{"id":22107,"date":"2019-01-27T21:23:14","date_gmt":"2019-01-27T23:23:14","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22107"},"modified":"2019-01-28T01:32:31","modified_gmt":"2019-01-28T03:32:31","slug":"a-necessaria-socializacao-dos-meios-de-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22107","title":{"rendered":"A necess\u00e1ria socializa\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/sindiute.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/globo1.jpg\"\/><!--more-->Uma defesa a partir do (mau) exemplo do Grupo Globo<\/p><p>Mercedes Lima*<\/p><p>Rede Globo de Televis\u00e3o: origens<\/p><p>A rede Globo foi ao ar, pela primeira vez, em 1966, portanto, praticamente ap\u00f3s o golpe militar de 1964. Logo deixou de ser dirigida por gente do meio art\u00edstico, para ter em seu comando o pessoal da publicidade, particularmente a partir do talento do diretor Walter Clark, para ser dirigida como um empreendimento comercial, com padroniza\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os em fun\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rios de exibi\u00e7\u00e3o (nobres ou n\u00e3o). Na arte, pensa-se em um segundo momento: primeiramente deve vir o padr\u00e3o de qualidade privilegiando a homogeneidade de imagem e de linguagem. Houve, pela primeira vez, um planejamento do sistema que exigiu um grande investimento, inexistente no pa\u00eds para esta \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o, atendendo \u00e0s exig\u00eancias daquele momento.<\/p><p>No espectro pol\u00edtico h\u00e1 rearticula\u00e7\u00f5es com novos setores emergentes do golpe militar que exigem espa\u00e7os modernos, tais como a grande ind\u00fastria, a burocracia. A rede nasce com um perfil multinacional j\u00e1 que al\u00e9m do capital nacional (do grupo empresarial do jornalista Roberto Marinho), tem nela injetado capital norte-americano (do poderoso grupo da Time-Life) o qual foi inicialmente o verdadeiro  respons\u00e1vel pelo chamado \u201cpadr\u00e3o globo\u201d de qualidade, pelo car\u00e1ter empresarial da emissora, a partir das seguintes caracter\u00edsticas: mudan\u00e7a do linguajar (um tanto quanto americanizado), paisagem hegem\u00f4nica, novos m\u00e9todos de trabalho com o aproveitamento do saber do exterior, importa\u00e7\u00e3o da linguagem cinematogr\u00e1fica. Instala-se uma real e concreta rede nacional (hoje internacional) com uma programa\u00e7\u00e3o id\u00eantica para todos os estados, ou seja, uma produ\u00e7\u00e3o centralizada (a partir da cidade do Rio de Janeiro), todos estes fatores levando a um grande padr\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o  com um consequente grande barateamento dos custos, e ainda, um maquin\u00e1rio moderno e eficiente (v\u00eddeo-tapes, editores eletr\u00f4nicos, e outros). <\/p><p>A programa\u00e7\u00e3o nacionalizada territorialmente interessava muito aos militares que tinham evidentemente preocupa\u00e7\u00e3o com uma pol\u00edtica de integra\u00e7\u00e3o nacional, n\u00e3o permitindo assim, o isolamento pol\u00edtico de regi\u00f5es mais afastadas dos grandes centros do pa\u00eds, que poderiam fugir ao seu controle. Esse o acordo com a Globo.  No princ\u00edpio, os programas s\u00e3o populares para a conquista inicial do p\u00fablico, mas, em seguida volta-se para quem tem potencial para o lucro visado, ou seja, os consumidores da camada m\u00e9dia que passam ent\u00e3o a ser o alvo da programa\u00e7\u00e3o.<\/p><p>Tinha, enfim, o modelo empresarial multinacional correspondente \u00e0 estrat\u00e9gia pol\u00edtica da ditadura e com o padr\u00e3o est\u00e9tico da camada m\u00e9dia sobre a qual se concentrava a renda na \u00e9poca, para o escoamento dos bens produzidos pelo mercado de ent\u00e3o, a saber, os bens dur\u00e1veis de certo luxo, na \u00e9poca representadas por autom\u00f3veis e bens de uso caseiro (produtos da   chamada linha branca: geladeira, fog\u00f5es, m\u00e1quinas de lavar roupas e pratos e, claro, aparelhos de som e televisores), tudo com o benef\u00edcio da imposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da ditadura militar, a qual \u201camorda\u00e7ava\u201d exatamente os trabalhadores que produziam tais bens, tudo tamb\u00e9m muito em fun\u00e7\u00e3o do processo acelerado de urbaniza\u00e7\u00e3o. S\u00e9rgio Pompeu, define bem o momento do nascimento da Globo:<\/p><p>\u201cA pol\u00eamica Time-Life era apenas a ponta do iceberg. Quando do nascimento da Rede Globo, o Brasil entrava decisivamente na fase de internacionaliza\u00e7\u00e3o de seu mercado interno, reflexo de uma nova ordem econ\u00f4mica que se iniciara ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial e que completara a integra\u00e7\u00e3o das economias nacionais com o capitalismo monopolista internacional. Os conglomerados e as multinacionais passavam a explorar os mercados representados pelos pa\u00edses subdesenvolvidos. Na \u00e1rea cultural, multiplicavam-se nos meios de comunica\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses dependentes elementos que reproduziam a forma e o esp\u00edrito de seus modelos norte-americanos.\u201d1 <\/p><p>Os primeiros dirigentes desse modo de produ\u00e7\u00e3o televisiva (Marinho, Walter Clark, Mauro Salles) falam de televis\u00e3o, pela primeira vez, numa linguagem empresarial que nada tem de comum com os c\u00f3digos de quem pensa o ve\u00edculo em termos de produ\u00e7\u00e3o cultural e mesmo de entretenimento. Conforme j\u00e1 apontado a ditadura militar estimula e protege o nascimento da rede em 1966, apesar das in\u00fameras irregularidades com que nasce. A participa\u00e7\u00e3o de capital estrangeiro n\u00e3o era permitida no mundo das comunica\u00e7\u00f5es, mas, como se sabe e j\u00e1 explicitado acima, houve a inje\u00e7\u00e3o de capital de investimento da poderosa Times-Life: nasceu, com a fixa\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia t\u00e9cnica fora do prazo legal estabelecido pela legisla\u00e7\u00e3o da \u00e9poca e outras irregularidades no campo da lei. Por outro lado, o Estado interv\u00e9m auxiliando a empresa, criando as condi\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas necess\u00e1rias para seu desenvolvimento, no caso, o C\u00f3digo de Telecomunica\u00e7\u00f5es criado pela Lei n\u00ba 4.117, de 27 de agosto de 1962, que permitia a expans\u00e3o das redes, que interessavam \u00e0 ditadura militar, para unificar nacionalmente seu pensamento e a\u00e7\u00e3o, mas que, claramente, em seu artigo 86 proibia explicitamente o capital estrangeiro na realiza\u00e7\u00e3o do capital na composi\u00e7\u00e3o de empresa de televis\u00e3o, quando afirmou que a \u201cconcess\u00e3o somente poder\u00e1 ser outorgada a empresa constitu\u00edda segundo as leis brasileiras, com sede e administra\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds, criada para explorar exclusivamente os servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es objeto da concess\u00e3o.\u201d<\/p><p>O certo \u00e9 que o povo tem uma imagem de seu pa\u00eds pela televis\u00e3o muito distante da realidade do mesmo. Enquanto a democracia se esfacelava, o pa\u00eds era apresentado como algo maravilhoso: \u201cera preciso crescer para dividir o bolo\u201d. T\u00ednhamos em constru\u00e7\u00e3o um pa\u00eds, uma futurista Transamaz\u00f4nica, e claro, uma sele\u00e7\u00e3o de futebol poderosa e imbat\u00edvel. Os milh\u00f5es de desdentados e analfabetos n\u00e3o apareciam na televis\u00e3o (cabe ao perseguido Cinema Novo, retrat\u00e1-los).  Por\u00e9m, a imagem, ao longo do tempo, se estreita, fixando-se cada vez mais em uma camada da popula\u00e7\u00e3o que teria acesso aos bens de consumo, no caso, a classe m\u00e9dia e para essa camada se vende o Brasil como um   pa\u00eds bonito e sem problemas sociais. Nessa \u00e9poca e at\u00e9 recentemente os negros n\u00e3o existiam na televis\u00e3o a n\u00e3o ser como escravos e empregados dom\u00e9sticos, preferencialmente sem o direito de fala.  A emissora hoje, j\u00e1 est\u00e1 consolidada como uma das grandes ind\u00fastrias de lazer e de formadora de opini\u00f5es do mundo.<\/p><p>O Direito de Antena:  o espa\u00e7o eletromagn\u00e9tico \u00e9 do povo.<\/p><p>Com o advento da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, h\u00e1 uma nova luz para esta quest\u00e3o do controle social dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, r\u00e1dio e televis\u00e3o, a partir inclusive do pr\u00f3prio espectro eletromagn\u00e9tico. Para o professor Fiorillo, tem-se um novo campo jur\u00eddico, para  o  direito  de  antena : nem privado, nem  p\u00fablico e sim com a natureza jur\u00eddica de bem ambiental, ou seja, de uso do povo e essencial \u00e0 sadia qualidade de vida e neste sentido, de certa forma, com uma possibilidade de maior controle por parte da sociedade, caso tenha consci\u00eancia e queira exercer controle sobre a programa\u00e7\u00e3o veiculada. \n\u00c9 verdade, como bem lembra o professor Fiorillo, que n\u00e3o h\u00e1 porque confundir o direito de antena, com o instrumento que conduz as ondas, que \u00e9 o caso da televis\u00e3o, r\u00e1dio, computador:<\/p><p> \u201co direito de antena \u00e9 o direito de captar e transmitir comunica\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 feito por via de ondas, atrav\u00e9s do espectro eletromagn\u00e9tico (bem ambiental), de modo que o direito de antena possui natureza jur\u00eddica de bem ambiental\u201d, observando ainda que esse bem ambiental, \u201cs\u00e3o as ondas e n\u00e3o o instrumento, a mat\u00e9ria que as capta, como por exemplo, televis\u00f5es, r\u00e1dios, computadores, entre outros.\u201d2 <\/p><p>Sim, com efeito, se o direito de antena \u00e9 de natureza ambiental, difuso, e se a utiliza\u00e7\u00e3o das ondas \u00e9 insuscet\u00edvel de apropria\u00e7\u00e3o por ser bem de uso comum do povo e essencial \u00e0 qualidade de vida \u00e9 de se questionar por extens\u00e3o, os instrumentos que conduzem esse direito, especialmente no que diz respeito \u00e0 qualidade de vida, n\u00e3o deveriam tamb\u00e9m seguir os mesmos preceitos? A concess\u00e3o p\u00fablica de uso de tal direito, forma jur\u00eddica estabelecida pela legisla\u00e7\u00e3o brasileira para funcionamento da televis\u00e3o, significa o direito de intervir, com contribui\u00e7\u00f5es sociais, para a grade de programa\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 um direito e n\u00e3o, como querem os donos do poder midi\u00e1tico, uma restri\u00e7\u00e3o \u00e0 liberdade de express\u00e3o.\nAs emissoras, para terem direito \u00e0 concess\u00e3o, passam por um processo licitat\u00f3rio e, quando em funcionamento, t\u00eam que cumprir normas no que diz respeito ao seu conte\u00fado e   programa\u00e7\u00e3o   com   a exig\u00eancia  de garantir a pluralidade e a diversidade da sociedade brasileira assim como  a proibi\u00e7\u00e3o \u00e0 chamada veicula\u00e7\u00e3o unificada em todas as regi\u00f5es brasileiras,  ( como forma de garantir a produ\u00e7\u00e3o local e o conte\u00fado diversificado).  Por frouxid\u00e3o, intencional ou n\u00e3o, os requisitos de funcionamento n\u00e3o s\u00e3o cumpridos. Ousamos dizer, que, apenas poucos deles&#8230;<\/p><p>O Dom\u00ednio e a Concentra\u00e7\u00e3o<\/p><p>Tr\u00eas outras redes ( RECORD, BAND e SBT)  junto com a GLOBO dominam o mercado com quase setenta por cento de audi\u00eancia televisiva, levando em conta as afiliadas espalhadas pelo pa\u00eds, em rede, que retransmitem e reproduzem a grade de programa\u00e7\u00e3o das empresas chamadas de cabe\u00e7as-de rede, numa economia absurda diante dos ganhos , a  mesma programa\u00e7\u00e3o para todo o pa\u00eds diminui os custos enquanto que a publicidade pode ser tantas quantas se consegue obter, aumentando o lucro n\u00e3o s\u00f3 pela diminui\u00e7\u00e3o da quantidade de programas para a rede ( repetidos ad eternum nas afiliadas) mas tamb\u00e9m por conta das contas de publicidade obtidas. Quase que se pode dizer que a programa\u00e7\u00e3o da Globo atinge praticamente todo o territ\u00f3rio nacional com esse formato. <\/p><p>O p\u00fablico<\/p><p>Uma novidade recente \u00e9 ser propriet\u00e1ria\/concession\u00e1ria de outras redes nas quais se possa ter uma linguagem mais moderna, ou mais propriamente, p\u00f3s moderna, n\u00e3o fixa, com programa\u00e7\u00e3o flu\u00edda, superficial, por vezes com pretens\u00e3o e ares  de  cientificidade ,  uma programa\u00e7\u00e3o para a camada da sociedade mais instru\u00edda formalmente ( Globo News, Record Internacional, etc). As novelas, a dramaturgia, com sucesso,  abarcam  um p\u00fablico gen\u00e9rico porque muito bem produzidas plasticamente, \u201cquase um cinema\u201d, mas, ali est\u00e3o as principais mensagens do campo ideol\u00f3gico da emissora. \u00c9 nas novelas que ela demonstra um poder pretensamente social de mediadora entre os grupos sociais, ficando como que acima dos conflitos de classe e (absolutamente negado nos dramas televisivos) com isso escondem na verdade que tem um lado, o conservador, o defensor de interesses dos grandes grupos econ\u00f4micos, seu pr\u00f3prio poder absolutamente contra as reais demandas populares, \u00e9 o que demonstramos em nossos trabalhos\/pesquisas sobre a imagem da Mulher na M\u00eddia.( 3)\nEm que pese a proibi\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o, parlamentares e ministros, muitos, s\u00e3o donos, controladores de r\u00e1dios e TVs ( Ricardo Barros, Maring\u00e1, no Paran\u00e1, Helder Barbalho, no norte do pa\u00eds, controlando a rede Brasil Amaz\u00f4nica,  e Romero Juc\u00e1, este \u00faltimo com cerca de 14 concess\u00f5es de r\u00e1dio e TV, controlando afiliadas \u00e0s redes de TV Band e Record em Roraima). <\/p><p>Temos muitos outros acusados. A jornalista e doutora em comunica\u00e7\u00e3o, P\u00e2mela Ara\u00fajo Pinto, em seu livro, \u201cBrasil e as suas m\u00eddias regionais: estudos sobre as regi\u00f5es Norte e Sul\u201d (4)\u00a0traz os detalhes dessa rela\u00e7\u00e3o dos pol\u00edticos com os ve\u00edculos de m\u00eddia e os impactos dessa situa\u00e7\u00e3o para a democracia. Assim, ela demonstra em sua obra que a trajet\u00f3ria de alguns representantes aponta uma rela\u00e7\u00e3o entre o controle de m\u00eddia e a perman\u00eancia no cargo\/reelei\u00e7ao \u2013 com o uso de r\u00e1dios e TVs como palanques permanentes de campanhas eleitorais. <\/p><p>O jovem senador do Brasil, Gladson Cameli (PP-AC), teve o apoio do seu tio e ex-governador do Acre, Orleir, e das m\u00eddias da fam\u00edlia para sua elei\u00e7\u00e3o.  Em seu primeiro pleito federal, em 2007, a Juru\u00e1 FM j\u00e1 operava h\u00e1 cinco anos \u2013 ele obteve 18.886 votos. A TV Juru\u00e1 (afiliada ao SBT) veio em 2009, quando Gladson j\u00e1 era parlamentar e o ajudou na corrida ao Senado, em 2014. Ele foi eleito com 218.756 votos.<\/p><p>No Amap\u00e1, a carreira pol\u00edtica de longos anos de Davi Alcolumbre (DEM-AP), entre vereador e senador, contou com o apoio das Organiza\u00e7\u00f5es Jos\u00e9 Alcolumbre, afiliada \u00e0s redes SBT, Record e Band. Al\u00e9m das tr\u00eas TVs, em 2009, a organiza\u00e7\u00e3o de seu tio criou o jornal gratuito com perfil editorial em prol do pol\u00edtico. Uma legisla\u00e7\u00e3o que   n\u00e3o  representasse  os  interesses  da  burguesia,  como  \u00e9 o  caso no nosso pa\u00eds, certamente classificaria esse tipo de rela\u00e7\u00e3o como o caixa dois da comunica\u00e7\u00e3o.  De se concluir que, mais do que  s\u00f3  eleger,  a m\u00eddia televisiva ainda auxilia na perman\u00eancia do parlamentar no Congresso Nacional. <\/p><p>Somando-se a esse poder das redes televisivas, temos ainda os donos dos chamados portais, poderosos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o.  Essas concess\u00f5es   mal disfar\u00e7adas tem tamb\u00e9m servido de moeda de troca pelo governo brasileiro atual para obter as vota\u00e7\u00f5es no Congresso com resultados de seu interesse. Em momentos eleitorais desenvolvem um importante papel na defesa dos interesses privados e para que tal continue bloqueiam no Congresso as iniciativas que buscam regular\/controla da m\u00eddia ocupando lugares estrat\u00e9gicos tais quais, a Comiss\u00e3o de Ci\u00eancia e Tecnologia, Comunica\u00e7\u00e3o e Inform\u00e1tica (CCTCI), praticamente legislando em causa pr\u00f3pria.<\/p><p>Temos hoje um jornalismo na TV que se transformou em entretenimento not\u00edcias com n\u00fameros musicais, etc., e aqui a contradi\u00e7\u00e3o, as novelas cuidam de trazer para   eventuais debates grandes problemas sociais ( evidentemente, com sua vis\u00e3o de mundo) com um arremedo de nossa real imagem, dos  nossos reais  e   concretos  problemas  sociais. O evento social pode ser grandioso, uma greve, uma paraliza\u00e7\u00e3o em uma cidade ou no pa\u00eds, se a emissora resolver n\u00e3o veicular, como seria de sua obriga\u00e7\u00e3o, n\u00e3o noticia. (5)\nResta aos movimentos sociais, profissionais, pesquisadores, estudantes de comunica\u00e7\u00e3o e tantas outras frentes poss\u00edveis um grande desafio: expor e denunciar esse controle \u00e0 sociedade, explicando as consequ\u00eancias diretas no nosso cotidiano e na sociedade desse tipo de apropria\u00e7\u00e3o. N\u00e3o basta, como  querem  alguns  movimentos  de  esquerda  na  comunica\u00e7\u00e3o,  que se tenha estrat\u00e9gias alternativas para tornar a m\u00eddia .mais plural atrav\u00e9s de medidas de regula\u00e7\u00e3o da concorr\u00eancia \u00c9 preciso que todo o povo trabalhador assuma o controle sobre os meios de comunica\u00e7\u00e3o. S\u00f3 socializando-os ser\u00e1 poss\u00edvel, de fato, democratizar a comunica\u00e7\u00e3o. <\/p><p>Mercedes Lima \u2013 integrante do CC do PCB \u2013 Partido Comunista Brasileiro e do Coletivo Feminista Classista do ANA MONTENEGRO.\nREFERENCIAS<\/p><p>POMPEO S\u00e9rgio, Uma Institui\u00e7\u00e3o Nacional, in: Raimundo Rodrigues Pereira et al, Retrato do Brasil, volume II, p. 388.<\/p><p>2  FIORILLO, Curso de Direito Ambiental Brasileiro, Editora Saraiva, 3\u00aa. Edi\u00e7\u00e3o &#8211; S\u00e3o Paulo. ISBN 85 -02-03779-X    158.\n3. .LIMA, Mercedes \u2013 VICENTE Terezinha O controle social da Imagem da Mulher na m\u00eddia. Max Print Editora \u2013 2009 \u2013 S\u00e3o Paulo- ISBN 978-85- 88039 \n4.PINTO, P\u00e2mela Ara\u00fajo, \u201cBrasil e as suas m\u00eddias regionais: estudos sobre as regi\u00f5es Norte e Sul\u201d \u2013 Editora Multifoco \u2013 Rio de Janeiro \u2013 2017- ISBN 978-85-5996-462-2\n5. LEAL Lalo \u2013 Artigo \u201cCensura editorial: n\u00e3o h\u00e1 outro nome para a omiss\u00e3o da Globo no 28 de abril \u2013 Rede Brasil Atual \u2013 em 13\/05\/2017 \u2013 Consulta \u2013 mar\u00e7o\/2018 https:\/\/www.brasil247.com\/pt\/247\/midiatech\/295414\/Censura-editorial-n%C3%A3o-h%C3%A1-outro-nome-para-a-omiss%C3%A3o-da-Globo-no-28-de-abril.htm.\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22107\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[218],"tags":[221],"class_list":["post-22107","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comunicacao","tag-2a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5Kz","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22107","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22107"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22107\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22107"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22107"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22107"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}