{"id":22656,"date":"2019-03-25T19:24:09","date_gmt":"2019-03-25T22:24:09","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22656"},"modified":"2019-03-28T20:35:51","modified_gmt":"2019-03-28T23:35:51","slug":"basta-de-racismo-liberdade-para-o-dj-rennan-da-penha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22656","title":{"rendered":"Basta de racismo! Liberdade para o DJ Rennan da Penha!"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/8AtGLTk2MTFVqD6CXj5ZAW7quukyhzML7w6fl_IB_k0XR1WrmFUF3kTeDv0FVmnDbbqHFhsILfZIZu3_Tl8QBZ-pV2u7EtPsjAkCrYyM90PMIs0LOVboSEe7cbhTsAyyNnlrRNys59eKSlHXUmz6vkhFuxr2S9cCnSr67xiEICXp1JGMKzit_x40xaYImAtTSvc5nxa5qqArGvxInmyQTPnGnLMRaCP0mjwjoo7yDSRzD8MOvlLrNdSGNuxghmEEE0ejkNT5HYqNLf3lVtvu6urLySd7JdhzhNDoOw_uS8O-DBz3XIVAAzHUB1zP_-nSLYa75MlwAO9lDEabhk2QQMIoqFfvYoBI_i6GNVYA4L16kqT4P7mTm7cw5-t3f70ovGhcbPSUedIvWvo3mMDWG94FhuMpPzhCl-9IMpwdNGeTHDnSJ0ddbY3y_9SvUNfpkqwg2sEgP3Hc5_kWlUu4CBwN9O6qY-YVabMusQZvHT75YBk3Ew1Xlf8KEWBgbHWgnPieAGKw0EGrOjhct2vf3bK1H5Dj5QtcNKFg3RZOBQMQBPIPmLvaphW7cBeA96okH_igQjMElyEpBpK_zWfA6SwKk_caO_wddocjd29j2gOJMUybveQ4UDExM_2v_r_kS_qTQfjBrns9-bW4po96Lv70XaTRDrWD=w940-h783-no\"\/><!--more-->Coletivo Negro Minervino de Oliveira &#8211; RJ\n<\/p><p>\nA justi\u00e7a burguesa do Rio de Janeiro, mantendo seu car\u00e1ter de classe e expressando mais uma vez o seu racismo institucional, novamente determina a pris\u00e3o de um artista de favela e do funk carioca. Rennan Da Penha \u00e9 o DJ de maior express\u00e3o no territ\u00f3rio fluminense hoje. H\u00e1 pelo menos dois anos ele tem movimentando a cultura negra e favelada de forma que colocou no mapa do Brasil a Vila Cruzeiro e o bairro da Penha. O baile da Gaiola hoje \u00e9 o maior baile do Rio de Janeiro. Um dos maiores pontos de cultura da cidade e que tem movimentado multid\u00f5es dentro de um dos maiores complexos de favela da cidade. Levando lazer, cultura e diversidade para becos e vielas, al\u00e9m de movimentar economicamente os bares, barracas, com\u00e9rcio no geral dentro da Vila da Penha.\n<\/p><p>\nNesse sentido, a pris\u00e3o de Rennan e de mais 10 envolvidos com o Baile, n\u00e3o \u00e9 mais um caso isolado. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 mais uma das pris\u00f5es arbitr\u00e1rias feitas aos profissionais do funk. O funk, enquanto g\u00eanero musical e movimento cultural, sofre persegui\u00e7\u00f5es de governos atr\u00e1s de governos no Estado do RJ. N\u00e3o \u00e9 a primeira vez e nem ser\u00e1 a \u00faltima, lembrando que Mc Smith, Tikao, Frank, Max e Did\u00f4 foram presos em 2010 com acusa\u00e7\u00f5es parecidas com as de Rennan.\n<\/p><p>\nAs acusa\u00e7\u00f5es s\u00e3o as mais gen\u00e9ricas poss\u00edveis. &#8220;Associa\u00e7\u00e3o ao tr\u00e1fico&#8221; \u00e9 a forma descarada e racista que o Estado usa para acusar qualquer morador de favela por simplesmente ser de cria de onde \u00e9. H\u00e1 quase 100 dias de governo Witzel, vemos que a proposta do governo \u00e9 acabar com a cultura de periferia no nosso RJ e dar continuidade a uma pol\u00edtica de militariza\u00e7\u00e3o da vida, utilizando as UPPs novamente para a repress\u00e3o. J\u00e1 n\u00e3o bastam os ataques ostensivos com caveir\u00f5es e helic\u00f3pteros a moradores; a produ\u00e7\u00e3o cultural e o lazer 0800 (gratuito) tamb\u00e9m n\u00e3o podem existir. Logo, o jovem favelado, o morador de favela precisa pagar mais de 50 reais para curtir qualquer tipo de entretenimento cultural fora da sua \u00e1rea de viv\u00eancia. \u00c9 a l\u00f3gica perversa do mercado selvagem sobre a cultura popular e de comunidade.\n<\/p><p>\nAl\u00e9m disso, uma das acusa\u00e7\u00f5es infundadas \u00e9 que Rennan teria avisado em grupos de Whatsapp que o caveir\u00e3o estaria subindo a favela em que mora. Isto \u00e9, nada mais que ser um morador de favela como todos os outros que convivem diariamente com a viol\u00eancia policial na porta da sua casa. O STF negou o pedido de habeas corpus proposto pela defesa do DJ, mostrando outra vez que para jovens negros ela n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel, j\u00e1 para as festas regadas a entorpecentes variados como nas raves, onde h\u00e1 a presen\u00e7a majorit\u00e1ria de jovens brancos pequeno burgueses, n\u00e3o h\u00e1 qualquer tipo de avan\u00e7o do Estado racista sobre eles, pelo contr\u00e1rio, muitos s\u00e3o filhos de desembargadores e da burguesia carioca. Isso evidencia e escancara novamente o car\u00e1ter branco e burgu\u00eas do nosso Estado, o fen\u00f4meno da branquitude sendo exercido sempre da forma mais agressiva contra o povo negro trabalhador e aliviando para os plaboys.\n<\/p><p>\nO Coletivo Negro Minervino de Oliveira se soma na luta pela liberdade do DJ Rennan Da Penha, compreendendo a import\u00e2ncia do trabalho cultural do artista de favela para a sua comunidade e consequentemente defendemos a produ\u00e7\u00e3o de cultura negra do nosso povo, tendo liberdade para expor as contradi\u00e7\u00f5es do mundo capitalista que utiliza a estrutura racista para impor o pior dos mundos para nossa popula\u00e7\u00e3o. Estaremos juntos na luta pela liberdade de todos os artistas de favela e contra a criminaliza\u00e7\u00e3o do funk, das manifesta\u00e7\u00f5es culturais negras e contra a viol\u00eancia policial e do Estado contra trabalhadores e trabalhadoras dentro de suas casas. \n<\/p><p>\nTamb\u00e9m convocamos para o ato que est\u00e1 sendo organizado pela liberdade do Rennan que ser\u00e1 em frente ao Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Rio de Janeiro no pr\u00f3ximo dia 28 de Mar\u00e7o a partir das 17 horas da tarde.\n<\/p><p>\nTodo poder ao povo negro, pelo poder popular!!!\n<\/p><p>\nCNMO\/RJ\n<\/p><p>\n#LIBERDADERENNANDAPENHA\n#DEIXAEUDAN\u00c7AR\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22656\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[124,20],"tags":[222],"class_list":["post-22656","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c137-coletivo-minervino-de-oliveira","category-c1-popular","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5Tq","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22656","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22656"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22656\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22656"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22656"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22656"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}