{"id":22333,"date":"2019-02-14T21:19:04","date_gmt":"2019-02-14T23:19:04","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22333"},"modified":"2019-02-14T21:19:09","modified_gmt":"2019-02-14T23:19:09","slug":"as-intervencoes-dos-eua-na-america-latina-breve-historico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22333","title":{"rendered":"As interven\u00e7\u00f5es dos EUA na Am\u00e9rica Latina: breve hist\u00f3rico"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/qph.fs.quoracdn.net\/main-qimg-aa9ed13b4bfae9f19cdce1b0fd79d4cf-c\"\/><!--more-->James Petras\n<\/p><p>\nODiario.info\nAs tentativas dos EUA de \u201cmudan\u00e7a de regime\u201d na Am\u00e9rica Latina t\u00eam um registro hist\u00f3rico contradit\u00f3rio. Mas existe uma constante: em todos os casos em que tiveram sucesso, os fantoches instalados no poder formaram brutais ditaduras antipopulares e antinacionais.\n<\/p><p>\n \nEnquanto os EUA se esfor\u00e7am por derrubar o democr\u00e1tico e independente governo venezuelano, o registro hist\u00f3rico das consequ\u00eancias de curto, m\u00e9dio e longo prazo das tentativas de mudan\u00e7a de regime orquestradas pelos EUA \u00e9 misto.\n<\/p><p>\nProcederemos a examinar as consequ\u00eancias e o impacto da interven\u00e7\u00e3o dos EUA na Venezuela no \u00faltimo meio s\u00e9culo.\n<\/p><p>\nEm seguida, analisaremos o sucesso e o fracasso das \u201cmudan\u00e7as de regime\u201d dos EUA em toda a Am\u00e9rica Latina e o Caribe.\n<\/p><p>\nVenezuela: Resultados e Perspectivas 1950-2019\n<\/p><p>\nDurante a d\u00e9cada p\u00f3s-Segunda Guerra Mundial, os EUA, trabalhando atrav\u00e9s da CIA e do Pent\u00e1gono, colocaram no poder regimes autorit\u00e1rios clientes na Venezuela, Cuba, Peru, Chile, Guatemala, Brasil e v\u00e1rios outros pa\u00edses. No caso da Venezuela, os EUA apoiaram uma ditadura militar de quase uma d\u00e9cada (Perez Jimenez), praticamente entre 1951 e 1958. A ditadura foi derrubada em 1958 e substitu\u00edda por uma coliga\u00e7\u00e3o de centro-esquerda durante um breve per\u00edodo interino. Posteriormente, os EUA embaralharam de novo as cartas da sua pol\u00edtica, adotaram e promoveram regimes de centro-direita liderados por socialdemocratas e democratas-crist\u00e3os que se alternaram o governo durante quase quarenta anos.\n<\/p><p>\nNos anos 90, os regimes clientes dos EUA, repletos de corrup\u00e7\u00e3o e enfrentando crises socioecon\u00f4micas cada vez mais profundas, foram eliminados do poder pelo voto e substitu\u00eddos pelo governo anti-imperialista e independente liderado pelo presidente Ch\u00e1vez. A elei\u00e7\u00e3o livre e democr\u00e1tica do presidente Ch\u00e1vez resistiu e derrotou v\u00e1rias \u201cmudan\u00e7as de regime\u201d lideradas pelos EUA nas duas d\u00e9cadas seguintes.\n<\/p><p>\nAp\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o do presidente Maduro, Washington montou sob a dire\u00e7\u00e3o dos EUA a engrenagem pol\u00edtica para uma nova mudan\u00e7a de regime. No inverno de 2019 Washington lan\u00e7ou um golpe a todo o vapor.\n<\/p><p>\nO registro da interven\u00e7\u00e3o dos EUA na Venezuela \u00e9 misto: um golpe militar de m\u00e9dio prazo durou menos de uma d\u00e9cada; regimes de base eleitoral sob dire\u00e7\u00e3o dos EUA estiveram no poder durante quarenta anos; a sua substitui\u00e7\u00e3o por um governo popular anti-imperialista eleito est\u00e1 no poder h\u00e1 quase 20 anos. Um virulento golpe dirigido pelos EUA est\u00e1 agora em andamento.\n<\/p><p>\nA experi\u00eancia venezuelana de \u201cmudan\u00e7a de regime\u201d d\u00e1 conta da capacidade dos EUA de consumar um controle de longo prazo se puder reorganizar a sua base de poder de uma ditadura militar para um regime eleitoral, financiado pela pilhagem do petr\u00f3leo, apoiado por militares de confian\u00e7a e \u201clegitimado\u201d pela altern\u00e2ncia entre partidos pol\u00edticos clientes que aceitam a submiss\u00e3o a Washington.\n<\/p><p>\nOs regimes clientes norte-americanos s\u00e3o governados por elites olig\u00e1rquicas, com pouca capacidade empreendedora, vivendo de rendas estatais (receitas do petr\u00f3leo).\n<\/p><p>\nIntimamente associadas aos EUA, as elites dominantes s\u00e3o incapazes de garantir lealdade popular. Os regimes clientes dependem da for\u00e7a militar do Pent\u00e1gono &#8211; mas essa \u00e9 tamb\u00e9m a sua fraqueza.\n<\/p><p>\nMudan\u00e7a de regime na perspectiva hist\u00f3rico-regional\n<\/p><p>\nA constru\u00e7\u00e3o de fantoches \u00e9 um objetivo estrat\u00e9gico essencial do estado imperial dos EUA. Os resultados variam ao longo do tempo, dependendo da capacidade de governos independentes em obter sucesso na constru\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o.\n<\/p><p>\nA constru\u00e7\u00e3o de fantoches a longo prazo dos EUA tem sido mais bem-sucedida em pequenos pa\u00edses com economias vulner\u00e1veis.\n<\/p><p>\nO golpe dirigido pelos EUA na Guatemala durou mais de sessenta anos &#8211; de 1954 a 2019. As principais insurg\u00eancias locais populares foram reprimidas por meio de assessores militares dos EUA.\n<\/p><p>\nConstru\u00e7\u00f5es de fantoches semelhantes bem sucedidas pelos Estados Unidos ocorreram no Panam\u00e1, Granada, Rep\u00fablica Dominicana e Haiti. Sendo pequenos e pobres e tendo fracas for\u00e7as militares, os EUA disp\u00f5em-se a invadir e ocupar diretamente os pa\u00edses, em pouco tempo e com baixos custos econ\u00f4micos e em vidas de militares.\n<\/p><p>\nNos pa\u00edses acima referidos Washington conseguiu impor e manter regimes fantoches por per\u00edodos prolongados de tempo.\n<\/p><p>\nOs EUA dirigiram golpes militares ao longo do \u00faltimo meio s\u00e9culo com resultados contradit\u00f3rios.\n<\/p><p>\nNo caso de Honduras, o Pent\u00e1gono conseguiu derrubar um governo democr\u00e1tico liberal progressista de dura\u00e7\u00e3o muito curta. O ex\u00e9rcito hondurenho estava sob a dire\u00e7\u00e3o dos EUA, e o Presidente eleito Manuel Zelaya sustentava-se sobre uma maioria eleitoral popular desarmada. No seguimento do sucesso do golpe, o regime fantoche hondurenho permaneceu sob o dom\u00ednio dos EUA no decurso da d\u00e9cada seguinte e provavelmente ir\u00e1 para al\u00e9m disso.\n<\/p><p>\nO Chile tem estado sob a tutela dos EUA durante a maior parte do s\u00e9culo XX, com uma breve pausa durante um governo de Frente Popular entre 1937-41 e um governo democr\u00e1tico socialista entre 1970-73. O golpe militar dirigido pelos EUA em 1973 imp\u00f4s a ditadura de Pinochet, que durou dezessete anos. Seguiu-se um regime eleitoral que deu continuidade \u00e0 agenda neoliberal Pinochet-EUA, incluindo a revers\u00e3o de todas as reformas populares nacionais e sociais. Numa palavra, o Chile permaneceu dentro da \u00f3rbita pol\u00edtica dos EUA durante a maior parte de meio s\u00e9culo.\n<\/p><p>\nO regime democr\u00e1tico socialista do Chile (1970-1973) n\u00e3o armou seu povo nem estabeleceu liga\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas com o exterior que sustentassem uma pol\u00edtica externa independente.\n<\/p><p>\nN\u00e3o \u00e9 de surpreender que, nos \u00faltimos tempos, o Chile tenha seguido o apelo dos EUA no sentido da derrubada do Presidente da Venezuela, Maduro.\n<\/p><p>\nConstru\u00e7\u00e3o de Marionetes Contradit\u00f3ria\n<\/p><p>\nV\u00e1rios golpes americanos foram revertidos, por per\u00edodos de maior ou menor dura\u00e7\u00e3o.\n<\/p><p>\nO caso cl\u00e1ssico da bem sucedida derrota de um regime subserviente \u00e9 Cuba, que derrubou um cliente norte-americano com dez anos de dura\u00e7\u00e3o, a ditadura de Batista, e resistiu com sucesso a uma invas\u00e3o dirigida pela CIA e ao bloqueio econ\u00f4mico de quase meio s\u00e9culo (at\u00e9 os dias de hoje).\n<\/p><p>\nA derrota por Cuba da pol\u00edtica de restaura\u00e7\u00e3o de fantoches \u00e9 resultado da decis\u00e3o da lideran\u00e7a de Castro de armar o povo, expropriar e assumir o controle de empresas americanas e multinacionais hostis e estabelecer aliados estrat\u00e9gicos no exterior &#8211; URSS, China e mais recentemente Venezuela.\n<\/p><p>\nEm contraste, um golpe militar apoiado pelos EUA no Brasil (1964) durou mais de duas d\u00e9cadas, antes que as pol\u00edticas eleitorais fossem parcialmente restauradas, mas sob a lideran\u00e7a da elite.\n<\/p><p>\nVinte anos de pol\u00edticas econ\u00f4micas neoliberais fracassadas levaram \u00e0 elei\u00e7\u00e3o do social-reformista Partido dos Trabalhadores (PT), que implementou extensos programas antipobreza dentro do contexto de pol\u00edticas neoliberais.\n<\/p><p>\nDepois de uma d\u00e9cada e meia de reformas sociais e uma pol\u00edtica externa relativamente independente, o PT sucumbiu \u00e0 desacelera\u00e7\u00e3o de uma economia dependente de commodities e a um Estado hostil (principalmente no judici\u00e1rio e no setor militar) e foi substitu\u00eddo por um par de regimes de clientes de extrema-direita dos EUA que funcionaram sob a dire\u00e7\u00e3o de Wall Street e do Pent\u00e1gono.\n<\/p><p>\nOs EUA intervieram frequentemente na Bol\u00edvia, apoiando golpes militares e regimes de clientela contra regimes populistas nacionais de curto prazo (1954, 1970 e 2001).\n<\/p><p>\nEm 2005, uma revolta popular levou a elei\u00e7\u00f5es livres e \u00e0 elei\u00e7\u00e3o de Evo Morales, o l\u00edder dos movimentos de plantadores de coca. Entre 2005 e 2019 (o per\u00edodo atual), o presidente Morales liderou um governo anti-imperialista moderado de centro-esquerda.\n<\/p><p>\nEsfor\u00e7os fracassados dos EUA para derrubar o governo de Morales foram resultado de v\u00e1rios fatores: Morales organizou e mobilizou uma coliga\u00e7\u00e3o de camponeses e trabalhadores (especialmente mineiros e plantadores de coca). Garantiu a lealdade dos militares, expulsou os Cavalos de Troia das \u201cag\u00eancias de ajuda\u201d dos EUA e ampliou o controle sobre o petr\u00f3leo e o g\u00e1s e promoveu la\u00e7os com o agroneg\u00f3cio.\n<\/p><p>\nA combina\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica externa independente, uma economia mista, um crescimento elevado e reformas moderadas neutralizou a constru\u00e7\u00e3o de fantoches por parte dos EUA.\n<\/p><p>\nN\u00e3o \u00e9 assim na Argentina. Depois de um golpe sangrento (1976) no qual os EUA apoiaram militares que assassinaram 30.000 cidad\u00e3os, os militares foram derrotados pelo ex\u00e9rcito brit\u00e2nico na guerra das Malvinas e retiraram-se ap\u00f3s sete anos no poder.\n<\/p><p>\nO regime fantoche p\u00f3s-militar governou e saqueou durante uma d\u00e9cada antes de entrar em colapso em 2001. Foi derrubado por uma insurrei\u00e7\u00e3o popular. No entanto, a aus\u00eancia de coes\u00e3o da esquerda radical abriu caminho para regimes de centro-esquerda (Kirchner-Fernandez) que governaram durante a maior parte de uma d\u00e9cada (2003 &#8211; 15).\n<\/p><p>\nOs governos liberais progressistas de bem-estar entraram em crise e foram derrubados por um regime fantoche apoiado pelos EUA (Macri) em 2015, regime que procedeu \u00e0 revers\u00e3o das reformas, privatizou a economia e subordinou o Estado a banqueiros e especuladores americanos. Ap\u00f3s dois anos no poder, o regime fantoche vacilou, a economia entrou em queda e emergiu outro ciclo de repress\u00e3o e protestos de massa. O regime do governo fantoche dos EUA \u00e9 t\u00eanue, a popula\u00e7\u00e3o toma as ruas, enquanto o Pent\u00e1gono afia as facas e prepara fantoches para substituir os clientes do seu atual regime.\n<\/p><p>\nConclus\u00e3o\n<\/p><p>\nOs EUA n\u00e3o conseguiram consolidar mudan\u00e7as de regime entre os grandes pa\u00edses com organiza\u00e7\u00f5es de massa e apoios militares.\n<\/p><p>\nWashington conseguiu derrubar regimes populares nacionais no Brasil e na Argentina. No entanto, com o tempo, regimes fantoches t\u00eam sido revertidos.\n<\/p><p>\nEnquanto os Estados Unidos recorrem em grande parte a uma \u00fanica \u201cvia\u201d (golpes militares e invas\u00f5es) para derrubar governos populares menores e mais vulner\u00e1veis, em rela\u00e7\u00e3o a pa\u00edses maiores e mais formid\u00e1veis baseia-se numa estrat\u00e9gia de \u201cm\u00faltiplas vias\u201d.\n<\/p><p>\nNos primeiros casos, em geral basta um telefonema para os militares ou o envio dos fuzileiros navais para acabar com a democracia eleitoral.\n<\/p><p>\nNos segundos casos, os EUA agem segundo uma estrat\u00e9gia de m\u00faltiplas vertentes que inclui uma blitz midi\u00e1tica massiva, rotulando democratas como ditaduras, extremistas, corruptos, amea\u00e7as \u00e0 seguran\u00e7a, etc.\n<\/p><p>\n\u00c0 medida que a tens\u00e3o aumenta, os clientes regionais e os estados europeus s\u00e3o organizados para apoiar os fantoches locais.\n<\/p><p>\nFalsos \u201cPresidentes\u201d s\u00e3o coroados pelo presidente dos EUA, cujo dedo indicador contraria o voto de milh\u00f5es de eleitores. Manifesta\u00e7\u00f5es de rua e viol\u00eancia paga e organizada pela CIA desestabilizam a economia; as elites empresariais boicotam e paralisam a produ\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o \u2026 S\u00e3o gastos milh\u00f5es em subornar ju\u00edzes e oficiais militares.\n<\/p><p>\nSe a mudan\u00e7a de regime pode ser realizada por d\u00e9spotas militares locais, os EUA abst\u00eam-se de interven\u00e7\u00e3o militar direta.\n<\/p><p>\nMudan\u00e7as de regime entre pa\u00edses maiores e mais ricos t\u00eam entre uma a duas d\u00e9cadas de dura\u00e7\u00e3o. No entanto, a viragem para um regime fantoche eleitoral pode consolidar o poder imperial por um per\u00edodo mais longo &#8211; como foi o caso do Chile.\n<\/p><p>\nOnde houver apoio popular poderoso a um regime democr\u00e1tico, os EUA fornecer\u00e3o o apoio ideol\u00f3gico e militar para um massacre em grande escala, como foi o caso da Argentina.\n<\/p><p>\nO confronto que se avizinha na Venezuela ser\u00e1 um caso de sangrenta mudan\u00e7a de regime, j\u00e1 que os EUA ter\u00e3o que assassinar centenas de milhares para destruir os milh\u00f5es que t\u00eam longos e profundos compromissos com as suas conquistas sociais, a sua lealdade \u00e0 na\u00e7\u00e3o e a sua dignidade. Em contrapartida, a burguesia e os seus seguidores entre os traidores pol\u00edticos procurar\u00e3o a vingan\u00e7a e recorrer\u00e3o \u00e0s mais vis formas de viol\u00eancia, a fim de despojar os pobres dos seus avan\u00e7os sociais e das suas mem\u00f3rias de liberdade e dignidade.\n<\/p><p>\nN\u00e3o \u00e9 de admirar que as massas venezuelanas estejam se preparando para uma prolongada e decisiva luta: tudo pode ser ganho ou perdido neste confronto final com o Imp\u00e9rio e seus fantoches.\n<\/p><p>\nFonte: https:\/\/petras.lahaine.org\/us-regime-changes-the-historical-record\/\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22333\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[233],"class_list":["post-22333","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5Od","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22333","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22333"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22333\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22333"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22333"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22333"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}