{"id":22136,"date":"2019-01-29T23:39:17","date_gmt":"2019-01-30T01:39:17","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22136"},"modified":"2019-01-29T23:39:22","modified_gmt":"2019-01-30T01:39:22","slug":"mtst-pelo-direito-a-moradia-lutar-nao-e-crime","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22136","title":{"rendered":"MTST: Pelo direito \u00e0 moradia! Lutar n\u00e3o \u00e9 crime!"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/d\/d3\/MTST_-_ABr-Masp_2014.jpg\"\/><!--more-->Rute Pina<\/p><p>Brasil de Fato<\/p><p>Primeiro ato do MTST sob governo Bolsonaro leva 10 mil \u00e0s ruas de S\u00e3o Paulo. Manifestantes sem-teto cobram pol\u00edticas de moradia digna do governo e respeito aos movimentos populares.<\/p><p>Segundo o MTST, d\u00e9ficit de habita\u00e7\u00e3o no Brasil chega a 6 milh\u00f5es de unidades habitacionais \/ Divulga\u00e7\u00e3o | MTST<\/p><p>\u201cAqui n\u00e3o tem terroristas, tem pessoas que n\u00e3o podem pagar o aluguel no final do m\u00eas\u201d, disse Guilheme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) durante o primeiro ato por moradia sob governo de Jair Bolsonaro, em S\u00e3o Paulo (SP), nesta ter\u00e7a-feira (29). Em entrevista ao Brasil de Fato, Boulos considerou grave a medida do presidente de acabar com o Minist\u00e9rio das Cidades, &#8220;respons\u00e1vel pela pol\u00edtica de habita\u00e7\u00e3o no pa\u00eds desde 2003&#8221;. A lideran\u00e7a cobrou respostas do governo federal sobre o d\u00e9ficit habitacional no pa\u00eds, estimado em 6 milh\u00f5es de unidades habitacionais. Segundo o MTST, o ato reuniu mais de 10 mil pessoas. <\/p><p>\u201cMenos \u00f3dio, mais moradia\u201d \u00e9 o lema do ato, que iniciou uma campanha do MTST por moradia digna. Os sem-teto se concentraram na Pra\u00e7a da Rep\u00fablica, centro da capital paulista. Eles devem marchar at\u00e9 a Avenida Paulista, para finalizar o protesto em frente \u00e0 Secretaria da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/p><p>O dirigente tamb\u00e9m afirmou que o governo Bolsonaro precisar dar explica\u00e7\u00f5es sobre a linha de cr\u00e9dito da Caixa Econ\u00f4mica Federal para a pol\u00edtica habitacional. Em novembro do ano passado, a Caixa anunciou a suspens\u00e3o da contrata\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis da faixa 1,5 do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), destinada a fam\u00edlias que ganham at\u00e9 R$ 2.600 por m\u00eas.<\/p><p>Os programas de habita\u00e7\u00e3o sofreram queda no ritmo de implementa\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos. Em 2018, durante o governo de Michel Temer (MDB), foram contratadas apenas cinco mil unidades habitacionais pelo programa MCMV. As unidades, no entanto, s\u00e3o remanescentes de 170 mil que j\u00e1 haviam sido estimadas no ano anterior, mas que n\u00e3o foram constru\u00eddas. <\/p><p>Este ano a previs\u00e3o do or\u00e7amento para o programa em 2019 \u00e9 de R$ 4,5 bilh\u00f5es. Uma redu\u00e7\u00e3o de 25% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, de R$ 6 bilh\u00f5es.<\/p><p>Manifestantes<\/p><p>Cl\u00e1udia Souza \u00e9 sergipana e est\u00e1 h\u00e1 3 anos em S\u00e3o Paulo; \u00e9 confeiteira mas est\u00e1 desempregada. &#8220;Onde moro, por dois c\u00f4modos voc\u00ea paga 600, 700 reais [de aluguel]. Com um sal\u00e1rio m\u00ednimo n\u00e3o tem como voc\u00ea pagar isso&#8221;, conta.<\/p><p>Ela entrou para o MTST h\u00e1 10 meses. &#8220;Muita gente acha que a gente ocupa pra tomar o que \u00e9 dos outros, e quando voc\u00ea conhece o movimento, voc\u00ea se apaixona por ele porque ele ajuda as pessoas. Quando voc\u00ea vem de outro estado \u00e9 complicado por que a gente n\u00e3o tem fam\u00edlia, n\u00e3o tem ningu\u00e9m, e o movimento acolhe a gente como se fosse fam\u00edlia, ent\u00e3o quando a gente entra no movimento, a gente se apaixona&#8221;. <\/p><p>Shirley de Santana tem 56, \u00e9 camareira de hotelaria e tamb\u00e9m est\u00e1 desempregada. Ela est\u00e1 h\u00e1 3 anos no movimento. &#8220;Eu n\u00e3o tenho onde morar, ent\u00e3o a gente t\u00e1 lutando pra ter uma casa. Hoje em dia voc\u00ea n\u00e3o ganha [o suficiente] pra comer, pagar aluguel, rem\u00e9dio [eu sou doente], sou desempregada, como \u00e9 que eu vou viver? Ent\u00e3o eu tenho que partir pra isso aqui: a luta pra conseguir a casa pr\u00f3pria&#8221;. <\/p><p>&#8220;Menos \u00f3dio, mais moradia&#8221;<\/p><p>&#8220;Os movimentos sociais t\u00eam sido atacados, inclusive pelo presidente da Rep\u00fablica, sendo chamados de vagabundos, baderneiros, terroristas, bandidos, criminosos. E n\u00f3s viemos dizer que viemos \u00e0s ruas para lutar por uma pauta leg\u00edtima, por moradia digna, estamos lutando pelo que est\u00e1 na Constitui\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Boulos sobre a campanha iniciada pelo MTST.<\/p><p>Ainda sobre persegui\u00e7\u00e3o aos movimentos sociais, o dirigente criticou o decreto do governador de S\u00e3o Paulo, Jo\u00e3o Doria, que regulamenta a lei de n\u00ba 15.556 de 2014. &#8220;Esse decreto tem um vicio, ele era pra regulamentar uma lei sobre uso de m\u00e1scaras. A lei era sobre isso e o decreto fala sobre o que quer: fala sobre aviso pr\u00e9vio, limitar as possibilidade [de manifesta\u00e7\u00e3o]. Nesse sentido \u00e9 um decreto que n\u00e3o t\u00e1 respaldado na lei e ainda \u00e9 inconstitucional no que se refere ao direito de livre manifesta\u00e7\u00e3o&#8221;, critica o dirigente. Ele conta que o MTST, junto a juristas e outras entidades, est\u00e1 preparando a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a para que esse direito seja resguardado. <\/p><p>Edi\u00e7\u00e3o: Mauro Ramos<\/p><p>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22136\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[200],"tags":[224],"class_list":["post-22136","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-moradia","tag-3b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5L2","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22136","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22136"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22136\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22136"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22136"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22136"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}