{"id":22123,"date":"2019-01-29T02:13:09","date_gmt":"2019-01-29T04:13:09","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22123"},"modified":"2019-01-29T02:13:14","modified_gmt":"2019-01-29T04:13:14","slug":"por-que-os-pobres-pagam-mais-impostos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22123","title":{"rendered":"Por que os pobres pagam mais impostos no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm5.staticflickr.com\/4817\/46855053202_90fdaa6c78_o.jpg\"\/><!--more-->Especialistas explicam como a tributa\u00e7\u00e3o indireta por meio do consumo pesa mais no bolso de quem tem menos\n\n\n\n<p>Lu Sudr\u00e9 &#8211; Brasil de Fato<\/p><p>o Brasil, ricos n\u00e3o pagam impostos sobre grandes fortunas e patrim\u00f4nios \/ (Foto: Daniel Isaia\/Ag\u00eancia Brasil)\nA cobran\u00e7a de impostos \u00e9 inegavelmente uma preocupa\u00e7\u00e3o dos brasileiros. O que poucos sabem \u00e9 que, ao contr\u00e1rio do que o senso comum imagina, o Brasil n\u00e3o est\u00e1 entre os pa\u00edses do mundo que mais cobra tributos e sim entre os que mais taxam a popula\u00e7\u00e3o pobre do pa\u00eds. Aqui, quem tem menos paga mais.<\/p><p>Isso acontece porque a carga tribut\u00e1ria brasileira est\u00e1 concentrada nos impostos indiretos, que consistem em taxas sobre o consumo inseridas nos pre\u00e7os de toda e qualquer mercadoria. Segundo dados levantados pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip) e pela Federa\u00e7\u00e3o Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), 49,7% dos impostos do pa\u00eds s\u00e3o recolhidos desta forma. <\/p><p>Por n\u00e3o tributar diretamente a renda ou patrim\u00f4nio do cidad\u00e3o, os impostos indiretos acabam passando despercebidos. Exemplos s\u00e3o o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS). O mesmo n\u00e3o acontece com impostos diretos, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) ou Imposto sobre a Propriedade de Ve\u00edculos Automotores (IPVA), nos quais \u00e9 poss\u00edvel ver exatamente o valor a ser pago. <\/p><p>Na opini\u00e3o de Clemente Ganz L\u00facio, diretor t\u00e9cnico do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese), as \u201ctaxas invis\u00edveis\u201d sobre o consumo tornam o sistema tribut\u00e1rio brasileiro injusto, j\u00e1 que possuem car\u00e1ter regressivo. <\/p><p>\u201cA regressividade significa que os pobres pagam, proporcionalmente \u00e0 sua renda e ao seu patrim\u00f4nio, muito mais impostos do que os ricos. Quanto menor o sal\u00e1rio, proporcionalmente, maior \u00e9 a carga tribut\u00e1ria. Maior \u00e9 o montante despendido do sal\u00e1rio do trabalhador para pagar tributos\u201d, explica Ganz. <\/p><p>Com essa pol\u00edtica tribut\u00e1ria, apesar de indiv\u00edduos com rendas diferentes pagarem a mesma taxa embutida nos produtos consumidos, o peso no bolso de cada um deles \u00e9 muito diferente.<\/p><p>Por exemplo: Um diretor de empresa ganha R$9998, ao m\u00eas, enquanto uma trabalhadora dom\u00e9stica ganha R$998, o valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p><p>Se ambos comprarem uma cesta b\u00e1sica no valor de R$280 e, supondo que R$99,98 desse valor correspondesse a impostos indiretos, 10% da renda total da trabalhadora dom\u00e9stica seria revertida em imposto sobre consumo desse produto.<\/p><p>J\u00e1 o executivo comprometeria apenas 1% do total de seu sal\u00e1rio. Ou seja: apesar de pagarem o mesmo valor no produto, a trabalhadora dom\u00e9stica, proporcionalmente, estaria pagando 10 vezes mais impostos que o executivo. \n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22123\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7,1],"tags":[225],"class_list":["post-22123","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","category-geral","tag-4a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5KP","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22123","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22123"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22123\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22123"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22123"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22123"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}