{"id":22535,"date":"2019-03-11T22:06:43","date_gmt":"2019-03-12T01:06:43","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22535"},"modified":"2019-03-12T19:33:51","modified_gmt":"2019-03-12T22:33:51","slug":"mito-da-petrobras-quebrada-sabota-maior-estatal-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22535","title":{"rendered":"Mito da \u2018Petrobras quebrada\u2019 sabota maior estatal brasileira"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/petro-1200x800.jpg\"\/><!--more-->Carta Capital\n<\/p><p>\nA Associa\u00e7\u00e3o dos Engenheiros da Petrobras demonstra que a administra\u00e7\u00e3o busca entregar \u00e0 concorr\u00eancia a empresa, que nunca esteve quebrada\n<\/p><p>\nNos dois primeiros meses de mandato, o governo Bolsonaro n\u00e3o conseguiu melhorar as expectativas quanto ao dinamismo da economia, acorrentada a um PIB que em 2018 estacionou no mesmo patamar de seis anos atr\u00e1s, segundo o IBGE. Entre dezembro e janeiro, o desemprego aumentou de 11,6% para 11,9% e n\u00e3o se vislumbra nas manifesta\u00e7\u00f5es e iniciativas governamentais relacionadas \u00e0 \u00e1rea econ\u00f4mica nenhuma proposta capaz de mudar a situa\u00e7\u00e3o. Como se isso fosse pouco, governo, militares e Congresso dedicam-se a desnacionalizar e a extirpar do Pa\u00eds empresas, tecnologias e riquezas vitais para o dia ainda long\u00ednquo em que o Brasil reencontrar\u00e1 o crescimento. Destaca-se nessa dilapida\u00e7\u00e3o o aniquilamento da Petrobras, a maior empresa do Brasil e uma das mais importantes do mundo, motor da maior cadeia produtiva de \u00f3leo e g\u00e1s, geradora de nada menos que 10% do PIB e 15% do investimento total.\n<\/p><p>\nUm trabalho conduzido, por mais incr\u00edvel que pare\u00e7a, pela pr\u00f3pria dire\u00e7\u00e3o da estatal mostra com riqueza de detalhes uma an\u00e1lise realizada pela Associa\u00e7\u00e3o dos Engenheiros da Petrobras e divulgada em v\u00eddeo sobre as consequ\u00eancias da estrat\u00e9gia de gest\u00e3o adotada a partir de 2015, com a manipula\u00e7\u00e3o de indicadores e de informa\u00e7\u00f5es para adequa\u00e7\u00e3o dos objetivos aos interesses dos concorrentes, inclu\u00edda a\u00ed a cria\u00e7\u00e3o do \u201cmito da Petrobras quebrada\u201d. O que a administra\u00e7\u00e3o da companhia tem feito, \u00e9 poss\u00edvel inferir do trabalho da Aepet, parece mais sabotagem.\n<\/p><p>\nAs estrat\u00e9gias adotadas pela companhia s\u00e3o question\u00e1veis e antinacionais, acusa a Aepet, por \u201cterem como objetivo a privatiza\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria dos ativos da Petrobras e do petr\u00f3leo brasileiro, um verdadeiro crime que lesa a p\u00e1tria em favor de interesses estrangeiros\u201d. Alguns fatos, diz a associa\u00e7\u00e3o, fundamentam essa avalia\u00e7\u00e3o. \u201cA companhia tem um enorme e promissor projeto a ser desenvolvido, o pr\u00e9-sal, que desde a sua descoberta \u00e9 cobi\u00e7ado pelas multinacionais, mas se autolimita no aproveitamento desse recurso ao estabelecer metas de alavancagem (rela\u00e7\u00e3o entre a d\u00edvida l\u00edquida e a gera\u00e7\u00e3o de caixa) desnecessariamente dr\u00e1sticas. No plano de neg\u00f3cios para o per\u00edodo de 2019 a 2023 a alavancagem foi reduzida para abaixo de 1,5 em 2020, o que represa o investimento m\u00e9dio em 16,8 bilh\u00f5es de d\u00f3lares anuais, tr\u00eas vezes menor que o investimento m\u00e9dio feito entre 2009 e 2014, de 48,7 bilh\u00f5es por ano, em d\u00f3lares corrigidos para 2018.\u201d Uma meta de alavancagem de 2,5 poderia, entretanto, ser atingida entre 2020 e 2021 sem vender nenhum ativo, calcula a Aepet, mas os administradores escolheram antecipar a meta de 2020 para 2018 e, depois disso, a reduziram ainda mais, para 1,5 at\u00e9 2020.\n<\/p><p>\nA limita\u00e7\u00e3o do investimento tem como pilar ideol\u00f3gico o mito da Petrobras quebrada\n<\/p><p>\nA escolha das metas de alavancagem como indicador estrat\u00e9gico, da meta de 1,5 e do prazo de 2020, refor\u00e7a a associa\u00e7\u00e3o, obriga a empresa a limitar investimentos e com isso transfere as oportunidades de desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o para as petroleiras estrangeiras, ao mesmo tempo que vende ativos para reduzir a d\u00edvida. \u201cAcreditamos que o verdadeiro objetivo \u00e9 privatizar os rent\u00e1veis ativos da Petrobras, reduzir investimentos e alienar o petr\u00f3leo do pr\u00e9-sal aos estrangeiros. Trata-se de uma estrat\u00e9gia antinacional para conter o crescimento da Petrobras\u201d, dispara a Aepet. \u00c9 evidente, diz, que a escolha do indicador de alavancagem, suas metas e prazos s\u00e3o arbitr\u00e1rios. S\u00e3o as consequ\u00eancias do objetivo de privatiza\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o o contr\u00e1rio. \u201cTrata-se de uma fal\u00e1cia, de invers\u00e3o de causa e efeito, que \u00e9 repetida muitas vezes.\u201d\n<\/p><p>\nEntre 2010 e 2014, prossegue a an\u00e1lise, apesar da eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo, a empresa decidiu manter os pre\u00e7os internos abaixo dos internacionais, mesmo tendo que subsidiar a pequena parcela de derivados que era importada. Ainda assim o resultado foi a conquista das maiores gera\u00e7\u00f5es operacionais de caixa de sua hist\u00f3ria, de 28 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em 2010 e de 33 bilh\u00f5es em 2011.\n<\/p><p>\nA partir de 2016, contudo, \u201cestabelece pre\u00e7os acima dos internacionais, perde mercado interno, coloca suas refinarias na ociosidade e mesmo com volumes de produ\u00e7\u00e3o muito maiores n\u00e3o consegue alcan\u00e7ar as gera\u00e7\u00f5es de caixa do passado. Os brasileiros perdem empregos e s\u00e3o sufocados com pre\u00e7os desnecessariamente mais altos. (\u2026) A empresa nem mesmo se defende dos ataques da m\u00eddia, que mente descaradamente dizendo que a Petrobras tem uma d\u00edvida impag\u00e1vel e que est\u00e1 na bancarrota. A Petrobras deveria exigir direito de resposta imediato, pois conhece seus n\u00fameros melhor do que ningu\u00e9m e sabe que \u00e9 tudo mentira\u201d.\n<\/p><p>\nO Brasil tornou-se exportador l\u00edquido de cerca de 650 mil barris de \u00f3leo cru por dia em 2018\n<\/p><p>\nNos \u00faltimos dois anos, chama aten\u00e7\u00e3o a Aepet, a pr\u00e1tica de pre\u00e7os internos mais altos viabilizou a importa\u00e7\u00e3o de derivados por concorrentes. Em consequ\u00eancia disso, a estatal perdeu mercado e a ociosidade das suas refinarias chegou a um quarto da capacidade instalada. A exporta\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo cru disparou, enquanto a importa\u00e7\u00e3o de derivados bateu recordes. O Brasil tornou-se exportador l\u00edquido de cerca de 650 mil barris de \u00f3leo equivalente por dia em 2018, o que \u00e9 preocupante, considerando-se o baixo consumo de energia per capita do Pa\u00eds e a alta correla\u00e7\u00e3o desse indicador com o crescimento econ\u00f4mico e o  desenvolvimento humano.\n<\/p><p>\nA importa\u00e7\u00e3o total de diesel aumentou 1,8 vez desde 2015 e a dos Estados Unidos cresceu 3,6 vezes. O diesel importado dos EUA, que em 2015 respondia por 41% do total, em 2017 superou os 80% do montante comprado pelo Brasil no exterior. \u201cExiste correla\u00e7\u00e3o entre o consumo de energia, crescimento econ\u00f4mico e desenvolvimento humano. Precisamos agregar valor ao petr\u00f3leo, consumir combust\u00edveis e petroqu\u00edmicos internamente, aumentar a produtividade do nosso trabalho e usar o petr\u00f3leo, que \u00e9 um bem p\u00fablico do Brasil para seu desenvolvimento, em favor da maioria dos brasileiros\u201d, alerta o estudo.\n<\/p><p>\n    \u201cPrecisamos agregar valor ao petr\u00f3leo, consumir combust\u00edveis e petroqu\u00edmicos internamente, aumentar a produtividade do nosso trabalho\u201d\n<\/p><p>\nA limita\u00e7\u00e3o do investimento anual a pouco mais de um ter\u00e7o da m\u00e9dia de 48,7 bilh\u00f5es de d\u00f3lares anuais registrada entre 2009 e 2014, conforme detalhado acima, \u201ctem como pilar ideol\u00f3gico o mito da Petrobras quebrada, uma fal\u00e1cia amplamente divulgada pela m\u00eddia em favor de interesses privados e antinacionais\u201d, dispara a Aepet. \u201cTal mito tenta convencer a todos que a estatal est\u00e1 \u00e0 beira da fal\u00eancia, endividada e n\u00e3o tem capacidade de fazer investimentos, portanto precisaria vender ativos em leil\u00f5es para cobrir o \u2018rombo\u2019. De acordo com essa mentira, a corrup\u00e7\u00e3o sofrida pela empresa, somada aos subs\u00eddios ao consumidor entre 2010 e 2014, quando ela n\u00e3o fez o repasse integral do aumento do petr\u00f3leo no mercado internacional aos combust\u00edveis vendidos no Brasil, teria levado a companhia a um estado de crise irrevers\u00edvel.\u201d\n<\/p><p>\nAs imputa\u00e7\u00f5es s\u00e3o falsas, demonstra o trabalho da Aepet com an\u00e1lises irrespond\u00edveis das informa\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas oficiais divulgadas pela pr\u00f3pria companhia. \u201cA verdade \u00e9 que a Petrobras \u00e9 uma excepcional geradora de caixa, n\u00e3o est\u00e1 e nunca esteve quebrada, tem potencial para abastecer o mercado interno a pre\u00e7os mais baixos que os internacionais e ainda ser muito lucrativa, al\u00e9m de ter, sim, capacidade para investir no pr\u00e9-sal.\u201d Os balan\u00e7os de 2012 a 2017 analisados pela entidade mostram uma gera\u00e7\u00e3o operacional de caixa est\u00e1vel, entre 25 bilh\u00f5es e 27 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. \u201cNada abalou a capacidade da companhia de gerar caixa. Nem a corrup\u00e7\u00e3o apontada pela Lava Jato, nem os subs\u00eddios concedidos aos consumidores brasileiros entre 2010 e 2014, nem a reavalia\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil dos seus ativos (os \u201cimpairments\u201d) feitos entre 2014 e 2017 e, muito menos, a varia\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o internacional do petr\u00f3leo\u201d, dispara a Aepet.\n<\/p><p>\nA empresa n\u00e3o precisava, nem precisa, portanto, vender ativos para reduzir seu n\u00edvel de endividamento, conforme alegado pela sua administra\u00e7\u00e3o e pelo governo. \u201cAo contr\u00e1rio, na medida em que vende ativos ela reduz sua capacidade de pagamento da d\u00edvida no m\u00e9dio prazo e desestrutura sua cadeia produtiva, em preju\u00edzo da gera\u00e7\u00e3o futura de caixa, al\u00e9m de assumir riscos empresariais desnecess\u00e1rios\u201d, destaca a associa\u00e7\u00e3o. O plano de neg\u00f3cios da companhia, entretanto, sob o eufemismo \u201cparcerias e desinvestimentos\u201d, visava vender 34,7 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em ativos entre 2015 e 2018. O plano vigente, que abrange o per\u00edodo de 2019 a 2023, pretende privatizar 26,9 bilh\u00f5es de d\u00f3lares.\n<\/p><p>\nO plano de neg\u00f3cios em vigor n\u00e3o priorizou, entretanto, a rolagem da d\u00edvida, o que deveria fazer se o seu objetivo fosse evitar a privatiza\u00e7\u00e3o. Ao contr\u00e1rio, foi criado um novo uso chamado \u201cforma\u00e7\u00e3o de caixa\u201d no montante de 8,1 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. A Aepet questiona: \u201cMas para que a Petrobras precisa aumentar seu caixa? No final de 2016, o caixa da Petrobras era de 21,2 bilh\u00f5es de d\u00f3lares e o da ExxonMobil, maior petroleira do mundo e com receita 2,5 vezes maior que a da Petrobras, de apenas 3,65 bilh\u00f5es\u201d.\n<\/p><p>\nA Petrobras tem capacidade de investir na explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal, no refino e nas energias renov\u00e1veis e em suporte ao desenvolvimento da economia nacional, reitera a Aepet: \u201cOs balan\u00e7os da companhia s\u00e3o a maior evid\u00eancia desta realidade. \n<\/p><p>\nAnalisando os demonstrativos cont\u00e1beis e financeiros publicados, fica claro que a empresa n\u00e3o tem e nunca teve problemas financeiros. \u00c9 f\u00e1cil verificar sua solidez financeira pelo elevado \u00edndice de liquidez corrente, sempre acima de 1,5. O que significa dizer que, para cada 1,00 real que a empresa tem de pagar por d\u00edvidas, no curto prazo, ela disp\u00f5e sempre de mais de 1,50 real\u201d.\n<\/p><p>\nA caracter\u00edstica de grande geradora de caixa n\u00e3o \u00e9 admitida, entretanto, pela administra\u00e7\u00e3o da empresa p\u00fablica nem pelo governo, embora seja amplamente reconhecida pelas principais institui\u00e7\u00f5es financeiras do mundo, a exemplo da Goldman Sachs, que enviou relat\u00f3rio aos seus clientes dizendo que a petroleira brasileira pretende fazer uma distribui\u00e7\u00e3o de dividendos no valor total de 40 bilh\u00f5es de d\u00f3lares entre 2019 e 2023. O epis\u00f3dio \u00e9 revelador da \u201cestrat\u00e9gia corporativa subordinada aos interesses do capital financeiro, com uma administra\u00e7\u00e3o que prioriza o maior pagamento de dividendos no curto prazo em detrimento dos investimentos e do desenvolvimento tecnol\u00f3gico, em especial os relativos \u00e0s energias potencialmente renov\u00e1veis de biocombust\u00edveis, e\u00f3lica, solar, pequenas centrais hidrel\u00e9tricas. \u00c9 tamb\u00e9m mais uma prova do que estamos alertando h\u00e1 muito tempo: querem privatizar a Petrobras\u201d, disse a esta revista o presidente da Aepet, Felipe Coutinho.\n<\/p><p>\nO ex-diretor de Explora\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o da Petrobras Guilherme Estrella, l\u00edder da equipe que chegou \u00e0s reservas do pr\u00e9-sal, analisou a gravidade do processo em curso no pequeno depoimento-aula a seguir: \u201cSomos a 9\u00aa economia mundial e ocupamos o 72\u00ba lugar, segundo dados de 2015, em consumo de energia per capita, quesito central da aferi\u00e7\u00e3o da qualidade de vida de uma sociedade. Como base focal desta anomalia est\u00e1 a imensa desigualdade social decorrente da superconcentra\u00e7\u00e3o de renda e a inaceit\u00e1vel pol\u00edtica tribut\u00e1ria e fiscal brasileira que nos leva a estarmos entre os 10 pa\u00edses mais desiguais do planeta. Ao mesmo tempo somos um pa\u00eds n\u00e3o industrializado, pois a \u2018ind\u00fastria\u2019 de transforma\u00e7\u00e3o corresponde a 11,8% do PIB. Ind\u00fastria est\u00e1 entre aspas porque o conceito moderno do termo cont\u00e9m a inova\u00e7\u00e3o acoplada. Se isto n\u00e3o acontecer, n\u00e3o \u00e9 ind\u00fastria. Por exemplo, a nossa \u2018ind\u00fastria\u2019 automobil\u00edstica \u00e9 na verdade um servi\u00e7o de montagem de produtos, na medida em que os seus centros de inova\u00e7\u00e3o, pesquisa e desenvolvimento est\u00e3o em seus pa\u00edses-sede. A raiz hist\u00f3rica desta realidade foi a falta de energia e a n\u00e3o participa\u00e7\u00e3o nas duas revolu\u00e7\u00f5es industriais, resultando num gigantesco pa\u00eds agr\u00edcola e extrativista (min\u00e9rios &#038; madeira), escravagista e n\u00e3o soberano. O pr\u00e9-sal brasileiro veio resolver esta parada e garantir a seguran\u00e7a energ\u00e9tica nacional, base imprescind\u00edvel para que construamos um projeto nacional desenvolvimentista, aut\u00f4nomo e soberano, ponto de partida para uma sociedade livre, democr\u00e1tica e igualit\u00e1ria, socialmente justa. \u00c9, portanto, uma quest\u00e3o essencialmente \u00e9tica, ideol\u00f3gica. E ideologia \u00e9 a base da disputa geopol\u00edtica mundial, a ter como centro a manuten\u00e7\u00e3o da hegemonia capitalista e do sistema financeiro internacional\u201d.\n<\/p><p>\nA descoberta do pr\u00e9-sal, sabe-se, ocorreu no governo Lula, porque o petista impulsionou a petroleira criada em 1953 por Get\u00falio Vargas em epis\u00f3dio no qual teve papel fundamental seu chefe da Casa Militar, general Ciro do Esp\u00edrito Santo Cardoso, tio de FHC que, na dire\u00e7\u00e3o oposta, iniciou a degrada\u00e7\u00e3o planejada da companhia, obra continuada por Temer, Bolsonaro e militares entreguistas.\n<\/p><p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"3KMIrDtRYc\"><a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/economia\/mito-da-petrobras-quebrada-sabota-maior-estatal-brasileira\/\">Mito da &#8216;Petrobras quebrada&#8217; sabota maior estatal brasileira<\/a><\/blockquote><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/economia\/mito-da-petrobras-quebrada-sabota-maior-estatal-brasileira\/embed\/#?secret=3KMIrDtRYc\" data-secret=\"3KMIrDtRYc\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Mito da &#8216;Petrobras quebrada&#8217; sabota maior estatal brasileira&#8221; &#8212; CartaCapital\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22535\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[21],"tags":[224],"class_list":["post-22535","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c35-o-petroleo-tem-que-ser-nosso","tag-3b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5Rt","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22535","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22535"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22535\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22535"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22535"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22535"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}