{"id":22414,"date":"2019-02-23T00:05:10","date_gmt":"2019-02-23T03:05:10","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22414"},"modified":"2019-03-04T00:55:44","modified_gmt":"2019-03-04T03:55:44","slug":"rumo-ao-8-de-marco-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22414","title":{"rendered":"Rumo ao 8 de Mar\u00e7o 2019!"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/YFBZfCoKincvLqy_egDCU9FgOVuCwytPbZrjEqwAc8Yl_TpCI2j-tskdAOuNNHVIA189ZZiVY3ZlQdIsEA7h0CubDs4OBEA1L7VWh_gYijsbzFYVcKGGmM5o9JVUCg7aFHuxzXBQq-1gNEU6w13Y2aXXJoMxGlq_qFuJIH93mel1-I6arHUnXvMBQfI2LtLFj2KnYnAIhOfLPfBdS2TSK_H-yxyhz77-0srsaQQ5yUsWozJdCiFouG32QuwMsboPXHG2lEzGTvTYueisHi4NZZi47hSJ2GTVCf0Be939x_9qrVeiNBbNLDa17wsgkEl1bhiiFbtHwD8z5a6wek-BjXoGqDBrzhXX4onjhD5sU4VxGnn0ub4VXeWtXT1FZeXtFyij_0mLul4pMRE70WMEal82Svp96_Wsr9K3XvI-kMjEzo8gAF6Peg7nw_fA8l-ViE9oiC86k1IOkkWX1UXrOCTd3dqKhTgV8tPHBlfIwru5C-JcRqkNXtPoHrInVAzQFtN-sV1EfGVy_XAx7OVd66Eqc7xB0INIpShgteEsh8ZJrK874BemsYywygh_PaUwSTp9cejU6tWl8fFSIag07WT2fFAQGlEb2_IcN2aTW70aqaLDGQH4EYYWU4IjSO9C9Edit_ppbwwwYNIMW1VMWKqz9waSoowS=w298-h293-no\"\/><!--more-->A LUTA DAS MULHERES E SEU CAR\u00c1TER REVOLUCION\u00c1RIO\n<\/p><p>\nKate Paiva*\n<\/p><p>\nNos \u00faltimos anos, o aprofundamento da crise mundial do capital intensificou uma onda economicamente conservadora, por um lado &#8211; defesa do Estado do m\u00ednimo, retirada de direitos trabalhistas, desmonte dos servi\u00e7os p\u00fablicos, desvio de verba p\u00fablica para iniciativa privada &#8211;  e politicamente reacion\u00e1ria, por outro &#8211; avers\u00e3o \u00e0 democracia, \u00e0 liberdade de express\u00e3o, xenofobia, racismo, machismo, homofobia. \n<\/p><p>\nNo Brasil, a falta de respostas dos governos de concilia\u00e7\u00e3o criou um terreno f\u00e9rtil para que a extrema-direita crescesse e se apresentasse prontamente como alternativa para a sa\u00edda da crise. Impondo a agenda imperialista mundial, o governo Bolsonaro e seu cl\u00e3 de milicianos seguem fazendo os trabalhadores e trabalhadoras pagarem pela crise, com um reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo abaixo do previsto, enquanto os banqueiros lucram bilh\u00f5es ao ano. Sob a fal\u00e1cia do combate \u00e0 viol\u00eancia e a corrup\u00e7\u00e3o, aliada ao discurso moral da defesa da fam\u00edlia, intensifica os ataques \u00e0s mulheres, \u00e0 popula\u00e7\u00e3o negra, aos LGBTs, ind\u00edgenas e quilombolas.\n<\/p><p>\nCen\u00e1rios como este n\u00e3o s\u00e3o novidades ao longo do desenvolvimento do capitalismo. Ao contr\u00e1rio, a explora\u00e7\u00e3o e a opress\u00e3o \u00e9 parte estruturante desse sistema. Por isso, \u00e9 imposs\u00edvel falarmos em emancipa\u00e7\u00e3o humana sem falarmos em ruptura com a ordem capitalista e supera\u00e7\u00e3o da sociedade de classes. Sem falarmos, portanto, em revolu\u00e7\u00e3o. \n<\/p><p>\nE aqui, \u00e9 preciso destacar o importante papel das mulheres na luta de classes. Se o capitalismo imp\u00f5e aos trabalhadores, em geral, p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de vida e trabalho, \u00e9 ainda mais cruel com as mulheres. Ao responsabiliz\u00e1-las, quase que exclusivamente, pelo trabalho dom\u00e9stico e cuidado com os filhos, imp\u00f5e uma jornada dupla, por vezes, tripla, de trabalho &#8211; n\u00e3o remunerado -, que tem um profundo impacto sobre a sa\u00fade f\u00edsica e mental das mulheres. Al\u00e9m disso, a cria\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia nuclear &#8211; pilar da forma\u00e7\u00e3o capitalista &#8211;  confinou as mulheres como propriedades dos homens\/maridos, destituindo-as de seus corpos, desejos e vontades e abrindo espa\u00e7o para naturaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia dom\u00e9stica, uma vez que os homens podiam fazer o que quisessem com sua propriedade &#8211; a mulher &#8211; privada.\n<\/p><p>\n\u00c9 preciso destacar que pautas importantes, ainda hoje, para os diferentes movimentos feministas &#8211; participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, condi\u00e7\u00f5es de trabalho, direito ao corpo &#8211; foram conquistadas, pela primeira vez na hist\u00f3ria, com uma revolu\u00e7\u00e3o socialista, impulsionada por mulheres. Em 8 de mar\u00e7o de 1917, uma greve de mulheres tomou as ruas de Petrogrado, dando in\u00edcio ao processo que culminou na Revolu\u00e7\u00e3o Russa. As mulheres conquistaram direitos fundamentais para sua participa\u00e7\u00e3o na sociedade, como o direito ao voto, ao div\u00f3rcio e ao aborto. Sendo este \u00faltimo, um direito, at\u00e9 hoje, cento e dois anos depois, negado na maioria das mais modernas democracias burguesas. \n<\/p><p>\nCem anos ap\u00f3s a revolu\u00e7\u00e3o Russa, em 2017, um movimento internacional de mulheres, 8M, se iniciou na Europa e ganhou for\u00e7a na Am\u00e9rica Latina, com os atos argentinos #NiUnaMenos, levando milhares de mulheres \u00e0s ruas do mundo todo. No Brasil, as principais pautas foram pela igualdade de direitos, contra a viol\u00eancia machista, pelo fim da cultura do estupro, por liberdade sexual e igualdade salarial. Em 2018, o 8M continuou ganhando for\u00e7a e as mulheres voltaram \u00e0s ruas pela vida das mulheres, em  defesa das liberdades democr\u00e1ticas e a denunciando a contrarreforma da Previd\u00eancia.\n<\/p><p>\nPrecisamos elevar o patamar das lutas sociais diante da contraofensiva ultraliberal reacion\u00e1ria e isso s\u00f3 poder\u00e1 ser feito com a participa\u00e7\u00e3o ativa das mulheres. Em que pesem as diferen\u00e7as t\u00e1ticas e estrat\u00e9gicas entre as diversas correntes do feminismo, acreditamos que o 8M pode e deve ser um espa\u00e7o para levarmos as pautas do feminismo classista. Diante do cen\u00e1rio cada vez mais retr\u00f3grado que vivemos, \u00e9 preciso, mais do que nunca, resgatarmos o car\u00e1ter revolucion\u00e1rio da luta das mulheres. N\u00e3o s\u00f3 como uma luta identit\u00e1ria, facilmente cooptada pela l\u00f3gica liberal burguesa, mas sobretudo, como uma luta classista que seja capaz de impulsionar a reorganiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora como um todo e da juventude para enfrentar os ataques do capital neste novo ciclo de lutas.   \n<\/p><p>\nN\u00e3o \u00e0 toa, os diversos governos de direita e ultraliberais, disseminam o medo e do \u00f3dio ao feminismo,ao socialismo e ao comunismo, porque sabem o qu\u00e3o perigoso \u00e9 organiza\u00e7\u00e3o da classe e das mulheres trabalhadoras que ousam sonhar e lutar pelo fim de toda e qualquer forma de opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o. Sigamos juntas com aquelas que ousaram se levantar por paz, p\u00e3o e terra.\n<\/p><p>\n\nOutros mar\u00e7os vir\u00e3o.\n<\/p><p>\nSem feminismo, n\u00e3o h\u00e1 socialismo!\n<\/p><p>\nTODAS E TODOS AO 8M!\n<\/p><p>\n POR UM FEMINISMO CLASSISTA! PELO PODER POPULAR!\n<\/p><p>\n\n* Kate Paiva \u00e9 professora do COLUNI &#8211; UFF, militante da Unidade Classista e do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro\n<\/p><p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22414\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[180,20],"tags":[224],"class_list":["post-22414","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-feminista","category-c1-popular","tag-3b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5Pw","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22414","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22414"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22414\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22414"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22414"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22414"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}