{"id":22211,"date":"2019-02-04T22:27:03","date_gmt":"2019-02-05T00:27:03","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22211"},"modified":"2019-02-07T21:31:05","modified_gmt":"2019-02-07T23:31:05","slug":"atravessando-as-cortinas-de-fumaca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22211","title":{"rendered":"Atravessando as cortinas de fuma\u00e7a"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ujc.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/textos-gerais-1.png\"\/><!--more-->Raz\u00f5es e media\u00e7\u00f5es para n\u00e3o esquivar do debate sobre \u201ca fam\u00edlia, a moral e os bons costumes\u201d em tempos de fascistiza\u00e7\u00e3o\nPor Gaia Kalashnikov, militante da UJC-Brasil\nHouve uma crescente ader\u00eancia de grande parcela dos brasileiros \u00e0s concep\u00e7\u00f5es \u00e9ticas e morais de Bolsonaro e seus apoiadores, pautadas geralmente pelo medo da viol\u00eancia urbana e da \u201cdestrui\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia\u201d e tamb\u00e9m do \u00f3dio \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o. Curiosamente, as respostas dadas a essas quest\u00f5es sociais s\u00e3o sa\u00eddas que perpassam desde o punitivismo do justiceiro individual (linchamentos, aumento do armamento) [1] ao culto \u00e0 repress\u00e3o p\u00fablica. Sobre a viol\u00eancia e utiliza\u00e7\u00e3o da mesma para \u201ccorre\u00e7\u00e3o\u201d humana e o debate da corrup\u00e7\u00e3o vemos novas e grandes formula\u00e7\u00f5es com perspectivas de diferentes solu\u00e7\u00f5es para antigos problemas. Me atenho, aqui, a comentar especificamente a quest\u00e3o da moralidade sobre o que tange a fam\u00edlia e, por consequente, as rela\u00e7\u00f5es sociais de sexo (e os demais estranhamentos por conta dessas gerados).<\/p><p>\u00c9 importante afirmar que em n\u00edvel de apar\u00eancia a concep\u00e7\u00e3o familiar defendida por Bolsonaro e seguidores est\u00e1 baseada num discurso frequente do desejo que girar a roda da hist\u00f3ria para tr\u00e1s (mas apenas em algumas quest\u00f5es, lembrem-se!) em busca de \u201cgloriosos tempos perdidos\u201d. Esse modelo familiar, na ess\u00eancia, de \u201cpapai trabalha fora\u201d e \u201cmam\u00e3e fica em casa\u201d [2] \u2013 sob justificativa de amor, j\u00e1 que sua atividade de trabalho dom\u00e9stico n\u00e3o \u00e9 reconhecida enquanto tal- est\u00e1 amea\u00e7ado n\u00e3o por influ\u00eancia dos \u201cdegenerados\u201d comunistas e demais fal\u00e1cias absurdas criadas e difundidas principalmente atrav\u00e9s de m\u00eddias (televis\u00e3o, redes sociais\u2026) [3], mas sim pelas frequentes mudan\u00e7as no modo de produzir (e, consequentemente, de reproduzir) a vida na sociedade. A transforma\u00e7\u00e3o massiva das mulheres em trabalhadoras assalariadas, em busca de sal\u00e1rios \u2013 pois n\u00e3o mais bastavam os sal\u00e1rios dos homens- , fez com que elas tivessem cada vez menos tempo para o trabalho dom\u00e9stico ou reprodutivo (o que n\u00e3o significa que deixaram de faz\u00ea-lo).<\/p><p>\u201cSegundo c\u00e1lculos de antes da Grande Guerra, nos pa\u00edses da Europa e Am\u00e9rica, chegava a sessenta milh\u00f5es o n\u00famero de mulheres que ganhavam a vida com seu trabalho. Durante a guerra esse n\u00famero aumentou consideravelmente. A imensa maioria dessas mulheres estavam casadas; f\u00e1cil \u00e9 imaginarmos a vida familiar que podiam desfrutar. Que vida familiar pode existir onde a esposa e m\u00e3e est\u00e1 fora de casa durante oito horas di\u00e1rias, dez, melhor dizendo (contando a viagem de ia e volta)? A casa fica, necessariamente, descuidada; os filhos crescem sem nenhum cuidado maternal, abandonados a si mesmos em meio aos perigos da rua, na qual passam a maior parte do tempo. A mulher casada, a m\u00e3e que \u00e9 oper\u00e1ria, sua sangue para cumprir com tr\u00eas tarefas que pesam ao mesmo tempo sobre ela: dispor das horas necess\u00e1rias para o trabalho, o mesmo que faz seu marido, em alguma ind\u00fastria ou estabelecimento comercial; dedicar-se depois, da melhor forma poss\u00edvel, aos afazeres dom\u00e9sticos e, por \u00faltimo, cuidar de seus filhos. O capitalismo carregou para sobre os ombros da mulher trabalhadora um peso que a esmaga; a converteu em oper\u00e1ria, sem alivi\u00e1-la de seus cuidados de dona de casa e m\u00e3e. Portanto, a mulher se esgota como consequ\u00eancia dessa tripla e insuport\u00e1vel carga que com frequ\u00eancia expressa com gritos de dor e l\u00e1grimas.\u201d (KOLLONTAI, Alexandra)<\/p><p>Altera\u00e7\u00f5es na estrutura produtiva societ\u00e1ria modificam as rela\u00e7\u00f5es sociais de produ\u00e7\u00e3o na sua totalidade, seja na esfera do trabalho assalariado ou das rela\u00e7\u00f5es e modelos familiares. Isso d\u00e1-se por haver uma uni\u00e3o indissoci\u00e1vel entre esfera da produ\u00e7\u00e3o e da reprodu\u00e7\u00e3o da vida. A forma de fam\u00edlia, os costumes e a moral s\u00e3o mut\u00e1veis historicamente e de tal forma devem ser concebidas. H\u00e1 muito tempo, por exemplo, a fam\u00edlia era \u201cgen\u00e9sica\u201d (ou matrilinear), onde uma m\u00e3e-anci\u00e3 era quem centralizava os familiares em torno de vida e trabalho comuns. Mesmo hoje dois pa\u00edses capitalistas tem diferen\u00e7as nas estruturas e morais que tangem a fam\u00edlia.<\/p><p>No capitalismo tudo que se produzia em casa agora \u00e9 produzido nas f\u00e1bricas e pode ser comprado. N\u00e3o temos mais tempo para exercer as tarefas dom\u00e9sticas que antes eram complexas e desempenhadas por n\u00f3s mulheres, como produ\u00e7\u00e3o de l\u00e3s, couros e telas (e demais produtos com extremo valor de uso, devido a isso a necessidade de ser \u201cmulher prendada\u201d) para que fosse vendido o excedente. Hoje o trabalho dom\u00e9stico e reprodutivo est\u00e1 voltado para a limpeza, organiza\u00e7\u00e3o, planejamento, cozinhar, cuidar de crian\u00e7as e idosos. Esse trabalho (esgotante) est\u00e1 cada vez mais individualizado e a fam\u00edlia relegada ao privado. As perspectivas de fragmenta\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora e o assim entendimento de si e do mundo, isola-nos cada vez mais. O Estado e a vida no geral tinham muito mais depend\u00eancia dos feitos dom\u00e9sticos do que tem hoje. O marido mantinha a esposa e seus filhos (que eram educados pelos pais). Hoje o trabalho assalariado permite novas configura\u00e7\u00f5es familiares (ou de nega\u00e7\u00e3o a elas) em que n\u00e3o necessariamente um membro dependa do outro no quesito financeiro, mesmo que para isso tenha que se submeter a empregos de p\u00e9ssima remunera\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que vemos acontecendo frequentemente com as LGBT\u2019s, por exemplo. Quem n\u00e3o conhece a hist\u00f3ria de alguma LGBT que foi expulsa de casa e desde cedo teve que se virar da forma que fosse em defesa de ser quem \u00e9 ou de seus relacionamentos? [4] Grande parte s\u00f3 pode romper com o n\u00facleo familiar inicial por poder vender sua for\u00e7a de trabalho.<\/p><p>Atrav\u00e9s desse pano de fundo sobre as atualidades e possibilidades de mudan\u00e7a da fam\u00edlia e da moral podemos voltar para os argumentos do governo Bolsonaro sobre padr\u00f5es do \u201cser homem\u201d e \u2018\u2019ser mulher\u2019\u2019, que com certeza est\u00e3o vinculados \u00e0 divis\u00e3o sexual do trabalho. N\u00e3o seria, talvez, essa tal defesa da fam\u00edlia e seus pap\u00e9is uma justificativa para a naturaliza\u00e7\u00e3o do desemprego crescente entre as mulheres (15% de mulheres desempregadas enquanto existem 11,6% de homens desempregados [5])? Mulheres que, por sua vez \u2013 em sua maioria negras e\/ou imigrantes\/migrantes \u2013 , acabam trabalhando como dom\u00e9sticas ou em outros trabalhos extenuantes, sendo, tamb\u00e9m, uma legitima\u00e7\u00e3o do crescente trabalho informal, sem direitos e mal pago feito pelas mulheres? (Bolsonaro votou contra a PEC das dom\u00e9sticas [6]). O fato \u00e9 que a atual faceta do Estado tem como marca registrada a uni\u00e3o dos ultraliberais com os conservadores (nas palavras de Paulo Guedes) que, como uma mistura caricata, atrav\u00e9s de um discurso forte, privatizam servi\u00e7os b\u00e1sicos e tamb\u00e9m a pr\u00f3pria fam\u00edlia. A fam\u00edlia isolada do capitalismo atual faz com que terceirizemos a educa\u00e7\u00e3o (e por vezes muitos outros cuidados) dos filhos somente, ou seja, \u00e9 algo formatado para que quase nunca envolva os pais e os pequenos no processo de decis\u00e3o e delibera\u00e7\u00e3o sobre a educa\u00e7\u00e3o, cuidado, alimenta\u00e7\u00e3o dos filhos. Tais coisas s\u00e3o vistas como mercadoria pelo capitalismo e seu Estado, e n\u00e3o como uma responsabilidade deste \u00faltimo (justamente por sua constitui\u00e7\u00e3o e posi\u00e7\u00e3o de classe atual) em educar, alimentar e cuidar das novas gera\u00e7\u00f5es. H\u00e1, portanto, uma suposta desresponsabiliza\u00e7\u00e3o do Estado e responsabiliza\u00e7\u00e3o do setor privado (terceirizadas de limpeza e cozinha, ag\u00eancias para bab\u00e1s e diaristas). Um exemplo da desresponsabiliza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da terceiriza\u00e7\u00e3o \u00e9 o crime ambiental em Brumadinho \u2013 MG. A Vale foi privatizada e, atualmente, usa diversos servi\u00e7os terceirizados onde, nesse caso, ser\u00e3o as terceirizadoras as respons\u00e1veis por alguns trabalhadores atingidos pelo rompimento de barragem. Nesse aspecto \u00e9 que tentam nos enganar pois essa dicotomia de p\u00fablico e privado separados \u00e9 irreal. Sabemos bem da caracteriza\u00e7\u00e3o de classe do Estado e pra quem governam.<\/p><p>Portanto, \u00e9 necess\u00e1rio desmistificarmos os debates sobre a moral e a fam\u00edlia, apresentando sempre nossas hist\u00f3ricas ideias e propostas de transforma\u00e7\u00e3o desses campos da vida. Infelizmente diversas parcelas dos setores cr\u00edticos \u00e0 Bolsonaro est\u00e3o presos na pequena pol\u00edtica e na falta de media\u00e7\u00e3o para abordar esses temas, preferindo o deboche e o choque ao inv\u00e9s da media\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o coletiva. Isso porque, sem d\u00favidas, foge ao alcance desses setores a perspectiva de que temos um trabalho s\u00e9rio em frente no que tange a disputa das mentes e cora\u00e7\u00e3o do trabalhadores. Queremos creches, lavanderias, restaurantes, e casas de maternagem p\u00fablicas (e qualificadas) para que homens e mulheres tenham tempo de trabalhar para si e para o desenvolvimento da humanidade. Queremos decidir sobre a educa\u00e7\u00e3o e alimenta\u00e7\u00e3o das novas gera\u00e7\u00f5es e do mundo! E, tamb\u00e9m, para que a fam\u00edlia tenha como \u00fanicas bases as uni\u00f5es de afetos e camaradagens e n\u00e3o mais a depend\u00eancia sofrida pela mulher e os filhos. Para que a inf\u00e2ncia seja respeitada verdadeiramente e orientada em todos os aspectos da vida, sem medos e pudores anticient\u00edficos, inclusive sobre educa\u00e7\u00e3o sexual e corpo, para que nenhuma crian\u00e7a sofra as condena\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas do abuso sexual sem instru\u00e7\u00e3o para defender-se. Para que a juventude exista em sua plenitude para todos, inclusive para a juventude negra e perif\u00e9rica, v\u00edtima de um verdadeiro genoc\u00eddio. Defendemos novos valores que guiem as rela\u00e7\u00f5es humanas, o novo homem e a nova mulher, um novo modelo de fam\u00edlia [7].<\/p><p>\u201cPortanto, a Sociedade Comunista se aproximar\u00e1 do homem e da mulher prolet\u00e1rios para dizer-lhes:\u201dSois jovens e se amam\u201d. Todos t\u00eam o direito \u00e0 felicidade. Por isso devem viver vossa vida. N\u00e3o tenham medo do matrim\u00f4nio, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais uma cadeia para o homem e a mulher da classe trabalhadora. E, sobretudo, n\u00e3o tenham medo, sendo jovens e saud\u00e1veis, de dar a vosso pa\u00eds novos oper\u00e1rios, novos cidad\u00e3os. A sociedade dos trabalhadores necessita de novas for\u00e7as de trabalho; sa\u00fada a chegada de cada rec\u00e9m nascido ao mundo. T\u00e3o pouco temam pelo futuro de vosso filho; ele n\u00e3o conhecer\u00e1 a fome nem o frio. N\u00e3o ser\u00e1 desgra\u00e7ado, nem ficar\u00e1 abandonado a sua sorte como acontecia na sociedade capitalista. T\u00e3o pronto ele chegue ao mundo, o Estado dos trabalhadores, a Sociedade Comunista, assegurar\u00e1 ao filho e \u00e0 m\u00e3e alimenta\u00e7\u00e3o e cuidados sol\u00edcitos. A p\u00e1tria comunista alimentar\u00e1, criar\u00e1 e educar\u00e1 o filho. Por\u00e9m essa p\u00e1tria n\u00e3o tentar\u00e1, de modo algum, arrancar o filho dos pais que queiram participar na educa\u00e7\u00e3o de seus pequenos. A Sociedade Comunista tomar\u00e1 como todas as obriga\u00e7\u00f5es da educa\u00e7\u00e3o do filho, por\u00e9m nunca despojar\u00e1 das alegrias paternais, das satisfa\u00e7\u00f5es maternais a aqueles que sejam capazes de apreciar e compreender essas alegrias. Se pode, portanto, chamar isso de destrui\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia por viol\u00eancia ou separa\u00e7\u00e3o a for\u00e7a da m\u00e3e e o filho?\u201d (KOLLONTAI, Alexandra)<\/p><p>\u00c9 verdade que alguns de n\u00f3s preferem desviar o foco desse debate (do qual chamam \u201ccortina de fuma\u00e7a\u201d) pra evitar maiores tens\u00f5es e focar, de maneira t\u00e1tica, em quest\u00f5es mais \u201cecon\u00f4micas ou pol\u00edticas\u201d\u2019. S\u00f3 seria necess\u00e1rio faz\u00ea-lo caso ainda n\u00e3o tiv\u00e9ssemos nenhum ac\u00famulo sobre e se fosse imposs\u00edvel romper com essa vers\u00e3o de moral individualista e sem consci\u00eancia de classe do neoliberalismo. Entretanto, esse n\u00e3o \u00e9 o caso. Usam dos sentimentos alheios e suas cren\u00e7as para ati\u00e7ar tais convic\u00e7\u00f5es retr\u00f3gradas, \u00e9 verdade, sendo essas pautas mais usadas para pol\u00eamicas. Todavia n\u00e3o podemos ignorar o fato de que a classe trabalhadora brasileira est\u00e1 em disputa e atenta inclusive sobre o debate da moral, e \u00e9 nosso dever apresentar a supera\u00e7\u00e3o desses valores e da fam\u00edlia individual pela perspectiva da \u201cfam\u00edlia universal dos trabalhadores\u201d. N\u00e3o devemos nem mesmo fechar os olhos para aqueles que dentro das comunidades religiosas fazem essa disputa. Temos conosco a defesa de valores universais como solidariedade, camaradagem, ajuda m\u00fatua e dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 vida coletiva. Por uma fam\u00edlia baseada no bom conv\u00edvio camarada e na aceita\u00e7\u00e3o de todos. Nem mesmo tais caracter\u00edsticas humanas e organiza\u00e7\u00f5es da vida social devem parecer imposs\u00edveis de serem transformadas. Ao menos, \u00e9 o que tem mostrado a hist\u00f3ria at\u00e9 aqui.<\/p><p><blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"xF9Bsb4xAz\"><a href=\"http:\/\/ujc.org.br\/atravessando-as-cortinas-de-fumaca-razoes-e-mediacoes-para-nao-esquivar-do-debate-sobre-a-familia-a-moral-e-os-bons-costumes-em-tempos-de-fascistizacao\/\">Atravessando as cortinas de fuma\u00e7a: raz\u00f5es e media\u00e7\u00f5es para n\u00e3o esquivar do debate sobre &#8220;a fam\u00edlia, a moral e os bons costumes&#8221; em tempos de fascistiza\u00e7\u00e3o<\/a><\/blockquote><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"http:\/\/ujc.org.br\/atravessando-as-cortinas-de-fumaca-razoes-e-mediacoes-para-nao-esquivar-do-debate-sobre-a-familia-a-moral-e-os-bons-costumes-em-tempos-de-fascistizacao\/embed\/#?secret=xF9Bsb4xAz\" data-secret=\"xF9Bsb4xAz\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Atravessando as cortinas de fuma\u00e7a: raz\u00f5es e media\u00e7\u00f5es para n\u00e3o esquivar do debate sobre &#8220;a fam\u00edlia, a moral e os bons costumes&#8221; em tempos de fascistiza\u00e7\u00e3o&#8221; &#8212; UJC\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p><p>Refer\u00eancias<\/p><p>[1] Por que os Marxistas se Op\u00f5em ao Terrorismo Individual. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/trotsky\/1911\/11\/terrorismo.htm<\/p><p>[2] Cotada para ministra diz que \u2018mulher nasce para ser m\u00e3e\u2019 e \u2018infelizmente tem que ir para o mercado de trabalho\u2019. Dispon\u00edvel em: https:\/\/oglobo.globo.com\/brasil\/cotada-para-ministra-diz-que-mulher-nasce-para-ser-mae-infelizmente-tem-que-ir-para-mercado-de-trabalho-23272762<\/p><p>[3] A estrat\u00e9gia pseudo-religiosa que serve a Bolsonaro. Dispon\u00edvel em: https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/21190\/a-estrategia-pseudo-religiosa-que-serve-a-bolsonaro\/<\/p><p>[4] O capitalismo e a identidade gay. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.facebook.com\/notes\/lucas-vosch\/o-capitalismo-e-a-identidade-gay-john-demilio\/995793563766279\/<\/p><p>[5] Taxa de desemprego entre mulheres \u00e9 de 15%, bem acima dos 11,6% dos homens, aponta Ipea. Dispon\u00edvel em: https:\/\/epocanegocios.globo.com\/Economia\/noticia\/2018\/06\/taxa-de-desemprego-entre-mulheres-e-de-15-bem-acima-dos-116-dos-homens-aponta-ipea.html<\/p><p>[6] Bolsonaro explica seu voto contra a \u2018PEC das Dom\u00e9sticas\u2019. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.oantagonista.com\/brasil\/bolsonaro-explica-seu-voto-contra-pec-das-domesticas\/<\/p><p>[7] O comunismo e a fam\u00edlia. Dispon\u00edvel em: https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/17192\/o-comunismo-e-a-familia\/\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22211\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[247,219],"class_list":["post-22211","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","tag-jd","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5Mf","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22211","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22211"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22211\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22211"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22211"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22211"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}