{"id":22224,"date":"2019-02-05T22:28:57","date_gmt":"2019-02-06T00:28:57","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22224"},"modified":"2019-02-05T22:29:04","modified_gmt":"2019-02-06T00:29:04","slug":"brasil-afundando-na-lama-e-flertando-com-a-catastrofe-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22224","title":{"rendered":"Brasil: afundando na lama e flertando com a cat\u00e1strofe"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/criticadaeconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Br-ind%C3%BAstria.jpg\"\/><!--more-->Cr\u00edtica da Economia<\/p><\/>Por Jos\u00e9 Martins, da Reda\u00e7\u00e3o<\/p><\/>H\u00e1 uma gigantesca lama no meio do caminho do destrambelhado governo Bo\u00e7alnaro. Muito mais catastr\u00f3fica que a que se move sem parar da podre e in\u00fatil Companhia Vale do Rio Doce, em Brumadinho, s\u00edmbolo perfeito do parasitismo e da \u00edndole criminosa da burguesia brasileira.<\/p><\/>Mais al\u00e9m do seus simbolismos, entretanto, a realidade material tem cara ainda mais feia. A produ\u00e7\u00e3o industrial, por exemplo. Fechou o ano passado no pior n\u00edvel em 10 anos. Isso \u00e9 grave.<\/p><\/>Acontece que evolu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o industrial \u00e9 a vari\u00e1vel mais importante para se construir os diversos cen\u00e1rios pol\u00edticos para este ano. E os n\u00fameros s\u00e3o muito claros.<\/p><\/>Esses n\u00fameros cruciais podem ser observados no mais recente relat\u00f3rio da Pesquisa Industrial Mensal (PIM Brasil) do IBGE, publicado na \u00faltima sexta-feira (01\/fev\/2019).<\/p><\/>Em 2017, a produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira havia se elevado 2,5%. Em 2018 desacelerou ao apresentar uma alta de apenas 1,1% frente ao ano anterior. Com essa desacelera\u00e7\u00e3o, caiu para o mesmo n\u00edvel de mar\u00e7o de 2009 e 16,3% abaixo de maio de 2011, maior patamar alcan\u00e7ado pelo setor. Patinando na lama. No fundo do po\u00e7o.<\/p><\/>Fazendo-se tamb\u00e9m a compara\u00e7\u00e3o com igual m\u00eas do ano anterior, o setor industrial caiu 3,6% em dezembro de 2018, com resultados negativos nas quatro grandes categorias econ\u00f4micas, 21 dos 26 ramos, 56 dos 79 grupos e 62,5% dos 805 produtos pesquisados.<\/p><\/>Ao recuar 1,1% no quarto trimestre de 2018, a ind\u00fastria interrompeu o comportamento de leve recupera\u00e7\u00e3o que vinha desde o primeiro trimestre de 2017 e permaneceu com a clara perda de ritmo frente aos resultados do primeiro (2,8%), segundo (1,8%) e terceiro trimestres de 2018 (1,2%). Significativa derrapagem para fora da pista.<\/p><\/>Entre as grandes categorias econ\u00f4micas, a redu\u00e7\u00e3o mais acentuada foi no estrat\u00e9gico bens de consumo dur\u00e1veis (-14,3%), apresentando a segunda taxa negativa consecutiva nessa compara\u00e7\u00e3o e a queda mais intensa desde julho de 2016 (-16,1%). O setor foi particularmente pressionado pela redu\u00e7\u00e3o na fabrica\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis (-16,9%) e de eletrodom\u00e9sticos da \u201clinha marrom\u201d (-23,0%). Vale citar tamb\u00e9m os recuos em eletrodom\u00e9sticos da \u201clinha branca\u201d (-2,7%), m\u00f3veis (-12,4%), motocicletas (-4,2%) e outros eletrodom\u00e9sticos (-2,4%).<\/p><\/>Bens de capital (-5,6%) tamb\u00e9m mostrou queda mais acentuada do que a m\u00e9dia nacional (-3,6%), interrompendo, assim, seis meses de resultados positivos consecutivos e marcando a queda mais intensa desde maio de 2018 (-6,4%). Nesse m\u00eas, o segmento foi influenciado, em grande parte, pelos recuos nos grupamentos de bens de capital para fins industriais (-12,1%) e para equipamentos de transporte (-5,9%). As demais taxas negativas foram registradas por bens de capital de uso misto (-12,3%) e constru\u00e7\u00e3o (-8,1%).<\/p><\/>Patinando na lama e flertando com a cat\u00e1strofe econ\u00f4mica. Criativa e estimulante realidade. O desemprego deve aumentar. Mais ainda. As tens\u00f5es ainda mais. Essa \u00e9 a base material que delineia as perspectivas pol\u00edticas e sociais do pa\u00eds nos pr\u00f3ximos doze meses.<\/p><\/>Rodrigo Maia, novo presidente da C\u00e2mara dos Deputados declara ao jornal Folha de S\u00e3o Paulo, desta segunda-feira (04), que \u201cvamos superar a pauta econ\u00f4mica antes de discutir a de costumes\u201d.<\/p><\/>Para ele, debate sobre temas como Escola sem Partido cria ambiente prejudicial a reformas econ\u00f4micas. E conclui acertadamente: \u201cestamos em um momento que todos compreenderam que vai ter uma ruptura definitiva da pol\u00edtica se esse pa\u00eds n\u00e3o voltar a crescer\u201d.<\/p><\/>Bingo! Esse saca-trapo tem a consci\u00eancia ou \u2013 mais adequadamente falando \u2013 o instinto de defesa de sua classe. Est\u00e1 sentindo no cangote o bafo quente de uma disruptiva derrocada econ\u00f4mica. A propriedade privada amea\u00e7ada.<\/p><\/>Esquece a goiabeira e outras patologias evang\u00e9licas do Jair e suas mil\u00edcias assassinas. Todas as cartas jogadas nas reformas econ\u00f4micas de Chicago Guedes para ver se ainda d\u00e1 para salvar alguma coisa.<\/p><\/>Essa \u00e9 a \u00fanica agenda dos capitalista neste momento, no Brasil. Totalmente (e unanimemente) focados na economia. O resto \u00e9 bobagem. Ou, excepcionalmente, falando de S\u00e9rgio Moro, nos preparativos para a guerra civil. Salvar a propriedade privada capitalista a qualquer custo.<\/p><\/>Ora, ora! Muito positivas perspectivas de um esperado recrudescimento da luta de classes na maior economia abaixo da linha do equador. A venda de armamentos est\u00e1 liberada. Os pacatos cidad\u00e3os (principalmente os desempregados do capital) j\u00e1 podem ir \u00e0s compras.<\/p><\/>http:\/\/criticadaeconomia.com.br\/brasil-afundando-na-lama-e-flertando-com-a-catastrofe\/\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22224\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[239],"tags":[225],"class_list":["post-22224","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiental","tag-4a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5Ms","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22224","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22224"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22224\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22224"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22224"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22224"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}