{"id":22587,"date":"2019-03-18T19:38:45","date_gmt":"2019-03-18T22:38:45","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22587"},"modified":"2019-03-18T19:38:50","modified_gmt":"2019-03-18T22:38:50","slug":"trabalhadores-alemaes-resistem-contra-fechamento-de-fabrica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22587","title":{"rendered":"Trabalhadores alem\u00e3es resistem contra fechamento de f\u00e1brica"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.unsere-zeit.de\/images\/cache\/746x318\/crop_0_169_1000_594\/images%7Ccms-image-000005874.JPG\"\/><!--more-->Olhar Comunista\n<\/p><p>\nSecretaria de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais do PCB\n<\/p><p>\nA mat\u00e9ria do Jornal Unsere Zeit, do Partido Comunista Alem\u00e3o &#8211; DKP &#8211; de 15 de mar\u00e7o de 2019, assinada por Carmen Stachowiak, traz a informa\u00e7\u00e3o de que a F\u00e1brica da Opel, da cidade de R\u00fcsselsheim, ap\u00f3s um per\u00edodo em que esteve pr\u00f3xima do fechamento, voltou a ser rent\u00e1vel, tendo apresentado, em 2018, o lucro recorde de 850 milh\u00f5es de euros. \n<\/p><p>\nA Opel foi absorvida em 2017 pelo grupo franc\u00eas PSA (antes Peugeot), que  encomendou \u00e0 Opel um programa de redesenvolvimento radical, que deveria funcionar sem demiss\u00f5es operacionais e fechamentos de f\u00e1bricas. No entanto, o novo chefe da empresa declarou que &#8220;apenas o lucro garante os empregos&#8221;. Houve o cancelamento de contratos de centenas de trabalhadores e programas de produ\u00e7\u00e3o de diversos ve\u00edculos foram encerrados. Em contrapartida, a Opel comprometeu-se a proteger contra a demiss\u00e3o os empregados remanescentes at\u00e9 2023 e a realizar investimentos abrangentes na prote\u00e7\u00e3o da carteira de produtos e na seguran\u00e7a do emprego em todas as unidades. Tanto o Conselho dos Trabalhadores da empresa quanto o sindicato esperavam que a tempestade tivesse passado. \n<\/p><p>\nNo entanto, houve  redu\u00e7\u00e3o de 50% do  treinamento em R\u00fcsselsheim, queda nas vendas, e a ampresa decidiu desativar um dos turnos, para manter a lucratividade e foi proposta a desativa\u00e7\u00e3o do centro de desenvolvimento da Opel, que seria vendido parcialmente para o prestador de servi\u00e7os de desenvolvimento franc\u00eas Segula. \n<\/p><p>\nA avalia\u00e7\u00e3o dos trabalhadores \u00e9 de que a Opel, como empresa independente, est\u00e1 sendo liquidada. N\u00e3o h\u00e1 interesse na marca Opel no mercado automotivo. A Opel permanece no grupo PSA   e a responsabilidade pelos ve\u00edculos comerciais leves \u00e9 apenas a &#8220;engenharia dos distintivos&#8221;, ou seja, basta parafusar o s\u00edmbolo da marca Opel nos ve\u00edculos franceses. A estrat\u00e9gia \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o de custos, a terceiriza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o para  pa\u00edses onde os sal\u00e1rios s\u00e3o mais baixos e os servi\u00e7os podem ser contratados com menor  custo. \n<\/p><p>\nCom depoimentos, panfletagens, reuni\u00f5es e outras a\u00e7\u00f5es, os trabalhadores mostraram seu descontentamento e seus temores.  O Conselho dos Trabalhadores e o sindicato esperam, ainda, uma solu\u00e7\u00e3o negociada. Est\u00e1 claro para todos, no entanto, que, contra um grupo como o PSA, o que funciona \u00e9 a resist\u00eancia bem organizada e persistente e n\u00e3o, nas palavras da autora da mat\u00e9ria do Unsere Zeit, os &#8220;pacotes completos, despreocupados e paralisados&#8221; pelo aparato do sindicato e do conselho de trabalhadores em &#8220;um belo escrit\u00f3rio de representa\u00e7\u00e3o&#8221;. Para Carmen Stachowiak, &#8220;agora, os trabalhadores precisam aprender a mover e desenvolver as estruturas sindicais necess\u00e1rias para lutar&#8221;. \n<\/p><p>\nH\u00e1 d\u00favidas quanto \u00e0 possibilidade de que os planos de liquida\u00e7\u00e3o ainda possam ser interrompidos. Mas os trabalhadores da Opel ainda n\u00e3o desistiram. H\u00e1 uma campanha em curso &#8211; &#8220;Cumprir os acordos coletivos&#8221; &#8211; que est\u00e1 ganhando for\u00e7a e pode for\u00e7ar a Opel a movimentar os bilh\u00f5es de euros em investimentos a que se comprometeu. \n \nConfrontos como esse dos trabalhadores alem\u00e3es com a Opel n\u00e3o s\u00e3o um caso isolado. Devido ao estado de excesso de capacidade hoje existente na ind\u00fastria automotiva alem\u00e3 (e de outros pa\u00edses), caracterizada pela predomin\u00e2ncia de grandes empresas multinacionais, a for\u00e7a de trabalho alem\u00e3 tamb\u00e9m est\u00e1 sob press\u00e3o na Volkswagen e na Ford, e outros fabricantes v\u00eam apresentando planos de convers\u00e3o e desmontagem de instala\u00e7\u00f5es produtivas. Em outros setores, como da ind\u00fastria qu\u00edmica, os sinais tamb\u00e9m apontam para a tempestade que atinge diretamente os trabalhadores na Alemanha. \n<\/p><p>\nA absor\u00e7\u00e3o de empresas de menor porte, como a Opel, por empresas de maior porte, como o grupo PSA (que j\u00e1 inclui a Peugeot, a Citro\u00ebn, a DS, a Vauxhall, a Chrysler Europe e outras empresas, al\u00e9m de ter uma alian\u00e7a com a General Motors norte-americana), \u00e9 uma tend\u00eancia geral do capitalismo &#8211; a centraliza\u00e7\u00e3o do capital -, que vem ocorrendo na maioria dos setores da economia no plano mundial, refor\u00e7ada pelas pol\u00edticas liberais &#8211; como as que retiram direitos sociais e trabalhistas &#8211; adotadas por muitos governos conservadores e de direita que se submetem ao jogo dos grandes grupos econ\u00f4micos e visam desmontar a legisla\u00e7\u00e3o que ainda protege os direitos dos trabalhadores.\n<\/p><p>\nTradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro &#8211; PCB\n<\/p><p>\nFoto: Alexander Heimann\/Adam Opel AG)\n<\/p><p>\nFONTE: https:\/\/www.unsere-zeit.de\/de\/5111\/wirtschaft_soziales\/10730\/Wird-Opel-abgewickelt.htm\n\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22587\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[100],"tags":[226],"class_list":["post-22587","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c113-a-semana-no-olhar-comunista","tag-4b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5Sj","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22587","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22587"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22587\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22587"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22587"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22587"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}