{"id":22121,"date":"2019-01-29T02:08:55","date_gmt":"2019-01-29T04:08:55","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22121"},"modified":"2019-01-29T02:09:00","modified_gmt":"2019-01-29T04:09:00","slug":"a-dignidade-bolivariana-nao-esta-a-venda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22121","title":{"rendered":"A dignidade bolivariana n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 venda"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.elinformador.com.ve\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/Jorge-Arreaza-Aqu%C3%AD-nadie-nos-da-plazos-ni-nos-van-a-decir-si-se-hacen-elecciones-o-no.jpeg\"\/><!--more-->Por Geraldina Colotti, Resumen Latinoamericano<\/p><p>A Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana construiu sua pr\u00f3pria jornada de vinte anos atrav\u00e9s de livros e cultura. Livros de an\u00e1lise econ\u00f4mica ou geopol\u00edtica e livros destinados a educar as pessoas &#8211; em um sentido literal, dado que a Venezuela derrotou o analfabetismo em poucos anos, tornando-se o quinto pa\u00eds do mundo com a maior matr\u00edcula universit\u00e1ria registrada. Por exemplo, mencionamos a cole\u00e7\u00e3o de livros de bolso da Biblioteca Tem\u00e1tica B\u00e1sica, a cole\u00e7\u00e3o Mem\u00f3rias ou os Cadernos para o Debate. Da Venezuela sempre voltamos com nossa mala cheia de volumes. Neste momento delicado que atravessa o processo bolivariano, \u00e9 \u00fatil t\u00ea-los frente a frente, pr\u00f3ximos daqueles que serviram (e servem) como um guia para a a\u00e7\u00e3o. Como uma revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 &#8220;constru\u00edda&#8221; nas ru\u00ednas do s\u00e9culo XX, como \u00e9 mantida?<\/p><p>&#8220;Ser culto para ser livre&#8221;, disse Jos\u00e9 Mart\u00ed, mestre das Am\u00e9ricas, nascido em Havana em 28 de janeiro de 1953. E o general Francisco De Miranda, pai da independ\u00eancia da Venezuela, de uma fam\u00edlia modesta, acumulou uma biblioteca monumental em suas viagens. &#8230; E com cultura, reflex\u00e3o e debate, o governo bolivariano reagiu e organizou no ano passado uma movimentada Feira Internacional do Livro em meio ao feroz bloqueio econ\u00f4mico imposto pelos Estados Unidos e pelos pa\u00edses subalternos.<\/p><p>De um lado o caos, a prevarica\u00e7\u00e3o, a viol\u00eancia; de outro, a raz\u00e3o, a cultura, a dignidade, o orgulho de defender a liberdade conquistada. Valores aos quais o processo bolivariano se agarra, mesmo antes do novo tipo de golpe de estado, abertamente organizado pelos Estados Unidos. O mundo p\u00f4de perceber isso ao ouvir as palavras precisas e firmes do ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, pronunciado no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU em 26 de janeiro. Tivemos em m\u00e3os um pequeno livro, publicado em Cadernos para o Debate 10 anos atr\u00e1s: A Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana na ONU. Cont\u00e9m alguns discursos feitos na ONU desde 1999, principalmente por Hugo Ch\u00e1vez, mas tamb\u00e9m por Roy Chaderton, Jes\u00fas Arnaldo P\u00e9rez e Nicol\u00e1s Maduro quando era Ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores. <\/p><p>Trata-se de um livro extraordinariamente atual no momento do esfor\u00e7o m\u00e1ximo da Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana em uma das frentes mais desafiadoras da guerra da &#8220;Quarta e da Quinta Gera\u00e7\u00e3o&#8221;, desencadeada pelo imperialismo e seus fantoches: a frente diplom\u00e1tica e internacional. O discurso de Jorge Arreaza perante a ONU, do qual os EUA queriam obter uma resolu\u00e7\u00e3o de cobertura para o golpe de estado em curso, sem d\u00favida deveria estar em uma atualiza\u00e7\u00e3o do volume. Muitas p\u00e1ginas devem ser reimpressas, considerando a quantidade de ataques aos quais a Venezuela teve que responder nos \u00faltimos dez anos.<\/p><p>Anos durante os quais a diplomacia bolivariana valorizou o ensino de Ch\u00e1vez (inspirado por sua vez por Fidel) e a experi\u00eancia acumulada no delicado papel de Nicol\u00e1s Maduro. &#8220;\u00c9 preciso um mundo multipolar sem hegemonias imperiais&#8221;, disse Maduro disse na 62\u00aa Assembleia Geral da ONU em 2 de outubro de 2007. Ele lembrou os custos da segunda Guerra do Golfo contra o Iraque desencadeada pelos Estados Unidos e a coaliz\u00e3o internacional endossada pela ONU. Uma agress\u00e3o baseada numa mentira constru\u00edda pelos grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o, que permitiu ao capitalismo uma nova tentativa de &#8220;resolver&#8221; sua crise estrutural com a guerra imperialista. Maduro lembrou que, nos anos que durou a guerra no Iraque, de 2002 a 2006, os Estados Unidos investiram 610 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em gastos militares. Quantas escolas, hospitais, casas poderiam ser constru\u00eddas com esse dinheiro? Obviamente, o que os agressores imperialistas trazem aos povos n\u00e3o \u00e9 &#8220;ajuda humanit\u00e1ria&#8221;.<\/p><p>Uma discuss\u00e3o foi retomada fortemente por Arreaza. Em seu discurso, o ministro desmascara a ret\u00f3rica de guerra usada por Trump contra a Venezuela e tamb\u00e9m a Europa hip\u00f3crita, que deu um ultimato a Maduro para organizar novas elei\u00e7\u00f5es sob pena de reconhecimento do Sr. Ningu\u00e9m Guaid\u00f3. Como voc\u00ea diria &#8211; perguntou \u00e0 Fran\u00e7a &#8211; se houvesse um debate na ONU sobre a revolta dos coletes amarelos e a repress\u00e3o com a qual o governo Macron respondeu? O que diria a Espanha se um Estado impusesse um debate sobre seus assuntos internos na ONU? Enquanto isso, o governo italiano \u00e9 prisioneiro das convuls\u00f5es provocadas pela rea\u00e7\u00e3o do 5 Estrelas Alessandro Di Battista, que, ao menos, a Am\u00e9rica Latina conheceu de perto.<\/p><p>Com calma e precis\u00e3o, o ministro bolivariano levou o governo Trump ao banco dos r\u00e9u. Enumerou as invas\u00f5es, golpes e interfer\u00eancias no curso da hist\u00f3ria dos Estados Unidos contra os povos do sul e o deserto de morte e ru\u00ednas que se seguiu. Junto com a R\u00fassia e pa\u00edses como a China, que se opuseram aos objetivos b\u00e9licos de Washington, Arreaza recordou a destrui\u00e7\u00e3o da L\u00edbia, apoiada pela ONU: &#8220;N\u00e3o levar\u00e3o a Venezuela a uma guerra civil&#8221;, disse ele, ecoando as palavras de Maduro. Os venezuelanos, acrescentou ele, devem resolver os seus pr\u00f3prios problemas.<\/p><p>N\u00e3o vivemos mais o tempo em que Che Guevara fez seu discurso apaixonado na ONU. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 mais o momento da feliz conjuntura em que os governos progressistas na Am\u00e9rica Latina trouxeram um novo impulso, mesmo dentro de institui\u00e7\u00f5es internacionais como a OEA e a ONU.<\/p><p>&#8220;A ONU esgotou seu modelo&#8221;, disse Ch\u00e1vez em 2005, interpretando as propostas de reformas radicais promovidas pelos pa\u00edses do sul global. O poder de veto dos Estados Unidos sempre foi uma barreira intranspon\u00edvel para as demandas leg\u00edtimas dos povos dentro das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Mas agora essas regras tamb\u00e9m s\u00e3o r\u00edgidas. Quando interferem ou atrasam os interesses do complexo militar-industrial, elas s\u00e3o esquecidas, inventando-se outras ad hoc (como o Grupo de Lima), ou for\u00e7ando as fun\u00e7\u00f5es dos organismos que j\u00e1 respondem aos desejos do Pent\u00e1gono (como a OEA). &#8220;Maduro, voc\u00ea logo vai acabar como Noriega e Marcos&#8221;, grunhiu o sombrio Craig Faller, chefe do Comando Sul e defensor do &#8220;caos controlado&#8221; como a pedra angular de uma nova &#8220;Doutrina Monroe&#8221;. E ao seu lado havia um soldado de origem africana e outro de origem ind\u00edgena &#8230;<\/p><p>A vit\u00f3ria da Venezuela n\u00e3o \u00e9 apenas uma vit\u00f3ria do Direito Internacional sobre a arrog\u00e2ncia imperialista conquistada num contexto desfavor\u00e1vel, portanto duplamente significativa. Tendo disputado num espa\u00e7o hostil, travando uma batalha com dignidade e racionalidade, proporcionou uma grande tribuna \u00e0quela parte do mundo convencida de que existe uma alternativa baseada na inclus\u00e3o social e na democracia participativa.<\/p><p>A resist\u00eancia da Venezuela diz \u00e0s pessoas que sofrem sob o jugo do imperialismo que elas podem sair vencedoras, e que o \u00fanico significado completo da palavra paz \u00e9 quando ela \u00e9 combinada com a justi\u00e7a social. \u00c9 bom repeti-lo: a Venezuela bolivariana \u00e9 uma trincheira, uma Stalingrado dos povos que lutam pela autodetermina\u00e7\u00e3o, impedindo que o imperialismo alcan\u00e7asse um novo limiar de impunidade e opress\u00e3o. &#8220;Daqui eles n\u00e3o passam&#8221;, disse Arreaza em seu discurso. Foi o discurso dos libertadores e dos &#8220;cimarrones&#8221;, os escravos fugitivos que decidiram nunca mais voltar \u00e0s cadeias.<\/p><p>\nImpec\u00e1vel interven\u00e7\u00e3o do chanceler Arreaza na ONU\nVeja o v\u00eddeo completo em: http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2019\/01\/27\/la-dignidad-bolivariana-no-esta-en-venta-impecable-intervencion-del-canciller-arreaza-en-la-onu-video-completo\/ <\/p><p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)\nFonte: http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2019\/01\/27\/venezuela-arreaza-en-la-onu-el-orgullo-de-los-pueblos-habla-a-las-naciones\/\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22121\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[1,45],"tags":[234],"class_list":["post-22121","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","category-c54-venezuela","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5KN","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22121","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22121"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22121\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22121"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22121"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22121"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}