{"id":2232,"date":"2012-01-06T03:14:59","date_gmt":"2012-01-06T03:14:59","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2232"},"modified":"2012-01-06T03:14:59","modified_gmt":"2012-01-06T03:14:59","slug":"greve-de-pms-e-bombeiros-no-ceara-atinge-economia-do-estado-e-forca-governador-a-negociar-fim-do-movimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2232","title":{"rendered":"Greve de PM\u2019s e Bombeiros no Cear\u00e1 atinge economia do estado e for\u00e7a governador a negociar fim do movimento"},"content":{"rendered":"\n<p>A greve unificada de policiais e bombeiros militares no estado do Cear\u00e1 teve dura\u00e7\u00e3o de 6 dias. Tempo suficiente para a popula\u00e7\u00e3o do estado sentir na pele e nas ruas as conseq\u00fc\u00eancias de mais uma demonstra\u00e7\u00e3o de trucul\u00eancia e arrog\u00e2ncia por parte do Governador Cid Ferreira Gomes (PSB\/PT\/PCdoB).<\/p>\n<p>Homens do ex\u00e9rcito brasileiro e da for\u00e7a nacional de seguran\u00e7a enviados pela presidenta Dilma, fuzileiros navais, helic\u00f3pteros, ve\u00edculos de guerra transportando soldados em pleno centro da cidade: tudo isso noticiado repetidamente pela imprensa burguesa, num misto de p\u00e2nico e sensacionalismo. O resultado foi a sensa\u00e7\u00e3o de estar no meio de uma guerra civil. Algo h\u00e1 muito n\u00e3o visto em terras alencarinas.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify;\">Desde a sua posse, faz parte da pol\u00edtica de governo do oligarca dos Ferreira Gomes a posi\u00e7\u00e3o declarada de n\u00e3o negociar com nenhuma categoria em greve. E assim ocorreu com a greve dos servidores do DETRAN, dos professores da UECE, dos professores estaduais, dos policiais civis e, para n\u00e3o fugir \u00e0 regra, tamb\u00e9m com os PM\u2019s e bombeiros, que h\u00e1 muito j\u00e1 haviam apresentado uma pauta de reivindica\u00e7\u00f5es ao governador.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify;\">O descaso de Cid Gomes com os servidores p\u00fablicos estaduais \u00e9 tamanho que o governo do Cear\u00e1 chegou ao ponto de recorrer ao STF para n\u00e3o ter de pagar o Piso Nacional da educa\u00e7\u00e3o aos professores. A coisa vira pelo avesso, entretanto, quando se trata de custear mega-projetos que em nada beneficiam a imensa popula\u00e7\u00e3o pobre a marginalizada do estado. Foi assim quando empurrou goela abaixo a constru\u00e7\u00e3o de um gigantesco centro de conven\u00e7\u00f5es, encravado entre a maior universidade privada e o maior shopping center do Cear\u00e1; bancou uma milion\u00e1ria reforma no estado de futebol de Castel\u00e3o (as obras mais adiantadas do Brasil) e j\u00e1 se movimenta para construir um fara\u00f4nico aqu\u00e1rio em plena Praia de Iracema! Tudo isso \u00e0s custas do dinheiro p\u00fablico!<\/p>\n<p>Desta feita, entretanto, o caos social que tomou conta do Cear\u00e1 em raz\u00e3o da postura arrogante do governador, trazendo milh\u00f5es de reais em preju\u00edzo ao com\u00e9rcio, ind\u00fastria e turismo com o estado sitiado, em plena alta esta\u00e7\u00e3o, for\u00e7ou o governador a entrar em acordo com PM\u2019s e Bombeiros para finalizar a greve. Assim, al\u00e9m de um reajuste salarial de 7% e da redu\u00e7\u00e3o da jornada semanal para 40 horas, o governador ainda prometeu aos militares conceder anistia \u00e0queles que participaram da greve, encerrando o movimento.<\/p>\n<p>N\u00f3s, comunistas, temos a clareza de que a Pol\u00edcia \u00e9 o bra\u00e7o armado do estado burgu\u00eas; uma institui\u00e7\u00e3o a servi\u00e7o da \u201cmanuten\u00e7\u00e3o da ordem\u201d e da propriedade privada. N\u00e3o por acaso, a popula\u00e7\u00e3o pobre, os jovens da periferia e a classe trabalhadora em luta s\u00e3o seus \u201calvos preferenciais\u201d, pois s\u00e3o potencialmente os maiores contestadores dessa \u201cordem\u201d capitalista.<\/p>\n<p>Apoiamos a greve na perspectiva de um processo pedag\u00f3gico e educativo, capaz de aproximar policiais e bombeiros do conjunto das reivindica\u00e7\u00f5es da classe trabalhadora, sem perder de vista, entretanto, os limites impostos pelo car\u00e1ter retr\u00f3grado e reacion\u00e1rio da pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o policial. O saldo maior desta greve, para n\u00f3s, foi a oportunidade \u00edmpar de reiterar nossa den\u00fancia \u00e0 indiferen\u00e7a do Governo Cid Gomes frente ao conjunto do funcionalismo p\u00fablico estadual.<\/p>\n<p>N\u00e3o cabe aos comunistas, entretanto, simplesmente engrossar coro com os que defendem, acriticamente, a m\u00e1xima economicista de \u201cmelhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho\u201d para os policiais. N\u00e3o queremos para PM\u2019s e bombeiros em greve viaturas mais equipadas nem armamentos mais sofisticados, dos quais as maiores v\u00edtimas ser\u00e3o o proletariado.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso ir al\u00e9m, levantando como quest\u00f5es centrais na Greve de PM\u2019s e Bombeiros militares o reconhecimento do direito de greve, o fim da proibi\u00e7\u00e3o da sindicaliza\u00e7\u00e3o e das pris\u00f5es pol\u00edticas, a possibilidade de participar irrestritamente da vida pol\u00edtica nacional e a desmilitariza\u00e7\u00e3o do corpo de Bombeiros. Somente assim estaremos efetivamente contribuindo para a evolu\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia individual de Policiais e Bombeiros enquanto membros da classe trabalhadora e v\u00edtimas da explora\u00e7\u00e3o capitalista, apontando como \u00fanica alternativa a revolu\u00e7\u00e3o socialista.<\/p>\n<p>Fortaleza, 04 de janeiro de 2011<\/p>\n<p>Comit\u00ea Estadual do Partido Comunista Brasileiro no Cear\u00e1<\/p>\n<p style=\"text-align: -webkit-auto;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: 4.bp.blogspot\n\n\n\n\n\n\n\n\nNota Pol\u00edtica do Comit\u00ea Regional do Partido Comunista Brasileiro no Cear\u00e1\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2232\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[56],"tags":[],"class_list":["post-2232","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c67-greve"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-A0","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2232","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2232"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2232\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2232"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2232"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2232"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}