Maduro, mas todas as autoridades p\u00fablicas da na\u00e7\u00e3o, com o objetivo de os substituir pelos seus fantoches ilegais&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_10_19\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[18]<\/strong><\/a>. A constitui\u00e7\u00e3o de poderes paralelos n\u00e3o \u00e9 um circo pol\u00edtico-midi\u00e1tico, mas parte integrante de um golpe institucional em prepara\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>Da mesma forma, declarar Nicolas Maduro ileg\u00edtimo \u00e9 uma mensagem virulenta para os principais parceiros econ\u00f4micos de Caracas (China, R\u00fassia ou Turquia), notificando-os que os acordos assinados com o governo bolivariano n\u00e3o ser\u00e3o reconhecidos quando Nicolas Maduro for derrubado. Um conflito com o pa\u00eds poderia ter repercuss\u00f5es muito al\u00e9m de suas fronteiras. Sergei Riabkov, vice-ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros russo, advertiu &#8220;os entusiastas de Washington a n\u00e3o cair na tenta\u00e7\u00e3o da interven\u00e7\u00e3o militar&#8221; na Venezuela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_10_19\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[19]<\/strong><\/a>. Por outro lado, \u00e9 tamb\u00e9m uma mensagem para as for\u00e7as armadas nacionais porque, se o presidente Maduro \u00e9 ileg\u00edtimo, isso equivale a decapitar o poder militar do seu comandante em chefe.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>\u00c9 nesta perspectiva que o cen\u00e1rio desenvolvido pelos Estados Unidos e seus aliados deve ser decifrado. De acordo com a resolu\u00e7\u00e3o do Grupo de Lima, a Assembleia Nacional da Venezuela, em desacato ao tribunal e cujas decis\u00f5es s\u00e3o nulas e sem efeito&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_20_29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[20]<\/strong><\/a>, declarou que a tomada de posse de Nicolas Maduro \u00e9 uma &#8220;usurpa\u00e7\u00e3o de poder&#8221;. Como resultado, est\u00e1 se preparando para ilegalmente assumir o poder executivo durante um &#8220;per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o&#8221;. Em 8 de janeiro, uma lei sobre a transi\u00e7\u00e3o foi discutida no hemiciclo venezuelano com o objetivo de tomar o poder executivo a partir de 10 de janeiro. Durante as discuss\u00f5es, Am\u00e9rico de Grazia apelou a todos os setores para se alinharem com as autoridades paralelas criadas pela oposi\u00e7\u00e3o e tomarem as ruas&nbsp;<em>&#8220;em coordena\u00e7\u00e3o com as a\u00e7\u00f5es internacionais, nacionais e institucionais&#8221;&nbsp;<\/em><a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_20_29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[21]<\/strong><\/a>. Quanto ao novo presidente do \u00f3rg\u00e3o legislativo, Juan Guaid\u00f3, apelou aos militares venezuelanos para derrubarem o governo a partir de 10 de janeiro&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/nova_ofensiva.html#notas_20_29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>[22]<\/strong><\/a>.&nbsp;<\/p><p><\/p><p>O cen\u00e1rio est\u00e1 montado. A prova de for\u00e7a \u00e9 iminente. Resta saber que personalidades pol\u00edticas e dos meios de comunica\u00e7\u00e3o justificar\u00e3o a viola\u00e7\u00e3o da soberania da Venezuela e a falta de respeito por suas institui\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p><p>[1] Cathy Dos Santos, &#8220;Venezuela. \u00abIl faut diversifier notre \u00e9conomie sans toucher au social\u00bb&#8221;,&nbsp;<em>L\u00b4Humanit\u00e9,&nbsp;<\/em>03\/04\/2018,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.humanite.fr\/venezuela-il-faut-diversifier-notre-economie-sans-toucher-au-social-652993\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.humanite.fr\/&#8230;<\/a><\/p><p>[2] Bertucci, pastor evang\u00e9lico envolvido no esc\u00e2ndalo dos Panama Papers, foi candidato independente, assim como Reynaldo Quijada, apoiado por uma fra\u00e7\u00e3o do trotskismo venezuelano. Eles receberam respectivamente 10,82% e 0,39% dos votos. Notemos que a percentagem de Bertucci \u00e9 explicada mais pela novidade dessa oferta eleitoral num clima de desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos partidos pol\u00edticos do que por um avan\u00e7o do evangelismo pol\u00edtico na Venezuela. De facto, o voto dos evangelistas est\u00e1 dividido. O Partido Evangelista Organizaci\u00f3n Renovadora Aut\u00e9ntica (ORA) apoiou Nicolas Maduro.&nbsp;<\/p><p>[3] Sobre as not\u00edcias falsas de proibi\u00e7\u00e3o de partidos pol\u00edticos na Venezuela, ler Thierry Deronne, &#8220;L&#8217;interdiction d&#8217;un parti qui n&#8217;existe pas&#8221;, Venezuela Infos, 29\/01\/2018,&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/venezuelainfos.wordpress.com\/2018\/01\/29\/venezuela-linterdiction-dun-parti-qui-nexiste-pas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">venezuelainfos.wordpress.com\/&#8230;<\/a><\/p><p>[4] Esta lei complementa a Lei Org\u00e2nica do Poder Eleitoral aprovada em 2002.&nbsp;<\/p><p>[5] O autor dessas linhas j\u00e1 participou nas elei\u00e7\u00f5es municipais e regionais de 2013.&nbsp;<\/p><p>[6] Ler a lista de auditorias no site do National Electo Center &nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cne.gov.ve\/web\/sistema_electoral\/tecnologia_electoral_auditorias.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.cne.gov.ve\/web\/sistema_electoral\/tecnologia_electoral_auditorias.php<\/a><\/p><p>Convidamos os leitores corajosos a aprofundar os sistemas de auditoria lendo os longos relat\u00f3rios t\u00e9cnicos da CNE (em espanhol):&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cne.gov.ve\/web\/media\/biblioteca\/AUDITORIAS\/libro-auditorias-del-sistema-automatizado-de-votacion.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.cne.gov.ve\/&#8230;<\/a><\/p><p>[7] &#8220;Jimmy Carter: &#8220;El sistema electoral venezolano es el mejor del mundo&#8221;, RT, 20\/09\/2012,&nbsp;<a href=\"https:\/\/actualidad.rt.com\/actualidad\/view\/54145-jimmy-carter-sistema-electoral-venezolano-mejor-mundo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">actualidad.rt.com\/&#8230;<\/a><\/p><p>[8] Romain Migus, &#8220;Chronologie des sanctions \u00e9conomiques contre le Venezuela&#8221;, Venezuela en Vivo, atualizado em 07\/01\/2019,<a href=\"https:\/\/www.romainmigus.info\/2019\/01\/chronologie-des-sanctions-economiques.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.romainmigus.info\/2019\/01\/chronologie-des-sanctions-economiques.html<\/a><\/p><p>[9] &#8220;Mike Pence&nbsp;: La libertad ser\u00e1 restaurada en Venezuela&#8221;,&nbsp;<em>El Nacional,&nbsp;<\/em>27\/06\/2018,&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.el-nacional.com\/noticias\/latinoamerica\/mike-pence-libertad-sera-restaurada-venezuela_241757\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.el-nacional.com\/&#8230;<\/a><\/p><p>[10] Os governos membros do grupo Lima s\u00e3o os da Argentina, Brasil, Canad\u00e1, Chile, Col\u00f4mbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, Panam\u00e1, Paraguai, Peru e Santa L\u00facia. Assim como o M\u00e9xico, que se recusou a assinar a \u00faltima declara\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p><p>[11] Documento disponivel em&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gob.pe\/institucion\/rree\/noticias\/24270-declaracion-del-grupo-de-lima\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.gob.pe\/institucion\/rree\/noticias\/24270-declaracion-del-grupo-de-lima<\/a><\/p><p>[12] Palais de l&#8217;Elys\u00e9e, &#8220;Communiqu\u00e9 relatif \u00e0 la situation au Venezuela&#8221;, 30\/09\/2018, dispon\u00edvel em&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.elysee.fr\/emmanuel-macron\/2018\/09\/30\/communique-relatif-a-la-situation-au-venezuela\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.elysee.fr\/&#8230;<\/a><\/p><p>[13] Manuel Palma, &#8220;Los buques de la discordia: Venezuela y Guyana reavivan la disputa por su diferendo territorial&#8221;, RT, 28\/12\/2018,<a href=\"https:\/\/actualidad.rt.com\/actualidad\/300448-buques-discordia-venezuela-guyana-reavivar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">actualidad.rt.com\/&#8230;<\/a><\/p><p>[14] Luigino Bracci, &#8220;Maduro denuncia: M\u00e1s de 700 paramilitares entrenan en Colombia para ejecutar golpe de Estado en su contra&#8221;, AlbaCiudad,12\/12\/2018,&nbsp;<a href=\"http:\/\/albaciudad.org\/2018\/12\/maduro-golpe-de-estado-john-bolton\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">albaciudad.org\/2018\/12\/maduro-golpe-de-estado-john-bolton\/<\/a><\/p><p>[15] Designadamente nas Honduras (2009), no Paraguay (2012), no Br\u00e9sil (2016) ou no Equateur (2017).&nbsp;<\/p><p>[16] Ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o dos deputados em dezembro de 2015, uma den\u00fancia foi apresentada pelos candidatos de PSUV no Estado da Amaz\u00f4nia pela compra de votos pelos seus opositores eleitos. O tribunal de justi\u00e7a tendo sancionado esta fraude, o tribunal do poder eleitoral exigiu que a elei\u00e7\u00e3o destes tr\u00eas cargos de deputados fosse feita novamente. Como a presid\u00eancia da Assembleia Nacional recusou-se a submeter-se aos poderes judiciais e eleitorais, a Assembleia Nacional foi declarada em ultraje ao tribunal. As decis\u00f5es e votos que emanam do poder legislativo s\u00e3o, portanto, nulos e sem efeito, desde que a presid\u00eancia da Assembleia Nacional n\u00e3o autorize o retorno \u00e0s urnas. Deve-se notar que a oposi\u00e7\u00e3o tem uma maioria absoluta de 122 deputados em 167 lugares.&nbsp;<\/p><p>[17] &#8220;TSJ en el exilio conden\u00f3 a Maduro a 18 a\u00f1os y 3 meses de prisi\u00f3n&#8221;, El Nacional, 15\/08\/2018,&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.el-nacional.com\/noticias\/crisis-humanitaria\/tsj-exilio-condeno-maduro-anos-meses-prision_248160\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.el-nacional.com\/&#8230;<\/a><\/p><p>[18] Romain Migus, &#8220;Le drone m\u00e9diatique explose en plein vol&#8221;, Venezuela en Vivo, 08\/08\/2018,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.romainmigus.info\/2018\/08\/le-drone-mediatique-explose-en-plein-vol.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.romainmigus.info\/&#8230;<\/a><\/p><p>[19] &#8220;El Gobierno ruso advirti\u00f3 a Estados Unidos contra una posible intervenci\u00f3n militar en Venezuela&#8221;, SputnikNews, 09\/01\/2019,<a href=\"https:\/\/mundo.sputniknews.com\/politica\/201901091084610873-politica-de-eeuu-respecto-venezuela\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">mundo.sputniknews.com\/<\/a><\/p><p>[20] Ver explica\u00e7\u00e3o no ponto 16.&nbsp;<\/p><p>[21] Maritza Villaroel, &#8220;Asamblea Nacional arranca proceso para Ley de Transici\u00f3n&#8221;, Site de l&#8217;Assembl\u00e9e Nationale du Venezuela, 08\/01\/2019,<a href=\"http:\/\/www.asambleanacional.gob.ve\/noticias\/_asamblea-nacional-arranca-proceso-para-ley-de-transicion\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.asambleanacional.gob.ve\/&#8230;<\/a><\/p><p>[22] &#8220;El golpismo venezolano no descansa&#8221;,&nbsp;<em>Pagina12,<\/em>&nbsp;05\/01\/2019,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.pagina12.com.ar\/166485-el-golpismo-venezolano-no-descansa?fbclid=IwAR3-4Oe_vnJzRq_FCnpTW0sbBoFUmWispXhMDOk0PxwTt82jbXm2sT2eHdM\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.pagina12.com.ar\/&#8230;<\/a>&nbsp;(tradu\u00e7\u00e3o francesa disponivel em&nbsp;<a href=\"http:\/\/venesol.org\/2019\/01\/07\/juan-guadio-president-du-parlement-venezuelien-appelle-a-un-coup-detat-contre-nicolas-maduro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">venesol.org\/&#8230;<\/a>&nbsp;)&nbsp;<\/p>\n\n\n\nO original encontra-se em&nbsp;RT France<\/a>&nbsp;e em&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.romainmigus.info\/2019\/01\/tout-comprendre-sur-la-nouvelle.html\" target=\"_blank\" >www.romainmigus.info\/2019\/01\/tout-comprendre-sur-la-nouvelle.html<\/a>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Este artigo encontra-se em&nbsp;<a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/resistir.info\/<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22015\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[45],"tags":[233],"class_list":["post-22015","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c54-venezuela","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5J5","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22015","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22015"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22015\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22015"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22015"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22015"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}