{"id":2267,"date":"2012-01-17T20:58:44","date_gmt":"2012-01-17T20:58:44","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2267"},"modified":"2012-01-17T20:58:44","modified_gmt":"2012-01-17T20:58:44","slug":"a-semana-no-olhar-comunista-0025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2267","title":{"rendered":"A Semana no Olhar Comunista &#8211; 0025"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Segundo mat\u00e9ria publicada pela\u00a0<strong><em>Folha de S. Paulo<\/em><\/strong>, integrantes do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) come\u00e7aram a se mobilizar para reduzir os poderes do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, no Conselho.<\/p>\n<p>Recentemente, ministros do STF atenderam a a\u00e7\u00f5es da Associa\u00e7\u00e3o dos Magistrados Brasileiros (AMB) e suspenderam investiga\u00e7\u00f5es do conselho contra tribunais. Foi uma rea\u00e7\u00e3o \u00e0 corregedora do CNJ, Eliana Calmon, que divulgou relat\u00f3rio mostrando que magistrados e servidores movimentaram R$ 856 milh\u00f5es em opera\u00e7\u00f5es financeiras consideradas &#8220;at\u00edpicas&#8221; pelo Coaf, \u00f3rg\u00e3o de intelig\u00eancia do Minist\u00e9rio da Fazenda, entre 2000 e 2010.<\/p>\n<p>Para que tudo n\u00e3o se resuma a uma disputa palaciana, entretanto, \u00e9 preciso press\u00e3o constante da sociedade sobre o magistrado &#8211; encastelado, como sempre, em um verdadeiro universo paralelo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Empresa alem\u00e3 compra parte da MPX, de Eike Batista<\/strong><\/p>\n<p>A empresa alem\u00e3 EON est\u00e1 adquirindo, por R$ 850 milh\u00f5es,\u00a0\u00a010% da empresa MPX, bra\u00e7o de energia do grupo EBX, controlado por Eike Batista. A nova\u00a0<em>joint-venture<\/em> ser\u00e1 a maior empresa privada de energia do pa\u00eds, e desenvolver\u00e1 projetos que somar\u00e3o 20 mil MegaWatts, ou 20% da capacidade brasileira. A MPX tem projetos fora do Brasil (Chile), concess\u00f5es de g\u00e1s natural (bacia do Parna\u00edba, no Maranh\u00e3o) e uma mina de carv\u00e3o (em Seival, no Rio grande no Sul). Em 2013, come\u00e7ar\u00e1 a produzir carv\u00e3o na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>A internacionaliza\u00e7\u00e3o do capital \u00e9 uma das tend\u00eancias centrais do capitalismo. No caso da gera\u00e7\u00e3o de energia, este tipo de investimento requer concess\u00f5es do Estado e n\u00e3o poupa recursos n\u00e3o renov\u00e1veis, como o carv\u00e3o, na busca por maiores lucros. \u00c9 um setor estrat\u00e9gico, que n\u00e3o deveria estar em m\u00e3os privadas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Opera\u00e7\u00e3o terrorista mata cientista nuclear iraniano<\/strong><\/p>\n<p>Tudo leva a crer que os EUA e Israel est\u00e3o por tr\u00e1s da opera\u00e7\u00e3o que matou o cientista nuclear Ahmadi Roshan, em Teer\u00e3, no dia 11 de janeiro. Uma bomba, colocada por um motociclista, explodiu em seu carro.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o por tr\u00e1s do atentado \u00e9, certamente, a suposta inten\u00e7\u00e3o do Ir\u00e3 de desenvolver armas nucleares. No entanto, o pr\u00f3prio ministro de Defesa norte-americano, Leon Panetta, admitiu, em recente entrevista \u00e0 rede CBS, que o Ir\u00e3 n\u00e3o quer desenvolver armas mas sim uma capacidade nuclear para a gera\u00e7\u00e3o de energia, assim como v\u00e1rios outros pa\u00edses da regi\u00e3o,\u00a0\u00a0como a Ar\u00e1bia saudita e os Emirados \u00c1rabes, que desenvolvem programas nucleares \u2013 com o apoio dos EUA e de empresas da Fran\u00e7a e da Cor\u00e9ia do Sul \u2013 para reduzirem sua depend\u00eancia \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de energia pela queima de \u00f3leo (aliviando, tamb\u00e9m, o consumo das suas reservas de petr\u00f3leo).<\/p>\n<p>O acontecimento reflete a mudan\u00e7a na estrat\u00e9gia militar americana: menos invas\u00f5es, mais espionagem e a\u00e7\u00f5es terroristas para subjugar pa\u00edses e povos que se querem independentes.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Budapeste se levanta contra o autoritarismo da nova Constitui\u00e7\u00e3o h\u00fangara<\/strong><\/p>\n<p>Milhares de cidad\u00e3os h\u00fangaros foram \u00e0s ruas protestar contra a ado\u00e7\u00e3o, pelo governo da Hungria \u2013 do Partido Fidesz, de centro-direita \u2013, de uma nova Constitui\u00e7\u00e3o que limita os poderes dos ju\u00edzes e do Parlamento, cerceia a liberdade de imprensa e aponta para a cria\u00e7\u00e3o de um regime autorit\u00e1rio no pa\u00eds. Minorias como os homossexuais e os ciganos est\u00e3o sob amea\u00e7a. At\u00e9 a conservadora Comiss\u00e3o Europ\u00e9ia ir\u00e1 \u00e0 Justi\u00e7a se Hungria n\u00e3o modificar o texto da Nova Constitui\u00e7\u00e3o que limita independ\u00eancia de poderes.<\/p>\n<p>O movimento do governo \u00e9 mais uma tentativa de combater a revolta dos trabalhadores h\u00fangaros contra o desemprego e a perda de garantias que sobreveio \u00e0 queda do regime comunista, nos anos 90, agravado, hoje, pela forte crise econ\u00f4mica que se abate sobre a Europa, e uma cartada do partido Fidesz para manter-se, pela for\u00e7a, no poder.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Brasil n\u00e3o investe em preven\u00e7\u00e3o de trag\u00e9dias<\/strong><\/p>\n<p>Os n\u00fameros falam por si: R$ 6,3 bilh\u00f5es para o socorro, entre 2006 e 2011, e apenas 745 bilh\u00f5es para evitar os problemas causados por enchentes e outras cat\u00e1strofes, conforme dados da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do descalabro, em si, da falta de investimentos em conten\u00e7\u00e3o de encostas, reflorestamento, constru\u00e7\u00e3o de diques, barragens, constru\u00e7\u00e3o e limpeza de galerias fluviais e outras obras extremamente necess\u00e1rias, a discrep\u00e2ncias dos n\u00fameros reflete a falta de planejamento com o pr\u00f3prio desenvolvimento urbano e da infra-estrutura de transportes e outras \u00e1reas, que faz com que, na l\u00f3gica do exerc\u00edcio do poder voltado para a defesa dos segmentos mais ricos da popula\u00e7\u00e3o, dos interesses imobili\u00e1rios e do mercado em geral, as popula\u00e7\u00f5es de baixa renda sejam obrigadas a morarem em \u00e1reas de risco \u2013 como encostas e margens de rios \u2013 e as verbas p\u00fablicas sejam gastas, prioritariamente, em obras sup\u00e9rfluas ou de menor impacto para o bem-estar das camadas menos favorecidas.<\/p>\n<p>Como se tudo isso n\u00e3o bastasse, a maior parte das escassas verbas voltadas para a reconstru\u00e7\u00e3o das \u00e1reas atingidas pelas calamidades vem sendo vergonhosamente desviadas. \u00c9 o poder burgu\u00eas, na sua plenitude.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Ocupem Wall Street e o futuro<\/strong><\/p>\n<p>Ativista do movimento Ocupar Wall Street, em entrevista \u00e0 jornalista e escritora norte-americana Naomi Klein (colunista do jornal The Nation),\u00a0\u00a0o escritor e ativista pol\u00edtico Yotam Maron atribui o \u00eaxito do movimento ao trabalho de organiza\u00e7\u00e3o executado, previa e constantemente, nas comunidades nas comunidades marginalizadas, em todo o mundo, motivadas pelo desemprego, pela d\u00edvida e pela falta de perspectivas que hoje predominam para a maioria da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Yotam entende que o movimento \u2013 e os movimentos cong\u00eaneres que se espalham pelo mundo \u2013 n\u00e3o se batem apenas contras as atuais condi\u00e7\u00f5es de vida mas apontam, em alguns casos e setores, tamb\u00e9m, para a constru\u00e7\u00e3o de um sistema econ\u00f4mico e social alternativo, para a cria\u00e7\u00e3o de um novo poder dual, que \u00e9 representado, nesse momento, pelas ocupa\u00e7\u00f5es. Para ele, no entanto, o principal, agora, \u00e9 obter pequenas mudan\u00e7as pol\u00edticas, e seguir avan\u00e7ando para a esquerda e o pr\u00f3ximo passo, nos EUA, \u00e9 barrar os cortes or\u00e7ament\u00e1rios na Educa\u00e7\u00e3o e outras \u00e1reas sociais e exigir a redu\u00e7\u00e3o dos gastos militares.<\/p>\n<p>Yotam elogia o movimento estudantil chileno e o v\u00ea como a volta da esquerda daquele pa\u00eds ao protagonismo pol\u00edtico, voltado para a demanda pela Educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e gratuita e para a revers\u00e3o das privatiza\u00e7\u00f5es iniciadas na ditadura de Pinochet e continuadas nos governos posteriores. No entanto, ele reconhece que o \u201cOcupem Wall Street\u201d n\u00e3o tem a mesma natureza, pois n\u00e3o come\u00e7ou a partir de uma demanda espec\u00edfica. \u201cEstamos no come\u00e7o, mas estamos diante de possibilidades at\u00e9 h\u00e1 pouco inimagin\u00e1veis\u201d, podemos seguir mudando o cen\u00e1rio pol\u00edtico, crescer para nos tormarmos um grande movimento de massa com for\u00e7a para propor um novo tipo de mundo\u201d, diz Yotam.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>O &#8220;pre\u00e7o&#8221; da expans\u00e3o capitalista do Brasil<\/strong><\/p>\n<p>A expans\u00e3o capitalista do &#8211; e no &#8211; Brasil mostra mais uma de suas &#8220;faturas&#8221;: com uma sobrevaloriza\u00e7\u00e3o de 35% em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar, o real seria a quarta moeda mais cara do mundo, segundo a revista brit\u00e2nica\u00a0<em>The Economist<\/em>.<\/p>\n<p>A sobrevaloriza\u00e7\u00e3o da moeda brasileira s\u00f3 fica atr\u00e1s do franco su\u00ed\u00e7o (sobrevalorizado em 62%), a coroa norueguesa (tamb\u00e9m 62% sobrevalorizada) e a coroa sueca (41%). Na outra ponta est\u00e3o a rupia indiana (desvaloriza\u00e7\u00e3o de 61%), a hryvnia ucraniana (50%) e o d\u00f3lar de Hong Kong (49%).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Inten\u00e7\u00e3o de compra \u00e9 a menor dos \u00faltimos tr\u00eas anos<\/strong><\/p>\n<p>A &#8220;marolinha&#8221; ganha for\u00e7a e impede que o consumidor brasileiro v\u00e1 &#8220;surfar&#8221;: segundo pesquisa de inten\u00e7\u00e3o de compra no varejo divulgada nesta ter\u00e7a-feira, o percentual de consumidores que pretendem comprar algum bem dur\u00e1vel caiu de 78% no quarto trimestre de 2011 para 60,6% no primeiro trimestre deste ano, n\u00edvel mais baixo desde 2009, logo ap\u00f3s o estouro da crise.<\/p>\n<p>A retra\u00e7\u00e3o \u00e9 generalizada e atinge sete das 10 categorias de produtos pesquisados, com exce\u00e7\u00e3o da linha branca, cama, mesa e banho e do sonho e consumo no capitalismo: os autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>O rio s\u00f3 corre pro mar?<\/strong><\/p>\n<p>Bancos comerciais depositaram mais de meio trilh\u00e3o de euros no Banco Central Europeu (BCE) na \u00faltima segunda-feira, maior quantia j\u00e1 registrada na hist\u00f3ria da institui\u00e7\u00e3o. Preocupados com a crise de d\u00edvida e observando a recente inje\u00e7\u00e3o de capital pelo BCE, os bancos est\u00e3o inundados de dinheiro enquanto os povos sofrem. Ao inv\u00e9s de injetarem tal quantia na economia, e com a total subservi\u00eancia dos governos, os banqueiros est\u00e3o preferindo guardar seus recursos no caixa do BCE.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>A privatiza\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria ocidental<\/strong><\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Cultura da Gr\u00e9cia vai privatizar alguns de seus mais importantes s\u00edtios arqueol\u00f3gicos para empresas de publicidade e de outros setores para &#8220;facilitar&#8221; o acesso \u00e0s ru\u00ednas gregas. O dinheiro gerado, afira a pasta, servir\u00e1 para a manuten\u00e7\u00e3o e monitoramento dos locais. O primeiro local a ser aberto j\u00e1 foi escolhido: ser\u00e1 a Acr\u00f3pole. Muitas fortunas, no mercado negro das artes e objetos arqueol\u00f3gicos, podem vir a ser criadas a partir de agora. E a hist\u00f3ria da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental pode vir a perder importantes cap\u00edtulos em m\u00e3os privadas. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o da\u00a0<strong><em>Dow Jones<\/em><\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nNas v\u00edsceras do judici\u00e1rio\nO\u00a0Olhar Comunista destaca nesta edi\u00e7\u00e3o os recentes embates no interior do Poder Judici\u00e1rio brasileiro, que teve novo cap\u00edtulo no in\u00edcio da semana.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2267\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[100],"tags":[],"class_list":["post-2267","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c113-a-semana-no-olhar-comunista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Az","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2267","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2267"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2267\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2267"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2267"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2267"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}