{"id":22132,"date":"2021-06-24T13:28:58","date_gmt":"2021-06-24T16:28:58","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22132"},"modified":"2021-06-29T00:31:05","modified_gmt":"2021-06-29T03:31:05","slug":"pcb-sauda-a-ocupacao-da-usina-cambahyba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22132","title":{"rendered":"PCB sa\u00fada a ocupa\u00e7\u00e3o da Usina Cambahyba"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Ocupacao3-1024x682.jpeg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Foto: Pablo Vergara<\/p>\n<p>Comiss\u00e3o Pol\u00edtica Nacional do PCB<\/p>\n<p>Durante a ditadura militar centenas de militantes comunistas foram assassinados.<\/p>\n<p>Na luta pelas liberdades democr\u00e1ticas e pela implanta\u00e7\u00e3o de um Estado socialista no Brasil, mais de uma dezena de membros do Comit\u00ea Central foram presos, torturados e assassinados, entre 1974 e 1976.<\/p>\n<p>Dentre esses estavam Davi Capistrano, Jos\u00e9 Roman e Luiz Maranh\u00e3o, os quais foram levados mortos para a Usina Cambahyba e tiveram seus corpos incinerados.<\/p>\n<p>Assim, ap\u00f3s uma luta sem tr\u00e9guas, o MST, sempre apoiado pelos militantes do PCB na cidade de Campos (RJ), alcan\u00e7ou uma vit\u00f3ria hist\u00f3rica com a imiss\u00e3o de posse das terras dessa usina.<\/p>\n<p>Que essa luta sirva de exemplo para os dias de hoje. S\u00f3 a luta muda a vida!!!<\/p>\n<p>*PELO PODER POPULAR!!!*<br \/>\n*PELO SOCIALISMO!!!*<br \/>\n*DITADURA NUNCA MAIS!!!*<\/p>\n<p>A Dire\u00e7\u00e3o Estadual do MST publicou na sua p\u00e1gina na internet a seguinte mat\u00e9ria:<\/p>\n<p>Por que ocupamos as terras da usina Cambahyba?<\/p>\n<p>Nesta quinta-feira (24\/6), 300 fam\u00edlias do MST ocupam uma das fazendas que pertence ao Complexo Cambahyba, ap\u00f3s esta ser oficialmente desapropriada para fins de Reforma Agr\u00e1ria pela Justi\u00e7a<\/p>\n<p>Ocupamos as terras da Cambahyba para exigir justi\u00e7a para C\u00edcero Guedes\u201d.<\/p>\n<p>Da P\u00e1gina do MST<\/p>\n<p>H\u00e1 25 anos o MST marca sua trajet\u00f3ria no Rio de Janeiro com a ocupa\u00e7\u00e3o de terras das fazendas da falida usina Capelinha, em Concei\u00e7\u00e3o de Macabu. A ocupa\u00e7\u00e3o se deu em resposta ao latif\u00fandio improdutivo e ao massacre do Eldorado dos Caraj\u00e1s, onde 21 Sem Terras foram assassinados pelo governo do estado (PSDB) no Par\u00e1, em abril de 1996. No ano seguinte o MST no RJ se consolidou com a ocupa\u00e7\u00e3o da usina S\u00e3o Jo\u00e3o em Campos dos Goytacazes (RJ) dando origem ao assentamento Zumbi dos Palmares, onde mais de 500 fam\u00edlias conquistaram suas terras para viver e produzir alimentos.<\/p>\n<p>Hoje, 24 de junho de 2021, 300 fam\u00edlias ocupam uma das fazendas que pertence ao Complexo de Fazendas Cambahyba, ap\u00f3s esta ser decretada oficialmente desapropriada para fins de Reforma Agr\u00e1ria pela justi\u00e7a da 1\u00aa Vara Federal de Campos, no dia 05 de maio junto com outras fazendas: a Flora, Saquarema e a Cambahyba pertencentes ao Complexo.<\/p>\n<p>Nasce assim o Acampamento C\u00edcero Guedes, constru\u00eddo com o apoio de diversas organiza\u00e7\u00f5es, sindicatos, entidades de Direitos Humanos, entidades religiosas, partidos pol\u00edticos, movimento estudantil, movimentos sociais do munic\u00edpio de Campos dos Goytacazes e tamb\u00e9m entidades nacionais.<\/p>\n<p>As fam\u00edlias que participam da ocupa\u00e7\u00e3o s\u00e3o oriundas de diversos territ\u00f3rios de resist\u00eancia da regi\u00e3o, de processos de lutas atuais e anteriores, como os agricultores de S\u00e3o Jo\u00e3o da Barra despejados no Porto do A\u00e7u, trabalhadores do corte de cana de Floresta, Ocupa\u00e7\u00e3o Nova Horizonte em Guarus, trabalhadores do bairro da Codin e do antigo acampamento Lu\u00eds Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da Usina Cambahyba \u00e9 a express\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o da grande propriedade e da explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho e do meio ambiente no Brasil. \u00c9 uma hist\u00f3ria de viol\u00eancia marcada pela resist\u00eancia dos trabalhadores e trabalhadoras.<\/p>\n<p>H\u00e1 mais de 20 anos, o MST luta pela desapropria\u00e7\u00e3o do Complexo Cambahyba em Campos (RJ), que desde 1998, atrav\u00e9s de decreto presidencial, foi considerada improdutiva por n\u00e3o cumprir sua fun\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Essas terras pertenceram ao ex-vice-governador do estado, Heli Ribeiro Gomes (1968), e a aus\u00eancia de fun\u00e7\u00e3o social da terra se fazia diante da manuten\u00e7\u00e3o de trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o, degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente, explora\u00e7\u00e3o do trabalho infantil, al\u00e9m de acumular d\u00edvidas trabalhistas e previdenci\u00e1rias milion\u00e1rias com a Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o foram poucas as ocupa\u00e7\u00f5es e as mobiliza\u00e7\u00f5es para que o direito \u00e0 desapropria\u00e7\u00e3o das terras da Cambahyba se realizasse. Foram muitos os momentos que nos levaram \u00e0 pra\u00e7a S\u00e3o Salvador para que o judici\u00e1rio federal finalmente reconhecesse a improdutividade e garantisse a imiss\u00e3o de posse ao Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra). Exatos 21 anos de luta, de perdas, mas tamb\u00e9m de resist\u00eancia e esperan\u00e7a de que essas terras seriam dos trabalhadores e trabalhadoras rurais Sem Terra.<\/p>\n<p>Por isso, ocupamos a Cambahyba! Ocupamos pela mem\u00f3ria daqueles que foram silenciados e desaparecidos pela desumanidade do poder. Daqueles que foram torturados, assassinados na ditadura empresarial-militar e tiveram a coniv\u00eancia da Cia Usina Cambahyba, permitindo que seus fornos fossem utilizados para incinerar 12 corpos de presos pol\u00edticos e opositores do regime. Dentre eles, Lu\u00eds Maranh\u00e3o, Fernando Santa Cruz e Ana Rosa Kucinski.<\/p>\n<p>Ocupamos as terras da Cambahyba para exigir justi\u00e7a para C\u00edcero Guedes, grande lideran\u00e7a do MST que lutou ativamente para ver o ch\u00e3o conquistado e as fam\u00edlias trabalhadoras com melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. Tamb\u00e9m em homenagem \u00e0 Dona Neli, Seu Toninho, Edson Nogueira, Renilda e Dona Regina que doaram suas vidas e batalhas pelo t\u00e3o sonhado direito \u00e0 terra, efetiva\u00e7\u00e3o da Reforma Agr\u00e1ria e pelo fim do trabalho escravo nos latif\u00fandios a\u00e7ucareiros, em Campos dos Goytacazes.<\/p>\n<p>Ocupamos as terras da Cambahyba para exigir democracia, terra para produzir comida saud\u00e1vel para todas as trabalhadoras e trabalhadores pobres do campo e da cidade que vem sofrendo as consequ\u00eancias da pandemia de Covid-19 negligenciada pelo governo.<\/p>\n<p>Ocupamos a Cambahyba cumprindo todos os protocolos de sa\u00fade porque queremos vacinas para todas, todes e todos. Refor\u00e7amos as pr\u00e1ticas de sa\u00fade em rela\u00e7\u00e3o ao distanciamento social, uso de m\u00e1scaras e \u00e1lcool em gel. Nos levantamos para denunciar o governo genocida de Jair Bolsonaro, com mais de 500.000 mil mortes de brasileiras e brasileiros.<\/p>\n<p>Ocupamos a Cambahyba porque ela \u00e9 um patrim\u00f4nio p\u00fablico da mem\u00f3ria, de resist\u00eancias das fam\u00edlias de trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra que nada mais querem do que a efetividade da Constitui\u00e7\u00e3o que imp\u00f5e a Reforma Agr\u00e1ria para terras improdutivas.<\/p>\n<p>Em nenhum momento tivemos d\u00favidas de que se tratava de um latif\u00fandio improdutivo marcado pela explora\u00e7\u00e3o do trabalho, impactos ambientais e comprometimento com a ditadura empresarial-militar que manchou nossa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Nossa Luta \u00e9 uma luta de todxs, viva o Acampamento C\u00edcero Guedes por vida digna, vacina no bra\u00e7o, comida no prato!!!<\/p>\n<p>Ditadura Nunca Mais!<\/p>\n<p>Fora Bolsonaro!<\/p>\n<p>Viva o Acampamento C\u00edcero Guedes! A Cambahyba \u00e9 nossa!<\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o Estadual do MST no Rio de Janeiro<\/p>\n<p>24 de junho de 2021<\/p>\n<p>*Editado por Solange Engelmann<\/p>\n<p>Fonte:<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"ymttZEhL60\"><p><a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2021\/06\/24\/por-que-ocupamos-as-terras-da-usina-cambahyba\/\">Por que ocupamos as terras da usina Cambahyba?<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Por que ocupamos as terras da usina Cambahyba?&#8221; &#8212; MST\" src=\"https:\/\/mst.org.br\/2021\/06\/24\/por-que-ocupamos-as-terras-da-usina-cambahyba\/embed\/#?secret=ymttZEhL60\" data-secret=\"ymttZEhL60\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22132\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1,26,118],"tags":[221,246],"class_list":["post-22132","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","category-c25-notas-politicas-do-pcb","category-c131-reforma-agraria","tag-2a","tag-np"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5KY","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22132","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22132"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22132\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22132"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22132"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22132"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}