{"id":2219,"date":"2011-12-31T00:45:50","date_gmt":"2011-12-31T00:45:50","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2219"},"modified":"2011-12-31T00:45:50","modified_gmt":"2011-12-31T00:45:50","slug":"salario-do-professor-no-brasil-e-o-3o-pior-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2219","title":{"rendered":"Sal\u00e1rio do professor no Brasil \u00e9 o 3\u00ba pior do mundo"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00c9 o que mostra pesquisa feita em 40 pa\u00edses pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) e a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Cultura (Unesco) divulgada ontem, em Genebra, na Su\u00ed\u00e7a. A situa\u00e7\u00e3o dos brasileiros s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 pior do que a dos professores do Peru e da Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p>Um brasileiro em in\u00edcio de carreira, segundo a pesquisa, recebe em m\u00e9dia menos de US$ 5 mil por ano para dar aulas. Isso porque o valor foi calculado incluindo os professores da rede privada de ensino, que ganham bem mais do que os professores das escolas p\u00fablicas. Al\u00e9m disso, o valor foi estipulado antes da recente desvaloriza\u00e7\u00e3o do real diante do d\u00f3lar. Hoje, esse resultado seria ainda pior, pelo menos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 moeda americana.<\/p>\n<p>Na Alemanha, um professor com a mesma experi\u00eancia de um brasileiro, ganha, em m\u00e9dia, US$ 30 mil por ano, mais de seis vezes a renda no Brasil. No topo da carreira e ap\u00f3s mais de 15 anos de ensino, um professor brasileiro pode chegar a ganhar US$ 10 mil por ano. Em Portugal, o sal\u00e1rio anual chega a US$ 50 mil, equivalente aos sal\u00e1rios pagos aos su\u00ed\u00e7os. Na Cor\u00e9ia, os professores prim\u00e1rios ganham seis vezes o que ganha um brasileiro.<\/p>\n<p>Com os baixos sal\u00e1rios oferecidos no Brasil, poucos jovens acabam seguindo a carreira. Outro problema \u00e9 que professores com alto n\u00edvel de educa\u00e7\u00e3o acabam deixando a profiss\u00e3o em busca de melhores sal\u00e1rios.<\/p>\n<p>O estudo mostra que, no Pa\u00eds, apenas 21,6% dos professores prim\u00e1rios t\u00eam diploma universit\u00e1rio, contra 94% no Chile. Nas Filipinas, todos os professores s\u00e3o obrigados a passar por uma universidade antes de dar aulas.<\/p>\n<p>A OIT e a Unesco dizem que o Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses com o maior n\u00famero de alunos por classe, o que prejudica o ensino. Segundo o estudo, existem mais de 29 alunos por professor no Brasil, enquanto na Dinamarca, por exemplo, a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 de um para dez.<\/p>\n<p>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco), o sal\u00e1rio m\u00e9dio do docente do ensino fundamental em in\u00edcio de carreira no Brasil \u00e9 o terceiro mais baixo do mundo, no universo de 38 pa\u00edses desenvolvidos e em desenvolvimento. O sal\u00e1rio anual m\u00e9dio de um professor na Indon\u00e9sia \u00e9 US$ 1.624, no Peru US$ 4.752 e no Brasil, US$ 4.818, o equivalente a R$ 11 mil. A Argentina, por sua vez, paga US$ 9.857 por ano aos professores, cerca de R$ 22 mil, exatamente o dobro. Por que h\u00e1 tanta diferen\u00e7a?<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cnte.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">CNTE<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: envolverde\n\n\n\n\n\n\n\n\nCNTE (Conf. Nac. dos Trabalhs. na Educa\u00e7\u00e3o) &#8211; O professor brasileiro de prim\u00e1rio \u00e9 um dos que mais sofre com os baixos sal\u00e1rios.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2219\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-2219","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c1-popular"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-zN","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2219","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2219"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2219\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2219"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2219"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2219"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}