{"id":22375,"date":"2019-02-20T23:25:38","date_gmt":"2019-02-21T02:25:38","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22375"},"modified":"2019-02-20T23:25:43","modified_gmt":"2019-02-21T02:25:43","slug":"nao-a-reforma-da-previdencia-de-bolsonaro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22375","title":{"rendered":"N\u00e3o \u00e0 reforma da Previd\u00eancia de Bolsonaro!"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/n_2Fd1Y7HKefbnXUMOBb3be-79ae2BA57iKuLdIxnAm7WpJdAFYb07J9fxW5e_gXsyC-RfygUBuXLxP_IzAkHWghKQEQDePlCxHdZFEUCAXuMChdxy3gY0u5UjIP8KaOzeE_jD7Xt3jqAT4C3DYyzdvJTyysLI9USpU9iGREAaoQGUjbcmStMX4b04gcpGlzcAZZDjJMnFssN6lz-oHC-PkD1mC5qMgYYBnwEmFq8ipFjHO6oRXrLK_z8RrbHj1ttIO37Ks2umUqb7G_wWOhG4eekK0B-r7TdnklNwIMhOYpfIMzaw317ks9Pg6l_gM_Sw_kzr5EayB6zm5hMCU4Uplos4o-qotQeBZMRadcnfTO_rubXVRz7osLVB_wmQiWXQg2OqpP3kNE6IRakSpteRKkII8dKlkSKAwxL4uOiKY7OZTvqdwrG0QBUMp9dpqX6N8EF07IYqsRTT1bEq8xWb6dXlUIms7Jb-7SIryMVjcSZhHdAJP7jk2l-uWC2YwINNltKDes8nVSBzF4aON6XjzNLRGDowhO9Qy0OuAnLy7An6DkCSw_Cj2fpzaQyCj-RwmDwmYiiwRayNHXureuWnwbArHiNZlNZagKGutsLUFRMqTxxWoXBpB1c0qY_sjMgaKg3cNEd3GA2wVscCXebyyK7Nj7VErC=w780-h490-no\"\/><!--more-->Por Tiago Pereira\n<\/p><p>\nREDE BRASIL ATUAL\n<\/p><p>\nS\u00e3o Paulo \u2013 Trabalhadores de diversas categorias e representantes sindicais de todo o estado de S\u00e3o Paulo e de diversas regi\u00f5es do pa\u00eds disseram n\u00e3o \u00e0 proposta de reforma da Previd\u00eancia do governo Bolsonaro. Oito das principais centrais do Brasil \u2013  CUT, CGTB, CTB, CSB, CSP-Conlutas, For\u00e7a Sindical, Intersindical e Nova Central \u2013 destacaram a unidade para enfrentar a tentativa de &#8220;destrui\u00e7\u00e3o&#8221; do sistema p\u00fablico de aposentadorias e sinalizaram para a constru\u00e7\u00e3o de uma nova greve geral, para novamente derrotar as mudan\u00e7as pretendidas, como foi em 2017, durante o governo Temer. \n<\/p><p>\nA Assembleia Nacional realizada na manh\u00e3 desta quarta-feira (20) \u2013 mesmo dia e hora em que o presidente entregava o projeto que altera as regras para aposentadoria ao Congresso -, reuniu milhares de trabalhadores na Pra\u00e7a da S\u00e9, em S\u00e3o Paulo. Os organizadores estimaram em 10 mil pessoas participando da mobiliza\u00e7\u00e3o.\n<\/p><p>\nO projeto do governo pretende aumentar a idade m\u00ednima de aposentadoria para 62 anos para mulheres e 65 anos, para homens, al\u00e9m de criar um sistema de capitaliza\u00e7\u00e3o privada para a popula\u00e7\u00e3o financiar a pr\u00f3pria aposentadoria. A proposta inclui ainda um tempo m\u00ednimo de contribui\u00e7\u00e3o de 20 anos ao INSS.  \n<\/p><p>\nOs sindicalistas reafirmaram que a proposta do governo afeta a todos os trabalhadores \u2013, os que j\u00e1 entraram no mercado de trabalho, os que j\u00e1 est\u00e3o aposentados e os que ainda nem come\u00e7aram a trabalhar \u2013, e que n\u00e3o v\u00e3o aceitar a retirada de direitos. Assim como as mudan\u00e7as agora propostas nas aposentadorias, os representantes sindicais tamb\u00e9m lembraram que o governo Bolsonaro acabou com o minist\u00e9rio do Trabalho e amea\u00e7a ainda a exist\u00eancia da Justi\u00e7a trabalhista.\n<\/p><p>\nA sa\u00edda, segundo as centrais, \u00e9 mobilizar as bases contra a campanha de desinforma\u00e7\u00e3o do governo e da m\u00eddia, que quer jogar servidores p\u00fablicos contra os trabalhadores da iniciativa privada, com o suposto argumento de que a &#8220;nova previd\u00eancia&#8221; vem para combater privil\u00e9gios. \n<\/p><p>\n&#8220;Hoje o que o Bolsonaro quis fazer, mas n\u00f3s n\u00e3o vamos deixar, \u00e9 acabar com a Previd\u00eancia no Brasil&#8221;, afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas, que destacou que a dita &#8220;reforma&#8221; n\u00e3o altera apenas as regras de acesso \u00e0s aposentadorias, mas fragiliza tamb\u00e9m as bases de todo o sistema da Assist\u00eancia Social, respons\u00e1vel pelo pagamento de direitos como aux\u00edlio-sa\u00fade e pens\u00e3o por invalidez, dentre outros. \n<\/p><p>\nEle tamb\u00e9m frisou que, ao restringir o acesso \u00e0s aposentadorias, o governo Bolsonaro fragiliza a economia da maioria esmagadora dos munic\u00edpios com menos de 100 mil habitantes em todo o pa\u00eds, que depende da renda dos aposentados. Freitas tamb\u00e9m manifestou que duvida de que o governo tenha os alegados 308 votos para fazer passar na C\u00e2mara a sua proposta de reforma, e disse que a CUT e as demais centrais v\u00e3o pressionar os deputados a derrubarem a proposta. &#8220;No final, vai ser a greve. N\u00e3o vamos permitir acabarem com a previd\u00eancia sem derramar a \u00faltima gota do nosso sangue. A classe trabalhadora n\u00e3o baixa a cabe\u00e7a para a repress\u00e3o&#8221;, afirmou. \n<\/p><p>\nPor sua vez, o presidente da For\u00e7a Sindical, Miguel Torres, destacou a unidade das centrais como &#8220;momento \u00fanico da classe trabalhadora&#8221;. &#8220;Essa reforma que foi entregue agora cedo, mostra a perversidade com que o governo Bolsonaro quer tratar a classe trabalhadora&#8221;, afirmou. Dentre as &#8220;perversividades&#8221;, segundo ele, o regime de capitaliza\u00e7\u00e3o que &#8220;retira a fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica da Previd\u00eancia Social&#8221;, e tamb\u00e9m a desvincula\u00e7\u00e3o das aposentadorias ao sal\u00e1rio m\u00ednimo. \n<\/p><p>\nPoupan\u00e7a privada\nA proposta de capitaliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi atacada pelo presidente da CTB, Ad\u00edlson Batista. &#8221; Que fa\u00e7am capitaliza\u00e7\u00e3o para os que ganham mais, mas n\u00e3o mexam nas aposentadorias de quem mais precisa&#8221;, afirmou ele, que tamb\u00e9m defendeu radicalizar, n\u00e3o apenas nas palavras de ordem, mas na atua\u00e7\u00e3o dos sindicatos nos locais de trabalho no sentido de construir a greve geral &#8220;para garantir a previd\u00eancia para o nosso povo&#8221;. \n<\/p><p>\nSindicalistas e trabalhadores tamb\u00e9m classificaram o governo Bolsonaro como de &#8220;extrema-direita&#8221; e &#8220;fantoche&#8221; das for\u00e7as do capital internacional, interessados em controlar os recursos das aposentadorias e alertaram para a escalada repressiva de um &#8220;Estado policial militar&#8221;. Esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o foram lembrados como sinais de &#8220;fraqueza do atual governo&#8221;, como o &#8220;laranjal do PSL&#8221;, que culminou com a demiss\u00e3o do ex-ministro da secretaria-geral da Presid\u00eancia Gustavo Bebianno.\n<\/p><p>\nDurante a assembleia, foi destacada a luta dos servidores p\u00fablicos da cidade de S\u00e3o Paulo, em greve contra mudan\u00e7as nas aposentadorias pretendidas pela gest\u00e3o do governo Bruno Covas (PSDB). Tamb\u00e9m manifestaram solidariedade aos trabalhadores da Ford, amea\u00e7ados de demiss\u00e3o, ap\u00f3s a montadora anunciar o fechamento de f\u00e1bricas no pa\u00eds, e lembraram o crime cometido pela mineradora Vale, em Brumadinho, a maior trag\u00e9dia trabalhista da hist\u00f3ria do pa\u00eds.\n<\/p><p>\nAo meio-dia, com sol forte, calor intenso e a Pra\u00e7a da S\u00e9 praticamente lotada, os movimentos sociais do campo e urbanos tamb\u00e9m manifestaram apoio aos trabalhadores contra a reforma da Previd\u00eancia. &#8220;Quem n\u00e3o est\u00e1 aqui hoje \u00e9 porque n\u00e3o est\u00e1 com a classe trabalhadora brasileira&#8221;, afirmou o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Jo\u00e3o Paulo Rodrigues, falando tamb\u00e9m em nome da Frente Brasil Popular.\n<\/p><p>\n<\/p><p>\n&#8216;Organizar a greve geral&#8217; era uma das palavras de ordem\n<\/p><p>\n&#8220;N\u00e3o \u00e9 reforma, \u00e9 demoli\u00e7\u00e3o&#8221; afirmou a professora Silvia Farraro, integrante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e da Frente Povo Sem Medo. &#8220;N\u00e3o queremos negocia\u00e7\u00e3o, precisamos derrubar essa proposta de reforma, e vamos come\u00e7ar tomando \u00e0s ruas no 8 de mar\u00e7o&#8221;, data que celebra o Dia Internacional da Mulher, indicando uma poss\u00edvel data de uma greve geral para derrubar a proposta de Bolsonaro para as aposentadorias.\n<\/p><p>\n&#8220;N\u00e3o tem arrego&#8221; e &#8220;organizar a greve geral&#8221; eram os gritos de ordem entoados pelos trabalhadores presentes. Para Veronica Lima, 39 anos, banc\u00e1ria de Belo Horizonte que veio a S\u00e3o Paulo para participar da assembleia, a proposta de reforma interessa apenas ao setor financeiro. &#8220;O projeto nem passou e os gerentes j\u00e1 est\u00e3o pressionando pra gente vender t\u00edtulos de previd\u00eancia privada. Como \u00e9 que a gente vai trabalhar at\u00e9 os 62 anos aguentando essa press\u00e3o por metas todo dia?&#8221;.\n<\/p><p>\nJ\u00e1 o professor Vanderlei Cordeiro, de 44 anos, que atua na rede estadual do Cear\u00e1, e viajou cerca de dois dias e meio de Fortaleza at\u00e9 S\u00e3o Paulo, fez um desafio aos parlamentares que pretendem votar a favor da reforma proposta pelo governo Bolsonaro: &#8220;Tem que chamar esses deputados pra ver se eles aguentam uma semana numa sala lotada, tendo que fazer todo esfor\u00e7o para ensinar os nossos adolescentes. N\u00e3o temos privil\u00e9gio. Privil\u00e9gio quem tem s\u00e3o eles, com um monte de assessor laranja.&#8221;\n<\/p><p>\nhttps:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/trabalho\/2019\/02\/trabalhadores-unificados-dizem-nao-a-reforma-da-previdencia-do-governo-bolsonaro\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22375\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[226],"class_list":["post-22375","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","tag-4b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5OT","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22375","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22375"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22375\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22375"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22375"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22375"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}