{"id":22582,"date":"2019-03-16T22:24:17","date_gmt":"2019-03-17T01:24:17","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22582"},"modified":"2019-03-16T22:24:23","modified_gmt":"2019-03-17T01:24:23","slug":"justica-para-marielle-e-anderson-basta-de-genocidio-do-povo-negro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22582","title":{"rendered":"Justi\u00e7a para Marielle e Anderson! basta de genoc\u00eddio do povo negro!"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/rE0RLlRW1hzvzjvVA4G3i_HpDZVGz42q-jYCRyAbl484EOs7UOboNIseTKyTBGIHr3m7kEguZ0JUQ1uLgGtlH1MaS-PABHbhYrgk0CTvKzR8lkiLQUdiwxivZ2szKA691udwmms7dCl5Q0l0rB4ae6cIIND72wI49XTK9tgpULq3pOoSLEDY3WncruVD6Lebs0Wrj90FG7DZlYVwKEh16eqGwx4KS_PoOX3N-qW1oMQZDeFDT4md1iXuhEjdZNffkIwFUI1MA4WZ9WcJflwKbvea-R954KBWz_jQ8LVDqg7rWYBuYfjhxVIVwNDT6pdMlX9snItIjicsUYusxhp1eOPWpFCg8VzyCIIXiiwTM6yuQdjIjGWHoq2QJWjElUz0lFfV5ZyBpcHTKWsHOtqRZNcC18ZPamXlshV3hBjkEVSDFxYLVFtAwVswNIKKmxTzHeswLC8kDSwuBJ8LYxQpNwrh5daBR-7vlJ1UWJsJI2jLE3XqyCP3v1n9HpGPa3c4BckwQo2fb6sa8XkUjiLegwZJDgY9aMOzArZ4rEVsqFAS-uT6BC6_Ct5hJVzL3wksibo--cdss-f-LePn8cMIE4p_nsKturLY8O_XL0JN10E83QMx_Tr1XGNlkwdS9lrNwKp2j4WE845UvNs9wCvOBb-CSD9Acxuk=w566-h377-no\"\/><!--more-->Pedro Monnerat &#8211; militante do PCB de Nova Friburgo\/RJ\n<\/p><p>\nH\u00e1 um ano, em 14 de mar\u00e7o de 2018, foram assassinados no Rio de Janeiro a Vereadora MARIELLE FRANCO e o seu motorista Anderson Gomes. O crime, brutal e covarde, buscava silenciar uma incans\u00e1vel defensora de DIREITOS humanos, das mulheres, dos LGBT e das camadas mais humildes da sociedade, as quais, especialmente nas comunidades pobres do Rio, sofrem com diversos tipos de viol\u00eancia em seu cotidiano, numa guerra civil permanente que extermina diariamente v\u00e1rios trabalhadores e seus filhos, especialmente negros e favelados.\n<\/p><p>\nNascida, criada e reconhecida no Complexo de Favelas da Mar\u00e9, a Vereadora ganhou destaque no combate \u00e0s mil\u00edcias, grupos de ex-agentes de seguran\u00e7a p\u00fablica que, armados, dominam, exploram e chantageiam os moradores da regi\u00e3o, os quais s\u00e3o obrigados a pagar por uma suposta \u201cprote\u00e7\u00e3o\u201d comunit\u00e1ria e outros servi\u00e7os ali monopolizados pelos milicianos, como fornecimento de \u00e1gua, luz, g\u00e1s, TV a cabo etc. Nos \u00faltimos anos, representantes desses grupos violentos t\u00eam sido eleitos, mediante coa\u00e7\u00e3o e compra de votos, para ocupar cargos pol\u00edticos diversos (vereador, deputado, senador&#8230;) e ampliado os empreendimentos criminosos das diversas mil\u00edcias que atuam em diversas localidades.\n<\/p><p>\nJustamente por denunciar e enfrentar o poder dessas mil\u00edcias, MARIELLE e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados, num crime cujas investiga\u00e7\u00f5es apontam para dois policiais com forte atua\u00e7\u00e3o na 41\u00ba Batalh\u00e3o da PM carioca, unidade que MAIS MATA no RJ e que se notabilizou por crimes b\u00e1rbaros como o assassinato da ju\u00edza Patr\u00edcia Acioli em 2011 e da auxiliar de servi\u00e7os Claudia Silva em 2014, esta \u00faltima baleada e arrastada pelas ruas da cidade pelo pr\u00f3prio cambur\u00e3o policial em que estavam seus assassinos. Os crimes contra as tr\u00eas mulheres representam bem a perversidade dos criminosos, os quais aterrorizam e executam moradores pobres como Cl\u00e1udia e buscam silenciar quem luta por Justi\u00e7a, como Patr\u00edcia e Marielle.\n<\/p><p>\nEm 2019, o genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o negra nas favelas e a morte de quem a defende se apresentam ainda mais preocupantes: o atual presidente, Jair Bolsonaro, e seu ministro da Justi\u00e7a, S\u00e9rgio Moro, defendem em seu novo \u201cpacote anticrimes\u201d que a PM tenha carta branca para matar poss\u00edveis suspeitos sob grotescas justificativas vagas e subjetivas, como \u201cmedo, surpresa ou violenta emo\u00e7\u00e3o\u201d, crit\u00e9rios que prometem aumentar ainda mais ocorr\u00eancias de abuso policial e exterm\u00ednios encomendados. No entanto, dentre suas promessas, as autoridades federais n\u00e3o se comprometem em combater as mil\u00edcias, muitas das quais sempre encontraram elogios, homenagens e at\u00e9 mesmo emprego para amigos e parentes pr\u00f3ximos nos gabinetes de Fl\u00e1vio e Jair Bolsonaro quando eram deputados estadual e federal, respectivamente. Sobre o atual presidente, ainda recai o agravante de ser (no m\u00ednimo) conhecido dos dois policiais presos pela morte de MARIELLE, haja visto que tem fotos com um e era vizinho do outro. Nada de novo para quem j\u00e1 defendera grupos de exterm\u00ednio no plen\u00e1rio da C\u00e2mara de Deputados em anos passados.\n<\/p><p>\nA terr\u00edvel rela\u00e7\u00e3o, j\u00e1 comprovada, entre pol\u00edticos e milicianos se agrava dramaticamente, de forma acelerada, e parece refor\u00e7ar as possibilidades de viol\u00eancia policial num pa\u00eds cuja PM j\u00e1 mata e morre como em nenhum outro lugar do planeta. Tais fatores, somados, enchem de preocupa\u00e7\u00e3o aqueles que defendem os direitos humanos e a justi\u00e7a social, bem como aqueles que, por qualquer motivo que seja, se op\u00f5em ao pr\u00f3prio presidente, o qual estimula o armamentismo e defende cegamente os excessos cometidos pelas For\u00e7as Armadas e pelas pol\u00edcias, dentro das quais existem aqueles que, muitas vezes, buscam retribuir o apoio reprimindo quem critica o atual governo, como se viu recentemente em Nova Friburgo (RJ), onde um pac\u00edfico grupo de carnaval da esquerda local foi covardemente agredido por alguns agentes da Pol\u00edcia Militar, fato que exp\u00f5e ainda mais o contexto de abuso de autoridade, censura, repress\u00e3o pol\u00edtica e viol\u00eancia por parte de quem deveria proteger os cidad\u00e3os. \n<\/p><p>\nAs novidades propostas por Bolsonaro e Moro surgem como um terr\u00edvel horizonte que pode fazer sangrar ainda mais as comunidades pobres, os defensores de direitos humanos e os opositores do raivoso governo bolsonarista. \u00c9 fundamental que, um ano ap\u00f3s a morte de MARIELLE, sua luta e seu legado estampem nossas bandeiras de luta contra o Estado policial violento, miliciano e corrupto que hoje assola o pa\u00eds e amea\u00e7a de forma ainda mais dr\u00e1stica as liberdades democr\u00e1ticas no Brasil, j\u00e1 t\u00e3o atacadas nos \u00faltimos anos.\n<\/p><p>\nAs rela\u00e7\u00f5es prom\u00edscuas entre pol\u00edticos e milicianos precisa ser combatida pelos \u00f3rg\u00e3os competentes mediante forte press\u00e3o popular, j\u00e1 que sem ela as investiga\u00e7\u00f5es travam ou se desviam, contribuindo para que at\u00e9 hoje, UM ANO AP\u00d3S O ASSASSINATO POL\u00cdTICO DE MARIELLE, os mandantes do crime n\u00e3o tenham sido apresentados, presos nem sentenciados. Al\u00e9m disso, \u00e9 fundamental que se mobilize a sociedade contra o vexat\u00f3rio pacote \u201canticrimes\u201d proposto por S\u00e9rgio Moro, que deveria t\u00ea-lo chamado de pacote \u201cantipobres\u201d, j\u00e1 que p\u00f5e sob sua mira os menos favorecidos, especialmente negros, negras, favelados e faveladas, enquanto protege a sanha assassina dos grupos de exterm\u00ednio milicianos que Bolsonaro sempre admirou de forma confessa.\n<\/p><p>\nPor todo o Brasil, gritamos juntos: \n&#8211; QUEM MANDOU MATAR MARIELLE  E ANDERSON? \n&#8211; QUAL \u00c9 EXATAMENTE A RELA\u00c7\u00c3O DO CL\u00c3 BOLSONARO COM AS MIL\u00cdCIAS? \n&#8211; N\u00c3O \u00c0 \u201cLICEN\u00c7A PARA POL\u00cdCIA MATAR\u201d DE S\u00c9RGIO MORO.\n&#8211; ABAIXO A CENSURA E A REPRESS\u00c3O POL\u00cdTICO-POLICIAL!\n&#8211; N\u00c3O \u00c0 REFORMA DA PREVID\u00caNCIA, QUE SACRIFICA AINDA MAIS OS TRABALHADORES.\n&#8211; FORA, BOLSONARO!\n&#8211; PELO PODER POPULAR!\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22582\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[244],"tags":[219],"class_list":["post-22582","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-violencia","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5Se","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22582","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22582"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22582\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22582"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22582"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22582"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}