{"id":2272,"date":"2012-01-18T17:26:46","date_gmt":"2012-01-18T17:26:46","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2272"},"modified":"2012-01-18T17:26:46","modified_gmt":"2012-01-18T17:26:46","slug":"os-desaparecidos-do-imperio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2272","title":{"rendered":"Os \u201cdesaparecidos\u201d do imp\u00e9rio"},"content":{"rendered":"\n<p align=\"justify\">Um artigo recente assinado por John Tirman, diretor do Centro de Estudos Internacionais do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e publicado no\u00a0<em>Washington Post<\/em>, apresenta com crueza uma reflex\u00e3o sobre um aspecto pouco estudado das pol\u00edticas de agress\u00e3o do imperialismo: a indiferen\u00e7a da Casa Branca e da opini\u00e3o p\u00fablica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas das guerras que os Estados Unidos trava no exterior (1). Como acad\u00eamico \u201cbem-pensante\u201d se abst\u00e9m de utilizar a categoria \u201cimperialismo\u201d como chave interpretativa da pol\u00edtica exterior de seu pa\u00eds; sua an\u00e1lise, em troca, revela aos gritos a necessidade de apelar a esse conceito e \u00e0 teoria que lhe d\u00e1 sentido. Tirman expressa em sua nota a preocupa\u00e7\u00e3o que lhe suscita, como cidad\u00e3o que cr\u00ea na democracia e nos direitos humanos, a incoer\u00eancia na qual incorreu Barack Obama \u2013n\u00e3o nos esque\u00e7amos, um Pr\u00eamio Nobel da Paz-, em seu discurso pronunciado em Fort Bragg (14 de Dezembro de 2011), para render homenagem aos integrantes das for\u00e7as armadas que perderam a vida na guerra do Iraque (uns 4.500, aproximadamente) n\u00e3o disse uma \u00fanica palavra das v\u00edtimas civis e militares iraquianas que morreram por causa da agress\u00e3o norte-americana. Agress\u00e3o, conv\u00e9m recordar, que n\u00e3o teve nenhuma rela\u00e7\u00e3o com a exist\u00eancia de \u201carmas de destrui\u00e7\u00e3o de massa\u201d no Iraque ou com a inveross\u00edmil cumplicidade do antigo aliado de Washington, Saddam Hussein, com as travessuras que supostamente cometia outro de seus aliados, Osama Bin Laden. O objetivo excludente dessa guerra, como a que amea\u00e7a iniciar contra o Ir\u00e3, foi se apoderar do petr\u00f3leo iraquiano e estabelecer um controle territorial direto sobre essa estrat\u00e9gica zona para o momento em que o abastecimento de petr\u00f3leo deva ser feito confiando na efic\u00e1cia dissuasiva das armas, no lugar das normas daquilo que alguns esp\u00edritos ing\u00eanuos na Europa do s\u00e9culo XVIII chamaram de \u201co doce com\u00e9rcio\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na sua nota, Tirman acerta ao recordar que as principais guerras que Estados Unidos travou desde o fim da Segunda Guerra Mundial \u2013Coreia, Vietnam, Camboja, Laos, Iraque e Afeganist\u00e3o- produziram, segundo suas pr\u00f3prias palavras, uma \u201ccolossal carni\u00e7aria\u201d. Uma estimativa, que este autor qualifica como muito conservadora, lan\u00e7a um saldo f\u00fanebre de pelo menos seis milh\u00f5es de mortes ocasionadas pela cruzada lan\u00e7ada por Washington para levar a liberdade e a democracia a esses infortunados pa\u00edses. Se foram contadas as opera\u00e7\u00f5es militares de menor escala -como as invas\u00f5es \u00e0 Granada e ao Panam\u00e1, ou a interven\u00e7\u00e3o apenas dissimulada da Casa Branca nas guerras civis da Nicar\u00e1gua, El Salvador e Guatemala, para n\u00e3o falar de confus\u00f5es militares similares em outras latitudes do planeta- a cifra se elevaria consideravelmente (2). N\u00e3o obstante, e pese as dimens\u00f5es desta trag\u00e9dia, as quais haveria que agregar os milh\u00f5es de deslocados pelos combates e pela devasta\u00e7\u00e3o sofrida pelos pa\u00edses agredidos, nem o governo nem a sociedade norte-americana evidenciaram a menor curiosidade, preocupa\u00e7\u00e3o, nem, digamos, a compaix\u00e3o!, para saber do ocorrido e fazer algo ao respeito. Esses milh\u00f5es de v\u00edtimas foram simplesmente apagados do registro oficial do governo e, pior ainda, da mem\u00f3ria do povo norte-americano, mantido de maneira desavergonhada na ignor\u00e2ncia ou submetido \u00e0 interessada tergiversa\u00e7\u00e3o da not\u00edcia. Como de maneira f\u00fanebre reiterava o ditador criminoso argentino Jorge R. Videla, diante \u00e0 angustiada pergunta dos familiares da repress\u00e3o, tamb\u00e9m para Barack Obama essas v\u00edtimas das guerras estadunidenses \u201cn\u00e3o existem\u201d, \u201cdesapareceram\u201d, \u201cn\u00e3o est\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Se o holocausto perpetrado por Adolf Hitler ao exterminar seis milh\u00f5es de judeus fez que seu regime fosse caracterizado como uma monstruosidade aberrante ou como uma estremecedoura encarna\u00e7\u00e3o do mal, ent\u00e3o qual categoria te\u00f3rica haveria que usar para caracterizar aos sucessivos governos dos Estados Unidos que semearam mortes numa escala pelo menos igual, se n\u00e3o maior? Lamentavelmente nosso autor n\u00e3o se questiona com essa pergunta porque qualquer resposta haveria colocado em quest\u00e3o o crucial artigo de f\u00e9 do credo norte-americano que assegura que os Estados Unidos \u00e9 uma democracia. Mais ainda: que \u00e9 a encarna\u00e7\u00e3o mais perfeita da \u201cdemocracia\u201d neste mundo. Observa com consterna\u00e7\u00e3o, em troca, o desinteresse p\u00fablico pelo custo humano das guerras estadunidenses; indiferen\u00e7a refor\u00e7ada pelo premeditado ocultamento que se faz daqueles mortos na volumosa produ\u00e7\u00e3o de filmes, novelas e document\u00e1rios que t\u00eam por tema central a guerra; pelo sil\u00eancio da imprensa sobre estes massacres \u2013recordar que, depois do Vietnam, a censura nas frentes de batalha \u00e9 total e que n\u00e3o se podem mostrar v\u00edtimas civis e tampouco soldados norte-americanos feridos ou mortos; e porque as inumer\u00e1veis pesquisas que dia a dia se realizam nos Estados Unidos jamais indagam qual \u00e9 o grau de conhecimento ou a opini\u00e3o dos entrevistados sobre as v\u00edtimas que ocasionam no exterior as aventuras militares do imp\u00e9rio.<\/p>\n<p align=\"justify\">Este pesado manto de sil\u00eancio se explica, segundo Tirman, pela persist\u00eancia do que o historiador Richard Slotkin denominou \u201co mito da fronteira\u201d, uma das constela\u00e7\u00f5es de sentido mais arraigada da cultura norte-americana segundo a qual uma viol\u00eancia nobre e desinteressada -ou interessada somente em produzir o bem- pode ser exercida sem culpa ou peso de consci\u00eancia sobre aqueles que se interponham ao \u201cdestino manifesto\u201d que Deus reservou para os norte-americanos e que, com piedosa gratid\u00e3o, as notas de d\u00f3lar recordam em cada uma de suas denomina\u00e7\u00f5es. S\u00f3 \u201cra\u00e7as inferiores\u201d ou \u201cpovos b\u00e1rbaros\u201d, que vivem \u00e0 margem da lei, poderiam resistir a aceitar aos avan\u00e7os da \u201cciviliza\u00e7\u00e3o\u201d. O violento despojo sofrido pelos povos origin\u00e1rios das Am\u00e9ricas, tanto no Norte como no Sul, foi justificado por esse mito racista da fronteira e edulcorado com mentiras infames. No extremo sul do continente, na Argentina, a mentira foi denominar como \u201cconquista do deserto\u201d a ocupa\u00e7\u00e3o territorial a sangue e fogo do habitat, que n\u00e3o era precisamente um deserto, dos povos origin\u00e1rios. No Chile, a mentira foi batizar como \u201ca pacifica\u00e7\u00e3o da Araucania\u201d o nada pac\u00edfico e sangrento submetimento do povo mapuche. No norte, o objeto da pilhagem e da conquista n\u00e3o foram as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, mas sim uma fantasmag\u00f3rica categoria, apenas um ponto cardeal: o Oeste. Em todos os casos, como observou o historiador Osvaldo Bayer, a \u201cbarb\u00e1rie\u201d dos derrotados, que exigia a perempt\u00f3ria miss\u00e3o civilizadora, era demonstrada por seu\u2026 desconhecimento da propriedade privada!<\/p>\n<p align=\"justify\">Em suma: esta constela\u00e7\u00e3o de cren\u00e7as -racista e classista at\u00e9 a medula- presidiu o fenomenal despojo de que foram objeto os povos origin\u00e1rios e libertou os devotos crist\u00e3os, que perpetraram o massacre, de qualquer sentimento de culpa. Na realidade, as v\u00edtimas eram humanas s\u00f3 na apar\u00eancia. Essa ideologia reaparece em nossos dias, claro que de forma transfigurada, para justificar o aniquilamento dos selvagens contempor\u00e2neos. Segue \u201coprimindo o c\u00e9rebro dos vivos\u201d, para utilizar uma formula\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica, e fomentando a indiferen\u00e7a popular diante dos crimes cometidos pelo imperialismo em terras distantes. Com a inestim\u00e1vel contribui\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria cultural do capitalismo, hoje a condi\u00e7\u00e3o humana \u00e9 negada aos palestinos, iraquianos, afeg\u00e3os, \u00e1rabes, afrodescendentes e, em geral, aos povos que constituem oitenta por cento da popula\u00e7\u00e3o mundial. Tirman recorda, como j\u00e1 havia feito antes Noam Chomsky, o sugestivo nome designado \u00e0 opera\u00e7\u00e3o destinada a assassinar Osama Bin Laden: \u201cGer\u00f4nimo\u201d, o chefe dos apaches que se op\u00f4s \u00e0 pilhagem praticada pelos brancos. O linguista norte-americano tamb\u00e9m dizia que alguns dos instrumentos de morte mais letais das for\u00e7as armadas de seu pa\u00eds tamb\u00e9m tem nomes que aludem aos povos origin\u00e1rios: o helic\u00f3ptero Apache, o m\u00edssil Tomahawk, e assim sucessivamente.<\/p>\n<p align=\"justify\">Tirman conclui sua an\u00e1lise dizendo que esta indiferen\u00e7a diante aos \u201cdanos colaterais\u201d e aos milh\u00f5es de v\u00edtimas das aventuras militares do imp\u00e9rio enterra a credibilidade de Washington quando pretende se erigir como o campe\u00e3o dos direitos humanos. Acrescentamos: enterra \u201cirreparavelmente\u201d essa credibilidade, como ficou eloquentemente demonstrado em 2006 quando a Assembleia Geral da ONU criou o Conselho de Direitos Humanos, em substitui\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos, com o voto quase un\u00e2nime dos estados membros e repudio solit\u00e1rio dos Estados Unidos, Israel, Palau e das Ilhas Marshall (3). O mesmo ocorre quando ano ap\u00f3s ano a Assembleia Geral condena por uma maioria esmagadora o bloqueio criminoso a Cuba imposto pelos Estados Unidos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mas n\u00e3o \u00e9 somente a credibilidade de Washington o que est\u00e1 em jogo. Mais grave ainda \u00e9 o fato de que a apatia e o torpor moral, que inviabilizam a quest\u00e3o das v\u00edtimas, garante a impunidade daqueles que perpetram crimes de lesa humanidade contra popula\u00e7\u00f5es civis indefesas (como nos casos de My Lai, no Vietnam, ou Haditha, no Iraque, para n\u00e3o mencionar sen\u00e3o os mais conhecidos). Mas isto vem de longe: recorde-se a pat\u00e9tica indiferen\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o norte-americana diante das not\u00edcias do bombardeio at\u00f4mico em Hiroshima e Nagasaki, e as mensagens que enviava o correspondente do\u00a0<em>New York Times <\/em>destacado no Jap\u00e3o dizendo que n\u00e3o havia ind\u00edcios de radioatividade na zona bombardeada! Impunidade que alentar\u00e1 futuras atrocidades, motorizadas pela inesgot\u00e1vel voracidade de gan\u00e2ncias que exige o complexo industrial-militar, para o qual a guerra \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, imprescind\u00edvel, de seus benef\u00edcios. Sem guerras, sem escalada armamentista, o neg\u00f3cio produziria preju\u00edzos, e isso \u00e9 inadmiss\u00edvel. E s\u00e3o as gan\u00e2ncias desses tenebrosos neg\u00f3cios, n\u00e3o nos esque\u00e7amos, as que financiam as carreiras dos pol\u00edticos norte-americanos (e Obama n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o a esta regra) e as que sustentam os oligop\u00f3lios midi\u00e1ticos com os quais se desinforma e adormece a popula\u00e7\u00e3o. N\u00e3o por acaso, os Estados Unidos guerrearam incessantemente nos \u00faltimos sessenta anos. Os preparativos para novas guerras est\u00e3o \u00e0 vista e s\u00e3o inocult\u00e1veis: come\u00e7am com a sataniza\u00e7\u00e3o de l\u00edderes desafetos, apresentados diante da opini\u00e3o p\u00fablica como figuras desp\u00f3ticas, quase monstruosas; segue com intensas campanhas publicit\u00e1rias de estigmatiza\u00e7\u00e3o de governos desafetos e povos dissidentes; logo v\u00eam as condena\u00e7\u00f5es por supostas viola\u00e7\u00f5es aos diretos humanos ou pela cumplicidade daqueles l\u00edderes e governos com o terrorismo internacional ou o narcotr\u00e1fico, at\u00e9 que finalmente a CIA, ou algum esquadr\u00e3o especial das for\u00e7as armadas, se encarrega de fabricar um incidente que permita justificar diante da opini\u00e3o p\u00fablica mundial a interven\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos e seus comparsas para por fim a tanto mal. Em tempos recentes, isso foi feito no Iraque e logo na L\u00edbia. Na atualidade h\u00e1 dois pa\u00edses que atraem a maliciosa aten\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio: Ir\u00e3 e Venezuela, por pura casualidade donos de imensas reservas de petr\u00f3leo. Isto n\u00e3o significa que a funesta hist\u00f3ria do Iraque e da L\u00edbia v\u00e1 necessariamente se repetir, entre outras coisas porque, como observou Noam Chomsky, os Estados Unidos s\u00f3 ataca pa\u00edses d\u00e9beis, quase indefesos, e ilhados internacionalmente. Washington fez o imposs\u00edvel para estabelecer um \u201ccord\u00e3o sanit\u00e1rio\u201d para ilhar Teer\u00e3 e Caracas, mas at\u00e9 agora sem \u00eaxito. E n\u00e3o s\u00e3o pa\u00edses destru\u00eddos por longos anos de bloqueio, como o Iraque, ou que se desarmaram voluntariamente, como a L\u00edbia, seduzida pelas hip\u00f3critas demonstra\u00e7\u00f5es de afeto de uma nova camada de imperialistas. Afortunadamente, nem Ir\u00e3 nem Venezuela se encontram nessa situa\u00e7\u00e3o. De todo modo, ter\u00e3o que estar alertas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Traduzido por Rodrigo Juruc\u00ea\u00a0Mattos Gon\u00e7alves (PCB \u2013 Partido Comunista Brasileiro)<\/p>\n<p align=\"justify\">Notas:<\/p>\n<p align=\"justify\">1-\u00a0<strong>\u201cWhy do we ignore the civilians killed in American wars?\u201d <\/strong>(<em>The Washington Post<\/em>, 5 de dezembro de 2011).<\/p>\n<p align=\"justify\">2- Especialistas internacionais asseguram que o n\u00famero de v\u00edtimas ocasionadas pelos Estados Unidos no Vietnam ronda as quatro milh\u00f5es de pessoas. A estimativa total de seis milh\u00f5es subestima em grande parte o massacre desencadeado pelo imperialismo norte-americano em suas diferentes guerras.<\/p>\n<p align=\"justify\">3- Acrescentamos um dado bem significativo: quando a Assembleia Geral teve que decidir a composi\u00e7\u00e3o do Conselho, em 9 de maio de 2006, os Estados Unidos n\u00e3o lograram os votos necess\u00e1rios para ser um dos 47 pa\u00edses que devia integr\u00e1-lo. Essa \u00e9 toda uma defini\u00e7\u00e3o sobre a credibilidade internacional nula de Estados Unidos como defensor dos direitos humanos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Resumen Latinoamericano\n\n\n\n\n\n\n\n\nPor Atilio A. 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