{"id":22317,"date":"2019-02-12T20:54:14","date_gmt":"2019-02-12T22:54:14","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22317"},"modified":"2019-02-12T20:54:19","modified_gmt":"2019-02-12T22:54:19","slug":"aqui-nao-temos-medo-somos-um-povo-valente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22317","title":{"rendered":"\u201cAqui n\u00e3o temos medo, somos um povo valente\u201d"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm8.staticflickr.com\/7826\/47071191841_ecfbbcdb08_z.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Fronteira entre Venezuela e Col\u00f4mbia vira campo de disputa internacional\n<\/p><p>\nMoradores da regi\u00e3o fronteiri\u00e7a est\u00e3o mobilizados\n<\/p><p>\nFania Rodrigues &#8211; San Antonio del T\u00e1chira (Venezuela)\n<\/p><p>\nBRASIL DE FATO\n<\/p><p>\nAs pequenas cidades venezuelanas de San Antonio e Ure\u00f1a, no estado de T\u00e1chira e que fazem fronteira com a Col\u00f4mbia, est\u00e3o sob a lupa do mundo. Do outro lado da divisa, parecem soar os tambores da guerra, com a chegada do que foi anunciado como ajuda humanit\u00e1ria, o que aumenta a press\u00e3o e a amea\u00e7a de invas\u00e3o estrangeira e militar sobre a Venezuela, como apontam as autoridades venezuelanas.\n<\/p><p>\nO Brasil de Fato est\u00e1 na fronteira entre os dois pa\u00edses para apurar a real situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e militar da regi\u00e3o. No local, est\u00e1 a ponte internacional Las Tienditas, que semana passada foi not\u00edcia no mundo inteiro. Grandes meios internacionais, como New York Times e CNN, e ag\u00eancias como a francesa AFP, publicaram not\u00edcias sobre o bloqueio dessa ponte, que teria sido feito por militares venezuelanos para impedir a entrada de ajuda humanit\u00e1ria na Venezuela. No entanto, n\u00e3o foi mencionado que essa ponte nunca foi inaugurada e n\u00e3o funciona como zona oficial de passagem de mercadorias. Na regi\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o confirma essa informa\u00e7\u00e3o.\n<\/p><p>\n\u201cA constru\u00e7\u00e3o dessa ponte foi conclu\u00edda h\u00e1 dois anos, mas nunca foram estabelecidas as aduanas. Essa ponte nunca foi utilizada\u201d, explica a moradora do estado de T\u00e1chira, Gr\u00e9cia Colmenares, entrevistada pelo Brasil de Fato durante visita \u00e0 ponte Tienditas. Nessa segunda-feira (11), o local estava lotado de moradores da regi\u00e3o, pois o governo venezuelano realizou a\u00e7\u00f5es para distribuir medicamentos e alimentos para a popula\u00e7\u00e3o.\n<\/p><p>\nGr\u00e9cia Colmenares, uma jovem de 23 anos, afirmou que seus companheiros estudantes passariam a noite em vig\u00edlia nessa ponte. Nesta ter\u00e7a-feira (12), a oposi\u00e7\u00e3o venezuelana e simpatizantes do deputado autoproclamado presidente do pa\u00eds, Juan Guaid\u00f3, convocaram uma marcha em San Antonio contra o governo do presidente Nicol\u00e1s Maduro. \u201cPreferimos resguardar o lugar, porque nesta ter\u00e7a vamos fazer uma atividade aqui com jovens de v\u00e1rios estados\u201d, explica. E quando perguntada se a popula\u00e7\u00e3o venezuelana da regi\u00e3o tem medo de uma invas\u00e3o militar, a resposta saiu na ponta l\u00edngua: \u201cAqui n\u00e3o estamos com medo, somos um povo valente, um povo de paz\u201d.\n<\/p><p>\nPonte vira cen\u00e1rio de abastecimento\n<\/p><p>\nO representante do governo nacional na regi\u00e3o, Freddy Bernal, explica que decidiram fazer atendimento m\u00e9dico e distribui\u00e7\u00e3o de medicamentos e alimentos para mostrar novamente que o governo venezuelano tem capacidade para atender as comunidades carentes da regi\u00e3o e que n\u00e3o precisa de ajuda humanit\u00e1ria.\n<\/p><p>\n\u201cEsse operativo faz parte do programa social Bairro Adentro, no qual os m\u00e9dicos visitam casa por casa. Isso se faz regularmente por todo o pa\u00eds de forma permanente. Mas do lado de l\u00e1 da fronteira pretendem sinalar que n\u00f3s somos um pa\u00eds onde n\u00e3o h\u00e1 m\u00e9dicos nem medicamentos. N\u00e3o podemos negar que as san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas dificultaram a compra de rem\u00e9dios e alimentos. Isso impactou de forma negativa\u201d, explica Bernal.\n<\/p><p>\nA faxineira Ingrid Cueto, m\u00e3e de cinco filhos pequenos, desconhecia a pol\u00eamica envolvendo a ponte Las Tienditas, mas esteve por l\u00e1 para buscar uma cesta de alimentos, que, segundo ela, chegou em boa hora. \u201cPor mais que a gente trabalhe, n\u00e3o est\u00e1 f\u00e1cil. Para mim, essa cesta dura dez dias, ent\u00e3o \u00e9 uma \u00f3tima ajuda\u201d, diz a trabalhadora, que faz faxina de forma espor\u00e1dica, n\u00e3o tendo um trabalho fixo.\n<\/p><p>\nJ\u00e1 a dona de casa Iolanda Cuevas ressalta que essa regi\u00e3o \u00e9 onde as pessoas, tanto do lado venezuelano quanto do colombiano, vivem com muito pouco. Mas a diferen\u00e7a est\u00e1, segundo ela, no fato de que apenas do lado venezuelano o governo oferece ajuda de alimentos para a popula\u00e7\u00e3o humilde. \u201cO governo colombiano n\u00e3o oferece cesta b\u00e1sica, tudo que se quiser comer tem que pagar. Alguns colombianos se cadastraram nos programas do governo venezuelano e tamb\u00e9m recebem benef\u00edcios\u201d, relata a moradora da fronteira.\n<\/p><p>\nEdi\u00e7\u00e3o: Vivian Fernandes\n<\/p><p>\nhttps:\/\/www.brasildefato.com.br\/2019\/02\/12\/fronteira-entre-venezuela-e-colombia-vira-campo-de-disputa-internacional\/\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22317\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[45],"tags":[227],"class_list":["post-22317","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c54-venezuela","tag-5a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5NX","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22317","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22317"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22317\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22317"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22317"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22317"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}