{"id":22350,"date":"2019-02-15T23:16:14","date_gmt":"2019-02-16T01:16:14","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22350"},"modified":"2019-02-15T23:17:06","modified_gmt":"2019-02-16T01:17:06","slug":"o-estado-burgues-na-forma-burlesca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22350","title":{"rendered":"O Estado burgu\u00eas na forma burlesca"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/boitempoeditorial.files.wordpress.com\/2019\/02\/bolsonaro-burlesco.jpg?w=620&#038;h=413\"\/><!--more-->Blog da Boitempo<\/p><p>\nPor Mauro Luis Iasi.\n<\/p><p>\n\u201cSe h\u00e1 um idiota no poder\n\u00e9 porque os que o elegeram\nest\u00e3o bem representados.\u201d\nBar\u00e3o de Itarar\u00e9\n<\/p><p>\nMarx estava convencido de que o fetichismo da mercadoria constitu\u00eda a base real daquilo que Hegel entendia como uma das dimens\u00f5es da aliena\u00e7\u00e3o: o estranhamento, esse processo pelo qual as objetiva\u00e7\u00f5es humanas se distanciam daqueles que as criaram e se voltam contra ele como uma for\u00e7a hostil que os controla.\n<\/p><p>\n<\/p><p>\nMarx dedica o primeiro cap\u00edtulo de O capital \u00e0 mercadoria, elemento a partir do qual ele iniciar\u00e1 sua odisseia de cr\u00edtica da economia pol\u00edtica em busca do ser do capital. O item final deste cap\u00edtulo crucial apresenta justamente \u201cO car\u00e1ter fetichista da mercadoria e seu segredo\u201d. Mas onde estaria esse segredo? Quando vemos os elementos que se revelam na an\u00e1lise da mercadoria n\u00e3o vemos nada de misterioso. A mercadoria seria um objeto que, por um lado, possui propriedades que satisfazem determinadas necessidades humanas (valor-de-uso), e que por outro, pode ser trocada por outras mercadorias, revelando, como subst\u00e2ncia desse valor-de-troca, seu valor, isto \u00e9, uma determinada quantidade de trabalho humano abstrato socialmente necess\u00e1rio.\n<\/p><p>\nEntretanto, as mercadorias ganham vida: v\u00e3o ao mercado \u2013 servem de equival\u00eancia que revela o valor das outras \u2013 se relacionam e se voltam contra seus produtores como uma objetiva\u00e7\u00e3o que os controla ao inv\u00e9s destes as controlarem. O ponto final desse estanho processo \u00e9 sintetizado pelo autor em uma frase genial: uma rela\u00e7\u00e3o entre seres humanos que \u201cassume, para eles, a forma fantasmag\u00f3rica de uma rela\u00e7\u00e3o entre coisas\u201d (O capital, Livro I, p. 147). As objetiva\u00e7\u00f5es humanas ganham vida e se voltam de forma hostil contra aqueles que as criaram.\n<\/p><p>\nMarx estava convencido desde cedo que esse fen\u00f4meno, estudado por exemplo por Feuerbach no que diz respeito \u00e0 religi\u00e3o, tamb\u00e9m se apresentava nos processos pol\u00edticos e no Estado. Isto \u00e9, as rela\u00e7\u00f5es e a sociabilidade entre os seres humanos se projetam em objetiva\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e jur\u00eddicas e em formas de consci\u00eancia que se distanciam produzindo rela\u00e7\u00f5es que se voltam contra os seres humanos, rela\u00e7\u00f5es que fogem do controle dos produtores e acabam por domin\u00e1-los.\n<\/p><p>\nHoje vivemos uma conjuntura pol\u00edtica na qual esse fen\u00f4meno se revela em sua pureza. A vida pol\u00edtica enlouqueceu e o espelho pol\u00edtico se assemelha mais \u00e0quelas casas de espelhos dos parques de divers\u00e3o nas quais as imagens refletidas se apresentam distorcidas e burlescas.\n<\/p><p>\nH\u00e1, no entanto, uma sutileza na frase de Marx que dificilmente recebe a devida aten\u00e7\u00e3o. Notem que o texto afirma que essas rela\u00e7\u00f5es (no caso, as mercantis) assumem \u201cpara eles\u201d, a forma de uma rela\u00e7\u00e3o entre coisas. \u00c9 preciso tomar todo o cuidado para, de t\u00e3o envolvidos no fetichismo, n\u00e3o acreditarmos que nossas objetiva\u00e7\u00f5es (econ\u00f4micas ou pol\u00edticas) realmente ganharam vida pr\u00f3pria e nos controlam. As mercadorias que se fetichizam continuam, obrigatoriamente, tendo que ser produzidas por seres humanos que se reificam. Da mesma forma, as objetiva\u00e7\u00f5es pol\u00edticas estranhadas precisam ser \u201cproduzidas\u201d por seres humanos, ainda que estes tenham obliterado sua humanidade na condi\u00e7\u00e3o reificada. Caso contr\u00e1rio, acabar\u00edamos atribuindo a forma burlesca das institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas a qualquer dimens\u00e3o metaf\u00edsica, seja o destino, seja um suposto car\u00e1ter nacional que nos condena a n\u00e3o ser um pa\u00eds s\u00e9rio.\n<\/p><p>\nA forma pol\u00edtica do Estado brasileiro e seu atual car\u00e1ter burlesco se apresentam como a forma socialmente necess\u00e1ria que deve ser compreendida tendo por base o fetichismo da mercadoria e os interesses de classe que da\u00ed derivam. Essa n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil, uma vez que n\u00e3o se trata de uma determina\u00e7\u00e3o linear que vai do solo econ\u00f4mico \u00e0s formas pol\u00edticas. Se assim fosse, estar\u00edamos lidando com uma equa\u00e7\u00e3o simpl\u00f3ria e sem nenhuma utilidade pr\u00e1tica: a base \u00e9 a forma capitalista da produ\u00e7\u00e3o de mercadorias que se expressa na forma de um Estado burgu\u00eas.\n<\/p><p>\nAqui se fazem necess\u00e1rias media\u00e7\u00f5es. A Ditadura implantada pelo golpe de 1964 caracterizava-se como um Estado burgu\u00eas. A democracia que a seguiu tamb\u00e9m constitu\u00eda um Estado burgu\u00eas, assim como o atual circo de horrores que vivemos. Cada momento assume formas diferentes dessa subst\u00e2ncia que encontra sua materialidade no reino da mercadoria, da propriedade privada e das rela\u00e7\u00f5es sociais de produ\u00e7\u00e3o fundadas no assalariamento da for\u00e7a de trabalho. \u00c9 importante atentar para cada uma dessas mudan\u00e7as de forma.\n<\/p><p>\nA forma atual do Estado burgu\u00eas assume fei\u00e7\u00f5es desconcertantes. Uma vis\u00e3o superficial poderia atribuir a pura aleatoriedade ao desdobramento dos fen\u00f4menos pol\u00edticos e chegar assim \u00e0 conclus\u00e3o de que foi por uma s\u00e9rie de acidentes que chegamos a ser governados por imbecis que acreditam que a terra \u00e9 plana, que n\u00e3o h\u00e1 provas para a teoria da evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies, que as escolas s\u00e3o dominadas por perigosos marxistas culturais gramscianos freirianos adeptos da masturba\u00e7\u00e3o infantil e que o PT \u00e9 um perigoso partido revolucion\u00e1rio, comunista e bolivariano.\n<\/p><p>\nO car\u00e1ter burlesco, para o qual a figura tosca do Presidente contribui de forma decisiva, pode desviar nossa aten\u00e7\u00e3o do essencial. O ultraliberalismo do Ministro da Economia Paulo Guedes e sua sanha em desmontar o Estado, aniquilar direitos, destruir pol\u00edticas p\u00fablicas, diria Weber, n\u00e3o s\u00e3o mais que meios irracionais para atingir fins racionalmente calculados.\n<\/p><p>\nVamos a alguns exemplos. Poder\u00edamos justificar o desmonte do SUS e o retrocesso na pol\u00edtica de sa\u00fade mental, que amea\u00e7a retomar o pesadelo dos hosp\u00edcios, ao puro obscurantismo. Mas se assim procedermos, estar\u00edamos deixando de ver os interesses das empresas m\u00e9dicas, das ind\u00fastrias farmac\u00eauticas e de parte dos m\u00e9dicos que esperam lucrar com esse fil\u00e3o altamente rent\u00e1vel. Outro exemplo: poder\u00edamos acreditar que a fundamentalista Ministra que v\u00ea entidades m\u00edsticas em p\u00e9s de goiaba \u00e9 apenas uma simpl\u00f3ria ou astuta manipuladora da f\u00e9 alheia que cr\u00ea ser muito melhor que as crian\u00e7as sejam educadas em casa do que na escola. No entanto, a apar\u00eancia brilhante da bobagem esconde os interesses em reduzir drasticamente os gastos do Estado nas \u00e1reas fundamentais e jogar para os cidad\u00e3os a responsabilidade de educar, criar e cuidas das crian\u00e7as.\n<\/p><p>\nAgora, se estabelecermos uma conex\u00e3o clara entre as medidas tomadas e os interesses econ\u00f4micos e de classe que est\u00e3o em sua base, isso pode esclarecer pouco sobre a forma caricatural e tosca sob as quais se apresentam. Minha hip\u00f3tese \u00e9 de que essa forma burlesca n\u00e3o \u00e9 acidental ou secund\u00e1ria, mas obedece a uma necessidade. E que a chave para desvend\u00e1-la encontra-se no estudo do fetichismo.\n<\/p><p>\nVejamos.\n<\/p><p>\nQuando os seres humanos se envolvem na produ\u00e7\u00e3o social de sua exist\u00eancia pela media\u00e7\u00e3o da forma-mercadoria, eles carregam inevitavelmente o fetichismo e a reifica\u00e7\u00e3o que os leva a perceber as rela\u00e7\u00f5es em que est\u00e3o envolvidos como uma fantasmag\u00f3rica rela\u00e7\u00e3o social entre coisas. A vida se desenrola independente de suas a\u00e7\u00f5es e vontades e se volta contra suas pretens\u00f5es como um destino cruel que ningu\u00e9m controla.\n<\/p><p>\nNa economia pol\u00edtica cl\u00e1ssica, isso se representa na imagem de uma \u201cm\u00e3o invis\u00edvel do mercado\u201d, na famosa express\u00e3o de Adam Smith, que por suas leis imantes tende ao equil\u00edbrio, ainda que tudo se apresente como um caos. O Estado, como express\u00e3o de uma genericidade poss\u00edvel em meio aos interesses antag\u00f4nicos dos indiv\u00edduos de uma determinada sociedade, tem a mesma base ideal.\n<\/p><p>\nEm momentos de funcionamento normal do capitalismo, a for\u00e7a de trabalho explorada recebe o suficiente ou quase isso para se manter e confere apar\u00eancia de veracidade ao mito da sustentabilidade do mercado e da acumula\u00e7\u00e3o fundada na propriedade privada. O problema \u00e9 a inevit\u00e1vel crise que essa forma de produ\u00e7\u00e3o carrega. Na crise, o mito se desfaz, a m\u00e3o n\u00e3o t\u00e3o invis\u00edvel n\u00e3o regula, empregos s\u00e3o ceifados, empresas quebram apenas do m\u00e9rito e do esfor\u00e7o pessoal, popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o jogadas na mis\u00e9ria com todas as consequ\u00eancias que da\u00ed derivam.\n<\/p><p>\n\u00c9 interessante notar que, nesses momentos, a estrutura fundamental do fetichismo serve perfeitamente aos prop\u00f3sitos da ordem das mercadorias. Nada podemos fazer a n\u00e3o ser aceitar as \u201cleis\u201d pr\u00f3prias do mundo das mercadorias e obedecer ao seu controle. Se a sa\u00fade da economia das mercadorias corre risco, precisa ser salva, ainda que seres humanos sejam abatidos na dimens\u00e3o de um genoc\u00eddio. Para salvar o Estado dos perversos velhinhos que insistem em n\u00e3o morrer depois que param de trabalhar, \u00e9 preciso uma nova forma de previd\u00eancia, ainda que as contas do Estado se salvem e as pessoas morram de trabalhar.\n<\/p><p>\nO problema \u00e9 que tudo isso j\u00e1 foi falado de forma s\u00e9ria, isto \u00e9, por pol\u00edticos com certo estofo, por intelectuais certificados por seus curr\u00edculos acad\u00eamicos e livros publicados, at\u00e9 por sindicalistas respons\u00e1veis que foram convencidos por intelectuais s\u00e9rios e pol\u00edticos muito amigos seus. Ocorre que, depois de anos de \u201cajustes estruturais\u201d, \u201creformas\u201d, \u201cprivatiza\u00e7\u00f5es\u201d, \u201cgeniais inova\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o\u201d, \u201cduas reformas da previd\u00eancia\u201d, \u201clei de reponsabilidade fiscal\u201d e \u201csuper\u00e1vits prim\u00e1rios\u201d, \u201cfocaliza\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas sociais\u201d, aten\u00e7\u00e3o aos \u201cefeitos mais agudos da mis\u00e9ria absoluta\u201d; o pa\u00eds quebrou de maneira espetacular.\n<\/p><p>\nA forma burlesca \u00e9 a forma necess\u00e1ria, em primeiro lugar porque a forma \u201cs\u00e9ria\u201d foi desmascarada como pura ideologia. Nenhuma racionalidade minimamente s\u00e9ria consegue ligar as inten\u00e7\u00f5es neoliberais aos resultados obtidos. Perry Anderson j\u00e1 dizia isso em seu balan\u00e7o sobre o neoliberalismo, mas at\u00e9 o Francis Fukuyama (profeta do apocal\u00edptico fim da hist\u00f3ria) passou a reconhecer esse fato mais recentemente.\n<\/p><p>\nPois bem, o que fazer diante dessa situa\u00e7\u00e3o de desmascaramento? Quem nunca vivenciou uma situa\u00e7\u00e3o em que algu\u00e9m que falou uma bobagem, ao perceber que seu interlocutor percebeu a asneira, imediatamente rebate dizendo que \u2018era brincadeira\u2019, que n\u00e3o era s\u00e9rio? A opera\u00e7\u00e3o parece simples: embrulhar tudo num mesmo amontado de asneiras, desde o terraplanismo at\u00e9 a mamadeira de piroca e a amea\u00e7a da ditadura gay, embasar as bravatas nos dizeres de um charlat\u00e3o ca\u00e7ador de patos, misture doses brutais de medo, inseguran\u00e7a e ressentimento e no meio disso tudo inclua os velhos placebos liberais. Por fim, fa\u00e7a com que tudo isso se manifeste num porta voz que semioticamente representa o homem m\u00e9dio \u2013 que n\u00e3o entende nada de economia, mas que adora dar palpite como se entendesse, que \u00e9 conservador nos valores mais promiscuos na vida, que \u00e9 moralista no discurso e transgressor ao sabor de seus interesses \u2013, e voc\u00ea ter\u00e1 a receita da bizarrice burlesca que envolve o conte\u00fado amargo a ser engolido pelo bom p\u00fablico.\n<\/p><p>\nMas para que essa opera\u00e7\u00e3o d\u00ea certo \u00e9 preciso que o sigam de maneira bovina gente que se desacreditou como gente, pessoas que perderam o controle de suas vidas, que veem o mundo humano se objetivar em desumanidade, sujeitos para os quais a sociedade se apresenta como uma fantasmag\u00f3rica rela\u00e7\u00e3o entre coisas, coisas que n\u00e3o compreendem e que os controla e domina: o mercado, o Estado, o Direito\u2026 a religi\u00e3o. Coisificadas, as pessoas podem se tornar base de massa para projetos contra eles pr\u00f3prios. Reificados, s\u00e3o especialistas em produzir coisas que se voltam contra eles. Deixam se levar pelo destino, pelo l\u00edder, pelo Estado, pela m\u00e3o do carrasco\u2026 e quando algu\u00e9m na fila do matadouro tenta lhe avisar da trag\u00e9dia que se anuncia, riem da pretens\u00e3o de verdade numa \u00e9poca da p\u00f3s-verdade e da fluidez dos discursos que tentam impor grandes meta-narrativas no fluir aleat\u00f3rio e sem sentido que \u00e9 o mundo.\n<\/p><p>\nTodos riem. Sobe o som da banda mequetrefe que acompanha a pantomina. Cai o pano. Ningu\u00e9m aplaude. N\u00e3o h\u00e1 p\u00fablico. Todos est\u00e3o envolvidos no espet\u00e1culo.\n<\/p><p>\n***\n<\/p><p>\nMauro Iasi na TV Boitempo\nEste m\u00eas, Mauro Iasi estreia sua nova coluna no canal da Boitempo no YouTube! Com v\u00eddeos novos todo m\u00eas, a coluna vai introduzir quest\u00f5es te\u00f3ricas do marxismo e ilustrar elas \u00e0 luz de acontecimentos da conjuntura recente. Inscreva-se aqui e n\u00e3o perca!\n<\/p><p>\n***\n<\/p><p>\nMauro Iasi \u00e9 professor adjunto da Escola de Servi\u00e7o Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comit\u00ea Central do PCB. \u00c9 autor do livro O dilema de Hamlet: o ser e o n\u00e3o ser da consci\u00eancia (Boitempo, 2002) e colabora com os livros Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifesta\u00e7\u00f5es que tomaram as ruas do Brasil e Gy\u00f6rgy Luk\u00e1cs e a emancipa\u00e7\u00e3o humana (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente, \u00e0s quartas. \n<\/p><p>\n\u00c1rea de anexos\n<\/p><p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22350\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[219],"class_list":["post-22350","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5Ou","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22350","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22350"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22350\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22350"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22350"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22350"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}