{"id":22359,"date":"2019-02-17T22:53:16","date_gmt":"2019-02-18T01:53:16","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22359"},"modified":"2019-02-17T22:53:20","modified_gmt":"2019-02-18T01:53:20","slug":"nao-existe-privilegio-nas-aposentadorias-dos-trabalhadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22359","title":{"rendered":"N\u00e3o existe privil\u00e9gio nas aposentadorias dos trabalhadores"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.redebrasilatual.com.br\/trabalho\/2019\/02\/nao-existe-privilegio-na-previdencia-dos-trabalhadores\/bolsonaro-e-paulo-guedes\/image_preview\"\/><!--more-->Economista explica que dos 30 milh\u00f5es de benef\u00edcios pagos pelo Regime Geral da Previd\u00eancia, 10 mil est\u00e3o acima do teto\n<\/p><p>\nCl\u00e1udia Motta &#8211; Rede Brasil Atual\n<\/p><p>\nEm 2017, os 34 milh\u00f5es de aposentados com benef\u00edcios ativos no Regime Geral da Previd\u00eancia Social (RGPS) receberam em m\u00e9dia R$ 1.388. Os n\u00fameros deixam claro: n\u00e3o tem privil\u00e9gio na aposentadoria dos trabalhadores. A afirma\u00e7\u00e3o foi feita pela economista Patr\u00edcia Pelatieri em debate realizado na sede da CUT, em S\u00e3o Paulo. O debate ocorre um dia depois de o ministro da Economia, Paulo Guedes, ter anunciado trechos do projeto de reforma da Previd\u00eancia que o governo pretende levar ao Congresso.\n<\/p><p>\n\u201cDos 30 milh\u00f5es de benef\u00edcios pagos pelo Regime Geral da Previd\u00eancia, s\u00f3 10 mil est\u00e3o acima do teto. E mesmo assim, antigos, porque ganharam alguma coisa na Justi\u00e7a\u201d, explica a coordenadora de pesquisas do Dieese. \u201cQuem tem vida laboral mais est\u00e1vel consegue contribuir por mais tempo, vai se aposentar mais cedo e se tiver profiss\u00e3o mais bem remunerada, conseguir\u00e1 receber um valor pr\u00f3ximo ao teto. E normalmente aqueles que se aposentam por tempo de contribui\u00e7\u00e3o s\u00e3o os que come\u00e7aram a trabalhar mais cedo\u201d, afirma. \u201cOu seja, o que chamam de privil\u00e9gio, n\u00e3o tem nada de privil\u00e9gio.\u201d\n<\/p><p>\nO que existe de privil\u00e9gio na aposentadoria, segundo e economista, est\u00e1 diretamente relacionado aos privil\u00e9gios j\u00e1 existentes na ativa: algumas carreiras de servidores federais, no Judici\u00e1rio, no Legislativo, al\u00e9m dos militares. Esses setores n\u00e3o foram sequer mencionados nas propostas vazadas at\u00e9 agora pelo governo de Jair Bolsonaro para a reforma da Previd\u00eancia.\n<\/p><p>\n\u201cA discuss\u00e3o da Previd\u00eancia esquece a desigualdade da ativa, que se perpetua na aposentadoria. Ju\u00edzes no Brasil ganham mais de 20 vezes a m\u00e9dia dos trabalhadores. Nos demais pa\u00edses \u00e9 em torno de quatro vezes mais\u201d, informa ela.\n<\/p><p>\nAs m\u00e9dias dos valores de aposentadoria no setor p\u00fablico em 2016 \u00e9 tamb\u00e9m exemplo de distor\u00e7\u00e3o. Os servidores de prefeituras recebem entre R$ 2.500 e R$ 3.000. Os estaduais, R$ 5.000. Federais civis, em m\u00e9dia R$ 10 mil. No Legislativo em torno de R$ 15.000. E no Judici\u00e1rio, R$ 16.000. \n<\/p><p>\nA t\u00e9cnica do Dieese ressalta: desembargadores e ju\u00edzes recebem muito mais. \u201cEstamos falando em m\u00e9dia e isso \u00e9 complicado, porque mistura essas carreiras privilegiadas e os baixos sal\u00e1rios dos servidores. Mas d\u00e1 ideia da desigualdade.\u201d\n<\/p><p>\nMilitares recebem sal\u00e1rio integral                         \n<\/p><p>\nCom ampla participa\u00e7\u00e3o no governo Bolsonaro \u2013 s\u00e3o sete ministros \u2013 os militares at\u00e9 agora n\u00e3o foram mencionados nas informa\u00e7\u00f5es sobre a reforma da Previd\u00eancia que \u00e9 prioridade do ex-capit\u00e3o eleito.\n<\/p><p>\nOs militares n\u00e3o se aposentam. Eles passam para a reserva ou s\u00e3o reformados recebendo o sal\u00e1rio integral da ativa. E n\u00e3o t\u00eam idade m\u00ednima para chegar a essa condi\u00e7\u00e3o. Para dar uma ideia da situa\u00e7\u00e3o, 55% dos que v\u00e3o para a reserva t\u00eam entre 45 anos e 49 anos. O pr\u00f3prio Bolsonaro, hoje capit\u00e3o reformado, ingressou na reserva aos 32 anos de idade. \n<\/p><p>\nPara usar um termo muito utilizado pelos art\u00edfices da reforma, o \u201crombo\u201d com inatividade na previd\u00eancia militar passou de R$ 35,9 bilh\u00f5es em 2017, para R$ 40,5 bilh\u00f5es em 2018 \u2013 crescimento de 12,5%. No mesmo per\u00edodo, esse \u00edndice foi de 7,4% no INSS e de 5,22% entre os servidores da Uni\u00e3o.\n<\/p><p>\nOs militares, por uma s\u00e9rie de subterf\u00fagios, ganham mais quando v\u00e3o para a reserva. Como se aposentam cedo, muitos continuam trabalhando em consultorias, criam empresas de seguran\u00e7a. Os demais servidores perdem 30%, relata Patr\u00edcia. \u201cOs militares afirmam que n\u00e3o t\u00eam FGTS, e n\u00e3o t\u00eam mesmo. Mas recebem cotas de soldo por ano de trabalho, um abono inatividade, que no final das contas d\u00e1 na mesma que o Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o\u201d, explica a economista.\n<\/p><p>\nEdi\u00e7\u00e3o: RBA\n<\/p><p>\nhttps:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/trabalho\/2019\/02\/nao-existe-privilegio-na-previdencia-dos-trabalhadores\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22359\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[241],"tags":[226],"class_list":["post-22359","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-previdencia-social","tag-4b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5OD","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22359","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22359"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22359\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22359"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22359"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22359"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}